quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

...manifesto presidencial para um candidato das esquerdas...ou das várias questões que qualquer partido de esquerda deveria colocar previamente ao manuel alegre antes de lhe conceder o seu apoio incondicional


"PREÂMBULO: tendo em conta de que muita àgua, e tinta, irá correr, até que os candidatos às eleições presidenciais, concretos, se venham a revelar, vai o país vivendo uma espécie de folclore em torno das figuras do actual presidente, Cavaco Silva, na condição de recandidato das direitas e a de Manuel Alegre, misto de uma candidatura de cidadãos auto mobilizados para a política e livres de partidos e uma putativa posição do candidato à esquerda, posição reforçada pelo apoio extemporâneo concedido ao candidato pela Mesa do Bloco de Esquerda.
Considerando que o fator Manuel Alegre não passa de uma impostura à esquerda, ou seja ganhar votos à esquerda para exercer o cargo à direita, tendo ainda em conta a inevitável candidatura do Dr. Garcia Pereira, figura muito estimada aqui no fongsoi e inequivocamente de esquerda, mas incapaz de romper a barreira ideológica, cerrada, do PCTP/MRPP.
Vai o fongsoi elaborar um exercício, Manifesto do que deverão constituir as principais linhas de atuação de um Presidente da República representativo do pensamento de esquerda.
1. País. Constituição da República e algumas Disposições Gerais:
Portugal constitui uma das mais antigas nações da Europa, senão mesmo a mais antiga, tendo em conta as pequenas alterações fronteiriças verificadas ao longo dos anos e a constituição relativamente precoce de um Estado centralizado. E assim deverá continuar a sê-lo, sem cedências a pressões ou chantagens vindas de fora com intrusos locais a quererem desmanchar o que a História e o povo construíram.
A Constituição da República, aprovada na Assembleia Constituinte de 1975, deverá ser respeitada, expurgada de todas as alterações posteriores que retiraram soberania e direitos aos cidadãos portugueses. Deverão ser mantidas as alterações entretanto efetuadas no sentido de modernizar e adaptar o país aos novos desafios.
A ação do Presidente da República, tornado por inerência do cargo, representante de todos os portugueses, não poderá nunca de procurar pela sua ação trabalhar com o objetivo de reduzir as diferenças sociais e de rendimentos e pela integração de todos os cidadãos numa só sociedade, diversa em culturas, religiões e estilos de vida.
2. União Europeia. Um Presidente das Esquerdas deverá recolocar a União Europeia no seu devido lugar: uma união de Nações e Povos, diferentes nos seus modos de vida, cultura, religião, etc. deverá pugnar para a retoma da soberania nacional, agora alienada aos interesses não democráticos da Comissão Europeia, recuperar o controlo sobre a economia nacional e retirar a confiança política ao Presidente da Comissão, Dr. Durão Barroso. Dentro da U.E. deverá o Presidente de Portugal exercer todos os seus esforços e influência para uma mudança radical nas políticas da União, que deixe de ser uma política ao interesse do capital financeiro e industrio tenente, para centrar as suas políticas na maioria dos cidadãos europeus, aqueles que apenas possuem a força, ou inteligência, do seu trabalho.
Um Presidente de Esquerda apoiará, no seio da U.E., a adesão da Turquia à União, dando este país como garantias, o respeito pelos direitos humanos, pelas liberdades individuais e pela Democracia.
3. Governo Sócrates. Depois de eleito, O Presidente da República deverá demitir de imediato o governo Sócrates por ser prejudicial à Nação e ordenar uma investigação livre e isenta, constituída por pessoas idóneas com o objetivo de apurar todos os danos causados pela acção governativa do Eng.º Sócrates e se for caso disso levá-lo à barra dos tribunais.
4. Trabalho / desemprego: no exercício de influência da sua magistratura, deverá o Presidente trabalhar para estagnar o flagelo do desemprego, criar condições à criação de mais postos de trabalho e aumentar a proteção social àqueles/as que caíram nas malhas do desemprego, procurando dotá-los de verdadeiras competências que lhes permitam abordar o mercado de trabalho com otimismo e novas possibilidades de empregabilidade. Acabar com a falsidade da atual formação fornecida pelos centros de emprego e pelas “novas oportunidades” que se limitam o dotar os cidadãos de diplomas ocos e não de competências que lhes permitam entrar no mercado de trabalho. Proibir a discriminação no acesso ao emprego pela idade, raça ou sexo do trabalhador.
5. Justiça: encarar a Justiça como o pilar fundamental de qualquer sistema democrático, pugnar pela independência e formação livre e democrática de todos os agentes da Justiça. Promover uma purga de toda a Legislação desnecessária que entope todo o sistema e criar códigos modernos, simples e funcionais. Tornar o acesso e a aplicação da Justiça iguais a todos os cidadãos e não permitir a continuidade do velho sistema em que há uma Justiça para ricos e outra para pobres. Rever e dotar de melhores condições para os presos todo o sistema prisional, até porque a sua população é quase exclusivamente constituída por pobres.
6. Saúde: a saúde é o segundo grande pilar de um sistema Democrático. A ela, deverão ter acesso todos os cidadãos, independentemente da sua condição social, cultural ou religiosa. Deverá ser mantido um sistema de saúde pública de qualidade e ao qual todos tenham acesso, sendo a sua sustentabilidade garantida pelo OGE e pelo pagamento dos serviços por parte dos utentes de acordo com os seus rendimentos. Poderá coexistir uma rede de saúde privada, à qual, terão acesso todos aqueles que queiram e tenham possibilidades de pagar as suas despesas de saúde sem recurso ao SNS.
7. Ensino: deve ser mantida e alargada a Escola Pública de qualidade, para todos, desde o Jardim-de-Infância ao Ensino Superior. O ensino ministrado pelo sistema público deverá ser universal e gratuito, financiado pelo OGE e caso necessário por discriminação positiva, por pagamento de quem tem rendimentos mais elevados. Poderá coexistir uma rede ensino privada à qual terão acesso todos aqueles que queiram e tenham possibilidades de pagar as despesas de ensino dos seus filhos ou educandos sem recurso à Escola Pública.
8. Regionalização / Descentralização: O Presidente da República, de esquerda, é contrário à regionalização do País por não existirem pressupostos de qualquer ordem (históricos, geográficos, linguísticos, culturais, religiosos, ou outros) que justifiquem a divisão do País em regiões.
É O Presidente da República favorável a uma descentralização do País que outorgue responsabilidades e meios às autarquias de modo a que as mesmas possam responder de modo mais célere às necessidades dos seus cidadãos. Para isso torna-se urgente regulamentar a Lei de Finanças Locais e suspender o vergonhoso processo de endividamento autárquico que tem conduzido as autarquias não só há falência técnica com a caírem nas mãos de “máfias organizadas” e na corrupção.
9. Economia: defende O Presidente da República a existência de uma econimia de mercado, de livre iniciativa e empreendimento dos cidadãos, os quais com o lucro arrecadado deverão promover o desenvolvimento das suas empresas, do país e contribuir com os seus impostos para o equilíbrio e justiça social do país. Defende ainda a presença e controlo estratégico do Estado em áreas demasiado sensíveis para serem totalmente deixadas nas mãos dos privados. Assim, o Estado deverá manter controlo e regulação sobre a economia (banca), a energia (petróleos, rede elétrica), bem como promover a pesquisa e investigação em novas formas energéticas, renováveis, mais limpas ambientalmente e mais económicas.
Levantamento do sigilo bancário para casos de investigação criminal, ajustes ao fisco e enriquecimento injustificado, devendo esse levantamento manter-se restrito aos fins em causa.
10. Comunicação social: O Presidente da República defenderá uma comunicação social totalmente livre, o mais possível fora de influências políticas e económicas, bem como de grandes grupos de pressão.
11. Relações externas: Portugal deverá manter com todos os Estados relações de amizade e igualdade de tratamento. Deverá pugnar a nível internacional para que todas as Nações respeitem a Carta dos Direitos Humanos e o cumprimento dos Direitos dos trabalhadores a um salário justo e uma vida digna, acabando com a proliferação da mão-de-obra “escrava”.
Deverá chegar a um acordo honroso com a Espanha e fechar de uma vez por todas o dossiê Olivença, passando à forma de tratado o que o tempo e a História se encarregaram de fazer, Olivença é hoje para todos os efeitos um território espanhol e assim regularizar de vez as relações entre as duas Nações Ibéricas. 12. Forças Armadas e Defesa Nacional: Portugal é um País pacífico e que se afirmará no mundo como um construtor de paz e negociador entre beligerantes em conflito. Sempre e por todos os meios Portugal é um país que procurará a estabilidade e a paz, o respeito pela diversidade social, económica, religiosa, cultural, etc. das outras nações e não procurará nunca impor as suas posições pela força. Neste âmbito deverá o futuro Presidente da República equacionar a permanência de Portugal na NATO, organização que se tem vindo a revelar mais como força de apoio às intervenções agressivas dos EUA noutros territórios do que como força de manutenção de paz e esteio de segurança da Europa Ocidental.
Para sua própria defesa deverá Portugal manter Forças Armadas que sejam o garante da sua soberania enquanto Nação, da inviolabilidade das suas fronteiras terrestres, espaço aéreo e águas territoriais. Para isso, deverá o serviço militar a ser um serviço cívico obrigatório, contrapondo-se à criação de umas Forças Armadas profissionais, altamente especializadas e elitistas. Só com o serviço militar obrigatório estará assegurada a participação transversal da sociedade na organização e no adquirir de competências militares que assegurem o funcionamento das instituições democráticas e da República. Umas Forças Armadas profissionais conduzirão ao aparecimento de uma elite militar que constituirá sempre uma ameaça ao funcionamento do regime democrático.
Disposições finais: este é apenas o ponto de partida para uma discussão que se quer mais vasta e profunda em torno das linhas ação que deverão nortear um Presidente da República com ideais de Esquerda.
Considero aberto o debate e agradeço comentários e acertos ao texto aqui lavrado." aqui

