quinta-feira, 8 de maio de 2008
Porto Campeão - A festa continua
domingo, 13 de abril de 2008
o porto é assim...
sexta-feira, 11 de abril de 2008
NADIR AFONSO - AGORA NO TMG (TEATRO MUNICIPAL DA GUARDA)

Nadir Afonso nasceu em Chaves em 1920.Diplomou-se em Arquitectura na Escola Superior de Belas-Artes do Porto.Em 1946, estuda pintura na École des Beaux-Arts em Paris, e obtém por intermédio de Portinari uma bolsa de estudo do governo francês e até 1948 e em 1951 colaborador do arquitecto Le Corbusier e serviu-se algum tempo do atelier Fernand Léger.De 1952 a 1954, trabalha no Brasil com o arquitecto Oscar Niemeyer.Nesse ano, regressa a Paris, retoma contacto com os artistas orientados na procura da arte cinética, desenvolvendo os estudos sobre pintura que denomina "Espacillimité".Na vanguarda da arte mundial expõe em 1958 no Salon des Réalités Nouvelles "espacillimités" animado de movimento.Em 1965, Nadir Afonso abandona definitivamente a arquitectura; consciente da sua inadaptação social, refugia-se pouco a pouco num grande isolamento e acentua o rumo da sua vida exclusivamente dedicado à criação da sua obra.
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Vasarely
Nasceu em Pécs, Hungria, em 1906, tendo ido posteriormente estudar arte em Budapeste, onde se familiarizou com o movimento Bauhaus e com os trabalhos de Paul Klee, Kandinsky e Josef Albers. A influência destes teve um impacto tal na sua obra que se poderá afirmar que nela tenta resumir os princípios dos pioneiros da Bahaus segundo a qual o movimento não depende nem da obra de arte em si mesma, nem do tema específico que se pretende ver retractado, mas antes da apreensão do acto de olhar, que por si só é considerado o único criador.Em 1930 vai viver para Paris, tendo-se dedicado nos 13 anos seguintes ao aprofundamento dos seus conhecimentos gráficos. O seu fascínio por padrões lineares levou-o a desenhar diversos motivos através da utilização de grelhas lineares bicolores (pretas e brancas) e das deformações ondulantes, onde a sensação de profundidade e a multidimensionalidade dos objectos foram sempre uma preocupação constante.Posteriormente, a introdução da cor nos seus trabalhos vai permitir ainda um maior dinamismo, através do qual pretendeu retractar o universo inatingível das galáxias, a gigante pulsação cósmica e a mutação biológica das células. Os seus trabalhos são então essencialmente geométricos, policromáticos, multidimensionais, totalmente abstractos e intimamente ligados às ciências.É, no entanto, o período entre 1950-60 (período Black and white) que marca definitivamente o trabalho de Vasarely, uma vez que ao introduzir pela primeira vez a sugestão de movimento sem existir movimento real, cria uma nova relação entre artista e espectador (que deixa de ser um elemento passivo para passar a interpretar livremente a imagem em quantos cenários visuais conseguir conceber), desenvolvendo e definindo os elementos básicos do que será conhecido como Op Art -um estilo e técnica que permanecerá para sempre ligado ao seu nome. terça-feira, 11 de março de 2008
Leonard Cohen em Lisboa no mesmo dia de Lou Reed
"De acordo com o seu site oficial, Leonard Cohen está de volta a Portugal para um concerto em Julho. O espectáculo terá lugar no mesmo dia em que Lou Reed actua no Campo Pequeno.No meio da euforia dos festivais, o site oficial de Leonard Cohen dá como certo um concerto em Lisboa no dia 19 de Julho. Acaso ou não, o regresso a Portugal do cantor e compositor canadiano acontece no mesmo dia em que Lou Reed actua no Campo Pequeno, também em Lisboa. A digressão World Tour, que apresenta uma extensa lista de datas na América do Norte e na Europa dá como local do concerto de Cohen um simples Passeio Marítimo em Lisboa, presumindo-se que o espectáculo decorra em Algés ou Alcântara. Nem o espectáculo de Cohen, nem o de Lou Reed foram ainda anunciados por qualquer produtora, ainda que o concerto do ex-Velvet Underground em Loulé, dia 20 de Julho, seja produzido pela Música no Coração."
extraído de Blitz
segunda-feira, 10 de março de 2008
Cem mil? Porreiro pá!!!
Marchei na indignação com cerca de 100 000 professores, entre o Marquês de Pombal e o Terreiro do Paço. Se mil já são muitos como afirmou a senhora Ministra, 100 000 são um “tsunami”, e só pode ficar indiferente quem nunca pertenceu a uma multidão ou quem, como esta senhora Ministrazeca, já esmagou a consciência na orla desta indignação, e podem crer que os olhos dessa mesma indignação são muito grandes.A frente do protesto ocupava o Terreiro do Paço pelas 16h30, mas mais de três horas depois eram ainda milhares os professores que percorriam a Avenida da Liberdade Restauradores, Rossio e Rua do Ouro.
A Senhora ministra não gosta destas ruas? Optou por não se demitir? Diz que não se vai embora? Não vai ceder e enclausura-se no casulo da sua litania e da sua politica há muito tempo póstuma?
Esta ministra não gosta do olho rua? Sócrates terá de ceder, o “quadro de excedentários do governo” espera-a, a factura em votos começa a ficar demasiado insustentável. Com uma manifestação destas, este passa a ser um problema do Governo”… e para o governo.
Hoje não me apetece vir aqui explicar, a quem ainda não percebeu, os motivos da indignação, se sou a favor ou contra a avaliação, da suspensão dos prazos médios ou intermédios, nem vou cobrar o lamento das aulas de substituição, das providências cautelares, do professor titular, do pouco espaço pedagógico de sobra numa sala a abarrotar de alunos, da trapalhada do novo modelos de gestão escolar… a noite foi um abrigo absurdo e inquieto e é inquieto também o desejo da pena com que escrevo, é a emoção que corre à frente do biografar dos factos e dos motivos.
O protesto foi gigantesco e os professores mostraram que não podem ser pasto seco na ignição de qualquer contingência ou incontingência. Não temos medo, o nosso grito não é clandestino…”sobrou-nos peito” e ontem fomos nós a dizer o nosso nome de forma robustamente maiusculizada e até onde a senhora ministra nos podia encontrar. Do sul ao norte da ilha da Madeira a trás-os-montes ouvi gritar com a mesma graça, a nossa raça… do Algarve veio o baile, tocaram adufes os da beira, com os de trás-os-montes bombamos como os zés Pereiras. Cantaram os do Douro as Janeiras, dançaram chulas os do Minho, os do Alentejo abriram-no o peito à planície, colhemos no fado o jeito de um país por inventar. Viemos todos empurrá-la da cadeira… E viva quem se indigna…
Aos que ficaram em casa, aos retidos nos autocarros pela PSP em Aveiras na estação de serviço, nós estivemos lá também por eles.
“Está na hora, está na hora da ministra ir embora”, todo o poema que rima também é um apelo ao desassossego de quem quer ser professor…
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
vida de cão

