segunda-feira, 27 de outubro de 2008
terça-feira, 7 de outubro de 2008
É caso para dizer: - Há caixotes do lixo e caixotes do lixo!!
Mandaram-me um mail que achei digno de registo
"Queridas amigas,Passei por uma situação muito incómoda ontem com uma amiga minha, no Porto. Cuidado pois até vos pode acontecer o mesmo. Estava sentada com uma amiga, a almoçar, numa mesa do restaurante, e dois homens vieram sentar-se à nossa mesa.Nós lançámos-lhes um olhar gélido, mas eles simplesmente ficaram ali, impávidos a olhar para nós. Isto acabou com o nosso almoço... Eu pus a mão esquerda sobre a mesa, para verem que sou casada, a minha amiga também fez o mesmo, para mostrar que não tínhamos interesse nenhum por eles. Por sorte, eles perceberam a nossa dica e saíram, mas eu consegui tirar-lhes uma fotografia.Aqui vai a fotografia em baixo, como aviso - para o caso de eles também tentarem abusivamente aproximar-se de vocês. "
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
já estamos a olhar para baixo
domingo, 5 de outubro de 2008
A lagartada já com as faixas de campeão encomendadas... correu mal!
Foi dia de pagamento! A História que se repete, um desaire na Europa e o senhor que se seguiu foi o Sporting, Apesar de com o Zé Mourinho o resultado ter sido bem mais dilatado... estamos lembrados??? Uma meia dúzia!!! Digna de registo a grande revelação de Paulo Bento, o comandante da lagartada, no final do jogo : "O porto ganhou 2-1!!" GANDA VERDADE!!!... parece que este meu porto ainda não perdeu o jeito de jogar fora como se de sua própria casa se tratasse. Nota máxima para o El Comandante Luis Oscar González que para além de ser um médio fantástico é um liiiindo homem com o tal "un petit peut de je ne sait quoi" !!! O Porto é assim !!!quarta-feira, 24 de setembro de 2008
the Inner Life of Martin Frost - Paul Auster

Um escritor de sucesso acabou de publicar o seu último romance e decide ir descansar sozinho para uma casa de campo.
Na manhã do seu primeiro dia na casa, ele descobre uma misteriosa e surpreendente mulher deitada a seu lado. Fascinado pela sua beleza de inteligência, Martin apaixona-se profundamente por ela. Ele encontrou a musa que o leva sem remissão a escrever o seu livro mais perfeito.
Mas quem é essa estranha mulher que tão bem conhece a sua vida e o seu trabalho?
Será uma musa verdadeira?
Ou imaginária?
Ou um fantasma que se introduziu na vida interior de Martin Frost?
My Life Without Me
Com apenas 23 anos, Ann (Sarah Polley) é mãe de duas meninas, Penny (Jessica Amlee) e Patsy (Kenya Jo Kennedy), e é casada com Don (Scott Speedman), que constrói piscinas. Ela trabalha todas as noites na limpeza de uma universidade, onde nunca terá condições de estudar, e mora com sua família numa roulote, que fica no quintal da casa da sua mãe (Deborah Harry). Ann mantém uma distância obrigatória do pai, pois há dez anos que ele está na prisão. Após passar mal, Ann descobre que tem um cancro nos ovários. A doença alcançou o estômago e logo chegará ao fígado, ela terá no máximo três meses de vida. Sem contar a ninguém o problema diz que está com anemia, Ann faz uma lista de tudo que sempre quis realizar, mas nunca teve tempo ou oportunidade. Começa uma trajetória em busca dos seus sonhos, desejos e fantasias,imaginando como será a vida sem ela.sábado, 20 de setembro de 2008
SOMOS A PRIMEIRA GERAÇÃO QUE PODE ERRADICAR A POBREZA
Todos os anos se celebra mundialmente no dia 17 de Outubro o Dia Mundial para a erradicação da Pobreza.No ano passado mais de 43 milhões de pessoas levantaram-se para exigir aos líderes mundiais que cumpram as suas promessas para acabar com a pobreza e desigualdade. Portugal contribuiu com mais de 65 mil vozes nesta iniciativa. Este é o terceiro ano consecutivo que a Pobreza Zero está na coordenação do evento em Portugal. Serão três dias de actividade por todo o país, de 17 a 19 de Outubro, onde esperamos que mais de 100 mil pessoas estejam directamente envolvidas em acções.Todos os anos ficamos surpreendidos com a imaginação e capacidade de mobilização de tanta gente para o Levanta-te. Pelas experiências anteriores, a Pobreza Zero já contou com Concertos de música, com eventos de dança, eventos desportivos, manifestações e concentrações em torno de temas relacionados com a Pobreza, Educação, Igualdade, etc.É com muito orgulho que reconhecemos que somos o país com maior número de actividades em termos europeus.
É por tudo isto que lançamos o desafio de provar que quando temos altos objectivos a atingir, somos capazes de reunir a diversidade que todos e todas representamos, para lograr na construção de uma sociedade mais justa, igualitária e feliz.
Várias bandas, artistas, figuras públicas, organizações, escolas, etc, já demonstraram querer participar nesta actividade em Portugal, que será reportada para todo o mundo.E tu? vais ficar de fora?Aceita o desafio!
Manifesta-te, organiza-te e mobiliza-te ...
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
ENTRADA DE DRAGÃO
F.C. Porto-Fenerbahçe, 3-1 "Foi com redobrada obstinação que o Dragão ultrapassou uma obstinada marca, que ameaçava tornar-se indissociável das campanhas europeias azuis e brancas. Cinco épocas de entradas na Champions sem registos de triunfos ficaram resolvidas em apenas 13 minutos, com tiro duplo de assinatura argentina, mas só confirmadas em cima do apito final, no resoluto espírito portista que não se deixa restringir perante memórias ardilosas.
A entrada dos Dragões não poderia ser mais convincente para aqueles que ainda faziam contas e trocavam estatísticas passadas, remetendo as atribulações dentro de campo a meros exercícios de destino e fortuna. Em dois tempos, inspiração dobrada, os comandados de Jesualdo Ferreira esclareceram os cépticos."
A entrada dos Dragões não poderia ser mais convincente para aqueles que ainda faziam contas e trocavam estatísticas passadas, remetendo as atribulações dentro de campo a meros exercícios de destino e fortuna. Em dois tempos, inspiração dobrada, os comandados de Jesualdo Ferreira esclareceram os cépticos."
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
o sonho de morales
"Estão muito claras as motivações dos atentados que assolam a Bolívia. A elite econômica e os políticos de direita, encastelados nas cinco províncias orientais, não podem aceitar um governo que deseja redistribuir a renda, beneficiando os mais pobres; controlar a economia, extinguindo privilégios; e dar certo grau de autonomia às comunidades indígenas, exploradas e marginalizadas em 183 anos de históriaAlém disso, o intervencionismo de Morales – embora se insira no quadro de um regime misto, onde o Estado ora é sócio das empresas, ora socializa setores mal explorados por elas – causa repulsa nas atrasadas classes abastadas bolivianas.
Por fim, o fato de Evo Morales ser um presidente índio é repelido pela minoria branca e europeizada – 15% da população –, dominante sobre a maioria quechúa e aymara – 60%. Expressões usadas pelos governadores da oposição para agredir Morales como "macaco", "índio infeliz" e "índio porco" são reveladoras.
Na verdade, os grupos políticos e econômicos que sempre dirigiram a Bolívia não têm muita autoridade para justificar suas posições.
Seguindo fielmente o FMI, eles entregaram ao presidente eleito em dezembro de 2005 uma Bolívia nas seguintes condições: país mais pobre da América do Sul, com 60% dos seus 9 milhões de habitantes abaixo da linha da pobreza e 38% em extrema pobreza; desemprego de 12%, com 40% de sub-empregados; renda dos indígenas 40% inferior a dos não-indígenas.
