terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

vida de cão


Como em tudo na vida até para ser cão é preciso ter sorte… não sei se alguém alguma vez disse isto, por isso acautelo desde já o plágio.
Há uma pergunta cuja resposta provocaria em mim uma real angústia… qual o livro da minha vida? E se um dia a pergunta for feita? De onde virá essa angústia? Não sei! E se um dia quando acordar alguém estiver lá de microfone em riste?
Há um livro que simplesmente tive o privilégio de ler, nem questiono mesmo se mudaria a minha vida, os meus princípios ou convicções… se um dia for essa a pergunta…
“Timbuktu”… corro agora muitas vezes para ele pelas circunstâncias da vida de seres muito pouco privilegiados. Nesta fantástica obra de Paul Auster, Mr. Bonnes um cão de raça indefinida, rafeiro adoptado para ser mais precisa, narra e vive a história de William Gurevich… “- que mais simpática e honesta testemunha pode ter a vida de um homem que não seja um cão?” Questiona Auster.. Após o Pai Natal lhe ter aparecido na televisão, William, homem de posses e grande promessa na produção poética, transforma-se em Christmas, um vagabundo que percorre as ruas na costa leste dos EUA - “Desde que William perdeu o contacto com os seres humanos o cão é aquele que nos pode relatar o que está a acontecer”… diz o autor.
Eu também já tive um cão, de raça indefinida… Lembro… o nosso grande segredo… o nosso grande laço, tão pequenino e tão gordinho, as noites em que era o personagem principal e dormia a chuchar no conforto do meu dedo! Lembro-me… o olhar brilhante…a alegria com que sempre me recebia! O meu grande Baco gostava de vinho branco… a partilha era mesma a capacidade de fazer amigos e a da solidão… Não sabia como ele entendia o mundo, não sei se partilhava as minhas dúvidas e as minhas hesitações!
Espero que Baco se tenha encontrado Mr. Bones no Timbuktu, dizem ser o paraíso das almas, para onde todos nós vamos, depois de morrer.
Dizem que todo o sonho americano tem a sua Dark Side… talvez a fórmula se aplique a toda a humanidade quando o destino é trágico…
O encontro no Jardim Público, com um dos membros da família dos “abana o rabo”, um cão que como Mr. Bones, que se transformou em Cal e depois em Sparky, também nasceu com a sina de não ter apenas um nome… repito, para não perder a ponta do fio da meada. O encontro, no jardim público com Sakura, o seu novo nome, levou-me ao Canil da Covilhã.
Era um cão inteligente, começou por seduzir… a fórmula é sempre a mesma, os restos do restaurante, neste caso do “Sporting”, e o saco era enorme, do tamanho da simpatia e afabilidade do funcionário do restaurante… a fomeca sempre apertava mas… mesmo quando se esquecia, voltava atrás e mimava os novos amigos… depois atacava o saco da comida.
Foi apanhado na rede… lá fui eu salvar o bicho daquela condenação humilhante sem julgamento e sem pecado… a não ser que a lenda seja verdadeira e seja canino o guia e guardião do Reino dos Mortos culpado dos seres humanos terem perdido a imortalidade. “caiu na rede” na forma canina, como é óbvio!
Aquele canil é malcheiroso, frio por demais, a alimentação pareceu-me escassa pelo aspecto e magreza dos seus locatários, o espaço das celas é minúsculo, os animais amontoados não têm um espaço para ginasticar a liberdade, a fidelidade, a solidariedade, a independência, a altivez, os afectos, o amor incondicional, a inteligência, a irreverência, a generosidade, o espírito de sacrifício, a teimosia, a curiosidade, o capricho, a desobediência, brincadeira… A todos estes cães desta porcaria, para não dizer merda, de Canil da Covilhã, propriedade da empresa Águas da Covilhã e apoiado, não sei de que forma, por uma tal Associação de nome Rude, a todos estes cães repito, só lhe falta falar. E Vem-me à memória o belíssimo poema de amor de um homem a um cão de Manuel Alegre. - cito:
"Alguém falou da tristeza e do vazio do olhar dos animais. Vi a tristeza, em certos momentos, no olhar do cão. A tristeza de quem quer chegar à palavra e não consegue.” E eu Também vi no olhar de todos aqueles cães a cruel e rude natureza da natureza humana… e entre lágrimas de raiva apeteceu-me rebentar com todas aquelas grades e gritar: “Vamos rapazes “ a Liberdade está a passar por aqui”! ocupem território nas ruas e nos jardins da Covilhã que a revolução é feita de ocupações…lembrei-me de lhes citar Neruda “ Pensem que o elefante tem o mesmo número de letras que mariposa e é muito maior”...
Sakura amanhã vou resgatar-te e vou ler-te um poema de amor…

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

casamento por conveniência


"Ainda hoje voltei a ver o Luís Filipe Menezes a dar uma entrevista na televisão. Por mais que tente demonstrar a sua discordância das políticas socretinas a realidade mostra que vivem num alegre compadrio. Se à recente confissão pública de que a partilha dos mais importantes cargos de nomeação do estado, estão já está há muito tempo combinada, é disso prova. Também o são os acordos em que ambos os parecem querem silenciar os partidos políticos mais pequenos. Primeiro com a ridícula exigência de os obrigarem a provar que possuem pelo menos cinco mil militantes e agora com a criação de uma nova lei eleitoral autárquica com que pretendem retirar todos os outros, que não eles, dos executivos municipais. Este desdém pelos partidos mais pequenos é mostrado sempre que o Engenheiro vai à Assembleia da Republica e a resposta que encontra para muitas perguntas incómodas é o menosprezar a sua importância, desrespeitando assim as regras democráticas e todos aqueles que votaram nesses partidos. Pelos vistos, estes senhores não conhecem a diferença entre legitimidade democrática, que possuem por terem ganho as eleições, e a prepotência de remeter ao silêncio quem não pense e pactue com eles. Tirar esta escumalha das cadeiras do poder é urgente em defesa das nossas liberdades e dos nossos direitos democráticos."

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

"JAMÉ"


"Depois de anunciada hoje a localização do novo Aeroporto Internacional de Lisboa e como o tempo urge, proponho a seguinte indumentária para a tripulação da TAP:
.Hospedeiras: Blusa branca com alguns bordados no peito. Avental preto arredondado com bordados, meia branca bordada à mão e sapato preto com a pala virada para fora, a tapar os atacadores. Não esquecer a foice.

.Pilotos: Camisa branca, com colarinho de ‘Padre’. Calção azul até pouco abaixo do joelho, decorado com botões cromados na anca e junto ao joelho, com meia branca bordada à mão até ao joelho e sapato preto com pala virada para fora, a tapar os atacadores e juntamente com as esporas. Colete vermelho, nas costas um bordado preto, com o desenho da ferradura do cavalo. Cinta vermelha bem apertada à cintura. Na cabeça, um barrete verde com uma barra vermelha. Jaqueta da cor e do mesmo tecido do calção, também decorada com botões cromados. O pampilho (vara) de campino é indispensável."
extraído do blog.www.legumesalteados.blogspot.com/

Reféns das FARC já foram libertadas

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou que as duas reféns das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) já foram resgatadas e estão num helicóptero a caminho da Venezuela, informação que é confirmada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Clara Rojas --ex-assessora da candidata presidencial Ingrid Betancourt -- e a ex-deputada Consuelo Gonzalez foram raptadas há cinco e seis anos, respectivamente.
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Lançamentos fluviais