domingo, 24 de janeiro de 2010

...adressé á tous les désirs vides...


Dicen que por las noches
No más se le iba en puro llorar
Dicen que no comia
No mas se le iba en puro tomar
Juran que el mismo cielo
Se extremecia al oir su llanto
Como sufria por ella
Que hasta en su muerte la fue llamando
Ay, ay, ay, ay, ay
Cantaba
Ay, ay, ay, ay, ay
Gemia
Ay, ay, ay, ay, ay
Cantaba
De pasión mortal moria


Que una paloma triste
Muy de mañana le vá a cantar
A la casita sola
Con las puertitas de par en par
Juran que esa paloma
No és otra cosa mas que su alma
Que todavia la espera
A que regrese la desdichada


Cucurrucucú
Paloma
Cucurrucucú
No llores
Las piedras jamás
Paloma
Que van a saber
De amores

...alors la raison...



...democracia?... é só mesmo a brincar....



Sobre o apoio do BE a Manuel Alegre

Texto apresentado hoje na reunião da MN do Bloco de Esquerda e subscrito pelos três elementos do Troll Urbano e por mais 57 aderentes do Bloco de Esquerda:

"À Mesa Nacional
À Comissão Política do Bloco de Esquerda
Camaradas,
Temos tido conhecimento, através da Comunicação Social, de sucessivas declarações de dirigentes do Bloco de Esquerda dando conta da nossa disponibilidade para apoiar Manuel Alegre nas próximas eleições presidenciais, antes e depois de Alegre ter anunciado publicamente a sua candidatura como a que “assegura a maior convergência da Esquerda e que pode derrotar Cavaco Silva”.
Desconhecemos quaisquer consultas efectuadas às estruturas do Bloco, no sentido de Alegre garantir, segundo as decisões da última Convenção Nacional, “a convergência mais ampla possível para a luta política da esquerda”.
Estranhamos que o Bloco de Esquerda possa declarar publicamente o seu apoio a um candidato sem lhe conhecer o programa político, nem os apoios políticos.
Não compreendemos a razão da pressa nem conhecemos a justificação do momento escolhido para, a um ano das presidenciais, o Bloco anunciar o seu apoio à candidatura de Manuel Alegre.
Não entendemos, a um ano das eleições e com todos os cenários políticos em aberto, como pode o Bloco ter a certeza de que não surgirá outra candidatura à Esquerda que preencha os requisitos aprovados em Convenção, que una a Esquerda, que seja oposição a Cavaco Silva e que seja alternativa consequente às políticas de Direita do Governo de Sócrates.
Lisboa, 19 de Janeiro de 2010."
"http://troll-urbano.blogspot.com/

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

...peter sloterdijk...