Nos dois anos e meio de governo Morales, tal quadro começou a mudar. Primeiro, ele procurou aumentar as rendas do Estado, revendo os acordos de exportação de gás e petróleo com o Brasil e a Argentina, desvantajosos ao país, e estabelecendo o controle estatal sobre a exploração dessas riquezas. A Bolívia passou a ficar com 85% dos lucros e suas exportações dobraram de 2005 para 2006, chegando a 4,9 mil milhões de dólares.
Para estimular a industrialização e reduzir o desemprego, concedeu-se, através de licitação, a exploração da mina de Mutun à empresa siderúrgica indiana Jindall Steel & Power, com proposta de investir 1,5 mil milhão de dólares já e mais 2,5 mil milhões em 8 anos. Mutun possui reservas de 40 mil milhões de toneladas de ferro, 10 mil milhões de magnésio (70% das reservas mundiais) e se achava sub-explorada.
Acordo com o Irã prevê o investimento de 230 milhões de dólares na instalação de uma fábrica de cimento, mais 1,1 mil milhão em energia, agricultura e indústria alimentícia.
Na área social, Morales anunciou uma reforma agrária que seria iniciada com a desapropriação de 14 mil hectares de terras, a maioria não cultivada, concedidas irregularmente como favores políticos por governos anteriores. Pesados investimentos foram realizados na Educação e destinou-se parte do imposto cobrado sobre o gás para os idosos pobres.
Mesmo não realizando as economias preconizadas pelo FMI, o governo conseguiu superávit em 2006 e 2007, algo que não acontecia na Bolívia desde 1940.
No entanto, para poder realizar as reformas necessárias, era preciso uma nova Constituição. Ela foi aprovada pelo Congresso, com abstenção da direita, mas precisa passar por referendo popular.
A revolta dos governadores dos cinco departamentos da oposição começou com manifestações de protestos. Exigiam autonomia – o controle da distribuição dos recursos dos hidrocarbonetos produzidos localmente (82% do gás do país), o fim das pensões financiadas com parte do imposto do gás e a rejeição "in limine" da nova Constituição.
No meio da crise, Morales e seus adversários concordaram com a realização de um referendo revogatório, no qual o povo poderia manter ou afastar o presidente, governadores de departamentos e prefeitos das províncias.
O resultado foi favorável ao governo central. Morales obteve 67% dos votos a favor e venceu em 95% das 112 províncias. Quatro governadores de direita também venceram e três foram rejeitados, sendo dois da oposição e um do governo, o qual não obstante saiu ganhando, pois lhe coube nomear os prefeitos provisórios até nova eleição.
Fortalecido, Morales esperava que a oposição abrandasse e aceitasse a realização do referendo constitucional.
Aconteceu o contrário. O apoio popular a Morales, representado pelos 67% dos votos, era uma garantia de vitória para ele. Por isso, a direita continuou em pé de guerra.
As manifestações se intensificaram, numa escalada de violência que hoje chega ao bloqueio de estradas para impedir a chegada de alimentos às cidades, incêndio de edifícios de instituições do governo central – com destruição de documentos públicos, ataques a aeroportos, estações de trens, locais de reuniões de indígenas e, por fim, explosões de gasodutos e cortes no envio de gás para o Brasil –, visando paralisar as exportações. Tudo para provocar o caos, criando um ambiente propício para um golpe de Estado.
O governo fez o possível para conseguir um acordo. Aceitou a autonomia administrativa, mas sem desistir nem do controle dos recursos naturais nem da nova Constituição. Em vão. Diante da violência da oposição, Morales agiu brandamente. O Exército foi proibido de atirar, devendo limitar-se a guardar as instalações de produção de petróleo e gás. Mas a violência chega agora a um grau insuportável. Está evidente o objetivo de derrubar o governo ou pelo menos separar os cinco departamentos da Bolívia – os gritos de "independência" são freqüentes nas ações direitistas.
Não se acredita que a moderação do governo acabe acalmando os ânimos. Já há motivos de sobra para se declarar a intervenção federal nos departamentos revoltosos. Mas Morales hesita. Precisaria usar o exército, opor violência à violência, e ele não quer vítimas. Teme também que, chamado a intervir, o Exército fique ao lado das forças direitistas. Historicamente é o que tem acontecido.
Existe a idéia de recorrer à mobilização popular, armar os índios, mineiros e camponeses para defender o governo. Nesse caso, conforme Ivan Canelas, porta-voz de Morales, estaria aberto o caminho para "um tipo de guerra civil". O que poderia desagradar os militares e fazê-los aderir à sedição.
Intervir usando o Exército, de acordo com a lei, ou com o povo armado implica em sérios riscos.
Mas Morales terá de optar por uma delas. Ou renunciar ao seu sonho de construir uma Bolívia com justiça, igualdade e esperança."Luiz Eça - jornalista brasileiro
domingo, 14 de setembro de 2008
ZARAGOZA 2008
Ateliê de Escrita Criativa
Data: 20, 21 e 27, 28 de Setembro de 2008Local: Casa Grande Barroca do Zêzere - Fundão (Há a possibilidade de transporte sem acarretar mais custos para o local do atelier).
Orientação: Joaquim Eduardo de Melo Oliveira
Experiência Profissional: Licenciatura em Comunicação Social pela Universidade da Beira Interior. Frequência de Pós-Graduação em Jornalismo Judiciário, na Universidade Católica de Lisboa. Foi colaborador, desde 1994, dos jornais A Capital, Manhã Popular, Semanário e da revista Factos. É editor-adjunto no Diário 24 horas desde 2003. É autor de inúmeras reportagens, as últimas das quais centradas nas temáticas policial e judicial.
Experiência Profissional: Licenciatura em Comunicação Social pela Universidade da Beira Interior. Frequência de Pós-Graduação em Jornalismo Judiciário, na Universidade Católica de Lisboa. Foi colaborador, desde 1994, dos jornais A Capital, Manhã Popular, Semanário e da revista Factos. É editor-adjunto no Diário 24 horas desde 2003. É autor de inúmeras reportagens, as últimas das quais centradas nas temáticas policial e judicial.
Horário: 10:00 h – 12:30 h e das 15:00 h às 17:30 h
Público-alvo: Público em geral Limite de participantes : 15
Custo: Sócios: 12 Euros; Não Sócios: 32 Euros. Alimentação: 4 almoços - 20 Euros).
Contactos para inscrição no ateliê: Professor António Pereira ou Professora Catarina Crocker ou ainda enviar e-mail para cotovelo@hotmail.com (Deve enviar os seguintes elementos: Nome completo, idade, morada e telefone para contacto.)
O meu arroz doce

Ingredientes
250 g de arroz (tem de ser carolino)
150 g de açúcar
1 litro de leite gordo
2 cascas de limão
Sal
Canela em pó e em pau
Preparação:
Levar ao lume um tacho com água abundante temperada com uma pitada de sal. Quando a água ferver, junta-se o arroz até abrir. levar o leite a ferver com a canela em pau e a casca de limão. Escorrer o arroz e mergulhar no leite a ferver. Cozer em lume brando e adicionar o açucar. deitar numa tijela e polvilhar com canela em pó.
Recomendação
O arroz doce que nos sabe melhor é o que se deposita que resgatamos nos lábios do outro!!! E se for dos do Mourinho até a mais abominável céptica e iconoclasta "adoçaria"...
sábado, 13 de setembro de 2008
"VAYANSE AL CARAJO YANKEES DE MIERDA"
domingo, 7 de setembro de 2008
Operação Sarkozy: Como a CIA colocou um dos seus agentes na presidência da República Francesa

"Nicolas Sarkozy deve ser julgado pelas suas acções e não pela sua personalidade. Mas quando as suas acções surpreendem até os seus próprios eleitores, é legítimo debruçarmo-nos em pormenor sobre a sua biografia e interrogarmo-nos sobre as alianças que o conduziram ao poder. Este artigo descreve as origens do presidente da República Francesa. Todas as informações nele contidas são verificáveis, com excepção de duas imputações, pelas quais o autor assume a responsabilidade exclusiva." Thierry Meyssan
Chavez terá razão?
