terça-feira, 20 de janeiro de 2009

um manguito à bordalo?


"A fábrica Faianças Artísticas Bordalo Pinheiro, nas Caldas da Rainha, herdeira da fábrica fundada em 1884 por Rafael Bordalo Pinheiro, corre o risco de encerrar. Estão em causa cerca de 170 postos de trabalho e um património cultural sem preço. Constitui um dos símbolos do país com reconhecimento além-fronteiras, mas, sob os efeitos da crise internacional, encontra-se à beira da falência.
Na fábrica com o nome do criador do Zé Povinho não se recebe há dois meses. A quebra drástica nas encomendas, sobretudo dos Estados Unidos, determina esta situação. De facto, a precipitação dos problemas parece estar associada, em primeiro plano, à produção de louça corrente, mais massificada, onde escasseiam as encomendas. Porém, o tesouro daquela fábrica encontra-se no núcleo histórico que conserva uma quantidade impressionante de moldes das criações de Bordalo e nos seus trabalhadores que acumularam um saber ímpar.
O valor patrimonial daquele espólio é incontornável, bem como o seu valor comercial, conforme têm vindo a declarar diversos especialistas. Não se percebe porque razão os ministérios da Economia e da Cultura ainda não intervieram, no sentido de apoiar a redefinição da estratégia de produção da fábrica, assegurar a preservação do seu rico núcleo histórico e respectivo aproveitamento artístico e comercial.
Do mesmo modo, é estranho que a Câmara das Caldas não consiga, nesta matéria, passar do tradicional "sacudir a água do capote". As faianças da Bordalo Pinheiro são uma imagem de marca distintiva e valiosíssima para a região. Mesmo assim, a autarquia ainda não teve qualquer iniciativa para juntar vontades, locais e nacionais, privadas e públicas, para a dinamização de um programa integrado que salve aquele importante património.
É lamentável que assim seja e que os poderes públicos estejam a fazer uma espécie de "manguito" à fábrica Bordalo Pinheiro, tal como à crise que alastra no sector das faianças, com particular incidência e gravidade nos concelhos das Caldas e de Alcobaça. Comprova-se que este governo parece só ter disponibilidade para apoiar banqueiros e grandes grupos económicos e que a autarquia deixa à inércia do abandono um dos mais importantes patrimónios do concelho.
Os cidadãos, mais do que responderem de forma simétrica, ao governo e à câmara, com o célebre gesto do Zé Povinho, exigem de certo que os poderes públicos ajam e cumpram com as suas obrigações de preservação do nosso património comum, como é o caso, sem dúvida, do que se encontra na fábrica Bordalo Pinheiro. " www.esquerda.net


A condição feminina


domingo, 18 de janeiro de 2009

chá de rooibos

- Sem cafeína, uma infusão ideal para o consumo nocturno. Não contém taninos, por isso não possui o travo adstringente típico do chá comum;
- O uso tradicional do Honeybush no tratamento da tosse poderá ser parcialmente explicada pelo seu teor em pinitol, um açúcar modificado semelhante ao inositol. O pinitol (encontrado em grandes concentrações nas folhas de pinheiro, facto que justifica o seu nome) é, essencialmente, um expectorante;
- O pinitol parece também ser responsável por alguma redução de açúcar no sangue, sendo considerado como um medicamento no tratamento de diabetes;
- As plantas de Honeybush contêm também um elevado teor de substâncias anti-oxidantes;
- Contém substâncias (fitoestrogénios) usadas no tratamento dos sintomas da menopausa;
- Algumas empresas que comercializam este chá atribuem-lhe também outras propriedades:
- Estimulação da produção de leite em mães lactantes;
- Actividade anti-vírica, anti-inflamatória e anti-carcinogénica;
- Tratamento de indigestão e insónia;
- Tratamento tópico de lesões cutâneas ligeiras.
- A luteolina, principal pigmento amarelo presente nas flores das Cyclopia, é usado como corante natural para tinturaria de tecidos.

bolo de rooibos e mel


300 grs de farinha
50 grs de amêndoa em pó
1 colher de café de fermento em pó
4 ovos
100 grs manteiga
220 grs açúcar
1 colher de sopa bem cheia de mel
200 ml de leite
1 colher de sopa de rooibos
Enquanto o leite ferve e se prepara para receber o aroma do rooibos, juntamos os ovos, o açúcar e a manteiga. Aos poucos, adiciona-se a farinha, a amêndoa em pó, o fermento e, por fim, o leite (com a infusão de rooibos).