10.01.2008, Nuno Pacheco (No Público)
"No passado fim-de-semana, ao folhear os semanários, saltava à vista este título lapidar, mesmo na capa do Expresso: "PSD: Aguiar Branco lança Rui Rio". OK, mas de que ponte?, perguntaria o leitor mais incauto, sem perceber muito bem do que se tratava. Equívocos do verbo lançar, evidentemente. Vai-se aos livros e lá está, bem explícito, que lançar significa arremessar com força, atirar, arrojar, deitar, expelir, vomitar, apontar, dirigir, inscrever, fazer nascer, produzir, expelir, exalar, espalhar, derramar, atribuir, pôr em voga, fazer constar, indagar. Ou atirar-se, precipitar-se, avançar. Nada que se aplique de imediato ao presidente em exercício da Câmara do Porto, embora por mais do que uma vez ele se tenha precipitado em decisões menos abonatórias, se tenha atirado contra jornalistas e tenha avançado com medidas que lhe valeram fortes críticas. Mas daí a lançarem-no, como dantes se fazia nos circos aos homens-bala, vai enorme distância. Sucede que o título, bem como o texto que lhe está associado, se refere à hipótese de Rio vir a ser alternativa a Menezes na liderança do PSD. Quem a coloca, entre outros? Aguiar Branco, um homem que Rio convenceu um dia a não se candidatar contra Marques Mendes porque isso podia dar a vitória a Menezes.
Ora, Aguiar não se candidatou, mas Menezes ganhou. E a tese de Rio desaguou no oceano dos falhanços. Eis que agora, depois de temporário amuo, Aguiar anuncia: "Estamos a guiar o mesmo carro e dificilmente não será assim". Lá voltará o leitor incauto, desta vez zangado: como a guiar o mesmo carro? Então agora já há carros com dois volantes? Nada disso. E também não é metáfora. Aguiar e Rio estiveram ao volante do mesmo carro, sim, porque o primeiro convidou o segundo para parceiro numa corrida de automóveis em Braga, a 8 de Dezembro. E lá posaram, devidamente enfarpelados, para a fotografia (também no Expresso).

Pois bem: entre carros e pontes, a verdade é que há já quem procure engrossar o caudal de Rio para que ele desagúe devidamente num lugar que Menezes ainda mal aqueceu. Mais: até há quem lhe envie mensagens, e-mails, a sugerir que ele venha a ser o futuro ministro de Portugal, coisa que ele naturalmente muito agradece (os mails, claro), mas ainda não comenta. Já houve almoço, como convém nestas coisas, e já se vislumbra, nos horizontes de um mirífico poder, como sucessor do "barrosismo", do "mendismo" e do "menezismo", o "riismo". Pode não ser fácil de concretizar, e menos ainda de pronunciar, mas é o que há, nestas andanças. Rio está "consciente das suas responsabilidades e não as descartará", afiança, ainda ao Expresso, um ex-apoiante de Marques Mendes. A coisa parece séria. Mas como um lançamento nunca vem só, eis que o próprio Rio admite recandidatar-se a um terceiro mandato camarário. Porquê? Porque, diz ele, "não há duas sem três". Fatal. Talvez alguém se lembre de ressuscitar, a propósito de tais lançamentos, a velha canção festivaleira de Sérgio Borges: "Onde vais rio que eu canto/ nova luz já se alumia." Preparados?"

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Bloguistas

http://wehavekaosinthegarden.blogspot.com/

Tratado Europeu não vai a referendo


Ao contrário do compromisso assumido na última campanha eleitoral, o primeiro ministro anunciou ontem que o governo não vai referendar o Tratado Europeu, após decisão assumida pela Direcção do PS. Nas últimas semanas, o Presidente da República e o PSD também insistiram na aprovação parlamentar do Tratado. O Bloco Central está unido para evitar que a população discuta o futuro da Europa e decida sobre o funcionamento da União Europeia. Tal como tinha sido anunciado, o Bloco de Esquerda vai apresentar uma moção de censura ao governo.
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terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Sondagens apontam para vitória de Obama nas primárias democratas de hoje


"A média das últimas dez sondagens feitas nos EUA dá a vitória ao senador Barack Obama nas primárias de hoje do Partido Democrata em New Hampshire, as segundas a realizarem-se para a definição de quem será o candidato às eleições de Novembro. Obama teria 37% das intenções de voto. Hillary Clinton, que até agora liderava com alguma tranquilidade, caiu abruptamente e aparece em segundo, com 29%." www.esquerda.net

domingo, 6 de janeiro de 2008

Miguel Almeida - Feira de artes- ANIL covilhã










adeus pacheco


Somos cinco numa cama. Para a cabeceira, eu, a rapariga, o bebé de dias; para os pés, o miúdo e a miúda mais pequena. Toco com o pé numa rosca de carne meiga e macia: é a pernita da Lina, que dorme à minha frente. Apago a luz, cansado de ler parvoíces que só em português é possível ler, e viro-me para o lado esquerdo: é um hálito levemente soprado, pedindo beijos no escuro que me embala até adormecer. Voltamo-nos, remexemos, tomados pelo medo de estarmos vivos, pela alegria dos sonhos, quem sabe!, e encontramos, chocamos carne, carne que não é nossa, que é um exagero, um a-mais do nosso corpo mas aqui, tão perto e tão quente, é como se fosse nossa carne também: agarrada (palpitante, latejando) pelos nossos dedos; calada (dormindo, confiante) encostada ao nosso suor."

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

“Borbardeemos” o tratado


No dia 13 de Dezembro em ambiente natalício, os governantes dos vinte e sete países europeus, presentearam-nos com aquilo que “diz que é uma espécie de novo tratado.”Este que foi pomposamente rubricado em Lisboa. - “Mais simplificado”: diz SarKozy, resultou de um retoque de 295 emendas ao tratado assinado em Roma em 1957, e de 61 emendas ao de Maastricht de 1992, e umas dezenas de protocolos e declarações anexos, simplificado?
Sarko l´Américain parece querer criar uma ilusão necessária com força emocional de arrastão ideológico tão típico de uma qualquer palerma americanice política. Simplificado diz Sarkozy pensando e acreditando na não necessidade de um voto aberto dos europeus.
Depois de um participado referendo em Maio e Junho de 2005 a França e a Holanda reagiram com um sonoro “Não” ao TCE “Tratado Constitucional Europeu”, e quando o mais esperado seria outro tipo de reflexão, indo de encontro ao que os europeus querem, uma compreensão das objecções a esse tratado e um compromisso com esse esmagador NÃO, eis que a correcção foi “a tiro”, à revelia dos europeus, consumando algo para o qual a Europa acredito não estar pronta para entrar em consenso.
Sabemos que os 27 fogem da soberania do povo como os vampiros dos alhos, e a opção foi pelo calibrar de uma nova forma de atraiçoar a democracia aos povos que trabalham e que lhe é vedado o direito de conduzir a sua própria vida.Quem trabalha?peço desculpa, quem tem o direito a procurar emprego… que o direito ao emprego já não é contemplado neste novo texto “flexisimplexificado”. Corrijo pois, quem tem o “direito de procurar emprego” já não tem o direito de influenciar a democracia? Será que Lippmann tem razão? Somos o “rebanho tolo” que ao tornar-se participante só iria causar sarilhos? Somos um rebanho tolo que de vez em quando participa numa eleição implorando a um destes 27 para ser o nosso líder? Somos um rebanho tolo espectador desta classe especializada em nos ajudar a atravessar a estrada?Ironicamente, ou não, algo não muda e mesmo que assim fosse não era novidade, a sacralização de um Europa neo-liberal e numa “máquina para liberalizar” (Denord) onde quem comanda e domina são “tropas” da Alemanha, França, Itália e Reino Unido, que dispõem hoje de um real poder de veto dentro do Conselho não podendo nenhuma decisão por maioria qualificada ir contra a opinião de três deles.
Não muda neste tratado a ausência de políticas sérias para resolver catástrofes sociais resultantes das corrosivas de hinos e bandeiras internas instaladas como os graves problemas da saúde, dos padrões de educação, do desemprego, do declínio dos salários reais, dos sem-abrigo, do aumento da violência e da criminalidade.
Está já em marcha o movimento queremos um referendo ao tratado de Lisboa assinado por mais de 55 000 pessoas, entre elas dirigentes sindicais, activistas sociais e figuras das diversas correntes da esquerda francesa (PS, PC, Verdes, LCR), congregando ainda outros movimentos como Respeitem o nosso não, Pela República Social e Colectivo 29 de Maio .O texto deste movimento apela para o apego à democracia, apela para uma mobilização e um unir de esforços sem precedentes naquilo que é um assunto da maior importância para cada um de nós e na defesa da soberania popular. Nas palavras de Chomsky “nestas circunstâncias é preciso distrair o rebanho tolo, porque, se começa a saber disto, pode não gostar, pois é ele que vai sofrer”.
“Borbardeemos” o tratado
Também me apetece dizer:“A única solução é bombardear”
Obriguemos os nosso governo a não nos negar a democracia.
BOM ANO! BONS REFERENDOS!