«Segundo o seu traço fundamental, O Estranhamento do Mundo não pertence à crítica da cultura e, muito menos, à filosofia moral. A sua ciência não é, decerto, triste; mas a sua alegria é contida. Trata de uma fenomenologia do espírito sem mundo ou afastado dele. Esta desenvolve, por assim dizer, um grande teatro do mundo no sentido de estar distante do palco. Se o interesse destes estudos for descrito como antropológico, isto só será correcto com uma restrição: não são os homens que são os heróis da história, mas os ritmos e as forças do nascimento e declínio do mundo em que os homens acontecem.»

...eu prefiro ser uma metamorfose nómada...

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

...hoje acordaram-me assim...


...no respeitante à revolta do povo oprimido, uma explosão seria bem mais eficaz do que um simples voto... com o poder intrinsecamente corrupto o diálogo é incapaz...


"A história do pensamento humano faz lembrar as oscilações do pêndulo e estas oscilações duram há séculos. Depois de um longo período de sono, surge um momento de despertar. O pensamento liberta-se, então, das correntes com as quais todos os interessados-governantes, homens de lei, clero-o tinham cuidadosamente agrilhoado. Quebra-se. Submete a severa crítica tudo aquilo que lhe fora ensinado e põe a descoberto o vazio dos preconceitos religiosos, políticos, legais e sociais, no seio dos quais tinha vegetado." (...)"Mas o inimigo inveterado do pensamento - o governante, o homem de lei, o religioso - ergue-se imediatamente da derrota. Estes últimos reúnem a pouco as suas forças disseminadas; rejuvenescem a sua fé e os seus códigos, adaptando-os a algumas necessidades. E, beneficiando deste servilismo do carácter e do pensamento que tão bem eles próprios tinham cultivado, tirando partido da desorganização momentânea da sociedade, expulsando a necessidade de repouso de uns, a sede de enriquecer os outros, os desenganos de terceiros - sobretudo os desenganos - recomeçam lentamente a sua obra, apoderam-se de imediato da infância através da educação."

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

...crise no haiti, o aproveitamento dos EUA...

...capitalismo: uma história de amor - 22 de janeiro, moagem-fundão...

...e se, com o meu milhão de votos, eu fosse candidato à presidência da república? ...

A notícia que está a abalar Portugal - Manuel Alegre, que anda há quase quatro anos sem saber o que fazer ao seu milhão de votos, decidiu candidatar-se à Presidência da República.
Uma notícia totalmente inesperada, quase surreal, que deixou o país à beira de um ataque de nervos.
A bomba foi lançada em Portimão, "terra de Teixeira Gomes, Presidente-Poeta"(sic).
Ardiloso, brilhante, audaz, Alegre "fracturou"!!
A rapaziada do Bloco de Esquerda, que adora fracturar, ficou logo toda excitada.
O Manel, poeta, autor, intelectual, camarada, amigo, vai fracturar connosco.
Se ele fosse gay ainda era melhor, pá.
Aí é que era a fracturação completa!
Os camaradas do PCP ficaram mudos, porque os camaradas do PCP gostam muito de descobrir um candidato dentro do partido.
Se calhar é a Odete.
Camarada, operária, mulher, é uma forte possibilidade.
O Alentejo ainda vai voltar a ser nosso!
Dentro do PS é que a bomba estoirou com mais força.
Aquilo era estilhaços por todo o lado!!
Havia aqueles que pulavam de alegria com o anúncio do Alegre (esta da alegria com o Alegre é fixe!); os que estavam furiosos porque há o Jaime Gama, o Guterres, o Vitorino, e vem o caraças do poeta enrolar esta porra toda; e havia aqueles (muitos) que aguardam ansiosamente por instruções do Senhor Engenheiro.
O Senhor Engenheiro, aos seus confidentes, terá dito que "o estupor do poeta agora quer que eu ande à estalada com o Cavaco".
"Já andamos aqui há uma data de tempo a jogar o jogo da cooperação institucional e o tonto do poeta queria agora clareza!
O gajo está a ficar senil!"
Dentro do PSD ouviu-se frequentemente a pergunta, "quem é que é o líder? A quem é que a gente vai perguntar o que é que a gente pensa?"
Paulo Portas, no CDS, já deu ordens que ninguém fala antes de o Senhor Professor falar.
"Aquele Senhor Professor, que agora é Presidente da República, e a quem eu infernizei a vida quando era director d'O Independente, lembram-se?"
E o Senhor Professor, que agora é Presidente da República, terá confidenciado a alguém que lhe é muito próximo (Fernando Lima, sabem quem é?) - "Não vou dizer nada. Que fixe, pá! Já tenho um tabu outra vez!! As saudades que eu já tinha de ter um tabu!!"
Mais, o Senhor Professor, que agora é Presidente da República, disse aos seus colaboradores, "Se vos perguntarem alguma coisa, digam que procurem a resposta no vento que passa".
E todos riram muito."
 http://devaneiosaoriente.blogspot.com/

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

... não à nato...


... a paixão do poder...


... PSD paga mais, Bloco de esquerda com recorde de assessores...



