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segunda-feira, 15 de setembro de 2008

o sonho de morales

"Estão muito claras as motivações dos atentados que assolam a Bolívia. A elite econômica e os políticos de direita, encastelados nas cinco províncias orientais, não podem aceitar um governo que deseja redistribuir a renda, beneficiando os mais pobres; controlar a economia, extinguindo privilégios; e dar certo grau de autonomia às comunidades indígenas, exploradas e marginalizadas em 183 anos de história
Além disso, o intervencionismo de Morales – embora se insira no quadro de um regime misto, onde o Estado ora é sócio das empresas, ora socializa setores mal explorados por elas – causa repulsa nas atrasadas classes abastadas bolivianas.
Por fim, o fato de Evo Morales ser um presidente índio é repelido pela minoria branca e europeizada – 15% da população –, dominante sobre a maioria quechúa e aymara – 60%. Expressões usadas pelos governadores da oposição para agredir Morales como "macaco", "índio infeliz" e "índio porco" são reveladoras.
Na verdade, os grupos políticos e econômicos que sempre dirigiram a Bolívia não têm muita autoridade para justificar suas posições.
Seguindo fielmente o FMI, eles entregaram ao presidente eleito em dezembro de 2005 uma Bolívia nas seguintes condições: país mais pobre da América do Sul, com 60% dos seus 9 milhões de habitantes abaixo da linha da pobreza e 38% em extrema pobreza; desemprego de 12%, com 40% de sub-empregados; renda dos indígenas 40% inferior a dos não-indígenas.
Nos dois anos e meio de governo Morales, tal quadro começou a mudar. Primeiro, ele procurou aumentar as rendas do Estado, revendo os acordos de exportação de gás e petróleo com o Brasil e a Argentina, desvantajosos ao país, e estabelecendo o controle estatal sobre a exploração dessas riquezas. A Bolívia passou a ficar com 85% dos lucros e suas exportações dobraram de 2005 para 2006, chegando a 4,9 mil milhões de dólares.
Para estimular a industrialização e reduzir o desemprego, concedeu-se, através de licitação, a exploração da mina de Mutun à empresa siderúrgica indiana Jindall Steel & Power, com proposta de investir 1,5 mil milhão de dólares já e mais 2,5 mil milhões em 8 anos. Mutun possui reservas de 40 mil milhões de toneladas de ferro, 10 mil milhões de magnésio (70% das reservas mundiais) e se achava sub-explorada.
Acordo com o Irã prevê o investimento de 230 milhões de dólares na instalação de uma fábrica de cimento, mais 1,1 mil milhão em energia, agricultura e indústria alimentícia.
Na área social, Morales anunciou uma reforma agrária que seria iniciada com a desapropriação de 14 mil hectares de terras, a maioria não cultivada, concedidas irregularmente como favores políticos por governos anteriores. Pesados investimentos foram realizados na Educação e destinou-se parte do imposto cobrado sobre o gás para os idosos pobres.
Mesmo não realizando as economias preconizadas pelo FMI, o governo conseguiu superávit em 2006 e 2007, algo que não acontecia na Bolívia desde 1940.
No entanto, para poder realizar as reformas necessárias, era preciso uma nova Constituição. Ela foi aprovada pelo Congresso, com abstenção da direita, mas precisa passar por referendo popular.
A revolta dos governadores dos cinco departamentos da oposição começou com manifestações de protestos. Exigiam autonomia – o controle da distribuição dos recursos dos hidrocarbonetos produzidos localmente (82% do gás do país), o fim das pensões financiadas com parte do imposto do gás e a rejeição "in limine" da nova Constituição.
No meio da crise, Morales e seus adversários concordaram com a realização de um referendo revogatório, no qual o povo poderia manter ou afastar o presidente, governadores de departamentos e prefeitos das províncias.
O resultado foi favorável ao governo central. Morales obteve 67% dos votos a favor e venceu em 95% das 112 províncias. Quatro governadores de direita também venceram e três foram rejeitados, sendo dois da oposição e um do governo, o qual não obstante saiu ganhando, pois lhe coube nomear os prefeitos provisórios até nova eleição.
Fortalecido, Morales esperava que a oposição abrandasse e aceitasse a realização do referendo constitucional.
Aconteceu o contrário. O apoio popular a Morales, representado pelos 67% dos votos, era uma garantia de vitória para ele. Por isso, a direita continuou em pé de guerra.
As manifestações se intensificaram, numa escalada de violência que hoje chega ao bloqueio de estradas para impedir a chegada de alimentos às cidades, incêndio de edifícios de instituições do governo central – com destruição de documentos públicos, ataques a aeroportos, estações de trens, locais de reuniões de indígenas e, por fim, explosões de gasodutos e cortes no envio de gás para o Brasil –, visando paralisar as exportações. Tudo para provocar o caos, criando um ambiente propício para um golpe de Estado.
O governo fez o possível para conseguir um acordo. Aceitou a autonomia administrativa, mas sem desistir nem do controle dos recursos naturais nem da nova Constituição. Em vão. Diante da violência da oposição, Morales agiu brandamente. O Exército foi proibido de atirar, devendo limitar-se a guardar as instalações de produção de petróleo e gás. Mas a violência chega agora a um grau insuportável. Está evidente o objetivo de derrubar o governo ou pelo menos separar os cinco departamentos da Bolívia – os gritos de "independência" são freqüentes nas ações direitistas.
Não se acredita que a moderação do governo acabe acalmando os ânimos. Já há motivos de sobra para se declarar a intervenção federal nos departamentos revoltosos. Mas Morales hesita. Precisaria usar o exército, opor violência à violência, e ele não quer vítimas. Teme também que, chamado a intervir, o Exército fique ao lado das forças direitistas. Historicamente é o que tem acontecido.
Existe a idéia de recorrer à mobilização popular, armar os índios, mineiros e camponeses para defender o governo. Nesse caso, conforme Ivan Canelas, porta-voz de Morales, estaria aberto o caminho para "um tipo de guerra civil". O que poderia desagradar os militares e fazê-los aderir à sedição.
Intervir usando o Exército, de acordo com a lei, ou com o povo armado implica em sérios riscos.
Mas Morales terá de optar por uma delas. Ou renunciar ao seu sonho de construir uma Bolívia com justiça, igualdade e esperança."Luiz Eça - jornalista brasileiro