FOTOS MOSTRAM BUSH BÊBEDO NAS OLIMPÍADAS DE PEQUIM E SEGURANDO A BANDEIRA AO CONTRÁRIO.
sábado, 6 de setembro de 2008
FOR IMMEDIATE RELEASE!!!

Two small boats, the SS Free Gaza and the SS Liberty, successfully landed in Gaza early this evening, breaking the Israeli blockade of the Gaza Strip.
The boats were crewed by a determined group of international human rights workers from the Free Gaza Movement. They had spent two years organizing the effort, raising money by giving small presentations at churches, mosques, synagogues, and in the homes of family, friends, and supporters.
They left Cyprus on Thursday morning, sailing over 350 kilometers through choppy seas. They made the journey despite threats that the Israeli government would use force to stop them. They continued sailing although they lost almost all communications and navigation systems due to outside jamming by some unknown party. They arrived in Gaza to the cheers and joyful tears of hundreds of Palestinians who came out to the beaches to welcome them.
Two small boats, 42 determined human rights workers, one simple message: “The world has not forgotten the people of this land. Today, we are all from Gaza.”
Tonight, the cheering will be heard as far away as Tel Aviv and Washington D.C.
The boats were crewed by a determined group of international human rights workers from the Free Gaza Movement. They had spent two years organizing the effort, raising money by giving small presentations at churches, mosques, synagogues, and in the homes of family, friends, and supporters.
They left Cyprus on Thursday morning, sailing over 350 kilometers through choppy seas. They made the journey despite threats that the Israeli government would use force to stop them. They continued sailing although they lost almost all communications and navigation systems due to outside jamming by some unknown party. They arrived in Gaza to the cheers and joyful tears of hundreds of Palestinians who came out to the beaches to welcome them.
Two small boats, 42 determined human rights workers, one simple message: “The world has not forgotten the people of this land. Today, we are all from Gaza.”
Tonight, the cheering will be heard as far away as Tel Aviv and Washington D.C.
ler mais em http://www.freegaza.org/
CONSEGUIMOS!!
1 de Setembro de 2008
"Conseguimos!",exclamou Greta Berlin, porta-voz da operação “Navio Gaza livre”, exausta, mas feliz de ver a alegria desta cálida multidão que Israel encarcera num gueto e que tinha comparecido a aclamar a chegada dos navios Free Gaza e Liberty .
ler mais em http://www.silviacattori.net
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
CANTO DE PÁSSAROS E BEM ESTAR

"O índice da qualidade de vida irá incluir cada vez mais aspectos culturais, biológicos e ambientais. Os aspectos actualmente imperantes e relacionados quase unicamente com o poder aquisitivo, o conforto e a longevidade irão certamente ceder o passo a outros critérios até hoje omitidos. Pelo menos parece ser a tendência do governo britânico que é tão irracional fora das suas fronteiras, mas que acabou por instaurar há algum tempo. Em Inglaterra deu-se o primeiro passo realmente admirável e com um horizonte muito prometedor. A administração inglesa incluiu entre os aspectos para medir o bem-estar nada menos que uma variedade relacionada com a quantidade de aves avizinhadas num mesmo lugar. Medida que nos parece ser coerente. Porque não é preciso ser especialista em ecologia para reconhecer que a presença de animais tão respeitáveis, visual e acusticamente, como as aves nos podem revelar as características da totalidade do espaço que usam. Uma das leis mais sólidas da ciência que estuda os nexos entre todas as formas de vida e entre estas e os âmbitos que possibilitam a sua existência é precisamente que tudo deve de ser encarado com reserva.
O que não vemos sustém o que vemos. Por detrás de cada pássaro que canta na Primavera há sempre um complexo sistema que deve manter muitas vidas e muita saúde para chegar até aos nossos tímpanos essa música sem partituras. As aves são signos externos dessa riqueza que são as águas limpas, os solos férteis, os arvoredos erguidos bem como uma certa aliança entre os usos humanos e espontâneos dessa mesma paisagem.
Quando se usa com variações depreciativas o termo “ passarinheiro”, ignora-se por certo que ninguém melhor que um ornitólogo detecta a crescente degradação ambiental. Os seus conhecimentos sobre a paisagem equivalem ao que os médicos de família têm sobre nossa saúde física.
Por detrás da presença de uma comunidade zoológica num espaço concreto, o que deduzimos é uma reduzida ou a nula contaminação dos ares, os alimentos, escasso ou nulo ruído, variedade vegetal e até mesmo a escassa pressa. Estes parâmetros vão configurando a ideia convencional de locus amoenus: quer dizer, daquele âmbito ao qual “todos” aspiramos, pelo menos na hora de nos relaxar, descansar e sensivelmente presumir do nosso elevado nível económico conseguido para poder adquirir qualidade ambiental no meio em que se vive.
Há mais. Sobretudo a evidência de que cada dia se distancia mais o bem-estar básico do crescimento económico. Isto porque este último aspecto fica nas mãos de escassíssimos beneficiários devido a que se fomenta a percepção de uma correspondência mínima entre o esforço de muitos e os privilégios de poucos. No meio fica então um ambiente destruído.
O paradoxo tão camuflado como desolador é: para que aumente a riqueza monetária de uns, deve ficar maltratado o património comum. Esse mesmo que formam as boas transparências do ar, a musicalidade dos bosques, a liberdade da água, a contemplação de um cenário belo e, logo, cheio de vivacidades relaxantes. As contaminações, desde a acústica até às múltiplas formas de degradação ambiental derivada dos nossos modos de produção, podem influenciar o PIB mas diminuem certamente o bem-estar real. No entanto todos aqueles que tiram rendimentos da destruição do ambiente compram de imediato um lugar onde o espaço tenha esses pássaros, essas águas e esses bosques para que possam descansar da “rentável” destruição. Deste modo, os residentes nestes escassos e circunscritos paraísos onde gozam de maior qualidade de vida são, por isso, exemplo a seguir, mas irão continuar a negar a coerência das denúncias ecológicas. Os defensores da natureza equivocam-se ao pedir o mesmo para todos que, na prática, é alcançar tais privilégios. O modelo parece imitar a madrasta da Branca de Neve, olhando-se ao espelho. A má notícia que dão semelhantes artefactos está, por certo neles."
O que não vemos sustém o que vemos. Por detrás de cada pássaro que canta na Primavera há sempre um complexo sistema que deve manter muitas vidas e muita saúde para chegar até aos nossos tímpanos essa música sem partituras. As aves são signos externos dessa riqueza que são as águas limpas, os solos férteis, os arvoredos erguidos bem como uma certa aliança entre os usos humanos e espontâneos dessa mesma paisagem.
Quando se usa com variações depreciativas o termo “ passarinheiro”, ignora-se por certo que ninguém melhor que um ornitólogo detecta a crescente degradação ambiental. Os seus conhecimentos sobre a paisagem equivalem ao que os médicos de família têm sobre nossa saúde física.
Por detrás da presença de uma comunidade zoológica num espaço concreto, o que deduzimos é uma reduzida ou a nula contaminação dos ares, os alimentos, escasso ou nulo ruído, variedade vegetal e até mesmo a escassa pressa. Estes parâmetros vão configurando a ideia convencional de locus amoenus: quer dizer, daquele âmbito ao qual “todos” aspiramos, pelo menos na hora de nos relaxar, descansar e sensivelmente presumir do nosso elevado nível económico conseguido para poder adquirir qualidade ambiental no meio em que se vive.
Há mais. Sobretudo a evidência de que cada dia se distancia mais o bem-estar básico do crescimento económico. Isto porque este último aspecto fica nas mãos de escassíssimos beneficiários devido a que se fomenta a percepção de uma correspondência mínima entre o esforço de muitos e os privilégios de poucos. No meio fica então um ambiente destruído.