Como em tudo na vida até para ser cão é preciso ter sorte… não sei se alguém alguma vez disse isto, por isso acautelo desde já o plágio.
Há uma pergunta cuja resposta provocaria em mim uma real angústia… qual o livro da minha vida? E se um dia a pergunta for feita? De onde virá essa angústia? Não sei! E se um dia quando acordar alguém estiver lá de microfone em riste?
Há um livro que simplesmente tive o privilégio de ler, nem questiono mesmo se mudaria a minha vida, os meus princípios ou convicções… se um dia for essa a pergunta…
“Timbuktu”… corro agora muitas vezes para ele pelas circunstâncias da vida de seres muito pouco privilegiados. Nesta fantástica obra de Paul Auster, Mr. Bonnes um cão de raça indefinida, rafeiro adoptado para ser mais precisa, narra e vive a história de William Gurevich… “- que mais simpática e honesta testemunha pode ter a vida de um homem que não seja um cão?” Questiona Auster.. Após o Pai Natal lhe ter aparecido na televisão, William, homem de posses e grande promessa na produção poética, transforma-se em Christmas, um vagabundo que percorre as ruas na costa leste dos EUA - “Desde que William perdeu o contacto com os seres humanos o cão é aquele que nos pode relatar o que está a acontecer”… diz o autor.
Eu também já tive um cão, de raça indefinida… Lembro… o nosso grande segredo… o nosso grande laço, tão pequenino e tão gordinho, as noites em que era o personagem principal e dormia a chuchar no conforto do meu dedo! Lembro-me… o olhar brilhante…a alegria com que sempre me recebia! O meu grande Baco gostava de vinho branco… a partilha era mesma a capacidade de fazer amigos e a da solidão… Não sabia como ele entendia o mundo, não sei se partilhava as minhas dúvidas e as minhas hesitações!
Espero que Baco se tenha encontrado Mr. Bones no Timbuktu, dizem ser o paraíso das almas, para onde todos nós vamos, depois de morrer.
Dizem que todo o sonho americano tem a sua Dark Side… talvez a fórmula se aplique a toda a humanidade quando o destino é trágico…
O encontro no Jardim Público, com um dos membros da família dos “abana o rabo”, um cão que como Mr. Bones, que se transformou em Cal e depois em Sparky, também nasceu com a sina de não ter apenas um nome… repito, para não perder a ponta do fio da meada. O encontro, no jardim público com Sakura, o seu novo nome, levou-me ao Canil da Covilhã.
Era um cão inteligente, começou por seduzir… a fórmula é sempre a mesma, os restos do restaurante, neste caso do “Sporting”, e o saco era enorme, do tamanho da simpatia e afabilidade do funcionário do restaurante… a fomeca sempre apertava mas… mesmo quando se esquecia, voltava atrás e mimava os novos amigos… depois atacava o saco da comida.
Foi apanhado na rede… lá fui eu salvar o bicho daquela condenação humilhante sem julgamento e sem pecado… a não ser que a lenda seja verdadeira e seja canino o guia e guardião do Reino dos Mortos culpado dos seres humanos terem perdido a imortalidade. “caiu na rede” na forma canina, como é óbvio!
Aquele canil é malcheiroso, frio por demais, a alimentação pareceu-me escassa pelo aspecto e magreza dos seus locatários, o espaço das celas é minúsculo, os animais amontoados não têm um espaço para ginasticar a liberdade, a fidelidade, a solidariedade, a independência, a altivez, os afectos, o amor incondicional, a inteligência, a irreverência, a generosidade, o espírito de sacrifício, a teimosia, a curiosidade, o capricho, a desobediência, brincadeira… A todos estes cães desta porcaria, para não dizer merda, de Canil da Covilhã, propriedade da empresa Águas da Covilhã e apoiado, não sei de que forma, por uma tal Associação de nome Rude, a todos estes cães repito, só lhe falta falar. E Vem-me à memória o belíssimo poema de amor de um homem a um cão de Manuel Alegre. - cito:
"Alguém falou da tristeza e do vazio do olhar dos animais. Vi a tristeza, em certos momentos, no olhar do cão. A tristeza de quem quer chegar à palavra e não consegue.” E eu Também vi no olhar de todos aqueles cães a cruel e rude natureza da natureza humana… e entre lágrimas de raiva apeteceu-me rebentar com todas aquelas grades e gritar: “Vamos rapazes “ a Liberdade está a passar por aqui”! ocupem território nas ruas e nos jardins da Covilhã que a revolução é feita de ocupações…lembrei-me de lhes citar Neruda “ Pensem que o elefante tem o mesmo número de letras que mariposa e é muito maior”...
Sakura amanhã vou resgatar-te e vou ler-te um poema de amor…
Há uma pergunta cuja resposta provocaria em mim uma real angústia… qual o livro da minha vida? E se um dia a pergunta for feita? De onde virá essa angústia? Não sei! E se um dia quando acordar alguém estiver lá de microfone em riste?
Há um livro que simplesmente tive o privilégio de ler, nem questiono mesmo se mudaria a minha vida, os meus princípios ou convicções… se um dia for essa a pergunta…
“Timbuktu”… corro agora muitas vezes para ele pelas circunstâncias da vida de seres muito pouco privilegiados. Nesta fantástica obra de Paul Auster, Mr. Bonnes um cão de raça indefinida, rafeiro adoptado para ser mais precisa, narra e vive a história de William Gurevich… “- que mais simpática e honesta testemunha pode ter a vida de um homem que não seja um cão?” Questiona Auster.. Após o Pai Natal lhe ter aparecido na televisão, William, homem de posses e grande promessa na produção poética, transforma-se em Christmas, um vagabundo que percorre as ruas na costa leste dos EUA - “Desde que William perdeu o contacto com os seres humanos o cão é aquele que nos pode relatar o que está a acontecer”… diz o autor.
Eu também já tive um cão, de raça indefinida… Lembro… o nosso grande segredo… o nosso grande laço, tão pequenino e tão gordinho, as noites em que era o personagem principal e dormia a chuchar no conforto do meu dedo! Lembro-me… o olhar brilhante…a alegria com que sempre me recebia! O meu grande Baco gostava de vinho branco… a partilha era mesma a capacidade de fazer amigos e a da solidão… Não sabia como ele entendia o mundo, não sei se partilhava as minhas dúvidas e as minhas hesitações!
Espero que Baco se tenha encontrado Mr. Bones no Timbuktu, dizem ser o paraíso das almas, para onde todos nós vamos, depois de morrer.
Dizem que todo o sonho americano tem a sua Dark Side… talvez a fórmula se aplique a toda a humanidade quando o destino é trágico…
O encontro no Jardim Público, com um dos membros da família dos “abana o rabo”, um cão que como Mr. Bones, que se transformou em Cal e depois em Sparky, também nasceu com a sina de não ter apenas um nome… repito, para não perder a ponta do fio da meada. O encontro, no jardim público com Sakura, o seu novo nome, levou-me ao Canil da Covilhã.
Era um cão inteligente, começou por seduzir… a fórmula é sempre a mesma, os restos do restaurante, neste caso do “Sporting”, e o saco era enorme, do tamanho da simpatia e afabilidade do funcionário do restaurante… a fomeca sempre apertava mas… mesmo quando se esquecia, voltava atrás e mimava os novos amigos… depois atacava o saco da comida.
Foi apanhado na rede… lá fui eu salvar o bicho daquela condenação humilhante sem julgamento e sem pecado… a não ser que a lenda seja verdadeira e seja canino o guia e guardião do Reino dos Mortos culpado dos seres humanos terem perdido a imortalidade. “caiu na rede” na forma canina, como é óbvio!
Aquele canil é malcheiroso, frio por demais, a alimentação pareceu-me escassa pelo aspecto e magreza dos seus locatários, o espaço das celas é minúsculo, os animais amontoados não têm um espaço para ginasticar a liberdade, a fidelidade, a solidariedade, a independência, a altivez, os afectos, o amor incondicional, a inteligência, a irreverência, a generosidade, o espírito de sacrifício, a teimosia, a curiosidade, o capricho, a desobediência, brincadeira… A todos estes cães desta porcaria, para não dizer merda, de Canil da Covilhã, propriedade da empresa Águas da Covilhã e apoiado, não sei de que forma, por uma tal Associação de nome Rude, a todos estes cães repito, só lhe falta falar. E Vem-me à memória o belíssimo poema de amor de um homem a um cão de Manuel Alegre. - cito:
"Alguém falou da tristeza e do vazio do olhar dos animais. Vi a tristeza, em certos momentos, no olhar do cão. A tristeza de quem quer chegar à palavra e não consegue.” E eu Também vi no olhar de todos aqueles cães a cruel e rude natureza da natureza humana… e entre lágrimas de raiva apeteceu-me rebentar com todas aquelas grades e gritar: “Vamos rapazes “ a Liberdade está a passar por aqui”! ocupem território nas ruas e nos jardins da Covilhã que a revolução é feita de ocupações…lembrei-me de lhes citar Neruda “ Pensem que o elefante tem o mesmo número de letras que mariposa e é muito maior”...
Sakura amanhã vou resgatar-te e vou ler-te um poema de amor…
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
casamento por conveniência