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

sobre guerra (continuação)


"Como fenómeno, a guerra pontua, desde os primórdios a história da humanidade. A marca da nossa temporalidade e muitas das nossas datas costumam fazer referência a ela “antes da guerra”, “durante a guerra”, “depois da guerra”, “ no período entre guerras”. Também na linguagem corrente é muito comum a utilização do termo guerra para designar ideias de sentido metafórico, que tanta a linguagem publicitária, como a politica, entre outras, utilizam para definir ideias como : “guerra à sujidade” para publicitar detergentes ou, “guerra ao desemprego, à pobreza e guerra à corrupção ”, como discurso politico. As aderências culturais ao fenómeno da guerra leva a procurar as suas bases em estruturas, processos e práticas sociais muito comuns ao nosso redor e aparentemente inofensivas. Desde o entretenimento à moda ou à publicidade podemos encontrar abundantes exemplos de como o tema bélico invade o território do civil. Está no cinema, nos videojogos, nos anúncios de recrutamento de trabalhadores, na roupa com padrões de camuflagem, mas igualmente debaixo de uniformes menos óbvios, como são os desportivos. As competições desportivas acabam por ser, como certas festas, meios para ritualizar confrontos de colectivos que deveriam ser inofensivos, mas que na verdade adquirem carácter violento. Roger Callois vinculou mesmo o sentido ébrio da guerra com a exaltação da festa (L’homme et le sacré).As guerras têm muitas causas possíveis e é impossível enumerar todas. No entanto, cabe salientar as diferenças entre conflitos civis e militares e entre estados e, ter presente um facto comum qualquer que seja a natureza de uma guerra: sem inimigos elas não existem!Esta ideia leva-nos a outra que é a construção do outro como inimigo. Muitas vezes é nos meios de comunicação que se vai tecendo a trama cultural que desloca a noção de necessidade e legitimidade da guerra para o meio social. As opções de conduta disponível incorporam dentro de si a imagem do inimigo como aquele que há que submeter e destruir.Apesar do termo guerra ter uma ampla variedade de acepções, elas estão sempre unidos ao sentido ontológico da guerra. Fazer uma reflexão exaustiva desta realidade, não é fácil e muito menos no espaço de um blog. Procurarei alinhavar pontos iniciados com a postagem anterior e reflectir de como a imagem da guerra é servida e observada numa cultura predominantemente visual, como a que nos cabe viver e, como ela é configurada no espaço público. É nele onde muitas vezes se encenam e fabricam os inimigos mas, também são denunciados os seus horrores. Ou como é feita a sua sociabilização e memorização com monumentos em actos públicos e solenes e, nalguns casos, com paradas militares. É com estas cenografias que se ajuda a configurar a memória colectiva de um grupo ou de uma cultura em torno de um ideal comum no qual a simbolização e a sacralização do espaço e, neste caso concreto, o urbano se reveste de um papel importante."

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

debates - le monde diplomatique

A Atalanta Filmes e o Le Monde diplomatique – edição portuguesa organizam um ciclo de debates em torno do filme.
O tema deste filme de animação é o da recordação, por um soldado Israelita, de um episódio passado na primeira guerra do Líbano, em 1982: os massacres de Sabra e Chatila. No contexto da actual guerra em Gaza, o filme adquire uma actualidade que exige e ao mesmo tempo excede a compreensão do contexto histórico a que se refere, permitindo um conjunto de reflexões, paralelismos e perspectivas de futuro para um conflito cuja resolução continua a ser tragicamente adiada. Estes debates irão incidir sobre aspectos tão variados como a contextualização histórica do conflito, a guerra e o stress pós-traumático, o trabalho de memória e os usos do cinema de animação, entre ficção e documentário. A Valsa com Bashir tem causado alguma polémica nos países onde já estreou e teve um grande sucesso. Recebeu numerosos prémios, entre os quais o de Melhor Filme Estrangeiro nos British Independent Film Awards, o de Prémio do Público em Varsóvia e está nomeado para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro.