"PSD paga mais, Bloco com recorde de assessores Num total de 102 assessores e consultores dos grupos parlamentares existem vencimentos díspares. As bancadas parlamentares do PS, com 97deputados, e do PSD, com 81, têm neste momento 24 profissionais cada enquadrados nestas categorias, segundo a secretaria- -geral da Assembleia da República. E o ordenado mais alto que pagam ronda os 3500 euros (com o PSD ligeiramente acima). Mas, na bancada social-democrata, há o caso de um assessor, Miguel Burbach de Sousa Trepa, que recebeu 12 mil euros de remuneração base em Dezembro de2009, verba supostamente relativa a dois meses de pagamento, segundo documento a que o DN teve acesso. Este assessor, que é advogado no Porto, foi nomeado, segundo o Diárioda República 2ª série, de 8 de Janeiro, por despacho do líderparlamentar do PSD, datado de 4 de Dezembro de 2009, com efeitos apartir de 1 de Novembro do mesmo ano . Ou seja, os 12 mil euros pago sem Dezembro, a que acresceu um subsídio de Natal de mil euros, deverão dizer respeito a 2 meses de assessoria à bancada. O DN contactou telefonicamente e via e-mail a assessoria de imprensado grupo parlamentar social-democrata sobre esta situação, mas não obteve qualquer resposta. Entre alguns funcionários do grupo parlamentar e, mesmo nalguns sectores do partido, conhecedores da situação, existe um forte "mal-estar" perante esta contratação, como relataram ao DN. Em Janeiro, um ordenado desta dimensão já não consta do caderno de pagamentos do pessoal do gabinete do grupo parlamentar social-democrata. Prova disso é o facto da secretária-geral daAssembleia da República, Adelina Sá Carvalho, ter esclarecido o DN deque o ordenado mais alto na categoria de assessor/consultor naquelegrupo é de 3610 euros. O que pressupõe, uma vez que não tivemos resposta da direcção da bancada laranja sobre esta matéria, que Miguel Trepa, já foi exonerado do cargo, embora o despacho ainda não tenha sido publicado em Diário da República. Nos esclarecimentos sobre o número de assessores e os vencimentos mais altos praticados pelos grupos parlamentares, Adelina Sá Carvalho,sublinha que "o recrutamento e a exoneração deste pessoal são da exclusiva responsabilidade da direcção dos respectivos grupos parlamentares", sendo aplicável o regime dos gabinetes ministeriais. A secretaria-geral da AR revelou ainda que os 21 deputados do PP contam com apenas nove assessores e o ordenado mais alto ronda os 3200euros. Já os 13 deputados comunistas têm ao seu dispor três assessores e 14 consultores e o ordenado mais alto fica-se pelos 1900 euros. Os grupo parlamentar dos "Verdes", composto por dois deputados, tem oito consultores e o vencimento mais alto é de 1400 euros. O Bloco é, segundo a secretaria-geral, o campeão dos assessores: tem 29, o dobro dos seus deputados. Isto porque, segundo o bloquista Pedro Sales, não existe outra categoria para os funcionários da bancada. O vencimento mais alto é de três mil euros."

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

...um baile de máscaras...