"Ainda hoje voltei a ver o Luís Filipe Menezes a dar uma entrevista na televisão. Por mais que tente demonstrar a sua discordância das políticas socretinas a realidade mostra que vivem num alegre compadrio. Se à recente confissão pública de que a partilha dos mais importantes cargos de nomeação do estado, estão já está há muito tempo combinada, é disso prova. Também o são os acordos em que ambos os parecem querem silenciar os partidos políticos mais pequenos. Primeiro com a ridícula exigência de os obrigarem a provar que possuem pelo menos cinco mil militantes e agora com a criação de uma nova lei eleitoral autárquica com que pretendem retirar todos os outros, que não eles, dos executivos municipais. Este desdém pelos partidos mais pequenos é mostrado sempre que o Engenheiro vai à Assembleia da Republica e a resposta que encontra para muitas perguntas incómodas é o menosprezar a sua importância, desrespeitando assim as regras democráticas e todos aqueles que votaram nesses partidos. Pelos vistos, estes senhores não conhecem a diferença entre legitimidade democrática, que possuem por terem ganho as eleições, e a prepotência de remeter ao silêncio quem não pense e pactue com eles. Tirar esta escumalha das cadeiras do poder é urgente em defesa das nossas liberdades e dos nossos direitos democráticos."
extraido do blog http://www.wehavekaosinthegarden.blogspot.com/
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
"JAMÉ"

"Depois de anunciada hoje a localização do novo Aeroporto Internacional de Lisboa e como o tempo urge, proponho a seguinte indumentária para a tripulação da TAP:
.Hospedeiras: Blusa branca com alguns bordados no peito. Avental preto arredondado com bordados, meia branca bordada à mão e sapato preto com a pala virada para fora, a tapar os atacadores. Não esquecer a foice.
.Pilotos: Camisa branca, com colarinho de ‘Padre’. Calção azul até pouco abaixo do joelho, decorado com botões cromados na anca e junto ao joelho, com meia branca bordada à mão até ao joelho e sapato preto com pala virada para fora, a tapar os atacadores e juntamente com as esporas. Colete vermelho, nas costas um bordado preto, com o desenho da ferradura do cavalo. Cinta vermelha bem apertada à cintura. Na cabeça, um barrete verde com uma barra vermelha. Jaqueta da cor e do mesmo tecido do calção, também decorada com botões cromados. O pampilho (vara) de campino é indispensável."
.Hospedeiras: Blusa branca com alguns bordados no peito. Avental preto arredondado com bordados, meia branca bordada à mão e sapato preto com a pala virada para fora, a tapar os atacadores. Não esquecer a foice.
.Pilotos: Camisa branca, com colarinho de ‘Padre’. Calção azul até pouco abaixo do joelho, decorado com botões cromados na anca e junto ao joelho, com meia branca bordada à mão até ao joelho e sapato preto com pala virada para fora, a tapar os atacadores e juntamente com as esporas. Colete vermelho, nas costas um bordado preto, com o desenho da ferradura do cavalo. Cinta vermelha bem apertada à cintura. Na cabeça, um barrete verde com uma barra vermelha. Jaqueta da cor e do mesmo tecido do calção, também decorada com botões cromados. O pampilho (vara) de campino é indispensável."
extraído do blog.www.legumesalteados.blogspot.com/
Reféns das FARC já foram libertadas
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou que as duas reféns das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) já foram resgatadas e estão num helicóptero a caminho da Venezuela, informação que é confirmada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Clara Rojas --ex-assessora da candidata presidencial Ingrid Betancourt -- e a ex-deputada Consuelo Gonzalez foram raptadas há cinco e seis anos, respectivamente.Ler mais...
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Lançamentos fluviais

10.01.2008, Nuno Pacheco (No Público)
"No passado fim-de-semana, ao folhear os semanários, saltava à vista este título lapidar, mesmo na capa do Expresso: "PSD: Aguiar Branco lança Rui Rio". OK, mas de que ponte?, perguntaria o leitor mais incauto, sem perceber muito bem do que se tratava. Equívocos do verbo lançar, evidentemente. Vai-se aos livros e lá está, bem explícito, que lançar significa arremessar com força, atirar, arrojar, deitar, expelir, vomitar, apontar, dirigir, inscrever, fazer nascer, produzir, expelir, exalar, espalhar, derramar, atribuir, pôr em voga, fazer constar, indagar. Ou atirar-se, precipitar-se, avançar. Nada que se aplique de imediato ao presidente em exercício da Câmara do Porto, embora por mais do que uma vez ele se tenha precipitado em decisões menos abonatórias, se tenha atirado contra jornalistas e tenha avançado com medidas que lhe valeram fortes críticas. Mas daí a lançarem-no, como dantes se fazia nos circos aos homens-bala, vai enorme distância. Sucede que o título, bem como o texto que lhe está associado, se refere à hipótese de Rio vir a ser alternativa a Menezes na liderança do PSD. Quem a coloca, entre outros? Aguiar Branco, um homem que Rio convenceu um dia a não se candidatar contra Marques Mendes porque isso podia dar a vitória a Menezes.
Ora, Aguiar não se candidatou, mas Menezes ganhou. E a tese de Rio desaguou no oceano dos falhanços. Eis que agora, depois de temporário amuo, Aguiar anuncia: "Estamos a guiar o mesmo carro e dificilmente não será assim". Lá voltará o leitor incauto, desta vez zangado: como a guiar o mesmo carro? Então agora já há carros com dois volantes? Nada disso. E também não é metáfora. Aguiar e Rio estiveram ao volante do mesmo carro, sim, porque o primeiro convidou o segundo para parceiro numa corrida de automóveis em Braga, a 8 de Dezembro. E lá posaram, devidamente enfarpelados, para a fotografia (também no Expresso).
Pois bem: entre carros e pontes, a verdade é que há já quem procure engrossar o caudal de Rio para que ele desagúe devidamente num lugar que Menezes ainda mal aqueceu. Mais: até há quem lhe envie mensagens, e-mails, a sugerir que ele venha a ser o futuro ministro de Portugal, coisa que ele naturalmente muito agradece (os mails, claro), mas ainda não comenta. Já houve almoço, como convém nestas coisas, e já se vislumbra, nos horizontes de um mirífico poder, como sucessor do "barrosismo", do "mendismo" e do "menezismo", o "riismo". Pode não ser fácil de concretizar, e menos ainda de pronunciar, mas é o que há, nestas andanças. Rio está "consciente das suas responsabilidades e não as descartará", afiança, ainda ao Expresso, um ex-apoiante de Marques Mendes. A coisa parece séria. Mas como um lançamento nunca vem só, eis que o próprio Rio admite recandidatar-se a um terceiro mandato camarário. Porquê? Porque, diz ele, "não há duas sem três". Fatal. Talvez alguém se lembre de ressuscitar, a propósito de tais lançamentos, a velha canção festivaleira de Sérgio Borges: "Onde vais rio que eu canto/ nova luz já se alumia." Preparados?"
"No passado fim-de-semana, ao folhear os semanários, saltava à vista este título lapidar, mesmo na capa do Expresso: "PSD: Aguiar Branco lança Rui Rio". OK, mas de que ponte?, perguntaria o leitor mais incauto, sem perceber muito bem do que se tratava. Equívocos do verbo lançar, evidentemente. Vai-se aos livros e lá está, bem explícito, que lançar significa arremessar com força, atirar, arrojar, deitar, expelir, vomitar, apontar, dirigir, inscrever, fazer nascer, produzir, expelir, exalar, espalhar, derramar, atribuir, pôr em voga, fazer constar, indagar. Ou atirar-se, precipitar-se, avançar. Nada que se aplique de imediato ao presidente em exercício da Câmara do Porto, embora por mais do que uma vez ele se tenha precipitado em decisões menos abonatórias, se tenha atirado contra jornalistas e tenha avançado com medidas que lhe valeram fortes críticas. Mas daí a lançarem-no, como dantes se fazia nos circos aos homens-bala, vai enorme distância. Sucede que o título, bem como o texto que lhe está associado, se refere à hipótese de Rio vir a ser alternativa a Menezes na liderança do PSD. Quem a coloca, entre outros? Aguiar Branco, um homem que Rio convenceu um dia a não se candidatar contra Marques Mendes porque isso podia dar a vitória a Menezes.
Ora, Aguiar não se candidatou, mas Menezes ganhou. E a tese de Rio desaguou no oceano dos falhanços. Eis que agora, depois de temporário amuo, Aguiar anuncia: "Estamos a guiar o mesmo carro e dificilmente não será assim". Lá voltará o leitor incauto, desta vez zangado: como a guiar o mesmo carro? Então agora já há carros com dois volantes? Nada disso. E também não é metáfora. Aguiar e Rio estiveram ao volante do mesmo carro, sim, porque o primeiro convidou o segundo para parceiro numa corrida de automóveis em Braga, a 8 de Dezembro. E lá posaram, devidamente enfarpelados, para a fotografia (também no Expresso).
Pois bem: entre carros e pontes, a verdade é que há já quem procure engrossar o caudal de Rio para que ele desagúe devidamente num lugar que Menezes ainda mal aqueceu. Mais: até há quem lhe envie mensagens, e-mails, a sugerir que ele venha a ser o futuro ministro de Portugal, coisa que ele naturalmente muito agradece (os mails, claro), mas ainda não comenta. Já houve almoço, como convém nestas coisas, e já se vislumbra, nos horizontes de um mirífico poder, como sucessor do "barrosismo", do "mendismo" e do "menezismo", o "riismo". Pode não ser fácil de concretizar, e menos ainda de pronunciar, mas é o que há, nestas andanças. Rio está "consciente das suas responsabilidades e não as descartará", afiança, ainda ao Expresso, um ex-apoiante de Marques Mendes. A coisa parece séria. Mas como um lançamento nunca vem só, eis que o próprio Rio admite recandidatar-se a um terceiro mandato camarário. Porquê? Porque, diz ele, "não há duas sem três". Fatal. Talvez alguém se lembre de ressuscitar, a propósito de tais lançamentos, a velha canção festivaleira de Sérgio Borges: "Onde vais rio que eu canto/ nova luz já se alumia." Preparados?"
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Tratado Europeu não vai a referendo