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Se o seu marido lhe oferecer porrada, isso é Phone ix


"A ideia é peregrina:O Dr. Jorge Lacão, secretário de Estado da Presidência, considera que quando um homem espanca e ameaça a sua companheira e isso está provado em vez de pulseiras electrónicas nesses agressores identificados é melhor dar às vítimas um telemóvel com ligação directa a uma centro de atendimento especial O assunto é tão sério que não se pode pôr a questão de ele estar a brincar, mas olhem que parece! «Está? Daqui fala a Maria das Dores, da rua dos Mártires nº 5 , 3º esquerdo, e o meu homem acabou de arrombar a minha porta e está aqui à minha beira com uma faca na mão. Podem-me ajudar?» Sem dívida que sairia mais barato.Não faço ideia do custo de uma pulseira electrónica, ao passo que telemóvel toda a gente tem, era só acrescentar-lhe esse número «de atendimento especial». Quanto à segurança das vítimas… isso é outro capítulo." extraido de pópulo

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

A ministra vive:)


"Trinta anos de bagunça na educação, por conta de governos do PS e do PSD, tiveram no último debate mensal com o Primeiro-Ministro a sua paródia natalícia.Sócrates e Santana, empolgados na verborreia quando concordam no essencial - rebentar com o pouco que sobra da gestão democrática das escolas - foram a cara da hipocrisia do consenso neoliberal em matéria de educação.
Agora as escolas vão ter directores, parece que por concurso público nas mãos de um Conselho Geral, e da única coisa que Santana não gosta é que seja um professor. Na verdade, PS e PSD vão a enterrar o seu morto."
Cecília Honório

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

a taxa que não saiu do saco


"Para alem das críticas aos zigue-zagues do governo, levantou-se um sem número de vozes contra uma hipotética taxa ecológica sobre os sacos de plástico. A maioria dos reparos centrou-se na oposição ao que consideram a dupla tributação de um novo imposto. Como resume Mário Ramires, subdirector do Sol, é uma nova taxa para prejudicar ainda mais “milhões de endividados consumidores”. Esta linha de argumentação prova até que ponto, num país com uma carga fiscal a léguas da europeia e inferior mesmo à da OCDE, fez caminho o discurso liberal sobre a “tirania fiscal”.E, afinal, estava-se apenas a falar de alargar ao resto do país o que o Pingo Doce já tem vindo a fazer. Nesta cadeia de distribuição, os sacos biodegradáveis convencionais custam 2 cêntimos e os reutilizáveis ficam por 20 cêntimos. São sacos de alta qualidade e resistência que, quando danificados, são trocados sem encargos para o consumidor.

sábado, 8 de dezembro de 2007

EMIR KUSTURICA & THE NO SMOKING ORCHESTRAEmir



"Kusturica regressa a Portugal com a frenética No Smoking Orchestra para dois concertos únicos inseridos na Tournée de 2008, dia 25 de Janeiro no Coliseu do Porto, e dia 26 de Janeiro no Coliseu de Lisboa. Na bagagem o novo álbum “Time of the Gypsies”, sem esquecer temas como “Unza Unza Time!”, “Bubamara” e “Pitbull Terrier” entre outros que certamente vão fazer explodir o coliseu numa noite inesquecível!!!Belgrado, 1980, o movimento punk e new wave surge como alternativa à música rock. A democratização do som levou ao aparecimento de novas bandas, decalques quase perfeitos dos seus ídolos ocidentais."

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Estilo Menezes


"O episódio da votação do empréstimo na Câmara de Lisboa revelou o novo estilo do PSD. Caceteiro, ameaçador, contraditório, ignorante.Caceteiro: os deputados municipais não têm direito sequer a formularem a sua opinião na reunião do partido, e não podem submeter a votação interna as diversas propostas.
Ameaçador: o presidente da distrital lembrou aos interessados que dentro de um ano estará a fazer as novas listas e que não se esquecerá de quem não obedeceu a instruções. Contraditório: o presidente da Câmara mais endividada do país preocupa-se com o aumento da dívida de Lisboa, que serve para pagar a despesa feita por duas presidências PSD em Lisboa. Ignorante: o PSD adverte que o empréstimo aumenta o défice registado, ignorando que a transferência da conta de dívidas a terceiros para a conta de dívidas à banca deixa o défice exactamente na mesma.
É isto o estilo Menezes.
Mas talvez o mais importante seja o carácter negociador, ameaçador e trauliteiro desta nova forma de fazer política. Tudo se negoceia, com Menezes. Na segunda-feira, são 200 milhões, na terça-feira já são 400 milhões. Na campanha interna, é acabar com o pacto da justiça, depois de eleito tem dias - de manhã acaba-se com o pacto, à noite salva-se o pacto, entretanto negoceiam-se outros pactos. Tudo são ameaças, fugas, insinuações. Menezes quer ser imprevisível e é por isso confuso, quer dizer-se determinado e é por isso trapalhão.
O estilo Menezes é o velho estilo do "agarrem-me senão eu vou-lhe bater". Mas agarrem-me depressa. Cuidado comigo.
Menezes não parece perceber que este estilo resulta uma vez mas não resulta duas vezes. Impressiona à primeira e farta à segunda. Depois, é somente um incómodo, uma perturbação. Não é uma resposta de poder, nem muito menos um primeiro-ministro em tirocínio.
O estilo Menezes é uma bênção para Sócrates. Alinha a direita na irrelevância. Ainda por cima, como dizia entristecido um deputado do CDS no debate sobre a Estradas de Portugal, o PS está a passar o CDS pela direita nas grandes escolhas estratégicas. O estilo Menezes é o que mais convém a esta política. O caso de Lisboa demonstrou como o PSD é confuso mas previsível, ameaçador mas inconsequente.
Quem negoceia tudo não pode ser nunca levado a sério. "
Francisco Louçã

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

a Zé deixou-nos para sempre


«Chegou a hora do adeus.
Que os amigos se separem,
Que toda a esperança se desfaça,
Que todos os sonhos se desmanchem,
Que todos os nós se façam na garganta,
Que toda a tristeza do mundo corte, bem fundo,
Que toda a saudade se faça irremediável,
Que todo o chorar se torne inconsolável.»

Perdemos uma colega e uma amiga.Maria José Lavrador... até sempre!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Marinho Pinto eleito bastonário da Ordem dos Advogados



António Marinho Pinto foi eleito na sexta-feira bastonário da Ordem dos Advogados. O futuro bastonário, que irá exercer as funções para que foi eleito a tempo inteiro, declarou após o conhecimento dos resultados: "Só será uma verdadeira vitória se nenhum advogado se sentir derrotado. Batalharei para devolver à Ordem o seu prestígio e para que a justiça seja feita nos tribunais e não em repartições públicas e empresas". Numas eleições muito participadas, a lista D, encabeçada por António Marinho, obteve 7265 votos, contra 4366 da lista B (encabeçada por Magalhães e Silva, antigo conselheiro de Jorge Sampaio), 2973 da lista C (encabeçada pelo professor Meneses Leitão) e 2205 da lista A (encabeçada por Garcia Pereira).
Para Presidente do Conselho Superior da Ordem dos Advogados foi eleito José António Barreiros que encabeçava a lista E que obteve 7413 votos.
António Marinho Pinto de 57 anos tem a carteira de jornalista há cerca de 30 anos. É também professor convidado da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e foi o segundo candidato mais votado nas eleições anteriores.