O ciclo de debates terá lugar no Cinema King
21h30: exibição do filme 23h00: debate
(moderação de Sandra Monteiro, Le Monde diplomatique – edição portuguesa)

16 de Janeiro, sexta-feira:«A primeira Guerra do Líbano: Israel e os massacres de Sabra e Chatila»com António Eloy (Amnistia Internacional), José Goulão (jornalista) e Lumena Raposo (jornalista)

23 de Janeiro, sexta-feira:«O trabalho de memória e os traumatismos do pós-guerra»com Afonso Albuquerque (psiquiatra) e António Louçã (historiador e jornalista)

30 de Janeiro, sexta-feira:«A utilização do cinema de animação»com Regina Pessoa (realizadora), outros nomes a confirmar


16 de Janeiro: «A primeira Guerra do Líbano:Israel e os massacres de Sabra e Chatila»com António Eloy, José Goulão e Lumena Raposo

valoración docente

Os "nuestros Hemanos" de Extremadura puseram em marcha, na comunicação social, uma campanha pela valorização da profissão docente.
Com esse mesmo objectivo, a valorização da minha profissão, eu vou não vou entregar porcaria de objectivos individuais nenhuns, nem me vou submeter a esta porcaria de modelo avaliação. Vou ter de desobedecer... nada a que não esteja já habituada...

domingo, 11 de janeiro de 2009

We will not go down - a song for gaza

Ingleses suspeitam de corrupção de ex-ministro de Guterres no caso Freeport - Investigação sobre o licenciamento da construção do “outlet”

As autoridades judiciais inglesas, que têm em curso uma investigação criminal sobre o licenciamento da construção do Freeport de Alcochete, têm uma lista de 15 suspeitos de corrupção e fraude fiscal, encabeçada por um ex-ministro de António Guterres, noticia o semanário “Sol” na sua edição de hoje. Os outros suspeitos que terão estado na origem do desfalque à empresa de “outlets” são administradores do Freeport, autarcas portugueses, construtores e advogados. extraído do jornal "público"

sábado, 10 de janeiro de 2009

Dispensar concursos nas empreitadas até 5 milhões de euros é "chocante"

Francisco Louçã apelou este sábado ao governo para retirar a proposta para as autarquias serem dispensadas de promover concursos públicos para obras até 5 milhões de euros. "Fazemos um apelo directo ao Governo para que retire estas propostas inaceitáveis, escandalosas e erradas", afirmou Francisco Louçã, em conferência de imprensa. O Bloco defende também que Sócrates deve desistir do novo regime de gestão dos bens públicos.
A proposta de Sócrates permite às Câmaras Municipais fazer a adjudicação de empreitadas até 5 milhões de euros sem recurso a concurso público. Para o Bloco, esta é "a mais eleitoralista do Governo", e atropela "as mais elementares normas de controlo de gestão dos recursos públicos"."Esta decisão implica que a administração pública vai passar a comprar mais caro e com menos qualidade", afirmou o coordenador da Comissão Política do Bloco, prevendo que as mais de trezentas autarquias do país vão poder fazer "acordos com empreiteiros", sem o "controle público e a verificalidade" que permitem os concursos públicos e abrindo caminho ao "compadrio e ao abuso".Louçã disse ainda que o PS "abre a caixa de Pandora do desperdício público e abre caminho ao aumento da corrupção, nepotismo e tráfico de influência" e rejeitou a justificação do governo com a demora dos concursos públicos para a aprovação desta norma, salientando que hoje em dia é possível fazer um concurso público em três semanas.O dirigente bloquista falou ainda do novo regime proposto para a gestão dos bens públicos, considerando "sinistra" a ideia que a própria lei define que se deve encontrar "o equilíbrio entre protecção e rentabilização". "Percebe-se facilmente o que um ministro da Cultura com maior apetência para o negócio poderia fazer com a Torre de Belém ou o Mosteiro dos Jerónimos". "Não queremos aceitar, não queremos o Mosteiro dos Jerónimos transformado em 'stand' de automóveis", sublinhou Louçã."O Bloco de Esquerda entende que o Governo não tem condições para apresentar estas duas leis, devendo desistir imediatamente da sua aprovação e concentrar-se em resolver os verdadeiros problemas que afectam o país em vez de andar a perder tempo a inventar falsos problemas", conclui o comunicado distribuído na conferência de imprensa.
www.esquerda.net

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

nina simone - my baby just cares for me

Avaliação de professores: projecto do Bloco chumbado por um só voto

Os projectos de lei do Bloco de Esquerda e do PEV para suspender a avaliação dos professores foram rejeitados esta quinta-feira na Assembleia da República por apenas um voto: 114 deputados votaram contra, 113 a favor e um absteve-se. O projecto do PSD teve menos quatro votos a favor, de quatro deputados do PS que mudaram o voto para abstenção. Todos os partidos de oposição votaram a favor dos projectos dos três partidos. (...)
O projecto de lei do Bloco de Esquerda, que pode ser consultado aqui, apresentava "uma proposta de modelo de avaliação de desempenho docente que procura consubstanciar um conjunto de princípios e orientações, assumindo a necessidade da sua ampla e participada discussão", segundo a exposição de motivos. www.esquerda.net