Ao contrário do compromisso assumido na última campanha eleitoral, o primeiro ministro anunciou ontem que o governo não vai referendar o Tratado Europeu, após decisão assumida pela Direcção do PS. Nas últimas semanas, o Presidente da República e o PSD também insistiram na aprovação parlamentar do Tratado. O Bloco Central está unido para evitar que a população discuta o futuro da Europa e decida sobre o funcionamento da União Europeia. Tal como tinha sido anunciado, o Bloco de Esquerda vai apresentar uma moção de censura ao governo.
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terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Sondagens apontam para vitória de Obama nas primárias democratas de hoje

"A média das últimas dez sondagens feitas nos EUA dá a vitória ao senador Barack Obama nas primárias de hoje do Partido Democrata em New Hampshire, as segundas a realizarem-se para a definição de quem será o candidato às eleições de Novembro. Obama teria 37% das intenções de voto. Hillary Clinton, que até agora liderava com alguma tranquilidade, caiu abruptamente e aparece em segundo, com 29%." www.esquerda.net
domingo, 6 de janeiro de 2008
adeus pacheco

“Somos cinco numa cama. Para a cabeceira, eu, a rapariga, o bebé de dias; para os pés, o miúdo e a miúda mais pequena. Toco com o pé numa rosca de carne meiga e macia: é a pernita da Lina, que dorme à minha frente. Apago a luz, cansado de ler parvoíces que só em português é possível ler, e viro-me para o lado esquerdo: é um hálito levemente soprado, pedindo beijos no escuro que me embala até adormecer. Voltamo-nos, remexemos, tomados pelo medo de estarmos vivos, pela alegria dos sonhos, quem sabe!, e encontramos, chocamos carne, carne que não é nossa, que é um exagero, um a-mais do nosso corpo mas aqui, tão perto e tão quente, é como se fosse nossa carne também: agarrada (palpitante, latejando) pelos nossos dedos; calada (dormindo, confiante) encostada ao nosso suor."
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
“Borbardeemos” o tratado

No dia 13 de Dezembro em ambiente natalício, os governantes dos vinte e sete países europeus, presentearam-nos com aquilo que “diz que é uma espécie de novo tratado.”Este que foi pomposamente rubricado em Lisboa. - “Mais simplificado”: diz SarKozy, resultou de um retoque de 295 emendas ao tratado assinado em Roma em 1957, e de 61 emendas ao de Maastricht de 1992, e umas dezenas de protocolos e declarações anexos, simplificado?
Sarko l´Américain parece querer criar uma ilusão necessária com força emocional de arrastão ideológico tão típico de uma qualquer palerma americanice política. Simplificado diz Sarkozy pensando e acreditando na não necessidade de um voto aberto dos europeus.
Depois de um participado referendo em Maio e Junho de 2005 a França e a Holanda reagiram com um sonoro “Não” ao TCE “Tratado Constitucional Europeu”, e quando o mais esperado seria outro tipo de reflexão, indo de encontro ao que os europeus querem, uma compreensão das objecções a esse tratado e um compromisso com esse esmagador NÃO, eis que a correcção foi “a tiro”, à revelia dos europeus, consumando algo para o qual a Europa acredito não estar pronta para entrar em consenso.
Sabemos que os 27 fogem da soberania do povo como os vampiros dos alhos, e a opção foi pelo calibrar de uma nova forma de atraiçoar a democracia aos povos que trabalham e que lhe é vedado o direito de conduzir a sua própria vida.Quem trabalha?peço desculpa, quem tem o direito a procurar emprego… que o direito ao emprego já não é contemplado neste novo texto “flexisimplexificado”. Corrijo pois, quem tem o “direito de procurar emprego” já não tem o direito de influenciar a democracia? Será que Lippmann tem razão? Somos o “rebanho tolo” que ao tornar-se participante só iria causar sarilhos? Somos um rebanho tolo que de vez em quando participa numa eleição implorando a um destes 27 para ser o nosso líder? Somos um rebanho tolo espectador desta classe especializada em nos ajudar a atravessar a estrada?Ironicamente, ou não, algo não muda e mesmo que assim fosse não era novidade, a sacralização de um Europa neo-liberal e numa “máquina para liberalizar” (Denord) onde quem comanda e domina são “tropas” da Alemanha, França, Itália e Reino Unido, que dispõem hoje de um real poder de veto dentro do Conselho não podendo nenhuma decisão por maioria qualificada ir contra a opinião de três deles.
Não muda neste tratado a ausência de políticas sérias para resolver catástrofes sociais resultantes das corrosivas de hinos e bandeiras internas instaladas como os graves problemas da saúde, dos padrões de educação, do desemprego, do declínio dos salários reais, dos sem-abrigo, do aumento da violência e da criminalidade.
Está já em marcha o movimento queremos um referendo ao tratado de Lisboa assinado por mais de 55 000 pessoas, entre elas dirigentes sindicais, activistas sociais e figuras das diversas correntes da esquerda francesa (PS, PC, Verdes, LCR), congregando ainda outros movimentos como Respeitem o nosso não, Pela República Social e Colectivo 29 de Maio .O texto deste movimento apela para o apego à democracia, apela para uma mobilização e um unir de esforços sem precedentes naquilo que é um assunto da maior importância para cada um de nós e na defesa da soberania popular. Nas palavras de Chomsky “nestas circunstâncias é preciso distrair o rebanho tolo, porque, se começa a saber disto, pode não gostar, pois é ele que vai sofrer”.
“Borbardeemos” o tratado
Também me apetece dizer:“A única solução é bombardear”
Obriguemos os nosso governo a não nos negar a democracia.
BOM ANO! BONS REFERENDOS!
Depois de um participado referendo em Maio e Junho de 2005 a França e a Holanda reagiram com um sonoro “Não” ao TCE “Tratado Constitucional Europeu”, e quando o mais esperado seria outro tipo de reflexão, indo de encontro ao que os europeus querem, uma compreensão das objecções a esse tratado e um compromisso com esse esmagador NÃO, eis que a correcção foi “a tiro”, à revelia dos europeus, consumando algo para o qual a Europa acredito não estar pronta para entrar em consenso.
Sabemos que os 27 fogem da soberania do povo como os vampiros dos alhos, e a opção foi pelo calibrar de uma nova forma de atraiçoar a democracia aos povos que trabalham e que lhe é vedado o direito de conduzir a sua própria vida.Quem trabalha?peço desculpa, quem tem o direito a procurar emprego… que o direito ao emprego já não é contemplado neste novo texto “flexisimplexificado”. Corrijo pois, quem tem o “direito de procurar emprego” já não tem o direito de influenciar a democracia? Será que Lippmann tem razão? Somos o “rebanho tolo” que ao tornar-se participante só iria causar sarilhos? Somos um rebanho tolo que de vez em quando participa numa eleição implorando a um destes 27 para ser o nosso líder? Somos um rebanho tolo espectador desta classe especializada em nos ajudar a atravessar a estrada?Ironicamente, ou não, algo não muda e mesmo que assim fosse não era novidade, a sacralização de um Europa neo-liberal e numa “máquina para liberalizar” (Denord) onde quem comanda e domina são “tropas” da Alemanha, França, Itália e Reino Unido, que dispõem hoje de um real poder de veto dentro do Conselho não podendo nenhuma decisão por maioria qualificada ir contra a opinião de três deles.
Não muda neste tratado a ausência de políticas sérias para resolver catástrofes sociais resultantes das corrosivas de hinos e bandeiras internas instaladas como os graves problemas da saúde, dos padrões de educação, do desemprego, do declínio dos salários reais, dos sem-abrigo, do aumento da violência e da criminalidade.
Está já em marcha o movimento queremos um referendo ao tratado de Lisboa assinado por mais de 55 000 pessoas, entre elas dirigentes sindicais, activistas sociais e figuras das diversas correntes da esquerda francesa (PS, PC, Verdes, LCR), congregando ainda outros movimentos como Respeitem o nosso não, Pela República Social e Colectivo 29 de Maio .O texto deste movimento apela para o apego à democracia, apela para uma mobilização e um unir de esforços sem precedentes naquilo que é um assunto da maior importância para cada um de nós e na defesa da soberania popular. Nas palavras de Chomsky “nestas circunstâncias é preciso distrair o rebanho tolo, porque, se começa a saber disto, pode não gostar, pois é ele que vai sofrer”.
“Borbardeemos” o tratado
Também me apetece dizer:“A única solução é bombardear”
Obriguemos os nosso governo a não nos negar a democracia.
BOM ANO! BONS REFERENDOS!
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Se o seu marido lhe oferecer porrada, isso é Phone ix