Chavez perde, Putin ganha


Chavéz perde, Putin ganha - eis um modo expedito de resumir os votos deste fim de semana. E também de, com a verdade, esconder os processos reais que as urnas exprimiram. Na Venezuela, Chavéz perdeu, mas a democracia reforçou-se. Mal foram conhecidos os resultados, o líder venezuelano felicitou os adversários, afirmou a confiança nas instituições e reconheceu ter falhado "o salto político para a revolução". Quem dizia não ser a Venezuela um país com um regime democrático, onde as escolhas políticas fundamentais dependem da vontade popular, tem agora vasta matéria de reflexão. E Chavéz também. Nem sempre querer andar depressa é ir longe. Nem sempre a eficácia da concentração de poder pretendida tem o apoio de quantos apoiam a revolução. O chavismo atravessará dificuldades com que não contaria. Mas pode ter aprendido.
Na Rússia, Putin ganhou, mas a democracia estreitou-se. Já aqui escrevi sobre Putin e o seu país, num texto a contracorrente do pensamento dominante na Europa. Mantenho tudo o que então escrevi e acrescento:
Putin é maioritário entre o seu povo - o que só torna mais inaceitável a intensa manipulação dos contextos eleitorais e do próprio acto;
Putin joga um papel importante, e genericamente positivo, na cena mundial - razão pela qual o que possa diminuir a sua legitimidade, só prejudica;
Putin impôs a política sobre a selvajaria económica do período de Ieltsin - e por isso mesmo é tão perigosa a diminuição de pluralidade na sociedade russa. O capitalismo de Estado pode organizar-se de muitos modos, mas alguns deles são particularmente perigosos em contexto de forte hegemonia de poder.

Miguel Portas - sem muros

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

PS e PSD querem esmagar oposição


Na realidade, o bloco central quer esmagar a oposição autárquica na secretaria. Este é o verdadeiro resultado pretendido, não com recurso a uma simples actualização legislativa, mas por uma autêntica subversão do modelo de representação local que fundou o poder local democrático em Portugal.
O acordo entre PS e PSD para a revisão da lei eleitoral autárquica configura um lamentável retrocesso na democracia representativa local.
A Câmara deixa de ser eleita pelo voto directo dos cidadãos. O partido que vence as eleições para a Assembleia Municipal ganha o bónus de obter sempre uma maioria absoluta na Câmara, mesmo que não tenha sido essa a vontade dos eleitores. O presidente da Câmara passa a escolher e mudar de vereadores quando bem entende. A oposição fica politicamente diminuída e passa a ser residual.
A consequência imediata é a bipartidarização do sistema. O bloco central dominará a quase totalidade dos 308 concelhos do país e a representatividade ficará gravemente ferida. A capacidade de fiscalização dos executivos será drasticamente fragilizada. PS e PSD governarão os municípios em roda livre.
O que se argumenta como ganho de eficiência no exercício do poder, fica completamente submerso pela enorme perda de transparência nos processos, diminuição de representatividade e de prática democrática.
Na realidade, o bloco central quer esmagar a oposição autárquica na secretaria. Este é o verdadeiro resultado pretendido, não com recurso a uma simples actualização legislativa, mas por uma autêntica subversão do modelo de representação local que fundou o poder local democrático em Portugal.
Fala-se numa espécie de mudança para um sistema parlamentar, em que o executivo passaria a depender da assembleia. Porém, o facto é que fica a meio caminho do modelo parlamentar, recusando o outro meio caminho que lhe poderia conferir o carácter democrático.
Começa, desde logo, pelas diminutas condições e meios de fiscalização da assembleia sobre executivo, porque ficam iguais aos que actualmente existem. A possibilidade de a Assembleia Municipal poder propor uma moção de censura que leve à queda da Câmara não é credível. A maioria da Assembleia dependerá da maioria absoluta existente na Câmara e os seus poderes são incomensuravelmente inferiores aos de um parlamento.
Em cerca de 90% dos municípios, as assembleias têm uma força política que assegura a maioria absoluta (qualquer moção contra a maioria não passa) e a realidade autárquica não é só feita do momento da eleição e de um eventual e remoto episódio de queda do executivo. O fundamental reside no exercício político quotidiano, na capacidade efectiva de poder e oposição corresponderem às suas funções. No caso da mudança legislativa preconizada pelo PS e PSD, o reforço absoluto do poder diminuirá absolutamente a oposição. Não é difícil adivinhar que os poderes não eleitos acabem por ser os maiores beneficiados. "
Pedro Soares in http://www.esquerda.net/

terça-feira, 27 de novembro de 2007

And the nobel peace prize goes to????


How much of an ass can a guy be???"


"O líder da Juventude Centrista apontou hoje o presidente do Grupo Parlamentar do PCP, Bernardino Soares, como um dos principais protagonistas dos "distúrbios revolucionários" do "Verão Quente" de 1975, altura em que tinha apenas quatro anos.
No almoço do CDS-PP que assinalou o aniversário da operação militar do 25 de Novembro de 1975, na Amadora, Pedro Moutinho disse ser preciso "apontar com frontalidade" alguns dos principais responsáveis por actos como os "sequestros e incêndios às sedes do CDS-PP logo após a revolução de Abril de 1974 e que continuam hoje no activo".
"Falo do actual presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, que mais tarde se renderia às virtudes do capitalismo. Falo também das bombas das FP 25 de Abril e políticos actuais como Francisco Louçã, Luís Fazenda, Jerónimo de Sousa, Odete Santos e Bernardino Soares", disse.
Segundo os registos da Assembleia da República, o actual líder parlamentar do PCP, Bernardino José Torrão Soares, nasceu no dia 15 de Setembro de 1971, tendo por isso quatro anos quando se deu o 25 de Novembro de 1975.
Já em relação às Forças Populares 25 de Abril - organização citada pelo líder da JC como estando na mesma linha política do Movimento das Forças Armadas -, não consta nenhum registo de que tenham actuado em 1975.
Esta organização conotada com a extrema-esquerda terá sido formalmente fundada em 1980 (no período do primeiro Governo da Aliança Democrática, liderado por Francisco Sá Carneiro), ano em que começou a desenvolver a sua actividade.
PMF."

Lusa/fim

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Quem a beber é cúmplice









Ex-Porta-voz da Casa Branca acusa Bush de o obrigar a mentir


Scott McClellan revelou que Bush o obrigou a mentir em público para ilibar cinco figuras da administração americana no caso da exposição da identidade da agente da CIA Valerie Plame. Num livro agora publicado, McClellan acusa Bush, Cheney e outros, de terem exposto - o que é ilegal - a identidade da referida agente, como retaliação pelo facto do seu marido, depois de uma investigação em África sobre venda de Urânio ao Iraque, ter afirmado que não havia indícios de que que Saddam possuisse armas de destruição massiva.
"O dirigente mais poderoso do Mundo pediu-me que falasse em seu nome e ajudasse a restaurar a credibilidade que tinha perdido pelo fiasco das armas de destruição massiva no Iraque. Por isso, passei duas semanas na sala de imprensa da Casa Branca a ilibar publicamente dois dos assessores mais influentes: Karl Rove e Scooter Libby. Mas havia um problema. Não era verdade. Passei informação falsa sem sabê-lo. Cinco dos mais altos funcionários da Casa Branca estavam implicados: Rove, Libby, o vicepresidente [Cheeney], o chefe de gabinete do presidente [Andrew Card] e o próprio Presidente"Estas são as linhas que estão a ressuscitar este caso nos EUA. Em 2003, Joseph Wilson foi ao Níger investigar uma alegada venda de Urânio a Saddam Hussein. Mas este negócio não se confirmou, e isso mesmo foi publicado por Wilson. A administração Bush não terá gostado, dado que a existência de armas de destruição massiva no Iraque constituam o pretexto perfeito para a guerra. Como retaliação a Wilson, o nome da sua mulher, que era agente-secreta da CIA, foi revelado publicamente, um acto absolutamente ilegal. Perante o rumor de que Libby e Karl Rove estavam envolvidos na revelação da indentidade da ex-agente, Bush pediu a McClellan que interviesse em público em favor dos seus dois companheiros:"São boa gente, são membros importantes da equipa da Casa Branca, e é por isso que falei com eles, para poder vir aqui dizer-vos que não têm nada a ver com este caso", referiu na altura McClellan.Só uma pessoa foi condenada neste caso: Scooter Libby, chefe de gabinete de Cheeney. Foi considerado culpado de perjúrio e obstrução à justiça, com uma pena de dois anos e meio de prisão e uma avultada multa. Poucas semanas depois, Bush indultou-o parcialmente.

in esquerda.net

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

QUEM QUER QUENTES E BOAS NA CAMPOS DE MELO?