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Pedro Páramo - Juan Rulfo, 1955


o arquipélago da insónia - "eu sei que ninguém escreve como eu"

Venezuela expulsa embaixador israelita

O governo venezuelano ordenou a expulsão do embaixador de Israel em Caracas, em protesto contra o "o uso planificado do terrorismo de Estado" por Israel e em solidariedade com o povo palestiniano. Na resposta, Telavive já anunciou a expulsão do embaixador venezuelano. Chavez diz também que vai criar uma ponte aérea para o envio de ajuda humanitária aos palestinianos afectados pela ofensiva israelita. ler mais

Nobel Peace Prize Winner shot by Israeli army in Palestine

Maguire said:"In November 2008 I visited Gaza and was shocked at the suffering of the people of Gaza under 'siege' as they have been for over two years. This collective punishment by the Israeli Government, has lead to a great humanitarian crisis. Collective punishment of the Palestinian civilian community by the Israeli Government breaks the Geneva Convention, is illegal, is a war crime, and crime against humanity.Instead of protecting the civilian community of Gaza and relieving their suffering by lifting the 'siege', the Israeli military has carried out 10 days of consecutive bombing of civilians, by sea and air. Dropping Israeli bombs on unarmed civilians, many women and children, destroying mosques, hospitals, and homes, and devastating Gaza's infrastructure is illegal and constitutes war crimes. The deaths of the people in Gaza are now over 600, with more than 2,500 people injured – many women and children. The infrastructure of Gaza has been destroyed, and the people have been cut off from the world – including journalists, human rights advocates and humanitarian workers, all locked out of Gaza, and unable to go to the aid of the people.The UN must help uphold Human rights and justice for Palestinian people, by seriously considering establishing an International criminal tribunal for Israel, (ICTI) so that the Israeli Government be held accountable for war crimes."Mairead Maguire (Nobel Peace Laureate) www.peacepeople.com 4th January, 2009.

We Are Coming Back, And We Are Putting Israel On Notice

"There is a time when silence is complicity and inaction is unacceptable. The ongoing Israeli attacks on the Gaza Strip have lead to the death of over 550 Palestinians, including children and women, and the injury of thousands, with the death and injury toll rapidly rising. Massive violations of international humanitarian law are being committed by Israel, both with regard to its obligations as an Occupying Power and in its conduct of hostilities.
The community of states has thusfar failed to comply with their duty to ensure Israel's respect for the Fourth Geneva Convention and protect the Palestinian civilian population from Israel's serious and persistent violations in accordance with the Convention. Consequently, we, concerned citizens from Belgium, Columbia, France, Great Britain, Greece, Ireland, Jordan, Kuwait, Scotland, Spain, and the United States feel that it is our moral duty to do what we can to provide some measure of protection. We are willing to put our bodies on the line to get in the way of Israel's unlawful violence against innocent Palestinian civilians."

por dentro da nova música

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

simulação

"No Japão há simulações de terramotos, incêndios, assaltos, etc. de modo a que possamos reagir eficientemente a essas situações. Neste vídeo temos uma simulação da captura de um perigoso rinoceronte evadido do Jardim Zoológico de Tóquio. O cenário está muito realista e nota-se que o jardim zoológico está apto a lidar com a situação."http://rebordao.blogspot.com/2008/12/simulao.html

Seminário Internacional - EM DEFESA DO DIREITO DA ÁGUA - 10 Janeiro


"A guerra é uma massacre entre gente que não se conhnece para proveito de gente que sim se conhecem mas não se massacram”. Paul Valéry