"A ideia é peregrina:O Dr. Jorge Lacão, secretário de Estado da Presidência, considera que quando um homem espanca e ameaça a sua companheira e isso está provado em vez de pulseiras electrónicas nesses agressores identificados é melhor dar às vítimas um telemóvel com ligação directa a uma centro de atendimento especial O assunto é tão sério que não se pode pôr a questão de ele estar a brincar, mas olhem que parece! «Está? Daqui fala a Maria das Dores, da rua dos Mártires nº 5 , 3º esquerdo, e o meu homem acabou de arrombar a minha porta e está aqui à minha beira com uma faca na mão. Podem-me ajudar?» Sem dívida que sairia mais barato.Não faço ideia do custo de uma pulseira electrónica, ao passo que telemóvel toda a gente tem, era só acrescentar-lhe esse número «de atendimento especial». Quanto à segurança das vítimas… isso é outro capítulo." extraido de pópulo
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
A ministra vive:)

"Trinta anos de bagunça na educação, por conta de governos do PS e do PSD, tiveram no último debate mensal com o Primeiro-Ministro a sua paródia natalícia.Sócrates e Santana, empolgados na verborreia quando concordam no essencial - rebentar com o pouco que sobra da gestão democrática das escolas - foram a cara da hipocrisia do consenso neoliberal em matéria de educação.
Agora as escolas vão ter directores, parece que por concurso público nas mãos de um Conselho Geral, e da única coisa que Santana não gosta é que seja um professor. Na verdade, PS e PSD vão a enterrar o seu morto." Cecília Honório
Agora as escolas vão ter directores, parece que por concurso público nas mãos de um Conselho Geral, e da única coisa que Santana não gosta é que seja um professor. Na verdade, PS e PSD vão a enterrar o seu morto." Cecília Honório
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
a taxa que não saiu do saco

"Para alem das críticas aos zigue-zagues do governo, levantou-se um sem número de vozes contra uma hipotética taxa ecológica sobre os sacos de plástico. A maioria dos reparos centrou-se na oposição ao que consideram a dupla tributação de um novo imposto. Como resume Mário Ramires, subdirector do Sol, é uma nova taxa para prejudicar ainda mais “milhões de endividados consumidores”. Esta linha de argumentação prova até que ponto, num país com uma carga fiscal a léguas da europeia e inferior mesmo à da OCDE, fez caminho o discurso liberal sobre a “tirania fiscal”.E, afinal, estava-se apenas a falar de alargar ao resto do país o que o Pingo Doce já tem vindo a fazer. Nesta cadeia de distribuição, os sacos biodegradáveis convencionais custam 2 cêntimos e os reutilizáveis ficam por 20 cêntimos. São sacos de alta qualidade e resistência que, quando danificados, são trocados sem encargos para o consumidor.
sábado, 8 de dezembro de 2007
EMIR KUSTURICA & THE NO SMOKING ORCHESTRAEmir

"Kusturica regressa a Portugal com a frenética No Smoking Orchestra para dois concertos únicos inseridos na Tournée de 2008, dia 25 de Janeiro no Coliseu do Porto, e dia 26 de Janeiro no Coliseu de Lisboa. Na bagagem o novo álbum “Time of the Gypsies”, sem esquecer temas como “Unza Unza Time!”, “Bubamara” e “Pitbull Terrier” entre outros que certamente vão fazer explodir o coliseu numa noite inesquecível!!!Belgrado, 1980, o movimento punk e new wave surge como alternativa à música rock. A democratização do som levou ao aparecimento de novas bandas, decalques quase perfeitos dos seus ídolos ocidentais."
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Estilo Menezes

"O episódio da votação do empréstimo na Câmara de Lisboa revelou o novo estilo do PSD. Caceteiro, ameaçador, contraditório, ignorante.Caceteiro: os deputados municipais não têm direito sequer a formularem a sua opinião na reunião do partido, e não podem submeter a votação interna as diversas propostas.
Ameaçador: o presidente da distrital lembrou aos interessados que dentro de um ano estará a fazer as novas listas e que não se esquecerá de quem não obedeceu a instruções. Contraditório: o presidente da Câmara mais endividada do país preocupa-se com o aumento da dívida de Lisboa, que serve para pagar a despesa feita por duas presidências PSD em Lisboa. Ignorante: o PSD adverte que o empréstimo aumenta o défice registado, ignorando que a transferência da conta de dívidas a terceiros para a conta de dívidas à banca deixa o défice exactamente na mesma.
É isto o estilo Menezes.
Mas talvez o mais importante seja o carácter negociador, ameaçador e trauliteiro desta nova forma de fazer política. Tudo se negoceia, com Menezes. Na segunda-feira, são 200 milhões, na terça-feira já são 400 milhões. Na campanha interna, é acabar com o pacto da justiça, depois de eleito tem dias - de manhã acaba-se com o pacto, à noite salva-se o pacto, entretanto negoceiam-se outros pactos. Tudo são ameaças, fugas, insinuações. Menezes quer ser imprevisível e é por isso confuso, quer dizer-se determinado e é por isso trapalhão.
O estilo Menezes é o velho estilo do "agarrem-me senão eu vou-lhe bater". Mas agarrem-me depressa. Cuidado comigo.
Menezes não parece perceber que este estilo resulta uma vez mas não resulta duas vezes. Impressiona à primeira e farta à segunda. Depois, é somente um incómodo, uma perturbação. Não é uma resposta de poder, nem muito menos um primeiro-ministro em tirocínio.
O estilo Menezes é uma bênção para Sócrates. Alinha a direita na irrelevância. Ainda por cima, como dizia entristecido um deputado do CDS no debate sobre a Estradas de Portugal, o PS está a passar o CDS pela direita nas grandes escolhas estratégicas. O estilo Menezes é o que mais convém a esta política. O caso de Lisboa demonstrou como o PSD é confuso mas previsível, ameaçador mas inconsequente.
Quem negoceia tudo não pode ser nunca levado a sério. "
Francisco Louçã
Ameaçador: o presidente da distrital lembrou aos interessados que dentro de um ano estará a fazer as novas listas e que não se esquecerá de quem não obedeceu a instruções. Contraditório: o presidente da Câmara mais endividada do país preocupa-se com o aumento da dívida de Lisboa, que serve para pagar a despesa feita por duas presidências PSD em Lisboa. Ignorante: o PSD adverte que o empréstimo aumenta o défice registado, ignorando que a transferência da conta de dívidas a terceiros para a conta de dívidas à banca deixa o défice exactamente na mesma.
É isto o estilo Menezes.
Mas talvez o mais importante seja o carácter negociador, ameaçador e trauliteiro desta nova forma de fazer política. Tudo se negoceia, com Menezes. Na segunda-feira, são 200 milhões, na terça-feira já são 400 milhões. Na campanha interna, é acabar com o pacto da justiça, depois de eleito tem dias - de manhã acaba-se com o pacto, à noite salva-se o pacto, entretanto negoceiam-se outros pactos. Tudo são ameaças, fugas, insinuações. Menezes quer ser imprevisível e é por isso confuso, quer dizer-se determinado e é por isso trapalhão.
O estilo Menezes é o velho estilo do "agarrem-me senão eu vou-lhe bater". Mas agarrem-me depressa. Cuidado comigo.
Menezes não parece perceber que este estilo resulta uma vez mas não resulta duas vezes. Impressiona à primeira e farta à segunda. Depois, é somente um incómodo, uma perturbação. Não é uma resposta de poder, nem muito menos um primeiro-ministro em tirocínio.
O estilo Menezes é uma bênção para Sócrates. Alinha a direita na irrelevância. Ainda por cima, como dizia entristecido um deputado do CDS no debate sobre a Estradas de Portugal, o PS está a passar o CDS pela direita nas grandes escolhas estratégicas. O estilo Menezes é o que mais convém a esta política. O caso de Lisboa demonstrou como o PSD é confuso mas previsível, ameaçador mas inconsequente.
Quem negoceia tudo não pode ser nunca levado a sério. "
Francisco Louçã
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Ética e vegetarianismo
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
a Zé deixou-nos para sempre