O clube agenda 21 escolar da ESCM convidou, no âmbito do atelier "economia solidária", um vendedor de castanhas. Estavam deliciosas!!! esta clube vai trazer todos os meses um "vendedor" de produtos locais e divulgar os mesmos na nossa escola.
Ficámos a conhecer histórias da castanha e deliciosos pratos confeccionados com a mesma!!!

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Providência Cautelar


A situação de asfixia financeira devido a dívidas acumuladas e a redução drástica do financiamento das autarquias por parte do governo central levou este executivo camarário a tomar a iniciativa de alienar 49% da empresa Adc ao sector privado.
O Bloco de Esquerda é contra todo o modelo de gestão privada dos bens sociais públicos. É da responsabilidade da gestão pública gerir os bens públicos promover o bem comum enquanto que a gestão privada apenas assenta em lógicas de lucro.
Sempre foi nosso entender que a água mais que um bem público é um direito social que a própria lei da água protege impedindo a sua venda ou privatização.
No entender do Bloco de Esquerda a Câmara Municipal da Covilhã violou a Lei em vigor ao permitir a alienação de uma empresa pública de âmbito municipal a uma empresa privada, não tendo a autarquia da Covilhã poder para a realização de tal acto administrativo.
O Bloco de Esquerda na Covilhã esteve sempre na frente da luta contra este negócio apoiando a Providência Cautelar, apresentada pela cidadã Ana Monteiro, no sentido de impedir que o mesmo se viesse a concretizar.
O Tribunal Administrativo e Fiscal do sul considerou a Providência Cautelar improcedente, com o argumento de não ter reunir os requisitos legais para a sua apresentação. No entender do tribunal Administrativo e Fiscal do sul a ilegalidade do Acto ainda não é manifesta devido ao facto da respectiva alienação ainda não ter sido consumada, não havendo por isso danos ostensivos. Se a respectiva adjudicação tivesse sido consumada estaríamos perante um facto do domínio jurídico. O Tribunal Administrativo e Fiscal do Sul entendeu que ainda não está demonstrada a transferência da gestão da água para uma entidade de direito privado, não se podendo considerar evidente a pretensa ilegalidade invocada pelo Bloco de Esquerda. A abertura de um concurso é apenas uma intenção e a própria Câmara pode não proceder à adjudicação, o que transparece no acórdão emitido pelo respectivo tribunal.
O Bloco de Esquerda respeita a decisão mas naquilo que entendemos ser o interesse público e o interesse dos cidadãos da Covilhã, na defesa da gestão pública, equilibrada e inteligente deste frágil recurso que é a água, o Bloco de Esquerda vai recorrer para o Supremo tribunal Administrativo, reafirmando o desrespeito pela lei da água.
Sempre que cheire a ilegalidade ou “marosca”, o Bloco de Esquerda vai estar sempre atento e jamais irá trair as expectativas dos covilhanenses, em relação a este negócio o Bloco de Esquerda vai entrar com a acção principal e assim que a adjudicação se realize haverá lugar a novas formas de luta, equacionando a apresentação de nova providência cautelar.
Reafirmamos que a água, mais que um bem público, é um direito social, que deve ser cuidado como direito democraticamente partilhado e não alvo de contingências estreitas de comércio.
Esta medida deste executivo camarário apenas virá mais uma vez agravar e fazer irromper as dificuldades de sobrevivências dos mais carenciados na Covilhã, para quem a venda das águas se traduzirá em mais uma grande derrota.
VENDER A ÁGUA É ESVAZIAR A DEMOCRACIA, E A DEMOCRACIA NÃO PODE ESTAR À VENDA NA COVILHÃ.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Sócrates traiu o inteiror


O debate sobre o Orçamento de Estado tem, muitas vezes, sido transviado para polémicas estéreis. Ao BE importa colocar a debate sobre como distribuir a todos o que é de todos.
No centro do debate político o BE coloca: o que fazer ao IVA? Aparentemente a sua redução implicaria um benefício popular com a redução dos preços e uma melhoria de competitividade, na raia, face ao IVA espanhol. Estamos em crer que não, pela simples razão que os preços não cairiam e os intermediários ficariam na posse da diferença; o consumidor pagaria o mesmo.
Assim a nossa prioridade vai para a devolução das receitas do IVA para a população mais carenciada – que no interior do país é predominante.
Devolução de 1% do IVA para os que mais precisam, sendo usados 0,7% do IVA para corrigir as injustiças na segurança social e 0,3% para o Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Os 490 milhões de euros, equivalentes a 0,7% do IVA, permitiriam garantir a reforma aos 40 anos de trabalho, beneficiando quem começou a trabalhar em criança (e que o governo quer obrigar a trabalhar até aos 65 anos), e permitiriam ainda alargar o complemento de solidariedade ao nível do salário mínimo para meio milhão de idosos.
Problema importantíssimo no interior é a saúde. O BE propõe que 210 milhões de euros, equivalentes a 0,3% do IVA, para o SNS permitiriam um programa nacional de rastreio oncológico para quatro patologias (cancro colo-rectal, da próstata, da mama e do colo do útero) e o fim da taxa sobre cirurgias e internamentos.
O BE propõe ainda a devolução de 0,5% do IVA, em 2009, para garantia da segurança social, criando um novo factor de sustentabilidade e evitando a redução das pensões e o aumento da idade da reforma.
A resposta à questão da interioridade é um desafio que deve envolver toda a sociedade, e todos devem assumir responsabilidades e respostas, num diálogo necessariamente aberto. Mas o BE propõe, desde já, às comunidades do nosso distrito uma reflexão sobre propostas de atracção e apoio aos jovens do interior:
Que os jovens, até aos 30 anos, do interior tenham uma redução de 10% sobre o valor dos seus descontos, em numerário, à segurança social. Os jovens que se desloquem para o interior terão, no primeiro ano, uma redução de 15%.
Na mesma linha, que os jovens estudantes do interior tenham direito a uma majoração positiva de 10 e 15% nos seus subsídios de acção social escolar.
E que os jovens que se candidatam ao subsídio de arrendamento de casa tenham também uma majoração positiva desse subsídio.
Assim poderemos considerar que o factor interioridade é observado. Infelizmente o que temos presenciado é um autêntico interiocídio e afirmamos que Sócrates traiu o interior.