"Para o Ocidental, a guerra converteu-se num fenómeno ambivalente, como indicou Freud em 1920 na obra “Além do princípio do prazer”. Introduzindo o conceito de instinto de morte, por analise das matanças nas lutas de gladiadores no Coliseu de Roma (cimeira da cultura ocidental) até às mortes pela Inquisição. Entretenimentos que, na actualidade, se prolongam no cinema e em filmes como : “Apocalipse Now” , “Day After” , “Independece Day”, e jogos de guerra de consolas.Em qualquer destas realidades lúdicas a guerra, a destruição, a violência e, a morte, estão sempre presentes. Levando-me a pensar na forma como tudo isto se consome, ser indicador de uma espécie de regresso simbólico à antiga violência circense.Na humanidade há uma produtiva cultura de terror desde Caim, e uma das teorias comuns sobre a aderência espontânea à violência, e aos espectáculos que cria, sugere que permite descarregar, de modo imaginário, as pulsações agressivas do indivíduo, provocando descargas libertadoras de adrenalina sem consequências negativas directas em terceiros, oferecendo até virtudes terapêuticas a pessoas com marcadas tendências agressivas (Stanley Milgram).Obviamente que, nem toda a gente partilha desta ideia e, mentes subversivas ou corrosivas como a minha dirão que as imagens da guerra, na televisão, são a forma actual de ensinar a geografia. Quem não sabe agora onde se situa o Iraque, o Ruanda, Mogadíscio ou a Tetchenia?Como espectáculo, a guerra provoca desesperos, dores, angústias, medos e mortes mas umas são as mortes autênticas e outras as de ficção. E há diferenças em ambas e realidades psicológicas distintas. Um espectador não se impressiona do mesmo modo frente ao “Apocalyps Now” que perante um documentário sobre atrocidades na Somália. E foi a presença reiterada da morte na televisão a cores que permitiu distinguir o sangue do barro. Uma particularidade que provocou o desassossego colectivo nos EU obrigando a retirada das tropas americanas do Vietname.A guerra do golfo, a primeira guerra da história a ser televisionada, foi asséptica pela censura militar contrastando com a hiper inflação mediática, porque foi extirpada do seu cenário o dramatismo da morte.Veja-se como nas imagens acima, mostram a suposta precisão cirúrgica das bombas inteligentes realçada em planos gerais afastados, pontos de vista aéreos, sem nunca descer ao terreno das vítimas ou mostrando os bombardeamentos nocturnos como velas acesas numa árvore de natal . Deste modo, as bombas podiam ser destrutivas, mas nunca assassinas.Este tipo de censura converteu a guerra em mais um espectáculo televisivo de efeitos visuais ao gosto dos que deliram com pirotecnia e efeitos das novas realidades virtuais, como as crianças. Infelizmente uma coisa é a realidade, outra muito distinta, a sua representação mediática. E no caso da visão electrónica como na escrita, ambas são oriundas de um centro difusor de imagens obediente a uma estratégia racional e esteticamente elaborada, com um sentido subjectivamente pré - determinado, ao contrário da visão naturalista que é subsidiária do real empírico.Este ardil está a moldar a espécie humana em dóceis e amestrados telespectadores, obedientes a um poder concentrado em círculos informativos cada vez mais restritos e com capacidade de configurar o real à medida dos seus interesses comunicacionais . É por isso que humanidade está a converter-se em espectáculo de si mesma. E a sua auto - alienação está a alcançar um ponto que lhe permite viver a sua própria destruição como gozo estético…será essa a finalidade?" extraído de http://ecosecomentarios.blogspot.com/

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Nick Cave & P.J Harvey - Henry Lee

Nick Cave, Charlie Haden and Toots Thielemans - Hey Joe

UNESCO: Caligrafia Chinesa candidata a Património Imaterial da Humanidade

"A China apresentou à UNESCO a candidatura da sua milenar caligrafia a Património Oral e Imaterial da Humanidade, anunciou a agencia noticiosa oficial chinesa.
Cultivada há 3.000 anos, a caligrafia chinesa é considerada uma expressão artística quase ao mesmo nível da pintura e que, além de um sentido estético, revela o carácter e as emoções do seu autor.
Trata-se também de uma arte muito popular, sobretudo entre as gerações mais velhas, e que tem ainda dezenas de milhões de praticantes, disse a agência noticiosa oficial chinesa.
Tradicionalmente, os instrumentos da caligrafia - papel, tinta, pincel e pedra (onde se faz a tinta) - são "os quatro tesouros do estudo". (lusa)