«Chegou a hora do adeus.
Que os amigos se separem,
Que toda a esperança se desfaça,
Que todos os sonhos se desmanchem,
Que todos os nós se façam na garganta,
Que toda a tristeza do mundo corte, bem fundo,
Que toda a saudade se faça irremediável,
Que todo o chorar se torne inconsolável.»
Perdemos uma colega e uma amiga.Maria José Lavrador... até sempre!
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Marinho Pinto eleito bastonário da Ordem dos Advogados

António Marinho Pinto foi eleito na sexta-feira bastonário da Ordem dos Advogados. O futuro bastonário, que irá exercer as funções para que foi eleito a tempo inteiro, declarou após o conhecimento dos resultados: "Só será uma verdadeira vitória se nenhum advogado se sentir derrotado. Batalharei para devolver à Ordem o seu prestígio e para que a justiça seja feita nos tribunais e não em repartições públicas e empresas". Numas eleições muito participadas, a lista D, encabeçada por António Marinho, obteve 7265 votos, contra 4366 da lista B (encabeçada por Magalhães e Silva, antigo conselheiro de Jorge Sampaio), 2973 da lista C (encabeçada pelo professor Meneses Leitão) e 2205 da lista A (encabeçada por Garcia Pereira).
Para Presidente do Conselho Superior da Ordem dos Advogados foi eleito José António Barreiros que encabeçava a lista E que obteve 7413 votos.
António Marinho Pinto de 57 anos tem a carteira de jornalista há cerca de 30 anos. É também professor convidado da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e foi o segundo candidato mais votado nas eleições anteriores.
Para Presidente do Conselho Superior da Ordem dos Advogados foi eleito José António Barreiros que encabeçava a lista E que obteve 7413 votos.
António Marinho Pinto de 57 anos tem a carteira de jornalista há cerca de 30 anos. É também professor convidado da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e foi o segundo candidato mais votado nas eleições anteriores.
extraido de http://www.esquerda.net/
Chavez perde, Putin ganha

Chavéz perde, Putin ganha - eis um modo expedito de resumir os votos deste fim de semana. E também de, com a verdade, esconder os processos reais que as urnas exprimiram. Na Venezuela, Chavéz perdeu, mas a democracia reforçou-se. Mal foram conhecidos os resultados, o líder venezuelano felicitou os adversários, afirmou a confiança nas instituições e reconheceu ter falhado "o salto político para a revolução". Quem dizia não ser a Venezuela um país com um regime democrático, onde as escolhas políticas fundamentais dependem da vontade popular, tem agora vasta matéria de reflexão. E Chavéz também. Nem sempre querer andar depressa é ir longe. Nem sempre a eficácia da concentração de poder pretendida tem o apoio de quantos apoiam a revolução. O chavismo atravessará dificuldades com que não contaria. Mas pode ter aprendido.
Na Rússia, Putin ganhou, mas a democracia estreitou-se. Já aqui escrevi sobre Putin e o seu país, num texto a contracorrente do pensamento dominante na Europa. Mantenho tudo o que então escrevi e acrescento: Putin é maioritário entre o seu povo - o que só torna mais inaceitável a intensa manipulação dos contextos eleitorais e do próprio acto;
Putin joga um papel importante, e genericamente positivo, na cena mundial - razão pela qual o que possa diminuir a sua legitimidade, só prejudica;
Putin impôs a política sobre a selvajaria económica do período de Ieltsin - e por isso mesmo é tão perigosa a diminuição de pluralidade na sociedade russa. O capitalismo de Estado pode organizar-se de muitos modos, mas alguns deles são particularmente perigosos em contexto de forte hegemonia de poder.
Na Rússia, Putin ganhou, mas a democracia estreitou-se. Já aqui escrevi sobre Putin e o seu país, num texto a contracorrente do pensamento dominante na Europa. Mantenho tudo o que então escrevi e acrescento: Putin é maioritário entre o seu povo - o que só torna mais inaceitável a intensa manipulação dos contextos eleitorais e do próprio acto;
Putin joga um papel importante, e genericamente positivo, na cena mundial - razão pela qual o que possa diminuir a sua legitimidade, só prejudica;
Putin impôs a política sobre a selvajaria económica do período de Ieltsin - e por isso mesmo é tão perigosa a diminuição de pluralidade na sociedade russa. O capitalismo de Estado pode organizar-se de muitos modos, mas alguns deles são particularmente perigosos em contexto de forte hegemonia de poder.
Miguel Portas - sem muros
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
PS e PSD querem esmagar oposição