"Ao longo dos tempos existiram momentos de uma crença refinada, abrupta que parece mover sociedades inteiras.
O que é, nunca o será. O que não fazem, fingem fazer. O que parece mudar, imobiliza-se.
É uma força que se baseia na prosápia de um ermitão que engana os fracos, os frágeis e os encaminha para o mais divinal dos ofertórios.
É a hipocrisia na sua plenitude, de transformar o real, verdadeiro e concreto em irreal, abstracto e destrutível.
Vem tudo a propósito dos acontecimentos que vão marcando a vida de todos nós. Quer intramuros, quer num plano, dito nacional. Sim, dito e ditado para anacoreta apontar e debitar quando os argumentos falham e o confronto com o real pede meças ao discurso do chefe.
O último relatório da Inspecção Geral de Finanças à Câmara da Guarda é ainda motivo de análise. Sê-lo-á por muitos e longos tempos.
Porquê?
Desde logo pela hipocrisia de o guardar no baú dos segredos, sem o dar a conhecer a quem legitimamente tem o direito de o conhecer.
O cidadão contribuinte que vai pagando todo o festim da luxúria camarária, tem todo o direito de conhecer o relatório da auditoria, em tempo útil e oportuno para o poder discutir em sede própria.
Assim, se faz e constrói a vida democrática na transparência, na lisura e no facilitar, como a lei o exige, todos os documentos administrativos a qualquer cidadão ou grupo de cidadãos. Há quem não perceba tão basilar atitude democrática.
O executivo tem toda a legitimidade democrática para governar, de preferência bem!!
À Assembleia Municipal compete-lhe fiscalizar a acção do executivo. A Assembleia é, por enquanto, um órgão deliberativo por excelência. Difícil de perceber? (...)
Aconselha-se vivamente, ao leitor, uma consulta atenta ao mesmo e, formular o seu próprio juízo de valor sobre a tão propagandeada e falseada gestão camarária.
O relatório é, indesmentivelmente, algo de preocupante para todos os cidadãos do concelho da Guarda.
Uma gestão enganosa, com empolamento das receitas. Orçamentais onde os projectos sobravam e onde, a cada ano, as receitas inscritas já estavam, irremediavelmente, cativas para dívidas assumidas e não pagas.
Um endividamento municipal assustador que compromete, de que maneira, o futuro do concelho. Pelos nossos cálculos e face ao último orçamento, já ultrapassa, neste momento, os 60 milhões de euros.
A situação financeira da tesouraria totalmente desequilibrada.
A dívida a fornecedores exorbitante; os juros pagos pelas dívidas atingiram valores impensáveis, para quem dizia aos sete ventos, que a Câmara estava no bom caminho. Parece, não haver cata-vento.
Só em juros, nos atrasos de pagamentos a fornecedores, pagaram-se 1,5 milhões de euros.
A questão da dívida a terceiros conduz a situações preocupantes, nada desejáveis, num regime democrático. Desde logo, a péssima imagem da Câmara, de má pagadora. Só em 2007 o prazo de pagamento atingia 535 dias; mas, se isso pouco ou nada incomoda alguns, outro aspecto deveria exigir atenção ao executivo, a dependência, sempre perigosa, em regime democrático, com esses fornecedores. O estado de dependência e o consequente poder negocial desvanece-se e as negociações tidas em sede de igualdade, não nos admira que passem a negociatas em que a parte credora determina o preço sem que a Câmara tenha capacidade reivindicativa; e, talvez, a última, mas não a menos importante, o efeito dominó da economia, ou seja, para quem tanto apregoa a necessidade de captar investimento para o concelho, proporciona, de que maneira, a falência de muitas empresas com o não pagamento dos serviços prestados.
Que falácia mais enganadora – hipócrita!
Violou-se sistematicamente o princípio do equilíbrio orçamental, ou seja, houve sempre, mais olhos que barriga, para calar as hostes da irmandade.
Exemplar. Melhor, só nos casos BPP, BPN e BCP.
Quem salvou o afundanço total da barca foi o plano do «amigo» Sócrates com o famigerado «Pagar a tempo e horas», obtendo um empréstimo, pasme-se, de 17 365 060 €!!! Caso contrário, a Câmara podia fechar portas. Mas, por este caminho pouco faltará, infelizmente.
Atente-se que a auditoria diz respeito, apenas e tão só, ao intervalo de tempo entre 2005 e 2007. Ou seja, acrescente-se a tudo quanto temos estado a dizer, um ano de 2008 e, principalmente, o de 2009, o das eleições, das promessas, dos porcos no espeto e teremos o cenário perfeito do descalabro total.
Viva a pelintragem!!
Mas, se o executivo «escondeu» até onde pode o relatório da auditoria, pois a mesma deu entrada nos serviços da Câmara a 23 de Outubro, que dizer de um parágrafo do relatório, quando é dito, taxativamente, que a Câmara prestou informação insuficiente e incorrecta à Direcção Geral da Administração Local, nomeadamente, no que concerne à informação financeira relativa à participação da Câmara na Associação de Municípios da Cova da Beira, na Comurbeiras e na WRC, SA. Espanto total!! Ou nem tanto!!
Por outro lado, foi detectada pela mesma Inspecção um valor, para menos, de 321 381,46€ ao nível das receitas que serviram de base ao cálculo dos limites de endividamento de 2007 e um valor de endividamento líquido, para menos, no montante 530 975,93€!!
Estranha-se. Que vai fazer a Inspecção? Emular o bode expiatório? Aguarda-se!!
Por último, fica uma referência à prepotência que o executivo vai demonstrando, em termos de discussão do orçamento. A lei n.º 24/98 de 28 de Maio, sim é uma lei, não é um decreto ou um despacho, determina que os partidos políticos representados nos órgãos deliberativos (Assembleia Municipal), e que não façam parte dos correspondentes órgãos executivos, têm o direito de ser ouvidos sobre as propostas dos respectivos orçamentos e planos. Tudo simples e esclarecedor. Só que o executivo da Câmara Guarda não entende, ou não quer entender o sentido da lei. A queixa seguiu para quem de direito. Alguém terá de esclarecer. Isto para já não falar num Orçamento participativo onde todos os cidadãos tivessem direito a opinar. Mas, isso é já demasiado à frente.
Não tão à frente, pois em 1912 o deputado Jacinto Nunes, dizia a propósito dos poderes da Assembleias Municipais que «fazer intervir o povo nos negócios administrativos era a forma de preparar esse povo para a vida cívica, formando cidadãos».
No ano do centenário da implantação da República em Portugal importa conhecer o que alguns já pensavam da forma democrática de participação dos cidadãos no que a todos diz respeito.
Mas cem anos não chegam para mudar atitudes, métodos e formas de ser e estar na democracia.
Quando se diz que a Guarda não tem tradições republicanas sabemos o que dizemos, face ao poder das famílias monárquicas e monásticas e às dinastias que perduram no tempo.
Outra coisa bem diferente é haver e, felizmente, ainda bem, figuras republicanas."

Coisas bem diferentes…"
Jorge Noutel no Interior

...lady marmalade...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

...for pure pleasure...

...how we rescued the "dancing" bears...


Traditionally, the Kalandar community of India has survived by capturing sloth bear cubs and training them to "dance" through extreme cruelty. Kartick Satyanarayan has been able to put an end to this centuries-old practice, and in so doing discovered a lesson of wider significance: make the practitioners part of the solution.

...manekineko...


Entre os mais conhecidos talismãs (engimono) está o manekineko, um gato com uma pata levantada. Esta figura é vista no Japão como símbolo de boa sorte, acenando para a prosperidade e sucesso nos negócios, com a sua pata curvada.
O gesto do manekineko que parece ser um convite, na verdade é o gesto de um gato limpando o rosto.
O gato é um animal tão sensitivo, sente a chegada de uma pessoa ou a aproximação de chuva. Essas mudanças na sua rotina, deixam-no inquieto. Então, ele começa a dar voltas ou esfregar seu rosto, pois esse tipo de comportamento tranquiliza-o. Mas para um ser humano isso pode ser interpretado como “se o gato esfrega o rosto, é sinal de chuva ou de visita”. Essa pode ser uma das origens da lenda do manekineko.
Como o gesto do gato esfregando seu rosto assemelha-se a um aceno, as pessoas começaram associar que, colocando a figura de um gato levantando uma pata dianteira, as pessoas viriam.
Ele usa uma coleira vermelha com um sino. Isso é uma lembrança dos costumes do período Edo (1603 - 1867), quando o gato era um animal de estimação caro. As damas da corte agradavam aos seus gatos, colocando-lhes coleiras vermelhas, feitas de hi-chiri-men (tipo de tecido de luxo da época) e pequenos sinos para os vigiar.
Geralmente o manekineko segura um koban (uma moeda dourada do período Edo). Contudo, o koban real é de um ryo; o koban do manekineko é de dez milhões de ryo. Ou seja, a moeda fictícia é um símbolo de riqueza e prosperidade.
Actualmente eles são fabricados em variedades, como cores diferentes para justificar um desejo específico (preto para proteção; rosa para o amor; dourado para dinheiro; vermelho para saúde; o gato manchado dá boas-vindas aos clientes e traz sucesso empresarial e felicidade pessoal). Além das cores, existem os gatos com a pata esquerda ou direita levantada. Dizem que a pata esquerda atrai riqueza e bens materiais; e a pata direita atrai a pessoa amada ou ajuda a encontrar um grande amor. Mas, apesar dessas inúmeras versões sobre cores e patas, até hoje nenhuma é realmente considerada verdadeira.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

... re`leituras...