concluída tradução d'Os Lusíadas para mirandês


"Está concluída a tradução de “Os Lusíadas” para língua mirandesa. A tradução do épico de Luís de Camões demorou cerca de cinco anos para ser efectuada, sendo trabalho da autoria Amadeu Ferreira, sob o pseudónimo de Fracisco Niebro. A tradução foi publicada de forma regular no semanário regional “ Nordeste”. Amadeu Ferreira tem já outros trabalhos publicados em língua mirandesa como é caso da tradução do clássico da banda desenhada “ Astérix l Gaulês”, vários livros de poesia, foi co-autor da Convenção Ortográfica da Língua Mirandesa e de um dicionário em Mirandês.
A procura das melhores soluções gramaticais, rima, métrica e acentuação, foram desafios linguísticas superados pelo autor.“ Houve alturas durante a tradução que não sabia para que lado me havia de virar dada a complexidade da obra traduzida, e as soluções a encontrar ” desabafou Amadeu Ferreira.Em fase adiantada de preparação está uma versão em banda desenhada de “ Os Lusíadas com desenhos de José Ruy e tradução de Amadeu Ferreira, a qual deverá estar nas bancas até ao final do ano com a chancela da Editora Âncora. O original foi editado pela Comissão dos Descobrimentos.“ Isto quer dizer que esta tradução é o começo de uma nova vida, já que o mirandês faz parte da bibliografia de tão importante obra como são “ Os Lusíadas”. O traduzir um poema do Épico para a “lhéngua” também dá para demonstrar que o mirandês está à altura de tão importante obra,” assegura o autor.No entanto Amadeu Ferreira já garantiu que a tradução integral de “Os Lusíadas” é um trabalho que será colocado nas livrarias já no próximo ano.Amadeu Ferreira tem igualmente traduzido para mirandês os” Quatro Evangelhos da Bíblia”, trabalho que aguarda oportunidade para a sua edição, já que o autor considera que “editar obras em mirandês não tarefa fácil dado o número reduzido de falantes, e obras desta dimensão necessitam de apoios. ”Os Quatro Evangelhos é outras da obras literárias está traduzida para mirandês ha mais de quatro anos." Radio Bragança

Agradeço não ter nascido "lampiona"

Ano novo, regresso a hábitos antigos
O F.C. Porto estreou-se em 2009 a fazer o que mais gosta e melhor conhece. Os Tricampeões Nacionais ganharam ao Nacional por 2-4, no Estádio da Madeira, regressando desta forma aos triunfos e retomando uma série de nove vitórias consecutivas, que apenas se viu interrompida por um empate frente ao Marítimo, no último desafio realizado em 2008.
Decidida a não permitir que os desenlaces da época passada contra o Nacional se repetissem, a equipa de Jesualdo Ferreira irrompeu destemida no encontro deste domingo, com Lisandro a enviar uma bola à barra, logo aos três minutos. O avançado recebeu o esférico do compatriota Lucho, dominou de peito, e rematou, convicto, com o pé esquerdo, esbarrando a sua determinação no ferro da baliza contrária.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

«Something Old, Something New, Something Borrowed, Something Blue»

Abundam nos nossos dias os testemunhos da recusa dos "clichés" e dos determinismos ritualizados e culturalmente dominantes, e, em dia de passagem de ano, toca a profanar a letra do azar, que a sorte somos nós que a fazemos!!!
Para mim, nesta matéria, a margem do risco, da renúncia ou fuga à tradição, é sempre mais-que-muita, ainda mais acautelando uma sondagem futura que venha confirmar todos os contemplados pelo tão almejado Euromilhões usaram sempre a cueca azul e o Zé Mourinho idem...
Abundam nos nossos dias testemunhos da falência do universo mágico original (na sua génese). Lembro-me da história de um célebre banco de jardim guardado noite e dia por um sentinela, o mesmo sentinela foi destacado cinquenta anos antes, protegendo quem não sabia decifrar o "Pintado de Fresco"... a revelação dos pormenores reais foi recentemente profanada.
Para mim, nesta matéria, a fresca revelação não me encorajaria a sentar no dito banco e não afastaria o sentinela da redondeza ...
Hoje...
Vou tomar um banho temperado com a célebre mistura de salsa, gengibre, mel, canela, noz-moscada, folhinhas de arruda, manjericão, alecrim, malva-rosa, malva-branca e manjerona.
Vou colocar uma nota no sapato, e atirar umas moedas de fora para dentro de casa.
Vou limpar, iluminar a casa e abrir as janelas.
Vou dormir em lençóis novos.
Vou bater panelas.
Vou subir em cima de uma cadeira
Às zero horas vou começar por cumprimentar uma pessoa do sexo oposto.
Dar três pulinhos com uma taça de champanhe na mão.
Vou comer lentilhas, romãs, carne de porco, doze passas,nozes, avelãs, castanhas, tâmaras e suspiros...