Na realidade, o bloco central quer esmagar a oposição autárquica na secretaria. Este é o verdadeiro resultado pretendido, não com recurso a uma simples actualização legislativa, mas por uma autêntica subversão do modelo de representação local que fundou o poder local democrático em Portugal.
O acordo entre PS e PSD para a revisão da lei eleitoral autárquica configura um lamentável retrocesso na democracia representativa local.
A Câmara deixa de ser eleita pelo voto directo dos cidadãos. O partido que vence as eleições para a Assembleia Municipal ganha o bónus de obter sempre uma maioria absoluta na Câmara, mesmo que não tenha sido essa a vontade dos eleitores. O presidente da Câmara passa a escolher e mudar de vereadores quando bem entende. A oposição fica politicamente diminuída e passa a ser residual.
A consequência imediata é a bipartidarização do sistema. O bloco central dominará a quase totalidade dos 308 concelhos do país e a representatividade ficará gravemente ferida. A capacidade de fiscalização dos executivos será drasticamente fragilizada. PS e PSD governarão os municípios em roda livre.
O que se argumenta como ganho de eficiência no exercício do poder, fica completamente submerso pela enorme perda de transparência nos processos, diminuição de representatividade e de prática democrática.
Na realidade, o bloco central quer esmagar a oposição autárquica na secretaria. Este é o verdadeiro resultado pretendido, não com recurso a uma simples actualização legislativa, mas por uma autêntica subversão do modelo de representação local que fundou o poder local democrático em Portugal.
Fala-se numa espécie de mudança para um sistema parlamentar, em que o executivo passaria a depender da assembleia. Porém, o facto é que fica a meio caminho do modelo parlamentar, recusando o outro meio caminho que lhe poderia conferir o carácter democrático.
Começa, desde logo, pelas diminutas condições e meios de fiscalização da assembleia sobre executivo, porque ficam iguais aos que actualmente existem. A possibilidade de a Assembleia Municipal poder propor uma moção de censura que leve à queda da Câmara não é credível. A maioria da Assembleia dependerá da maioria absoluta existente na Câmara e os seus poderes são incomensuravelmente inferiores aos de um parlamento.
Em cerca de 90% dos municípios, as assembleias têm uma força política que assegura a maioria absoluta (qualquer moção contra a maioria não passa) e a realidade autárquica não é só feita do momento da eleição e de um eventual e remoto episódio de queda do executivo. O fundamental reside no exercício político quotidiano, na capacidade efectiva de poder e oposição corresponderem às suas funções. No caso da mudança legislativa preconizada pelo PS e PSD, o reforço absoluto do poder diminuirá absolutamente a oposição. Não é difícil adivinhar que os poderes não eleitos acabem por ser os maiores beneficiados. "
Pedro Soares in http://www.esquerda.net/
O acordo entre PS e PSD para a revisão da lei eleitoral autárquica configura um lamentável retrocesso na democracia representativa local.
A Câmara deixa de ser eleita pelo voto directo dos cidadãos. O partido que vence as eleições para a Assembleia Municipal ganha o bónus de obter sempre uma maioria absoluta na Câmara, mesmo que não tenha sido essa a vontade dos eleitores. O presidente da Câmara passa a escolher e mudar de vereadores quando bem entende. A oposição fica politicamente diminuída e passa a ser residual.
A consequência imediata é a bipartidarização do sistema. O bloco central dominará a quase totalidade dos 308 concelhos do país e a representatividade ficará gravemente ferida. A capacidade de fiscalização dos executivos será drasticamente fragilizada. PS e PSD governarão os municípios em roda livre.
O que se argumenta como ganho de eficiência no exercício do poder, fica completamente submerso pela enorme perda de transparência nos processos, diminuição de representatividade e de prática democrática.
Na realidade, o bloco central quer esmagar a oposição autárquica na secretaria. Este é o verdadeiro resultado pretendido, não com recurso a uma simples actualização legislativa, mas por uma autêntica subversão do modelo de representação local que fundou o poder local democrático em Portugal.
Fala-se numa espécie de mudança para um sistema parlamentar, em que o executivo passaria a depender da assembleia. Porém, o facto é que fica a meio caminho do modelo parlamentar, recusando o outro meio caminho que lhe poderia conferir o carácter democrático.
Começa, desde logo, pelas diminutas condições e meios de fiscalização da assembleia sobre executivo, porque ficam iguais aos que actualmente existem. A possibilidade de a Assembleia Municipal poder propor uma moção de censura que leve à queda da Câmara não é credível. A maioria da Assembleia dependerá da maioria absoluta existente na Câmara e os seus poderes são incomensuravelmente inferiores aos de um parlamento.
Em cerca de 90% dos municípios, as assembleias têm uma força política que assegura a maioria absoluta (qualquer moção contra a maioria não passa) e a realidade autárquica não é só feita do momento da eleição e de um eventual e remoto episódio de queda do executivo. O fundamental reside no exercício político quotidiano, na capacidade efectiva de poder e oposição corresponderem às suas funções. No caso da mudança legislativa preconizada pelo PS e PSD, o reforço absoluto do poder diminuirá absolutamente a oposição. Não é difícil adivinhar que os poderes não eleitos acabem por ser os maiores beneficiados. "
Pedro Soares in http://www.esquerda.net/
terça-feira, 27 de novembro de 2007
And the nobel peace prize goes to????
How much of an ass can a guy be???"

"O líder da Juventude Centrista apontou hoje o presidente do Grupo Parlamentar do PCP, Bernardino Soares, como um dos principais protagonistas dos "distúrbios revolucionários" do "Verão Quente" de 1975, altura em que tinha apenas quatro anos.
No almoço do CDS-PP que assinalou o aniversário da operação militar do 25 de Novembro de 1975, na Amadora, Pedro Moutinho disse ser preciso "apontar com frontalidade" alguns dos principais responsáveis por actos como os "sequestros e incêndios às sedes do CDS-PP logo após a revolução de Abril de 1974 e que continuam hoje no activo".
"Falo do actual presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, que mais tarde se renderia às virtudes do capitalismo. Falo também das bombas das FP 25 de Abril e políticos actuais como Francisco Louçã, Luís Fazenda, Jerónimo de Sousa, Odete Santos e Bernardino Soares", disse.
Segundo os registos da Assembleia da República, o actual líder parlamentar do PCP, Bernardino José Torrão Soares, nasceu no dia 15 de Setembro de 1971, tendo por isso quatro anos quando se deu o 25 de Novembro de 1975.
Já em relação às Forças Populares 25 de Abril - organização citada pelo líder da JC como estando na mesma linha política do Movimento das Forças Armadas -, não consta nenhum registo de que tenham actuado em 1975.
Esta organização conotada com a extrema-esquerda terá sido formalmente fundada em 1980 (no período do primeiro Governo da Aliança Democrática, liderado por Francisco Sá Carneiro), ano em que começou a desenvolver a sua actividade.
PMF."
Lusa/fim
No almoço do CDS-PP que assinalou o aniversário da operação militar do 25 de Novembro de 1975, na Amadora, Pedro Moutinho disse ser preciso "apontar com frontalidade" alguns dos principais responsáveis por actos como os "sequestros e incêndios às sedes do CDS-PP logo após a revolução de Abril de 1974 e que continuam hoje no activo".
"Falo do actual presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, que mais tarde se renderia às virtudes do capitalismo. Falo também das bombas das FP 25 de Abril e políticos actuais como Francisco Louçã, Luís Fazenda, Jerónimo de Sousa, Odete Santos e Bernardino Soares", disse.
Segundo os registos da Assembleia da República, o actual líder parlamentar do PCP, Bernardino José Torrão Soares, nasceu no dia 15 de Setembro de 1971, tendo por isso quatro anos quando se deu o 25 de Novembro de 1975.
Já em relação às Forças Populares 25 de Abril - organização citada pelo líder da JC como estando na mesma linha política do Movimento das Forças Armadas -, não consta nenhum registo de que tenham actuado em 1975.
Esta organização conotada com a extrema-esquerda terá sido formalmente fundada em 1980 (no período do primeiro Governo da Aliança Democrática, liderado por Francisco Sá Carneiro), ano em que começou a desenvolver a sua actividade.
PMF."
Lusa/fim
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Quem a beber é cúmplice
Ex-Porta-voz da Casa Branca acusa Bush de o obrigar a mentir

Scott McClellan revelou que Bush o obrigou a mentir em público para ilibar cinco figuras da administração americana no caso da exposição da identidade da agente da CIA Valerie Plame. Num livro agora publicado, McClellan acusa Bush, Cheney e outros, de terem exposto - o que é ilegal - a identidade da referida agente, como retaliação pelo facto do seu marido, depois de uma investigação em África sobre venda de Urânio ao Iraque, ter afirmado que não havia indícios de que que Saddam possuisse armas de destruição massiva.
"O dirigente mais poderoso do Mundo pediu-me que falasse em seu nome e ajudasse a restaurar a credibilidade que tinha perdido pelo fiasco das armas de destruição massiva no Iraque. Por isso, passei duas semanas na sala de imprensa da Casa Branca a ilibar publicamente dois dos assessores mais influentes: Karl Rove e Scooter Libby. Mas havia um problema. Não era verdade. Passei informação falsa sem sabê-lo. Cinco dos mais altos funcionários da Casa Branca estavam implicados: Rove, Libby, o vicepresidente [Cheeney], o chefe de gabinete do presidente [Andrew Card] e o próprio Presidente"Estas são as linhas que estão a ressuscitar este caso nos EUA. Em 2003, Joseph Wilson foi ao Níger investigar uma alegada venda de Urânio a Saddam Hussein. Mas este negócio não se confirmou, e isso mesmo foi publicado por Wilson. A administração Bush não terá gostado, dado que a existência de armas de destruição massiva no Iraque constituam o pretexto perfeito para a guerra. Como retaliação a Wilson, o nome da sua mulher, que era agente-secreta da CIA, foi revelado publicamente, um acto absolutamente ilegal. Perante o rumor de que Libby e Karl Rove estavam envolvidos na revelação da indentidade da ex-agente, Bush pediu a McClellan que interviesse em público em favor dos seus dois companheiros:"São boa gente, são membros importantes da equipa da Casa Branca, e é por isso que falei com eles, para poder vir aqui dizer-vos que não têm nada a ver com este caso", referiu na altura McClellan.Só uma pessoa foi condenada neste caso: Scooter Libby, chefe de gabinete de Cheeney. Foi considerado culpado de perjúrio e obstrução à justiça, com uma pena de dois anos e meio de prisão e uma avultada multa. Poucas semanas depois, Bush indultou-o parcialmente.
"O dirigente mais poderoso do Mundo pediu-me que falasse em seu nome e ajudasse a restaurar a credibilidade que tinha perdido pelo fiasco das armas de destruição massiva no Iraque. Por isso, passei duas semanas na sala de imprensa da Casa Branca a ilibar publicamente dois dos assessores mais influentes: Karl Rove e Scooter Libby. Mas havia um problema. Não era verdade. Passei informação falsa sem sabê-lo. Cinco dos mais altos funcionários da Casa Branca estavam implicados: Rove, Libby, o vicepresidente [Cheeney], o chefe de gabinete do presidente [Andrew Card] e o próprio Presidente"Estas são as linhas que estão a ressuscitar este caso nos EUA. Em 2003, Joseph Wilson foi ao Níger investigar uma alegada venda de Urânio a Saddam Hussein. Mas este negócio não se confirmou, e isso mesmo foi publicado por Wilson. A administração Bush não terá gostado, dado que a existência de armas de destruição massiva no Iraque constituam o pretexto perfeito para a guerra. Como retaliação a Wilson, o nome da sua mulher, que era agente-secreta da CIA, foi revelado publicamente, um acto absolutamente ilegal. Perante o rumor de que Libby e Karl Rove estavam envolvidos na revelação da indentidade da ex-agente, Bush pediu a McClellan que interviesse em público em favor dos seus dois companheiros:"São boa gente, são membros importantes da equipa da Casa Branca, e é por isso que falei com eles, para poder vir aqui dizer-vos que não têm nada a ver com este caso", referiu na altura McClellan.Só uma pessoa foi condenada neste caso: Scooter Libby, chefe de gabinete de Cheeney. Foi considerado culpado de perjúrio e obstrução à justiça, com uma pena de dois anos e meio de prisão e uma avultada multa. Poucas semanas depois, Bush indultou-o parcialmente.
in esquerda.net
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
QUEM QUER QUENTES E BOAS NA CAMPOS DE MELO?