... as variantes do apito... o nosso presidente é o máior...

... almoço... bifes de soja...




Ingredientes
3 bifes de soja
1 cebola grande
4 dentes de alho esmagados
 noz-moscada
salsa picada
tomilho
orégãos
pimenta verde
vinho
sal q.b

Modo de preparação
Demolhar em água fria, durante algumas horas os bifes de soja. Escorrer e espremer ligeiramente. Numa frigideira aquecer o fio de azeite e adicionar a cebola cortada às rodelas e os alhos e deixar fritar ligeiramente. Juntar os bifes, levantando a cebola e o alho e cobrindo-os com esta. Regar com o vinho temperar com as ervas aromáticas e o sal.Virar os bifes e tapar a frigideira, deixando cozinhar até a cebola estar no ponto desejado. Servir com salada de alface.

...ágora... mas que porcaria de filme... tão mau...

... blogosfera...


"Estou-me um bocado nas tintas que o Berlusconi contrate putas caras para fazer orgias nas suas vivendas de luxo, estou-me nas tintas que seja um burgesso ordinário, que coma os macacos que tira do seu próprio nariz, que seja um porco. Preocupa-me ver como é possível a um mafioso, um corrupto, um bandido, ser dono da comunicação social de um país e fazer-se eleger para alterar as leis de forma a fugir à justiça. Pergunto-me, como pode um povo eleger tal personagem, mas vendo a situação por cá, as alternativas nunca são credíveis e ainda é a propaganda quem faz a opinião. Mas, o mais grave é vermos o renascimento de ideias que julgávamos banidas da Europa depois do fim do IIIº Reich. A forma como um governo íncita ao racismo, à discriminação, à violação de direitos e até à violência bruta contra pessoas, algumas boas outras más, só porque são de uma outra raça ou país. Esta Europa que se diz democrática, livre, humanista e de elevados padrões civilizacionais, que cria leis e regras para tudo, do tamanho dos preservativos à colher de pau, nada diga e não imponha o fim desta vergonha. Pior, que se sentem à mesa com tão nojenta personagem." aqui

... a bordo do hindenburg...


"O LZ 129 “Hindenburg” que foi projetado para ser um transatlântico de luxo, começou a ser construído em 1931 e foi finalizado em 1936. As suas dimensões eram colossais e até hoje é considerado o maior objecto voador fabricado pelo homem. Tinha 245 m de comprimento e era impulsionado por quatro motores diesel Daimler- Benz de 1.100 hp cada. Alcançava a velocidade de 135 km/h e tinha uma autonomia de 14.000 km. Elevava-se no ar graças a 200.000 m3 de hidrogênio ou 18 toneladas. Podia transportar 50 passageiros, tinha cabines, um bar, sala de jantar, lugar para caminhar, assim como grandes janelas panorâmicas e sala de estar.Também possuía, por incrível que pareça, uma cabine para fumantes, que eram vigiados por um membro da tripulação sob constante tensão.
Voou em uma rota regular entre a Alemanha e os Estados Unidos pela companhia alemã DELAG e transportou em 1936 mais de 1.000 passageiros em 10 viagens sobre o Oceano Atlântico. Gastava 65 horas para fazer o percurso EUA- Alemanha e 52 horas no sentido Alemanha-EUA. A sua mais longa viagem foi de Frankfurt, Alemanha, para o Rio de Janeiro entre 21 e 25 de outubro de 1936 viajando 11.278 km. A viagem mais rápida foi de Lakehurst, EUA, para Frankfurt entre 10 e 11 de agosto de 1936, com velocidade média de 157 km/h.
Na noite chuvosa de 6 de maio de 1937, quando o dirigível se aproximava do solo em Lakehurst, Nova York, iniciou-se um incêndio na aeronave, transformando-se rapidamente  numa imensa bola de fogo no céu de Nova York . Dos 97 passageiros a bordo, 35 morreram. Uma pessoa que auxiliava a atracação da aeronave no solo também morreu. Das que morreram, 27 saltaram do dirigível em chamas e 8 ficaram queimadas pelo óleo diesel proveniente dos tanques do dirigível."

... o lume vivo que a marítima gente tem por santo...


"Nos tempos das Descobertas, os marinheiros portugueses e espanhóis, tomariam como protector outro santo da Igreja Católica, um frade dominicano de nome Pero Gonçalves. Nascido na vila de Fromista, Castela-a-Velha, falecido e sepultado cerca de 1246 em Tui, nessa época sob jurisdição portuguesa, Pero Gonçalves teria repetido no rio Minho o milagre dos peixes e tornar-se-ia também protector dos navegantes. Com os anos, as lendas fundiram-se, e o nome «Telmo» foi-lhe justaposto. Nos fins do século XVI falava-se em Pero Gonçalves Telmo, como se sempre tivesse sido esse o seu nome.
As referências literárias e populares são muitas e inequívocas, tais como o são muitos relatos de viagens posteriores, incluindo o do célebre périplo de Darwin: em momentos de tempestade, os marinheiros viam muitas vezes no topo dos mastros uma luminosidade feérica, frequentemente bifurcada, a que se seguia muitas vezes o amainar da tempestade.
Os relatos referem-se a um fenómeno verdadeiro, hoje chamado fogo-de-santelmo ou, na terminologia científica, coroa ou descarga de ponta. Por vezes, uma luminosidade semelhante aparece em terra, nos topos de edifícios, ou mesmo nos cornos de animais ou nos cumes das montanhas. Foram as experiências de Benjamin Franklin (1706–1790) com os seus papagaios de papel lançados no meio das tempestades e com os pára-raios que começaram a lançar luz sobre a natureza eléctrica do fenómeno, mas foi preciso esperar pelo século XX e a mecânica quântica para se perceber exactamente a natureza do fogo-de-santelmo.
Normalmente, a atmosfera está carregada com um campo eléctrico de cerca de um volt por centímetro. Quando a atmosfera está tempestuosa, esse campo aumenta para cerca de cinco volts por centímetro e, mesmo antes de um relâmpago, atinge 10 mil volts por centímetro. Nessa altura, o potencial é suficiente para vencer a resistência do ar e produz-se uma descarga, sob a forma de relâmpago. Em algumas situações, nomeadamente no fim de uma tempestade, o potencial mantém-se em níveis intermédios e observa-se uma luminosidade nos topos salientes.
Se um objecto de 10 metros, por exemplo um mastro de um navio, fosse um condutor perfeito, manteria no topo o mesmo potencial que na base, pois estaria ligado à terra, como se diz. Com um decréscimo de potencial atmosférico de cinco volts por centímetro, o topo desse mastro atingiria um potencial 5000 volts mais elevado que o do ar circundante. Na realidade, o mastro não é um condutor perfeito, mas molhado pela água da tempestade e salgado pelas ondas é um condutor muito melhor do que a atmosfera. A diferença de potencial pode atingir, por exemplo, 1000 volts. Nessa altura, as moléculas do ar que rodeiam o topo do mastro soltam os seus electrões, são ionizadas, como se diz. As colisões entre as partículas tornam-se mais frequentes e os electrões, ao saltarem de uma camada para outra de mais baixo potencial, libertam energia sob forma de fotões. Produz-se uma luminosidade branca e azulada. É o «lume vivo que a marítima gente tem por santo». Nuno Crato