PORQUE HOJE É A FESTA DO AZUL CUECA...
NÃO ME RESTA MUITO TEMPO HOJE PARA SEQUER PENSAR EM QUESTIONAR A ORIGEM DA TODA A MINHA SORTE...
ana monteiro

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

O ataque dos bem falantes - Num país sentimental, o contra-poder torna-se fantasia erótica

(...) "O ano que agora começa anuncia-se politicamente romântico, cheio de cavaleiros andantes, mentiras, traições, difamações, abraços, lamúrias, romagens e promessas. Um ano eleitoral, num país parco de letras e avesso a números, vergado às aparências e à vetusta e desastrosa arte de bem se deixar cavalgar a toda a sela.
O romantismo engana-nos e mata-nos devagar - quando seremos capazes de ver isso?"
Inês Pedrosa . extraído da revista ÚNICA

o retrato do "novo" Dorian Gray

Ao ouvir Sócrates, na sua mensagem de Natal, fica-se com o conhecimento real que, o primeiro-ministro é o «novo» Dorian Gray.
O narcisismo com que Sócrates se glorifica; se pavoneia com artifícios e enfeites que o travestiam de árvore de natal, sem lugar para um qualquer sapatinho; que loucamente se apaixona por tudo quanto produz e, principalmente, faz pensar que produz bem.
Mas, só faz pensar aos incautos.
Dizer que o ano 2009 será um GRANDE ANO para os Portugueses; pois o preço do petróleo está a descer; pois os juros, os tais que ele diz serem «obra» dele, também estão a cair.
E, dias depois, o mesmo narciso vem dizer que afinal 2009 já não será tão GRANDE mas, apenas e tão só, uma GRANDE ....... CRISE.
Pantomineiro......dos GRANDES!!!

extraído de http://cp-cromosdeportugal.blogspot.com/

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Every me and every you

Sucker love is heaven sent.

You pucker up, our passions spent.

My hearts a tart, your bodys rent.

My bodys broken, yours is spent.

Iggy Pop - Real Wild Child

irregularidades na casa do presidente Carlos Pinto

"A Direcção de Agricultura do Centro anunciou irregularidades numa casa construída pelo presidente da Câmara da Covilhã, mas o autarca desmente e pede uma inspecção urgente ao processo. Em causa está uma denúncia de "violações ao Plano Director Municipal da Covilhã na construção de uma moradia licenciada em nome do presidente da Câmara", explicou à Agência Lusa Rui Moreira, director regional de Agricultura do Centro. O presidente da Câmara da Covilhã, Carlos Pinto (PSD), afirma-se, em comunicado, sob "uma intolerável suspeita" e anuncia que "até ao apuramento das conclusões", não participará nas sessões municipais. Segundo o responsável da direcção regional de Agricultura, a situação teve origem numa "queixa anónima" e, depois de averiguada no terreno, "foi comunicada em ofício à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro [CDR-C] e à Inspecção-Geral do Ambiente e do Ordenamento do Território [IGAOT]". O imóvel está a ser construído junto ao aeródromo municipal, "numa zona de espaços agrícolas complementares e de protecção e enquadramento, ignorando várias normas previstas no Plano Director Municipal [PDM] da Covilhã (artigo 15) para essas áreas", destacou. De acordo com Rui Moreira e outras fontes dos serviços da Direcção Agrícola, o espaço "não tem a área mínima" prevista para que possa ser construído o imóvel e, mesmo que tivesse, a construção já à vista "não respeita os índices" previstos no mesmo artigo do PDM. Acrescentam ainda que a intervenção no terreno carecia também de um parecer da Direcção Agrícola "que nunca foi pedido". O terreno em causa faz parte de um plano de urbanização já apresentado pela Câmara da Covilhã, mas que "ainda não está em vigor". "Mesmo que estivesse, o que esse plano prevê para ali não são vivendas, mas construção de alta densidade", referiu. Em comunicado, o presidente da Câmara da Covilhã garante que não chegou à autarquia "qualquer pedido de esclarecimento" e refere que "está constituída uma intolerável suspeita" quanto à sua conduta, pelo que exige "que as autoridades competentes se pronunciem". Sem detalhar pormenores do processo de licenciamento do imóvel, Carlos Pinto diz tê-lo enviado à IGAOT e também à Inspecção Geral da Administração Local, "pedindo urgente apreciação dos actos praticados" e solicitou ainda a intervenção do Procurador-Geral da República. "Até ao apuramento destas conclusões, não participarei nas sessões da Câmara da Covilhã", em que o PSD tem uma maioria de cinco eleitos contra dois do PS. Caso o Ministério Público conclua pela falta de fundamentos para a denúncia, o autarca diz que vai apresentar queixa-crime contra o Director Regional de Agricultura do Centro. " Lusa