O clube agenda 21 escolar da ESCM convidou, no âmbito do atelier "economia solidária", um vendedor de castanhas. Estavam deliciosas!!! esta clube vai trazer todos os meses um "vendedor" de produtos locais e divulgar os mesmos na nossa escola.
Ficámos a conhecer histórias da castanha e deliciosos pratos confeccionados com a mesma!!!
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Providência Cautelar

A situação de asfixia financeira devido a dívidas acumuladas e a redução drástica do financiamento das autarquias por parte do governo central levou este executivo camarário a tomar a iniciativa de alienar 49% da empresa Adc ao sector privado.
O Bloco de Esquerda é contra todo o modelo de gestão privada dos bens sociais públicos. É da responsabilidade da gestão pública gerir os bens públicos promover o bem comum enquanto que a gestão privada apenas assenta em lógicas de lucro.
Sempre foi nosso entender que a água mais que um bem público é um direito social que a própria lei da água protege impedindo a sua venda ou privatização.
No entender do Bloco de Esquerda a Câmara Municipal da Covilhã violou a Lei em vigor ao permitir a alienação de uma empresa pública de âmbito municipal a uma empresa privada, não tendo a autarquia da Covilhã poder para a realização de tal acto administrativo.
O Bloco de Esquerda na Covilhã esteve sempre na frente da luta contra este negócio apoiando a Providência Cautelar, apresentada pela cidadã Ana Monteiro, no sentido de impedir que o mesmo se viesse a concretizar.
O Tribunal Administrativo e Fiscal do sul considerou a Providência Cautelar improcedente, com o argumento de não ter reunir os requisitos legais para a sua apresentação. No entender do tribunal Administrativo e Fiscal do sul a ilegalidade do Acto ainda não é manifesta devido ao facto da respectiva alienação ainda não ter sido consumada, não havendo por isso danos ostensivos. Se a respectiva adjudicação tivesse sido consumada estaríamos perante um facto do domínio jurídico. O Tribunal Administrativo e Fiscal do Sul entendeu que ainda não está demonstrada a transferência da gestão da água para uma entidade de direito privado, não se podendo considerar evidente a pretensa ilegalidade invocada pelo Bloco de Esquerda. A abertura de um concurso é apenas uma intenção e a própria Câmara pode não proceder à adjudicação, o que transparece no acórdão emitido pelo respectivo tribunal.
O Bloco de Esquerda respeita a decisão mas naquilo que entendemos ser o interesse público e o interesse dos cidadãos da Covilhã, na defesa da gestão pública, equilibrada e inteligente deste frágil recurso que é a água, o Bloco de Esquerda vai recorrer para o Supremo tribunal Administrativo, reafirmando o desrespeito pela lei da água.
Sempre que cheire a ilegalidade ou “marosca”, o Bloco de Esquerda vai estar sempre atento e jamais irá trair as expectativas dos covilhanenses, em relação a este negócio o Bloco de Esquerda vai entrar com a acção principal e assim que a adjudicação se realize haverá lugar a novas formas de luta, equacionando a apresentação de nova providência cautelar.
Reafirmamos que a água, mais que um bem público, é um direito social, que deve ser cuidado como direito democraticamente partilhado e não alvo de contingências estreitas de comércio.
Esta medida deste executivo camarário apenas virá mais uma vez agravar e fazer irromper as dificuldades de sobrevivências dos mais carenciados na Covilhã, para quem a venda das águas se traduzirá em mais uma grande derrota.
VENDER A ÁGUA É ESVAZIAR A DEMOCRACIA, E A DEMOCRACIA NÃO PODE ESTAR À VENDA NA COVILHÃ.
O Bloco de Esquerda é contra todo o modelo de gestão privada dos bens sociais públicos. É da responsabilidade da gestão pública gerir os bens públicos promover o bem comum enquanto que a gestão privada apenas assenta em lógicas de lucro.
Sempre foi nosso entender que a água mais que um bem público é um direito social que a própria lei da água protege impedindo a sua venda ou privatização.
No entender do Bloco de Esquerda a Câmara Municipal da Covilhã violou a Lei em vigor ao permitir a alienação de uma empresa pública de âmbito municipal a uma empresa privada, não tendo a autarquia da Covilhã poder para a realização de tal acto administrativo.
O Bloco de Esquerda na Covilhã esteve sempre na frente da luta contra este negócio apoiando a Providência Cautelar, apresentada pela cidadã Ana Monteiro, no sentido de impedir que o mesmo se viesse a concretizar.
O Tribunal Administrativo e Fiscal do sul considerou a Providência Cautelar improcedente, com o argumento de não ter reunir os requisitos legais para a sua apresentação. No entender do tribunal Administrativo e Fiscal do sul a ilegalidade do Acto ainda não é manifesta devido ao facto da respectiva alienação ainda não ter sido consumada, não havendo por isso danos ostensivos. Se a respectiva adjudicação tivesse sido consumada estaríamos perante um facto do domínio jurídico. O Tribunal Administrativo e Fiscal do Sul entendeu que ainda não está demonstrada a transferência da gestão da água para uma entidade de direito privado, não se podendo considerar evidente a pretensa ilegalidade invocada pelo Bloco de Esquerda. A abertura de um concurso é apenas uma intenção e a própria Câmara pode não proceder à adjudicação, o que transparece no acórdão emitido pelo respectivo tribunal.
O Bloco de Esquerda respeita a decisão mas naquilo que entendemos ser o interesse público e o interesse dos cidadãos da Covilhã, na defesa da gestão pública, equilibrada e inteligente deste frágil recurso que é a água, o Bloco de Esquerda vai recorrer para o Supremo tribunal Administrativo, reafirmando o desrespeito pela lei da água.
Sempre que cheire a ilegalidade ou “marosca”, o Bloco de Esquerda vai estar sempre atento e jamais irá trair as expectativas dos covilhanenses, em relação a este negócio o Bloco de Esquerda vai entrar com a acção principal e assim que a adjudicação se realize haverá lugar a novas formas de luta, equacionando a apresentação de nova providência cautelar.
Reafirmamos que a água, mais que um bem público, é um direito social, que deve ser cuidado como direito democraticamente partilhado e não alvo de contingências estreitas de comércio.
Esta medida deste executivo camarário apenas virá mais uma vez agravar e fazer irromper as dificuldades de sobrevivências dos mais carenciados na Covilhã, para quem a venda das águas se traduzirá em mais uma grande derrota.
VENDER A ÁGUA É ESVAZIAR A DEMOCRACIA, E A DEMOCRACIA NÃO PODE ESTAR À VENDA NA COVILHÃ.
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