Bloco apresenta propostas de alteração ao OE'2008

as modas da tolerância


“A tolerância tem modas?”, “Como é que a moda se tornou tolerante?”, “Qual é o significado de Tolerância? Tem esta palavra conotação positiva ou negativa?”, “Os sinais exteriores no indivíduo, resultantes da sua cultura ou da pertença a subgrupos sociais, são hoje em dia tolerados por todos nós?”, “O que fez a moda para respeitar o ambiente e o Homem?”.Estas foram algumas das questões que se colocaram ao longo do debate “As Modas da Tolerância”, decorrido no Café Covilhã Jardim pelas 22 horas do dia 16 de Novembro.Espírito Santo, docente na Escola Secundária Campos Melo (ESCM), e Rui Miguel, docente do Departamento de Ciências e Tecnologias Têxteis, da Universidade da Beira Interior, foram os intervenientes no debate organizado pelo clube Agenda 21 da ESCM e pela turma 91 J.No que tocou à Sociologia, Espírito Santo focou essencialmente a mudança do que é dado como tolerável ao longo do século XX, assim como as constantes “modas” que existiram na maneira de pensar, de agir e de se expressar artística e estilisticamente. Já Rui Miguel deu a conhecer a evolução da concepção do belo na produção do vestuário, a sua relação com a temática em discussão e o modo como a produção têxtil pode intervir na indulgência para com a ecosfera (elaboração de peças com tecidos biodegradáveis, com menos poluição, por exemplo).
Apelidado de conversa de café, este debate não deixou de o ser, dada a troca de opiniões sobre a tolerância a nível religioso, cultural e político. São exemplos a não permissão de lenços islâmicos nas aulas, em França, o desenvolvimento regional marcado pela mistura de culturas e a música como forma de expressão destas, que se modificou durante a história, em que os alvos da intolerância foram sendo substituídos. Espírito Santo, a partir da audição de temas musicais, comparou letras contrastantes, do mesmo autor sobre o mesmo assunto, separadas por cerca de 15 anos, concluindo-se como a tolerância pode ter “modas”.A Campos Melo interveio assim na comunidade, não só escolar, mas principalmente exterior, através de uma iniciativa onde se puderam trocar ideias acerca de um assunto que na actualidade ganha importância, nos espaço/tempo pós-lectivos, visando não só a comemoração do Dia da Tolerância, como também a subjectividade relativa à definição desta palavra.
João Rodrigues aluno do 12º ano da ESCM

domingo, 18 de novembro de 2007

vida de Burka

"Depois de apresentar um recurso à pena aplicada aos seus violadores, uma mulher saudita viu ontem a sua própria sentença agravada: inicialmente condenada a 90 chicotadas ao abrigo das leis de segregação que proíbem homens e mulheres não familiares de estarem juntos em público, a xiita de 19 anos, violada 14 vezes por um grupo de sete homens, viu o número de chicotadas crescer para 200 e foi condenada a seis meses de prisão."

Nobel da Literatura para Doris Lessing


"A britânica Doris Lessing, com 87 anos, é a contemplada com o Nobel da Literatura deste ano. Doris Lessing, descrita pela academia como "um exemplar de experiência feminina que, com cepticismo, fogo e poder visionário, sujeitou uma civilização ao escrutínio", tem uma obra vasta e diversificada.
Lessing começou por dedicar-se, na sua ficção, aos temas do comunismo, com "A boa terrorista" ou "Filhos da violência", por exemplo, para se dedicar depois a uma surpreendente ficção científica, ou espacial, com exemplares como "Formação do Representante do Planeta 8". A sua obra está publicada em Portugal em várias editoras, sendo uma das mais populares escritoras, em paralelo com nomes como Marguerite Yourcenar.Trata-se de uma das “decisões mais pensadas que já tomamos”, disse o director da Academia, Horace Engdahl, depois de dar a conhecer o veredicto. A autora esteve entre as favoritas ao Nobel durante décadas, ainda que nos últimos tempos fosse menos referida, precisamente pelo largo número de anos que passaram.A sua antecessora foi a austríaca Elfriede Jelinek, em 2004, e a primeira mulher a receber este prémio foi sueca Selma Laggerlöf, em 1909.Doris Lessing nasceu a 22 de Outubro de 1919 em Kermanshah, actual Irão. Filha de pais britânicos, um antigo oficial do exército e uma enfermeira, foi criada no Zimbabwe, pelo que plasmou na sua obra muita da sua experiência autobiográfica em África. As referências ao continente são especialmente visíveis na sua obra “A erva canta” (1950). Depois de sair da escola em Inglaterra, aos 14 anos, trabalhou como babysitter, telefonista e, entre outras coisas, jornalista. No entanto, foi com “O caderno dourado” (1962) que ficou conhecida internacionalmente, fama essa que consolidou, mais tarde, com vários livros relacionados com a temática africana, como “Histórias africanas” (1964).O compromisso político da galardoada levou-a a tecer críticas abertas aos governos racistas da Zâmbia e da África do Sul, pelo que ficou impedida de entrar nos mesmos. Foi, também, militante do Partido Comunista Britânico, entre 1952 e 1956, e participou em campanhas contra as armas nucleares. A sua última obra foi publicada este ano e chama-se “The cleft”.
PUBLICO.PT

Queremos ser professores de verdade!


"Carta aberta ao Senhor Presidente da República Portuguesa
Ílhavo, 22 de Outubro de 2007
Senhor Presidente da República Portuguesa