domingo, 14 de setembro de 2008

ZARAGOZA 2008

O meu arroz doce


Ingredientes
250 g de arroz (tem de ser carolino)
150 g de açúcar
1 litro de leite gordo
2 cascas de limão
Sal
Canela em pó e em pau

Preparação:
Levar ao lume um tacho com água abundante temperada com uma pitada de sal. Quando a água ferver, junta-se o arroz até abrir. levar o leite a ferver com a canela em pau e a casca de limão. Escorrer o arroz e mergulhar no leite a ferver. Cozer em lume brando e adicionar o açucar. deitar numa tijela e polvilhar com canela em pó.
Recomendação
O arroz doce que nos sabe melhor é o que se deposita que resgatamos nos lábios do outro!!! E se for dos do Mourinho até a mais abominável céptica e iconoclasta "adoçaria"...

terça-feira, 11 de março de 2008

Leonard Cohen em Lisboa no mesmo dia de Lou Reed

"De acordo com o seu site oficial, Leonard Cohen está de volta a Portugal para um concerto em Julho. O espectáculo terá lugar no mesmo dia em que Lou Reed actua no Campo Pequeno.
No meio da euforia dos festivais, o site oficial de Leonard Cohen dá como certo um concerto em Lisboa no dia 19 de Julho. Acaso ou não, o regresso a Portugal do cantor e compositor canadiano acontece no mesmo dia em que Lou Reed actua no Campo Pequeno, também em Lisboa. A digressão World Tour, que apresenta uma extensa lista de datas na América do Norte e na Europa dá como local do concerto de Cohen um simples Passeio Marítimo em Lisboa, presumindo-se que o espectáculo decorra em Algés ou Alcântara. Nem o espectáculo de Cohen, nem o de Lou Reed foram ainda anunciados por qualquer produtora, ainda que o concerto do ex-Velvet Underground em Loulé, dia 20 de Julho, seja produzido pela Música no Coração."
extraído de Blitz

terça-feira, 27 de novembro de 2007

How much of an ass can a guy be???"


"O líder da Juventude Centrista apontou hoje o presidente do Grupo Parlamentar do PCP, Bernardino Soares, como um dos principais protagonistas dos "distúrbios revolucionários" do "Verão Quente" de 1975, altura em que tinha apenas quatro anos.
No almoço do CDS-PP que assinalou o aniversário da operação militar do 25 de Novembro de 1975, na Amadora, Pedro Moutinho disse ser preciso "apontar com frontalidade" alguns dos principais responsáveis por actos como os "sequestros e incêndios às sedes do CDS-PP logo após a revolução de Abril de 1974 e que continuam hoje no activo".
"Falo do actual presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, que mais tarde se renderia às virtudes do capitalismo. Falo também das bombas das FP 25 de Abril e políticos actuais como Francisco Louçã, Luís Fazenda, Jerónimo de Sousa, Odete Santos e Bernardino Soares", disse.
Segundo os registos da Assembleia da República, o actual líder parlamentar do PCP, Bernardino José Torrão Soares, nasceu no dia 15 de Setembro de 1971, tendo por isso quatro anos quando se deu o 25 de Novembro de 1975.
Já em relação às Forças Populares 25 de Abril - organização citada pelo líder da JC como estando na mesma linha política do Movimento das Forças Armadas -, não consta nenhum registo de que tenham actuado em 1975.
Esta organização conotada com a extrema-esquerda terá sido formalmente fundada em 1980 (no período do primeiro Governo da Aliança Democrática, liderado por Francisco Sá Carneiro), ano em que começou a desenvolver a sua actividade.
PMF."

Lusa/fim