O paradoxo tão camuflado como desolador é: para que aumente a riqueza monetária de uns, deve ficar maltratado o património comum. Esse mesmo que formam as boas transparências do ar, a musicalidade dos bosques, a liberdade da água, a contemplação de um cenário belo e, logo, cheio de vivacidades relaxantes. As contaminações, desde a acústica até às múltiplas formas de degradação ambiental derivada dos nossos modos de produção, podem influenciar o PIB mas diminuem certamente o bem-estar real. No entanto todos aqueles que tiram rendimentos da destruição do ambiente compram de imediato um lugar onde o espaço tenha esses pássaros, essas águas e esses bosques para que possam descansar da “rentável” destruição. Deste modo, os residentes nestes escassos e circunscritos paraísos onde gozam de maior qualidade de vida são, por isso, exemplo a seguir, mas irão continuar a negar a coerência das denúncias ecológicas. Os defensores da natureza equivocam-se ao pedir o mesmo para todos que, na prática, é alcançar tais privilégios. O modelo parece imitar a madrasta da Branca de Neve, olhando-se ao espelho. A má notícia que dão semelhantes artefactos está, por certo neles."
António Delgado in Jornal de Leiria 14/8/2008.
Traços Gerais
Voltava atrás para verificar se as luzes do seu carro estavam acesas, o sinal de aviso nunca tinha funcionado muito bem, aliás em nenhum dos seus carros e em nada da sua vida, mas pela primeira vez na vida estacionou o carro num lugar seguro e bem iluminado, a viagem iria ser longa.
No táxi e a caminho da estação o condutor reclamava-se um injustiçado cumpridor da lei, andava nesta vida há tanto tempo e nunca tinha visto nada assim!!! Gastou 200 contos a pintar o carro, fora o transtorno do tempo que esteve sem trabalhar, e agora uma nova lei já não o obrigava a tal. O governo faz leis para quem não existe, quem é que ganha para andar sempre a mudar o carro de cor? E só depois as corrige com nova lei! O pior de tudo é que a cor anterior era mais bonita e os clientes, cada vez mais exigentes, preferem a concorrência, quem é que se sente confortável num táxi desta cor?
Não se viam há muito tempo, esta era a alegria dos muitos reencontros.
- Evinha! Há quanto tempo!
Detestava que a tratassem por diminutivos, nunca se sentiu como tal, mas ainda não foi desta que o conseguiu repreender, e este não era o que mais lhe desagradava, pois também estava lá o seu nome.
Trinta anos, a ela não lhe estava a apetecer falar no que aconteceu nesses anos.
- Estás mais velha!
- Estás mais gordo!
- Deixei de fumar, lembras-te? Há trinta anos! Estava a ficar mais feio!
- Continuas o rapaz mais bonito que jamais conheci! - Afinal isso era importante para ele, admitia-o quando tentava minimizar essa característica, e apesar de ser verdade ela fez sempre questão de lho dizer.
Ambos lembraram a primeira e única vez que fizeram amor, não é que de uma história de amor se tratasse! Não tinha sido o sucesso que ele esperava, pelo hábito enraizado em todos os homens da sua geração! Nenhum dos dois percebeu muito bem aquela pequena noite, ela nunca quis encontrar uma explicação, acreditava que as coisas como estas se vivem apenas, e quando se explicam perdem a sua energia e influência para o futuro. Eva sempre soube lidar com o que aconteceu, apesar da distância e de nada ter percebido. Ele dizia estar a ser pela primeira vez infiel à namorada, ela ria como que de uma grande piada!
- Foste embora e não disseste nada!
- Era cedo para ti, meu querido, não te quis acordar! - Já não o chamava de amor! O tempo afinal passou pelas palavras!
- Li o teu livro daquele taxista que mudou a pintura do carro, fartei-me de rir, principalmente quando decidiu ir fazer ginástica para reduzir a barriga para os clientes se sentirem melhor no seu táxi! Casaste?
- Ainda hoje deve estar no mesmo café em que o deixei, medindo o tempo pelo acabar do seu cigarro, o resto do maço em cima da mesa, a carteira e o telemóvel. Ah! E penso que um copo de licor, sempre o mesmo copo, não gostava de beber, não sei se o copo lá estava, mas de qualquer modo compunha melhor o cenário.
Ela sempre lhe lá vira um copo mas agora apostava que não, ele tinha deixado de beber para lhe fazer a vontade, dizia ele! Estava a ficar com barriga e que o álcool diminuía o seu desempenho como companheiro. Nem o ousava fazer às escondidas, pois isso só mostrava o medo por ela e admiti-lo era pior para ele do que fazer de conta que tinha sido opção sua.
- Ainda hoje deve estar no mesmo café em que o deixei Olhando quem passa e parando o olhar numa rapariga mais atraente percorrendo a sua direcção enquanto estava ao alcance da sua vista, não com qualquer intenção mas pelo hábito enraizado em todos os homens da sua geração, nunca ousou trocar um olhar mais demorado com qualquer uma delas! Foi lá que o encontrei, naquela altura ainda acreditava que o conseguia tirar de lá! Passado pouco tempo achei que não tinha esse direito e comecei a passar por lá de vez em quando, cada vez menos. Num desses encontros fizemos um filho...
- Porque vieste embora?
- Ele zangou-se comigo, nunca o tinha ousado fazer! Tinha esquecido as luzes do carro acesas e a bateria avariou. - És sempre a mesma! Sempre no mundo da lua! Quando é que começas a ter atenção aonde pões os pés? - Eu não via esse tipo de importância no acontecimento. Acho que percebi que estava farto de mim, pois eu era assim mesmo! As luzes ficavam muitas vezes acesas e ele achou sempre piada, mas a bateria nunca tinha avariado! Eu acho que ele ficou logo zangado a décima terceira vez, mas nunca se apercebeu pois eu antecipava-lhe sempre um pedido de desculpas e um sorriso quase de chantagem – Deixei a luz do carro acesa! - Dizia. Quando queria dizer: - Não te vais zangar pois não?
No fundo já se percebia que era ele que a queria mudar, perdeu a paciência!
No táxi e a caminho da estação o condutor reclamava-se um injustiçado cumpridor da lei, andava nesta vida há tanto tempo e nunca tinha visto nada assim!!! Gastou 200 contos a pintar o carro, fora o transtorno do tempo que esteve sem trabalhar, e agora uma nova lei já não o obrigava a tal. O governo faz leis para quem não existe, quem é que ganha para andar sempre a mudar o carro de cor? E só depois as corrige com nova lei! O pior de tudo é que a cor anterior era mais bonita e os clientes, cada vez mais exigentes, preferem a concorrência, quem é que se sente confortável num táxi desta cor?
Não se viam há muito tempo, esta era a alegria dos muitos reencontros.
- Evinha! Há quanto tempo!
Detestava que a tratassem por diminutivos, nunca se sentiu como tal, mas ainda não foi desta que o conseguiu repreender, e este não era o que mais lhe desagradava, pois também estava lá o seu nome.
Trinta anos, a ela não lhe estava a apetecer falar no que aconteceu nesses anos.
- Estás mais velha!
- Estás mais gordo!
- Deixei de fumar, lembras-te? Há trinta anos! Estava a ficar mais feio!
- Continuas o rapaz mais bonito que jamais conheci! - Afinal isso era importante para ele, admitia-o quando tentava minimizar essa característica, e apesar de ser verdade ela fez sempre questão de lho dizer.