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

...road 66...


Route 66 is one of the essential icons of America, both for Americans and for people abroad. It represents a multitude of ideas: freedom, migration West, and the loneliness of the American heartland.
The highway was first opened in 1928, although much of the route was not paved for decades afterwards. It soon captured America's imagination. John Steinbeck, in his 1940 novel Grapes of Wrath, chronicled the migration along Route 66 of thousands of farmers leaving the Dust Bowl of Kansas and Oklahoma during the Great Depression, trying to reach a better land in California. Steinbeck posited the road as an almost hostile force, draining money, energy, and enthusiasm from the optimistic Okies.
Later representations of the road were a little more upbeat. Probably most famous is musician Bobby Troup's eponymous tribute song, which enjoined listeners to "get their kicks on Route 66". A TV show in the 1960s, also called "Route 66", featured two young men exploring America's highways. Although Jack Kerouac only mentions 66 briefly in his book On the Road, it acquired something of the aura of Beatnik cross-country driving.
In the 1980s, the aging highway was decommissioned. Much of its stretch had been overlaid or routed around by broader, newer interstate highways. But the embedded idea of Route 66 refuses to die – as demonstrated by the 2006 Disney/Pixar movie Cars – and thousands of kicks-seekers continue to follow the remnants of the road from Chicago to Los Angeles to this day.

...that’s why america remains the home of the road-trip….

domingo, 10 de janeiro de 2010

...david reed...



...o choque espontâneo...


A este propósito adivinho qual seria a reacção do meu pai, se ainda estivesse por aqui: "Querem chocar? venham todos para cá cavar uma vinha o dia inteiro, de enchada nas mãos, e  até podem vir só de cuecas"!!! Isso sim seria verdadeiramente chocante:) :) :)
Lisboa, dois graus centígrados, o Norte do país coberto de branco, a população a tremelicar de frio. Mas na cabeça de 30 e tal jovens ocorre a ideia de despir as calças e andar de metro em cuecas perante o pasmo da plebe.
A concentração deu-se ao início da tarde de ontem, num jardim de Telheiras. Apareceram cerca de três dezenas de jovens na casa dos 20 anos e jornalistas curiosos para ver no que aquilo dava.
"Há dias que pela blogosfera o grupo ImprovLisboa divulgava a acção "No Pants!", uma iniciativa que todos os anos decorre em várias cidades do planeta. Em que raio consiste isso? Muito simples: uma trupe de malta invade o metro e, uma vez dentro da carruagens, despe as calças para prosseguir o resto da viagem em cuecas e boxer shorts. E a que propósito?
Ninguém sabe muito bem - mas, pelos vistos, pretende-se tão pura e somente agitar a pasmaceira e a rotina e semear a incredulidade na população que assiste. "

... um jantar muito original seguido de a porta...

       "  Pois as ideias normais dos homens diferem das dos loucos quer em natureza quer apenas em grau. se diferem em natureza, como podemos dizer que são anormais? Por experiência podemos condená-los?Além disso como podemos ter a certeza de que elas não são a primeira manifestação de uma forma de vida intelectual? (...) Então não digais que é louco alguém que estremeça diante de um prego, alguém que trema perante um sapato, alguém que tenha horror a espaços vazios."

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

...autorizado o casamento gay...



A aprovação da proposta de lei do Governo que torna legal o casamento entre homossexuais não teve destaque apenas em Portugal. Sites noticiosos de vários órgãos de informação estrangeiros deram destaque ao tema, de forma especial na Europa.