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

"Embargo efectivo" exige a Quercus relativamente às obras de construção a decorrer no Tortosendo, na Covilhã

A associação ambientalista Quercus solicitou ontem à Autoridade Florestal Nacional (AFN) que promova o “embargo efectivo” das obras de construção do parque de S. Miguel, no Tortosendo, para evitar o agravamento da deterioração do povoamento de sobreiros que existe no local.
“Pedimos à Autoridade que promova o efectivo embargo das obras sob pena de virmos a responsabilizá-la pelos danos que as árvores sofrerem”, disse ao Diário XXI Domingos Patacho adiantando que a sobras nunca estiveram paradas. “Chegaram à Quercus denúncias de tentativas de secagem dos sobreiros através de produtos químicos”, disse Domingos Patacho defendendo que a AFN “tem de agir” para salvaguardar os sobreiros.

AUTARQUIA NOTIFICADA
O pedido de embargo surge depois da Câmara da Covilhã ter sido notificada para suspender os trabalhos até à conclusão do processo de contra-ordenação instaurado pela ANF, com base no auto levantado pela GNR, por abate ilegal de sobreiros.
Datada de 20 de Novembro, a carta da AFN dirigida ao presidente da Câmara da Covilhã dá conta que o licenciamento para arranque de sobreiros “é suspenso até à conclusão do processo de contra-ordenação”.
Dadas as características do coberto vegetal existente no terreno, “não se afigura possível” que os trabalhos possam prosseguir “sem que se repita o arranque não autorizado de sobreiros jovens e sejam causados danos por mutilação nos exemplares que permaneçam no terreno”.
“Caso não sejam imediatamente interrompidas as acções em curso no futuro parque de S. Miguel, no Tortosendo, é intenção desta autoridade fazer embargar os referidos trabalhos”, lê-se no documento a que o Diário XXI teve acesso.
A 21 de Novembro, a AFN fez uma vistoria ao terreno tendo verificado que os trabalhos prosseguiam “causando danos acrescidos e continuados”, lê-se num fax enviado á Câmara da Covilhã reiterando a intenção de recorrer ao embargo das obras.

CONTRA-ORDENAÇÃO EM FASE DE DECISÃO
Apesar das tentativas não foi possível apurar junto da Câmara da Covilhã e do ministério da Agricultura se as obras terão sido embargadas por decisão judicial. Fonte autorizada do ministério da Agricultura disse, porém, que “o processo contra-ordenacional já foi instruído pela Autoridade Florestal Nacional, encontrando-se em fase de decisão”.
Contra ordenações por abate ilegal de sobreiros podem atingir até 30 mil euros, de acordo com decreto-lei 169/2001 que prevê a interdição do uso dos solos por um período de 25 anos. Francisco Cardona - Diário XXI

indulgência

uma auto-comteplação
uma distracção que compensa.
elevamo-nos, sentimo-nos.
preenchemos em nós
o vazio - dos outros.
não nos queremos abandonados.
até nos podem retratar,
num outro - abusivamente nosso
deliberadamente encontrado.
mais recente, mais perfeito
menos outro - outro.
a descoberta do pictórico magestoso,
a perfeição do nosso traço,
um quadro pouco recatado,
enfim... a imposição do nosso
a nossa posse completa
ilusão na perda de outrém!

a gente vai continuar

Mansão de Carlos Pinto na mira da fiscalização:Direcção Regional de Agricultura diz que moradiado presidente da Câmara viola Plano Director Municipal

"A Inspecção Geral da Administração Local está a investigar uma denúncia de ilegalidade na construção da habitação particular do presidente da Câmara da Covilhã. A Direcção Regional de Agricultura diz que 'a obra deve ser embargada'.
Num ofício/denúncia enviado à Inspecção-Geral do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAOT) e à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro (DRAPC), que fiscalizou a obra em causa, diz que a moradia do autarca Carlos Pinto está em "claro desrespeito pelo Regulamento do Plano Director Municipal (PDM)".
Na mesma denúncia onde pede a intervenção das autoridades fiscalizadoras, a DRAPC sublinha uma outra "ilegalidade" cometida no proccesso de construção da imponente moradia do presidente da Câmara da Covilhã: "não foram acautelados os procedimentos administrativos necessários à obtenção de pareceres prévios relativos ao fraccionamento de prédios rústicos e à definição da unidade de cultura". Extraído de JN