Ambos lembraram a primeira e única vez que fizeram amor, não é que de uma história de amor se tratasse! Não tinha sido o sucesso que ele esperava, pelo hábito enraizado em todos os homens da sua geração! Nenhum dos dois percebeu muito bem aquela pequena noite, ela nunca quis encontrar uma explicação, acreditava que as coisas como estas se vivem apenas, e quando se explicam perdem a sua energia e influência para o futuro. Eva sempre soube lidar com o que aconteceu, apesar da distância e de nada ter percebido. Ele dizia estar a ser pela primeira vez infiel à namorada, ela ria como que de uma grande piada!
- Foste embora e não disseste nada!
- Era cedo para ti, meu querido, não te quis acordar! - Já não o chamava de amor! O tempo afinal passou pelas palavras!
- Li o teu livro daquele taxista que mudou a pintura do carro, fartei-me de rir, principalmente quando decidiu ir fazer ginástica para reduzir a barriga para os clientes se sentirem melhor no seu táxi! Casaste?
- Ainda hoje deve estar no mesmo café em que o deixei, medindo o tempo pelo acabar do seu cigarro, o resto do maço em cima da mesa, a carteira e o telemóvel. Ah! E penso que um copo de licor, sempre o mesmo copo, não gostava de beber, não sei se o copo lá estava, mas de qualquer modo compunha melhor o cenário.
Ela sempre lhe lá vira um copo mas agora apostava que não, ele tinha deixado de beber para lhe fazer a vontade, dizia ele! Estava a ficar com barriga e que o álcool diminuía o seu desempenho como companheiro. Nem o ousava fazer às escondidas, pois isso só mostrava o medo por ela e admiti-lo era pior para ele do que fazer de conta que tinha sido opção sua.
- Ainda hoje deve estar no mesmo café em que o deixei Olhando quem passa e parando o olhar numa rapariga mais atraente percorrendo a sua direcção enquanto estava ao alcance da sua vista, não com qualquer intenção mas pelo hábito enraizado em todos os homens da sua geração, nunca ousou trocar um olhar mais demorado com qualquer uma delas! Foi lá que o encontrei, naquela altura ainda acreditava que o conseguia tirar de lá! Passado pouco tempo achei que não tinha esse direito e comecei a passar por lá de vez em quando, cada vez menos. Num desses encontros fizemos um filho...
- Porque vieste embora?
- Ele zangou-se comigo, nunca o tinha ousado fazer! Tinha esquecido as luzes do carro acesas e a bateria avariou. - És sempre a mesma! Sempre no mundo da lua! Quando é que começas a ter atenção aonde pões os pés? - Eu não via esse tipo de importância no acontecimento. Acho que percebi que estava farto de mim, pois eu era assim mesmo! As luzes ficavam muitas vezes acesas e ele achou sempre piada, mas a bateria nunca tinha avariado! Eu acho que ele ficou logo zangado a décima terceira vez, mas nunca se apercebeu pois eu antecipava-lhe sempre um pedido de desculpas e um sorriso quase de chantagem – Deixei a luz do carro acesa! - Dizia. Quando queria dizer: - Não te vais zangar pois não?
No fundo já se percebia que era ele que a queria mudar, perdeu a paciência!
Texto e pintura de Ana Monteiro
segunda-feira, 9 de junho de 2008
nascida no primeiro de junho
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Porto Campeão - A festa continua
domingo, 13 de abril de 2008
o porto é assim...
sexta-feira, 11 de abril de 2008
NADIR AFONSO - AGORA NO TMG (TEATRO MUNICIPAL DA GUARDA)

Nadir Afonso nasceu em Chaves em 1920.Diplomou-se em Arquitectura na Escola Superior de Belas-Artes do Porto.Em 1946, estuda pintura na École des Beaux-Arts em Paris, e obtém por intermédio de Portinari uma bolsa de estudo do governo francês e até 1948 e em 1951 colaborador do arquitecto Le Corbusier e serviu-se algum tempo do atelier Fernand Léger.De 1952 a 1954, trabalha no Brasil com o arquitecto Oscar Niemeyer.Nesse ano, regressa a Paris, retoma contacto com os artistas orientados na procura da arte cinética, desenvolvendo os estudos sobre pintura que denomina "Espacillimité".Na vanguarda da arte mundial expõe em 1958 no Salon des Réalités Nouvelles "espacillimités" animado de movimento.Em 1965, Nadir Afonso abandona definitivamente a arquitectura; consciente da sua inadaptação social, refugia-se pouco a pouco num grande isolamento e acentua o rumo da sua vida exclusivamente dedicado à criação da sua obra.
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Vasarely
Nasceu em Pécs, Hungria, em 1906, tendo ido posteriormente estudar arte em Budapeste, onde se familiarizou com o movimento Bauhaus e com os trabalhos de Paul Klee, Kandinsky e Josef Albers. A influência destes teve um impacto tal na sua obra que se poderá afirmar que nela tenta resumir os princípios dos pioneiros da Bahaus segundo a qual o movimento não depende nem da obra de arte em si mesma, nem do tema específico que se pretende ver retractado, mas antes da apreensão do acto de olhar, que por si só é considerado o único criador.Em 1930 vai viver para Paris, tendo-se dedicado nos 13 anos seguintes ao aprofundamento dos seus conhecimentos gráficos. O seu fascínio por padrões lineares levou-o a desenhar diversos motivos através da utilização de grelhas lineares bicolores (pretas e brancas) e das deformações ondulantes, onde a sensação de profundidade e a multidimensionalidade dos objectos foram sempre uma preocupação constante.Posteriormente, a introdução da cor nos seus trabalhos vai permitir ainda um maior dinamismo, através do qual pretendeu retractar o universo inatingível das galáxias, a gigante pulsação cósmica e a mutação biológica das células. Os seus trabalhos são então essencialmente geométricos, policromáticos, multidimensionais, totalmente abstractos e intimamente ligados às ciências.É, no entanto, o período entre 1950-60 (período Black and white) que marca definitivamente o trabalho de Vasarely, uma vez que ao introduzir pela primeira vez a sugestão de movimento sem existir movimento real, cria uma nova relação entre artista e espectador (que deixa de ser um elemento passivo para passar a interpretar livremente a imagem em quantos cenários visuais conseguir conceber), desenvolvendo e definindo os elementos básicos do que será conhecido como Op Art -um estilo e técnica que permanecerá para sempre ligado ao seu nome. terça-feira, 11 de março de 2008
Leonard Cohen em Lisboa no mesmo dia de Lou Reed
"De acordo com o seu site oficial, Leonard Cohen está de volta a Portugal para um concerto em Julho. O espectáculo terá lugar no mesmo dia em que Lou Reed actua no Campo Pequeno.No meio da euforia dos festivais, o site oficial de Leonard Cohen dá como certo um concerto em Lisboa no dia 19 de Julho. Acaso ou não, o regresso a Portugal do cantor e compositor canadiano acontece no mesmo dia em que Lou Reed actua no Campo Pequeno, também em Lisboa. A digressão World Tour, que apresenta uma extensa lista de datas na América do Norte e na Europa dá como local do concerto de Cohen um simples Passeio Marítimo em Lisboa, presumindo-se que o espectáculo decorra em Algés ou Alcântara. Nem o espectáculo de Cohen, nem o de Lou Reed foram ainda anunciados por qualquer produtora, ainda que o concerto do ex-Velvet Underground em Loulé, dia 20 de Julho, seja produzido pela Música no Coração."
extraído de Blitz
segunda-feira, 10 de março de 2008
Cem mil? Porreiro pá!!!
Marchei na indignação com cerca de 100 000 professores, entre o Marquês de Pombal e o Terreiro do Paço. Se mil já são muitos como afirmou a senhora Ministra, 100 000 são um “tsunami”, e só pode ficar indiferente quem nunca pertenceu a uma multidão ou quem, como esta senhora Ministrazeca, já esmagou a consciência na orla desta indignação, e podem crer que os olhos dessa mesma indignação são muito grandes.A frente do protesto ocupava o Terreiro do Paço pelas 16h30, mas mais de três horas depois eram ainda milhares os professores que percorriam a Avenida da Liberdade Restauradores, Rossio e Rua do Ouro.