Excelência:
Disse V. Excia, no discurso do passado dia 5 de Outubro, que os professores precisavam de ser dignificados e eu ouso acrescentar: "Talvez V. Excia não saiba bem quanto!"
1. Sou professor há mais de trinta e seis anos e no ano passado tive o primeiro contacto com a maior mentira e o maior engano (não lhe chamo fraude porque talvez lhe falte a "má-fé") do ensino em Portugal que dá pelo nome de Cursos de Educação e Formação (CEF).A mentira começa logo no facto de dois anos nestes cursos darem equivalência ao 9º ano, isto é, aldrabando a Matemática, dois é igual a três!Um aluno pode faltar dez, vinte, trinta vezes a uma ou a várias disciplinas (mesmo estando na escola) mas, com aulas de remediação, de recuperação ou de compensação (chamem-lhe o que quiserem mas serão sempre sucedâneos de aulas e nunca aulas verdadeiras como as outras) fica sem faltas. Pode ter cinco, dez ou quinze faltas disciplinares, pode inclusive ter sido suspenso que no fim do ano fica sem faltas, fica puro e imaculado como se nascesse nesse momento.Qual é a mensagem que o aluno retira deste procedimento? Que pode fazer tudo o que lhe apetecer que no final da ano desce sobre ele uma luz divina que o purifica ao contrário do que na vida acontece. Como se vê claramente não pode haver melhor incentivo à irresponsabilidade do que este.
2. Actualmente sinto vergonha de ser professor porque muitos alunos podem este ano encontrar-me na rua e dizerem: "Lá vai o palerma que se fartou de me dizer para me portar bem, que me dizia que podia reprovar por faltas e, afinal, não me aconteceu nada disso. Grande estúpido!"
3. É muito fácil falar de alunos problemáticos a partir dos gabinetes mas a distância que vai deles até às salas de aula é abissal. E é-o porque quando os responsáveis aparecem numa escola levam atrás de si (ou à sua frente, tanto faz) um magote de televisões e de jornais que se atropelam uns aos outros. Deviam era aparecer nas escolas sem avisar, sem jornalistas, trazer o seu carro particular e não terem lugar para estacionar como acontece na minha escola.Quando aparecem fazem-no com crianças escolhidas e pagas por uma empresa de casting para ficarem bonitos (as crianças e os governantes) na televisão.Os nossos alunos não são recrutados dessa maneira, não são louros, não têm caracóis no cabelo nem vestem roupa de marca.Os nossos alunos entram na sala de aula aos berros e aos encontrões, trazem vestidas camisolas interiores cavadas, cheiram a suor e a outras coisas e têm os dentes em mísero estado.Os nossos alunos estão em estado bruto, estão tal e qual a Natureza os fez, cresceram como silvas que nunca viram uma tesoura de poda. Apesar de terem 15/16 anos parece que nunca conviveram com gente civilizada.Não fazem distinção entre o recreio e o interior da sala de aula onde entram de boné na cabeça, headphones nos ouvidos continuando as conversas que traziam do recreio.Os nossos alunos entram na sala, sentam-se na cadeira, abrem as pernas, deixam-se escorregar pela cadeira abaixo e não trazem nem esferográfica nem uma folha de papel onde possam escrever seja o que for.Quando lhes digo para se sentarem direitos, para se desencostarem da parede, para não se virarem para trás olham-me de soslaio como que a dizer Olha-me este!" e passados alguns segundos estão com as mesmas atitudes.
4. Eu não quero alunos perfeitos. Eu quero apenas alunos normais!!! Alunos que ao serem repreendidos não contradigam o que eu disse e que ao serem novamente chamados à razão não voltem a responder querendo ter a última palavra desafiando a minha autoridade, não me respeitando nem como pessoa mais velha nem como professor. Se nunca tive de aturar faltas de educação aos meus filhos por que é que hei-de aturar faltas de educação aos filhos dos outros? O Estado paga-me para ensinar os alunos, para os educar e ajudar a crescer; não me paga para os aturar! Quem vai conseguir dar aulas a alunos destes até aos 65 anos de idade?Actualmente só vai para professor quem não está no seu juízo perfeito mas se o estiver, em cinco anos (ou cinco meses bastarão?...) os alunos se encarregarão de lhe arruinar completamente a sanidade mental.Eu quero alunos que não falem todos ao mesmo tempo sobre coisas que não têm nada a ver com as aulas e quando peço a um que se cale ele não me responda: "Por que é que me mandou calar a mim? Não vê os outros também a falar?"Eu quero alunos que não façam comentários despropositados de modo a que os outros se riam e respondam ao que eles disseram ateando o rastilho da balbúrdia em que ninguém se entende.Eu quero alunos que não me obriguem a repetir em todas as aulas «Entram, sentam-se e calam-se!»Eu quero alunos que não usem artes de ventríloquo para assobiar, cantar, grunhir, mugir, roncar e emitir outros sons. É claro que se eu não quisesse dar mais aula bastaria perguntar quem tinha sido e não sairia mais dali pois ninguém assumiria a responsabilidade.Eu quero alunos que não desconheçam a existência de expressões como obrigado", "por favor" e "desculpe" e que as usem sempre que o seu emprego se justifique.Eu quero alunos que ao serem chamados a participar na aula não me olhem com enfado dizendo interiormente "Mas o que é que este quer agora?" e demorem uma eternidade a disponibilizar-se para a tarefa como se me estivessem a fazer um grande favor. Que fique bem claro que os alunos não me fazem favor nenhum em estarem na aula e a portarem-se bem.Eu quero alunos que não estejam constantemente a receber e a enviar mensagens por telemóvel e a recusarem-se a entregar-mo quando lho peço para terminar esse contacto com o exterior pois esse aluno "não está na sala", está com a cabeça em outros mundos.Eu sou um trabalhador como outro qualquer e como tal exijo condições de trabalho! Ora, como é que eu posso construir uma frase coerente, como é que eu posso escolher as palavras certas para ser claro e convincente se vejo um aluno a balouçar-se na cadeira, outro virado para trás a rir-se, outro a mexer no telemóvel e outro com a cabeça pousada na mesa a querer dormir?Quando as aulas são apoiadas por fichas de trabalho gostaria que os alunos, ao sair da sala, não as amarrotassem e deitassem no cesto do lixo mesmo à minha frente ou não as deixassem "esquecidas" em cima da mesa.Nos últimos cinco minutos de uma aula disse aos alunos que se aproximassem da secretária pois iria fazer uma experiência ilustrando o que tinha sido explicado e eles puseram os bonés na cabeça, as mochilas às costas e encaminharam-se todos em grande conversa para a porta da sala à espera que tocasse. Disse-lhes: "Meus meninos, a aula ainda não acabou! Cheguem-se aqui para verem a experiência!" mas nenhum deles se moveu um milímetro!!!Como é possível, com alunos destes, criar a empatia necessária para uma aula bem sucedida?É por estas e por outras que eu NÃO ADMITO A NINGUÉM, RIGOROSAMENTE A NINGUÉM, que ouse pensar, insinuar ou dizer que se os meus alunos não aprendem a culpa é minha!!!
5. No ano passado tive uma turma do 10º ano dum curso profissional em que um aluno, para resolver um problema no quadro, tinha de multiplicar 0,5 por 2 e este virou-se para os colegas a perguntar quem tinha uma máquina de calcular!!! No mesmo dia e na mesma turma outro aluno também pediu uma máquina de calcular para dividir 25,6 por 1.Estes alunos podem não saber efectuar estas operações sem máquina e talvez tenham esse direito. O que não se pode é dizer que são alunos de uma turma do 10º ano!!!Com este tipo de qualificação dada aos alunos não me admira que, daqui a dois ou três anos, estejamos à frente de todos os países europeus e do resto do mundo. Talvez estejamos só que os alunos continuarão a ser brutos, burros, ignorantes e desqualificados mas com um diploma!!!
6. São estes os alunos que, ao regressarem à escola, tanto orgulho dão ao Governo. Só que ninguém diz que os Cursos de Educação e Formação são enormes ecopontos (não sejamos hipócritas nem tenhamos medo das palavras) onde desaguam os alunos das mais diversas proveniências e com histórias de vida escolar e familiar de arrepiar desde várias repetências e inúmeras faltas disciplinares até famílias irresponsáveis.Para os que têm traumas, doenças, carências, limitações e dificuldades várias há médicos, psicólogos, assistentes sociais e outros técnicos, em quantidade suficiente, para os ajudar e complementar o trabalho dos professores?Há alunos que têm o sublime descaramento de dizer que não andam na escola para estudar mas para "tirar o 9º ano".Outros há que, simplesmente, não sabem o que andam a fazer na escola…E, por último, existem os que se passeiam na escola só para boicotar as aulas e para infernizar a vida aos professores. Quem é que consegue ensinar seja o que for a alunos destes? E por que é que eu tenho de os aturar numa sala de aula durante períodos de noventa e de quarenta e cinco minutos por semana durante um ano lectivo? A troco de quê? Da gratidão da sociedade e do reconhecimento e do apreço do Ministério não é, de certeza absoluta!
7. Eu desafio seja quem for do Ministério da Educação (ou de outra área da sociedade) a enfrentar ( o verbo é mesmo esse, "enfrentar", já que de uma luta se trata…), durante uma semana apenas, uma turma destas sozinho, sem jornalistas nem guarda-costas, e cumprir um horário de professor tentando ensinar um assunto qualquer de uma unidade didáctica do programa escolar.Eu quero saber se ao fim dessa semana esse ilustre voluntário ainda estará com vontade de continuar. E não me digam que isto é demagogia porque demagogia é falar das coisas sem as conhecer e a realidade escolar está numa sala de aula com alunos de carne, osso e odores e não num gabinete onde esses alunos são números num mapa de estatística e eu sei perfeitamente que o que o Governo quer são números para esse mapa, quer os alunos saibamEstar sentados numa cadeira ou não (saber ler e explicar o que leram seria pedir demasiado pois esse conhecimento justificaria equivalência, não ao 9º ano, as a um bacharelato…).É preciso que o Ministério diga aos alunos que a aprendizagem exige esforço, que aprender custa, que aprender "dói"! É preciso dizer aos alunos que não basta andar na escola de telemóvel na mão para memorizar conhecimentos, aprender técnicas e adoptar posturas e comportamentos socialmente correctos.Se V.Excia achar que eu sou pessimista e que estou a perder a sensibilidade por estar em contacto diário com este tipo de jovens pergunte a opinião de outros professores, indague junto das escolas, mande alguém saber. Mas tenha cuidado porque estes cursos são uma mentira…Permita-me discordar de V. Excia mas dizer que os professores têm de ser dignificados é pouco, muito pouco mesmo…

Atenciosamente

Domingos Freire Cardoso

Professor de Ciências Físico-Químicas"