A Senhora ministra não gosta destas ruas? Optou por não se demitir? Diz que não se vai embora? Não vai ceder e enclausura-se no casulo da sua litania e da sua politica há muito tempo póstuma?
Esta ministra não gosta do olho rua? Sócrates terá de ceder, o “quadro de excedentários do governo” espera-a, a factura em votos começa a ficar demasiado insustentável. Com uma manifestação destas, este passa a ser um problema do Governo”… e para o governo.
Hoje não me apetece vir aqui explicar, a quem ainda não percebeu, os motivos da indignação, se sou a favor ou contra a avaliação, da suspensão dos prazos médios ou intermédios, nem vou cobrar o lamento das aulas de substituição, das providências cautelares, do professor titular, do pouco espaço pedagógico de sobra numa sala a abarrotar de alunos, da trapalhada do novo modelos de gestão escolar… a noite foi um abrigo absurdo e inquieto e é inquieto também o desejo da pena com que escrevo, é a emoção que corre à frente do biografar dos factos e dos motivos.
O protesto foi gigantesco e os professores mostraram que não podem ser pasto seco na ignição de qualquer contingência ou incontingência. Não temos medo, o nosso grito não é clandestino…”sobrou-nos peito” e ontem fomos nós a dizer o nosso nome de forma robustamente maiusculizada e até onde a senhora ministra nos podia encontrar. Do sul ao norte da ilha da Madeira a trás-os-montes ouvi gritar com a mesma graça, a nossa raça… do Algarve veio o baile, tocaram adufes os da beira, com os de trás-os-montes bombamos como os zés Pereiras. Cantaram os do Douro as Janeiras, dançaram chulas os do Minho, os do Alentejo abriram-no o peito à planície, colhemos no fado o jeito de um país por inventar. Viemos todos empurrá-la da cadeira… E viva quem se indigna…
Aos que ficaram em casa, aos retidos nos autocarros pela PSP em Aveiras na estação de serviço, nós estivemos lá também por eles.
“Está na hora, está na hora da ministra ir embora”, todo o poema que rima também é um apelo ao desassossego de quem quer ser professor…
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
vida de cão

Como em tudo na vida até para ser cão é preciso ter sorte… não sei se alguém alguma vez disse isto, por isso acautelo desde já o plágio.
Há uma pergunta cuja resposta provocaria em mim uma real angústia… qual o livro da minha vida? E se um dia a pergunta for feita? De onde virá essa angústia? Não sei! E se um dia quando acordar alguém estiver lá de microfone em riste?
Há um livro que simplesmente tive o privilégio de ler, nem questiono mesmo se mudaria a minha vida, os meus princípios ou convicções… se um dia for essa a pergunta…
“Timbuktu”… corro agora muitas vezes para ele pelas circunstâncias da vida de seres muito pouco privilegiados. Nesta fantástica obra de Paul Auster, Mr. Bonnes um cão de raça indefinida, rafeiro adoptado para ser mais precisa, narra e vive a história de William Gurevich… “- que mais simpática e honesta testemunha pode ter a vida de um homem que não seja um cão?” Questiona Auster.. Após o Pai Natal lhe ter aparecido na televisão, William, homem de posses e grande promessa na produção poética, transforma-se em Christmas, um vagabundo que percorre as ruas na costa leste dos EUA - “Desde que William perdeu o contacto com os seres humanos o cão é aquele que nos pode relatar o que está a acontecer”… diz o autor.
Eu também já tive um cão, de raça indefinida… Lembro… o nosso grande segredo… o nosso grande laço, tão pequenino e tão gordinho, as noites em que era o personagem principal e dormia a chuchar no conforto do meu dedo! Lembro-me… o olhar brilhante…a alegria com que sempre me recebia! O meu grande Baco gostava de vinho branco… a partilha era mesma a capacidade de fazer amigos e a da solidão… Não sabia como ele entendia o mundo, não sei se partilhava as minhas dúvidas e as minhas hesitações!
Espero que Baco se tenha encontrado Mr. Bones no Timbuktu, dizem ser o paraíso das almas, para onde todos nós vamos, depois de morrer.
Dizem que todo o sonho americano tem a sua Dark Side… talvez a fórmula se aplique a toda a humanidade quando o destino é trágico…
O encontro no Jardim Público, com um dos membros da família dos “abana o rabo”, um cão que como Mr. Bones, que se transformou em Cal e depois em Sparky, também nasceu com a sina de não ter apenas um nome… repito, para não perder a ponta do fio da meada. O encontro, no jardim público com Sakura, o seu novo nome, levou-me ao Canil da Covilhã.
Era um cão inteligente, começou por seduzir… a fórmula é sempre a mesma, os restos do restaurante, neste caso do “Sporting”, e o saco era enorme, do tamanho da simpatia e afabilidade do funcionário do restaurante… a fomeca sempre apertava mas… mesmo quando se esquecia, voltava atrás e mimava os novos amigos… depois atacava o saco da comida.
Foi apanhado na rede… lá fui eu salvar o bicho daquela condenação humilhante sem julgamento e sem pecado… a não ser que a lenda seja verdadeira e seja canino o guia e guardião do Reino dos Mortos culpado dos seres humanos terem perdido a imortalidade. “caiu na rede” na forma canina, como é óbvio!
Aquele canil é malcheiroso, frio por demais, a alimentação pareceu-me escassa pelo aspecto e magreza dos seus locatários, o espaço das celas é minúsculo, os animais amontoados não têm um espaço para ginasticar a liberdade, a fidelidade, a solidariedade, a independência, a altivez, os afectos, o amor incondicional, a inteligência, a irreverência, a generosidade, o espírito de sacrifício, a teimosia, a curiosidade, o capricho, a desobediência, brincadeira… A todos estes cães desta porcaria, para não dizer merda, de Canil da Covilhã, propriedade da empresa Águas da Covilhã e apoiado, não sei de que forma, por uma tal Associação de nome Rude, a todos estes cães repito, só lhe falta falar. E Vem-me à memória o belíssimo poema de amor de um homem a um cão de Manuel Alegre. - cito:
"Alguém falou da tristeza e do vazio do olhar dos animais. Vi a tristeza, em certos momentos, no olhar do cão. A tristeza de quem quer chegar à palavra e não consegue.” E eu Também vi no olhar de todos aqueles cães a cruel e rude natureza da natureza humana… e entre lágrimas de raiva apeteceu-me rebentar com todas aquelas grades e gritar: “Vamos rapazes “ a Liberdade está a passar por aqui”! ocupem território nas ruas e nos jardins da Covilhã que a revolução é feita de ocupações…lembrei-me de lhes citar Neruda “ Pensem que o elefante tem o mesmo número de letras que mariposa e é muito maior”...
Sakura amanhã vou resgatar-te e vou ler-te um poema de amor…
Há uma pergunta cuja resposta provocaria em mim uma real angústia… qual o livro da minha vida? E se um dia a pergunta for feita? De onde virá essa angústia? Não sei! E se um dia quando acordar alguém estiver lá de microfone em riste?
Há um livro que simplesmente tive o privilégio de ler, nem questiono mesmo se mudaria a minha vida, os meus princípios ou convicções… se um dia for essa a pergunta…
“Timbuktu”… corro agora muitas vezes para ele pelas circunstâncias da vida de seres muito pouco privilegiados. Nesta fantástica obra de Paul Auster, Mr. Bonnes um cão de raça indefinida, rafeiro adoptado para ser mais precisa, narra e vive a história de William Gurevich… “- que mais simpática e honesta testemunha pode ter a vida de um homem que não seja um cão?” Questiona Auster.. Após o Pai Natal lhe ter aparecido na televisão, William, homem de posses e grande promessa na produção poética, transforma-se em Christmas, um vagabundo que percorre as ruas na costa leste dos EUA - “Desde que William perdeu o contacto com os seres humanos o cão é aquele que nos pode relatar o que está a acontecer”… diz o autor.
Eu também já tive um cão, de raça indefinida… Lembro… o nosso grande segredo… o nosso grande laço, tão pequenino e tão gordinho, as noites em que era o personagem principal e dormia a chuchar no conforto do meu dedo! Lembro-me… o olhar brilhante…a alegria com que sempre me recebia! O meu grande Baco gostava de vinho branco… a partilha era mesma a capacidade de fazer amigos e a da solidão… Não sabia como ele entendia o mundo, não sei se partilhava as minhas dúvidas e as minhas hesitações!
Espero que Baco se tenha encontrado Mr. Bones no Timbuktu, dizem ser o paraíso das almas, para onde todos nós vamos, depois de morrer.
Dizem que todo o sonho americano tem a sua Dark Side… talvez a fórmula se aplique a toda a humanidade quando o destino é trágico…
O encontro no Jardim Público, com um dos membros da família dos “abana o rabo”, um cão que como Mr. Bones, que se transformou em Cal e depois em Sparky, também nasceu com a sina de não ter apenas um nome… repito, para não perder a ponta do fio da meada. O encontro, no jardim público com Sakura, o seu novo nome, levou-me ao Canil da Covilhã.
Era um cão inteligente, começou por seduzir… a fórmula é sempre a mesma, os restos do restaurante, neste caso do “Sporting”, e o saco era enorme, do tamanho da simpatia e afabilidade do funcionário do restaurante… a fomeca sempre apertava mas… mesmo quando se esquecia, voltava atrás e mimava os novos amigos… depois atacava o saco da comida.
Foi apanhado na rede… lá fui eu salvar o bicho daquela condenação humilhante sem julgamento e sem pecado… a não ser que a lenda seja verdadeira e seja canino o guia e guardião do Reino dos Mortos culpado dos seres humanos terem perdido a imortalidade. “caiu na rede” na forma canina, como é óbvio!
Aquele canil é malcheiroso, frio por demais, a alimentação pareceu-me escassa pelo aspecto e magreza dos seus locatários, o espaço das celas é minúsculo, os animais amontoados não têm um espaço para ginasticar a liberdade, a fidelidade, a solidariedade, a independência, a altivez, os afectos, o amor incondicional, a inteligência, a irreverência, a generosidade, o espírito de sacrifício, a teimosia, a curiosidade, o capricho, a desobediência, brincadeira… A todos estes cães desta porcaria, para não dizer merda, de Canil da Covilhã, propriedade da empresa Águas da Covilhã e apoiado, não sei de que forma, por uma tal Associação de nome Rude, a todos estes cães repito, só lhe falta falar. E Vem-me à memória o belíssimo poema de amor de um homem a um cão de Manuel Alegre. - cito:
"Alguém falou da tristeza e do vazio do olhar dos animais. Vi a tristeza, em certos momentos, no olhar do cão. A tristeza de quem quer chegar à palavra e não consegue.” E eu Também vi no olhar de todos aqueles cães a cruel e rude natureza da natureza humana… e entre lágrimas de raiva apeteceu-me rebentar com todas aquelas grades e gritar: “Vamos rapazes “ a Liberdade está a passar por aqui”! ocupem território nas ruas e nos jardins da Covilhã que a revolução é feita de ocupações…lembrei-me de lhes citar Neruda “ Pensem que o elefante tem o mesmo número de letras que mariposa e é muito maior”...
Sakura amanhã vou resgatar-te e vou ler-te um poema de amor…
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
casamento por conveniência

"Ainda hoje voltei a ver o Luís Filipe Menezes a dar uma entrevista na televisão. Por mais que tente demonstrar a sua discordância das políticas socretinas a realidade mostra que vivem num alegre compadrio. Se à recente confissão pública de que a partilha dos mais importantes cargos de nomeação do estado, estão já está há muito tempo combinada, é disso prova. Também o são os acordos em que ambos os parecem querem silenciar os partidos políticos mais pequenos. Primeiro com a ridícula exigência de os obrigarem a provar que possuem pelo menos cinco mil militantes e agora com a criação de uma nova lei eleitoral autárquica com que pretendem retirar todos os outros, que não eles, dos executivos municipais. Este desdém pelos partidos mais pequenos é mostrado sempre que o Engenheiro vai à Assembleia da Republica e a resposta que encontra para muitas perguntas incómodas é o menosprezar a sua importância, desrespeitando assim as regras democráticas e todos aqueles que votaram nesses partidos. Pelos vistos, estes senhores não conhecem a diferença entre legitimidade democrática, que possuem por terem ganho as eleições, e a prepotência de remeter ao silêncio quem não pense e pactue com eles. Tirar esta escumalha das cadeiras do poder é urgente em defesa das nossas liberdades e dos nossos direitos democráticos."
extraido do blog http://www.wehavekaosinthegarden.blogspot.com/
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
"JAMÉ"

"Depois de anunciada hoje a localização do novo Aeroporto Internacional de Lisboa e como o tempo urge, proponho a seguinte indumentária para a tripulação da TAP:
.Hospedeiras: Blusa branca com alguns bordados no peito. Avental preto arredondado com bordados, meia branca bordada à mão e sapato preto com a pala virada para fora, a tapar os atacadores. Não esquecer a foice.
.Pilotos: Camisa branca, com colarinho de ‘Padre’. Calção azul até pouco abaixo do joelho, decorado com botões cromados na anca e junto ao joelho, com meia branca bordada à mão até ao joelho e sapato preto com pala virada para fora, a tapar os atacadores e juntamente com as esporas. Colete vermelho, nas costas um bordado preto, com o desenho da ferradura do cavalo. Cinta vermelha bem apertada à cintura. Na cabeça, um barrete verde com uma barra vermelha. Jaqueta da cor e do mesmo tecido do calção, também decorada com botões cromados. O pampilho (vara) de campino é indispensável."
.Hospedeiras: Blusa branca com alguns bordados no peito. Avental preto arredondado com bordados, meia branca bordada à mão e sapato preto com a pala virada para fora, a tapar os atacadores. Não esquecer a foice.
.Pilotos: Camisa branca, com colarinho de ‘Padre’. Calção azul até pouco abaixo do joelho, decorado com botões cromados na anca e junto ao joelho, com meia branca bordada à mão até ao joelho e sapato preto com pala virada para fora, a tapar os atacadores e juntamente com as esporas. Colete vermelho, nas costas um bordado preto, com o desenho da ferradura do cavalo. Cinta vermelha bem apertada à cintura. Na cabeça, um barrete verde com uma barra vermelha. Jaqueta da cor e do mesmo tecido do calção, também decorada com botões cromados. O pampilho (vara) de campino é indispensável."
extraído do blog.www.legumesalteados.blogspot.com/
Reféns das FARC já foram libertadas
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou que as duas reféns das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) já foram resgatadas e estão num helicóptero a caminho da Venezuela, informação que é confirmada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Clara Rojas --ex-assessora da candidata presidencial Ingrid Betancourt -- e a ex-deputada Consuelo Gonzalez foram raptadas há cinco e seis anos, respectivamente.Ler mais...
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Lançamentos fluviais

10.01.2008, Nuno Pacheco (No Público)
"No passado fim-de-semana, ao folhear os semanários, saltava à vista este título lapidar, mesmo na capa do Expresso: "PSD: Aguiar Branco lança Rui Rio". OK, mas de que ponte?, perguntaria o leitor mais incauto, sem perceber muito bem do que se tratava. Equívocos do verbo lançar, evidentemente. Vai-se aos livros e lá está, bem explícito, que lançar significa arremessar com força, atirar, arrojar, deitar, expelir, vomitar, apontar, dirigir, inscrever, fazer nascer, produzir, expelir, exalar, espalhar, derramar, atribuir, pôr em voga, fazer constar, indagar. Ou atirar-se, precipitar-se, avançar. Nada que se aplique de imediato ao presidente em exercício da Câmara do Porto, embora por mais do que uma vez ele se tenha precipitado em decisões menos abonatórias, se tenha atirado contra jornalistas e tenha avançado com medidas que lhe valeram fortes críticas. Mas daí a lançarem-no, como dantes se fazia nos circos aos homens-bala, vai enorme distância. Sucede que o título, bem como o texto que lhe está associado, se refere à hipótese de Rio vir a ser alternativa a Menezes na liderança do PSD. Quem a coloca, entre outros? Aguiar Branco, um homem que Rio convenceu um dia a não se candidatar contra Marques Mendes porque isso podia dar a vitória a Menezes.