Bloco apresenta propostas de alteração ao OE'2008


O Bloco de Esquerda entregou na Assembleia da República as suas propostas de alteração ao Orçamento de Estado, incidindo primordialmente em quatro matérias: Protecção dos contribuintes e transparência fiscal; Política Ambiental; Política de emprego e direitos sociais; e Política de Saúde. Aqui ficam as 50 principais propostas.
Norma anti-demagogia sobre a inflação não prevista : Repõe o valor salarial perdido pelos erros de cálculo da inflação em 2007 e 2008 e cria condições de credibilidade para a previsão anual da inflação.
Emprego e direitos sociais : Aumento do IVA Social em 1% para garantir a extensão do Complemento Solidariedade para Idosos para 375 euros, mediante uma nova condição de recursos (capitação do agregado familiar inferior a 375 euros).
· Reforço das verbas para o RSI, compensado o aumento do numero de beneficiários que não é abrangido pela proposta do Governo.
· Juro bonificado em 1%, na compra de habitação própria, para os desempregados com sobreendividamento.
. Proibição da contratação de trabalho temporário nas administrações públicas.
· Criação de um programa de contrato de formação/emprego, garantindo para os empregados de longa duração uma formação profissional associada a contratos de trabalho de, pelo menos, três anos.
· Garantia do acesso à licença e subsidio de maternidade ás professoras contratadas.
· Licença de maternidade a 100% durante cinco meses.
· Extensão da dedução fiscal, por dependentes, dos 3 para os 10 anos.
· Fim das penalizações à licença em caso de gravidez de risco.
· Garantia de utilização de 2% a 4% da parte do desconto dos trabalhadores para a segurança social no fundo de capitalização público.
· Reforço das verbas para a Comissão de Igualdade de Género.
Estradas de Portugal e REN
· Revogação dos DL que transformam a Estradas de Portugal, EPE em Estradas de Portugal, SA.
· Cancelar a privatização da REN prevista para 2008.
Política fiscal
· Alteração das regras fiscais para as provisões dos bancos, garantindo um mínimo de 20% de IRC.
· “Son of the boss”: Contra a fraude fiscal, proposta de não considerar como custo fiscal as menos valias de vendas de partes sociais a empresas com relações privilegiadas.
. Aplicação do englobamento.
· Obrigatoriedade de declaração exaustiva de todos os rendimentos. · Obrigatoriedade de documentação de todas as ajudas de custo.
· Retomar a tribulação de mais valias bolsistas, como estava previsto no Governo Guterres.
· Registo obrigatório de todos os movimentos de capitais internacionais acima de 10 mil euros.
· Pagamento de um mínimo de 25% de imposto para todas as operações em zonas francas.
· Definição de residente para efeitos de combate à evasão com registo nas zonas francas.
· Taxa autónoma para não residentes com estabelecimentos estável em Portugal. · Revogação da penhora sobre créditos futuros.
Condições fiscais para cidadãos com deficiência
· Recupera os direitos dos cidadãos deficientes.
Defesa do ambiente e habitação
· Ao nível do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS):
· Nas deduções à colecta dos encargos à habitação beneficiar os imóveis classificados na categoria A em certificado energético válido.
· Ao nível do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA):
· Nos bens com IVA a 5%.
· excluir os produtos alimentares que possam provir de culturas geneticamente modificadas (OGM) e incluir os produtos alimentares indicados para dieta vegetariana.
· incluir apenas os fitofármacos e fertilizantes destinados à agricultura biológica, produção e protecção integrada,
·produtos reciclados, nomeadamente os passíveis de serem utilizados na construção/reabilitação de imóveis e pavimentos.
· Nos bens com IVA a 12%:
· excluir os equipamentos destinados à pesquisa de petróleo e gás natural, bem como à produção de energia a partir da incineração e co-incineração;
· incluir os equipamentos destinados a uma utilização mais eficiente da água e à sua reutilização, bem como à reciclagem mecânica e biológica de resíduos.
· Ao nível do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP):
· Retirar a isenção incidente sobre os produtos petrolíferos e energéticos consumidos nas instalações sujeitas ao Plano Nacional de Atribuição de Licenças de Emissão.
· Excluir os voos domésticos, excepto os de ligação às e entre Regiões Autónomas, da isenção ao ISP, por existirem alternativas viáveis, eficientes e menos poluentes para estas ligações, como seja a ferrovia.
· Retirar a isenção do ISP incidente sobre os combustíveis fósseis utilizados pela indústria eléctrica, responsável por elevadas emissões de gases de efeito de estufa, incentivando-se a reversão do actual modelo de produção de energia para fontes renováveis e não poluentes.
· Retirar a isenção do ISP incidente sobre os produtos petrolíferos e energéticos obtidos a partir de óleos usados ou de resíduos que sejam usados como combustível nos processos de incineração e co-incineração.
· Ao nível do Imposto sobre Veículos (ISV):
· Redução de 70% do montante do imposto os veículos que se destinem a serviços de «car-sharing» disponibilizados pelas autarquias, como forma de melhorar a mobilidade urbana.
· Ao nível do Imposto Municipal de Imóveis (IMI):
· Retirar a isenção do IMI sobre os edifícios do aparelho central do Estado.
· Isenção do Imposto Municipal sobre Imóveis em relação a prédios urbanos objecto de acções de reabilitação por um período de dez anos.
· Introduzir taxas progressivas sobre os prédios urbanos que se encontram devolutos, na razão directa do período de tempo que dura a sua desocupação, combatendo a retenção especulativa de imóveis.
· Aumentar as taxas incidentes sobre os prédios que sejam propriedade de entidades sujeitas a um regime fiscal claramente mais favorável, como sejam os off-shores.
· Introduzir a possibilidade dos municípios majorarem até 50% a taxa aplicável aos prédios urbanos afectos a comércio ou serviços quando estes não cumpram os requisitos de acessibilidade aos cidadãos com deficiência.
· Outras medidas sobre habitação:
· Proibição da transferência de bairros para entidades privadas.
· Ao nível do Estatuto dos Benefícios Fiscais (EBF).
· Retirar a isenção do IMI sobre os grandes empreendimentos turísticos.
·Introduzir um regime de apoio à habitação protegida para arrendamento, concedendo benefícios fiscais aos proprietários que acordem em manter, por um período de 10 ou 25 anos, rendas abaixo dos valores especulativos praticados no mercado, incentivando o recurso ao arrendamento.
Saúde
· comparticipação dos medicamentos nicotínicos, sujeitos a prescrição médica, por 69%.
· Programa nacional de rastreio oncológico, definindo o rastreio voluntário dirigido a populações de risco, para permitir diagnóstico precoce 4 prioridades: cancro colo-rectal, da mama, da próstata e do colo do útero.
· Anulação das taxas de acesso às cirurgias e internamentos.
·PIDDAC: Modernização e criação da rede de centros de saúde de acordo com as necessidades sociais.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

You`re a donkey Mister Danger

porque não te calas?


O "porque não te calas?" irritado, dirigido a Hugo Chavez por essa excrescência histórica que se autodesigna rei de Espanha, tem as suas raízes profundas muito longe das apreciações chavistas sobre o senhor Aznar. Chavez irrita os líderes capitalistas porque representa para eles um mundo ao contrário. Tal como eles, o venezuelano foi eleito democraticamente, tal como eles pretende democraticamente monopolizar a comunicação social, tal como eles quer democraticamente controlar a orientação ideológica do sistema de ensino e até, pasme-se, tal como eles Chavez utiliza a religião como ópio para o povo.
E não se cala. Bush é o devil e o
drunk donkey, os bispos e cardeais seriam chicoteados por Cristo, Jesus foi o primeiro socialista: ele dividiu o pão e o vinho, Judas foi o primeiro capitalista, vendeu Jesus por trinta moedas. Não se cala e é por isso que irrita profundamente sua majestade castelhana, e todos os líderes verdadeiramente democráticos do ocidente que, por acção ou omissão, foram absolutamente coniventes com o golpe de estado que em 2002 alijou temporariamente Chavez do poder. E seria bom que esse golpe servisse de reflexão para os que, deste lado da esquerda, acreditam piamente nas instituições democráticas, cuja existência os capitalistas permitem desde que, pois claro, sejam eles a ganhar.
Sem presunção de vidente, creio que a Venezuela e a revolução bolivariana serão, salvas as devidas proporções, a União Soviética do século XXI, querendo com isto conjecturar que será pelos sucessos e insucessos, pelos avanços e recuos da revolução venezuelana - e suas réplicas no América Latina - que todos quantos lutam por alternativas ao capitalismo serão questionados nos tempos mais próximos.
É por isso que, mais importante que discutir se Chavez se cala ou não, o apoio internacionalista ao povo da Venezuela é fundamental para que, aqui sim, não se cale a voz das massas, e a revolução não se transforme em mais um desastre em nome do socialismo, que alimente a hegemonia capitalista mundial para mais uma geração."
João Delgado em esquerda.net