Ora, Aguiar não se candidatou, mas Menezes ganhou. E a tese de Rio desaguou no oceano dos falhanços. Eis que agora, depois de temporário amuo, Aguiar anuncia: "Estamos a guiar o mesmo carro e dificilmente não será assim". Lá voltará o leitor incauto, desta vez zangado: como a guiar o mesmo carro? Então agora já há carros com dois volantes? Nada disso. E também não é metáfora. Aguiar e Rio estiveram ao volante do mesmo carro, sim, porque o primeiro convidou o segundo para parceiro numa corrida de automóveis em Braga, a 8 de Dezembro. E lá posaram, devidamente enfarpelados, para a fotografia (também no Expresso).
Pois bem: entre carros e pontes, a verdade é que há já quem procure engrossar o caudal de Rio para que ele desagúe devidamente num lugar que Menezes ainda mal aqueceu. Mais: até há quem lhe envie mensagens, e-mails, a sugerir que ele venha a ser o futuro ministro de Portugal, coisa que ele naturalmente muito agradece (os mails, claro), mas ainda não comenta. Já houve almoço, como convém nestas coisas, e já se vislumbra, nos horizontes de um mirífico poder, como sucessor do "barrosismo", do "mendismo" e do "menezismo", o "riismo". Pode não ser fácil de concretizar, e menos ainda de pronunciar, mas é o que há, nestas andanças. Rio está "consciente das suas responsabilidades e não as descartará", afiança, ainda ao Expresso, um ex-apoiante de Marques Mendes. A coisa parece séria. Mas como um lançamento nunca vem só, eis que o próprio Rio admite recandidatar-se a um terceiro mandato camarário. Porquê? Porque, diz ele, "não há duas sem três". Fatal. Talvez alguém se lembre de ressuscitar, a propósito de tais lançamentos, a velha canção festivaleira de Sérgio Borges: "Onde vais rio que eu canto/ nova luz já se alumia." Preparados?"
"No passado fim-de-semana, ao folhear os semanários, saltava à vista este título lapidar, mesmo na capa do Expresso: "PSD: Aguiar Branco lança Rui Rio". OK, mas de que ponte?, perguntaria o leitor mais incauto, sem perceber muito bem do que se tratava. Equívocos do verbo lançar, evidentemente. Vai-se aos livros e lá está, bem explícito, que lançar significa arremessar com força, atirar, arrojar, deitar, expelir, vomitar, apontar, dirigir, inscrever, fazer nascer, produzir, expelir, exalar, espalhar, derramar, atribuir, pôr em voga, fazer constar, indagar. Ou atirar-se, precipitar-se, avançar. Nada que se aplique de imediato ao presidente em exercício da Câmara do Porto, embora por mais do que uma vez ele se tenha precipitado em decisões menos abonatórias, se tenha atirado contra jornalistas e tenha avançado com medidas que lhe valeram fortes críticas. Mas daí a lançarem-no, como dantes se fazia nos circos aos homens-bala, vai enorme distância. Sucede que o título, bem como o texto que lhe está associado, se refere à hipótese de Rio vir a ser alternativa a Menezes na liderança do PSD. Quem a coloca, entre outros? Aguiar Branco, um homem que Rio convenceu um dia a não se candidatar contra Marques Mendes porque isso podia dar a vitória a Menezes.
Ora, Aguiar não se candidatou, mas Menezes ganhou. E a tese de Rio desaguou no oceano dos falhanços. Eis que agora, depois de temporário amuo, Aguiar anuncia: "Estamos a guiar o mesmo carro e dificilmente não será assim". Lá voltará o leitor incauto, desta vez zangado: como a guiar o mesmo carro? Então agora já há carros com dois volantes? Nada disso. E também não é metáfora. Aguiar e Rio estiveram ao volante do mesmo carro, sim, porque o primeiro convidou o segundo para parceiro numa corrida de automóveis em Braga, a 8 de Dezembro. E lá posaram, devidamente enfarpelados, para a fotografia (também no Expresso).
Pois bem: entre carros e pontes, a verdade é que há já quem procure engrossar o caudal de Rio para que ele desagúe devidamente num lugar que Menezes ainda mal aqueceu. Mais: até há quem lhe envie mensagens, e-mails, a sugerir que ele venha a ser o futuro ministro de Portugal, coisa que ele naturalmente muito agradece (os mails, claro), mas ainda não comenta. Já houve almoço, como convém nestas coisas, e já se vislumbra, nos horizontes de um mirífico poder, como sucessor do "barrosismo", do "mendismo" e do "menezismo", o "riismo". Pode não ser fácil de concretizar, e menos ainda de pronunciar, mas é o que há, nestas andanças. Rio está "consciente das suas responsabilidades e não as descartará", afiança, ainda ao Expresso, um ex-apoiante de Marques Mendes. A coisa parece séria. Mas como um lançamento nunca vem só, eis que o próprio Rio admite recandidatar-se a um terceiro mandato camarário. Porquê? Porque, diz ele, "não há duas sem três". Fatal. Talvez alguém se lembre de ressuscitar, a propósito de tais lançamentos, a velha canção festivaleira de Sérgio Borges: "Onde vais rio que eu canto/ nova luz já se alumia." Preparados?"
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Tratado Europeu não vai a referendo

Ao contrário do compromisso assumido na última campanha eleitoral, o primeiro ministro anunciou ontem que o governo não vai referendar o Tratado Europeu, após decisão assumida pela Direcção do PS. Nas últimas semanas, o Presidente da República e o PSD também insistiram na aprovação parlamentar do Tratado. O Bloco Central está unido para evitar que a população discuta o futuro da Europa e decida sobre o funcionamento da União Europeia. Tal como tinha sido anunciado, o Bloco de Esquerda vai apresentar uma moção de censura ao governo.
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terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Sondagens apontam para vitória de Obama nas primárias democratas de hoje

"A média das últimas dez sondagens feitas nos EUA dá a vitória ao senador Barack Obama nas primárias de hoje do Partido Democrata em New Hampshire, as segundas a realizarem-se para a definição de quem será o candidato às eleições de Novembro. Obama teria 37% das intenções de voto. Hillary Clinton, que até agora liderava com alguma tranquilidade, caiu abruptamente e aparece em segundo, com 29%." www.esquerda.net
domingo, 6 de janeiro de 2008
adeus pacheco

“Somos cinco numa cama. Para a cabeceira, eu, a rapariga, o bebé de dias; para os pés, o miúdo e a miúda mais pequena. Toco com o pé numa rosca de carne meiga e macia: é a pernita da Lina, que dorme à minha frente. Apago a luz, cansado de ler parvoíces que só em português é possível ler, e viro-me para o lado esquerdo: é um hálito levemente soprado, pedindo beijos no escuro que me embala até adormecer. Voltamo-nos, remexemos, tomados pelo medo de estarmos vivos, pela alegria dos sonhos, quem sabe!, e encontramos, chocamos carne, carne que não é nossa, que é um exagero, um a-mais do nosso corpo mas aqui, tão perto e tão quente, é como se fosse nossa carne também: agarrada (palpitante, latejando) pelos nossos dedos; calada (dormindo, confiante) encostada ao nosso suor."
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