Em Espanha, os principais jornais destacaram o tema. «Sócrates qualifica a reforma de "momento histórico" no "combate contra a discriminação e a injustiça"», lê-se no «El País», que realça que a nova lei não contemplará a adopção.
O «El Mundo» também assinala este último dado. «Os casais de pessoas do mesmo sexo não poderão adoptar numa medida qualificada como "histórica" pelo Governo»
A palavra «histórica» é também utilizada pelo «ABC» no destaque dado a esta decisão do Parlamento e na forma como foi descrita por José Sócrates.
No Reino Unido, a BBC destaca a notícia entre as principias do dia: «Parlamento de Portugal passa uma lei para legalizar casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas rejeita propostas para permitir que casais homossexuais adoptem».
O «The Guardian» também noticia o tema, mas de forma mais discreta, assinalando que tornará «o país, predominantemente católico, o sexto da Europa a permitir o casamento gay».
Em França, o «Le Monde» também incluiu o assunto num dos destaques da primeira página do site. «Portugal autoriza o casamento homossexual, mas não a adopção».
Mais discreto é o destaque no «Le Figaro», que assinala que «para ser definitivamente adoptado, o projecto de lei do governo socialista deverá passar pelas mãos do chefe de Estado, o conservador Aníbal Cavaco Silva, que dispõe do direito de veto».
O italiano «La Repubblica» também pega no assunto. «Sim de Portugal ao casamento gay», escreve, realçando também que se trata do «sexto país europeu a adoptar esta medida, que ainda deverá ser promulgada por Cavaco Silva e que não autoriza a adopção».
Do outro lado do atlântico, o norte-americano «New York Times» realçou a notícia em grande destaque na primeira página, com direito a fotografia. «O Parlamento português passou uma lei permitindo o casamento gay no país mais católico romano, que tem ainda de ser ratificada pelo Presidente, que também pode vetá-la».
Mais a sul e em Português, o site da Globo, o G1, apresentou a notícia entre as principais da primeira página. «Parlamento de Portugal aprova lei que permite o casamento entre gays». O «Folha de São Paulo» também trata o assunto, mas sem grande destaque.
Do outro lado do planeta, ao australiano «The Sydney Morning Herald» o tema também não escapou. Ainda que só na secção de Internacional. «O Parlamento de Portugal aprova uma lei que legaliza os casamentos entre pessoas do mesmo sexo, menos de 30 anos depois do país ter revogado a proibição da homossexualidade», lê-se.

...Auditório do Media Center tem agora o nome de José Maria Pedroto...


O auditório do Media Center do Estádio do Dragão tem, a partir desta quinta-feira, o nome de José Maria Pedroto. Este é o dado mais perene da homenagem que o FC Porto fez ao mítico treinador dos Dragões, por ocasião dos 25 anos da sua morte.
O programa teve início na Igreja das Antas, com uma missa em memória do treinador, e prosseguiu com a cerimónia de homenagem, já no Estádio do Dragão. Seguiu-se um jantar no camarote presidencial, com a presença de cerca de 400 pessoas, entre as quais a viúva de José Maria Pedroto, os seus filhos e alguns dos amigos mais chegados.
O evento foi encerrado com um concerto de música clássica, na Tribuna VIP. O prestigiado violinista inglês Daniel Rowland interpretou Antonio Vivaldi e Astor Piazzolla, fazendo-se acompanhar por um ensemble de cordas com cravo.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

...la raya rota...


No dia 31 de Dezembro de 1984, fez agora 25 anos, com uma última viagem, se encerrava uma via de comunicação entre dois povos.

Uma via de caminho de ferro cheia de estações/apeadeiros, hoje edifícios abandonados, que são a alegoria do despovoamento, a memória de outros tempos de exílio, emigração, contrabando, “restos de solene antiguidade que ficam na memória”, como disse um dia José Saramago.
Para que a memória não se apague, um conjunto de fotografias serve de suporte artístico para uma reflexão sobre os territórios, os espaços físicos que simbolizam bem a (in)comunicação entre estes dois territórios transfronteiriços.
O objectivo do projecto foi trazer à memória, através duma exposição, todas as estações do caminho de ferro transfronteiriço, no tramo da via abandonado que vai desde La Fuente de San Esteban até Barca D’Alva, de Barca D’Alva ao Pocinho e deste a Duas Igrejas em Miranda do Douro.
Imperdível.
O troço lá está desde Salamanca, La Fuente de San Esteban, Boada, Villares de Yeltes (apeadero), Villavieja de Yeltes, Bogajo (apeadero), Olmedo y Cerralbo (apeadero), Lumbrales, Hinojosa de Duero, Fregeneda, Barca D´Alva, Almendra, Castelo Melhor, Vila Nova de Foz Côa, Pocinho, Torre de Moncorvo, Larinho, Felgar, Mós, Carviçais, Freixo de Espada a Cinta, Lagoaça, Bruço, Vilar de Rei, Mogadouro, Varis, Sanjoane (apeadeiro), Urros, Sendim, Fonte de Adeia (apeadiero), Duas Igrejas-Mirand do Douro.
A exposição, “A Raia Rota: dois povos e um empenho” vai estar patente ao público no Cais Turístico de Barca d'Alva de 10 a 31 de Janeiro.
A não perder!!!

...o abominável cheiro a peixe...


Confesso que tenho grande simpatia pela ideia anarquista de igualdade humana, a que rejeita todas as opressões das convenções sociais e coloca em pé de igualdade o sapateiro e o engenheiro, rompendo com as teorias, mais ou memos extremistas, derivadas da aplicação das teorias de Darwin à organização de uma sociedade. As desigualdades sociais são assim artificiais e estão na origem da grande discriminação.
A este propósito... tive conhecimento que as cúpulas (sempre as cúpulas) de um partido dito de extrema-esquerda , decidiram fazer circular um abaixo-assinado, pelo alargamento do tempo do subsídio de desemprego. Mas... anexado ao dito vem o conselho e a pressão, às coordenadoras locais, para que o primeiro subscritor seja uma INDIVIDUALIDADE... e se for uma individualidade desempregada tanto melhor (acrescento eu)Hum!!! Estava tudo a correr tão bem...
Veio-me aqui, agora, à ideia uma passagem do "O anarquista banqueiro" que diz o seguinte: "Não percebia, dentro ou fora do sistema burguês, em que é que o trabalho de um tipógrafo tinha menos valor, social ou humano, que o trabalho de um barbeiro. Nem percebia porque é que, em boa justiça, eu tipógrafo, havia de ganhar mais, porque ganhava, do que um cavador de enxada(...)uma economia que produzia esses resultados era, para mim, e ainda é, uma injustiça e uma tirania". Pergunto eu agora, qual é a diferença entre a assinatura da dita individualidade e de um operário recém-desempregado da Delphi da Guarda? É porque o primeiro tem poder para furar os enconsos corredores mediáticos? Temos de aceitar isso como um destino? Só por si, na boa tradição maquiavélica, na boa tradição mais conservadora, na boa tradição da aceitação tácita da lógica truncada e viciada de que as coisas são como são, invocando a velha lógica de que para se fazerem omeletes temos de partir alguns ovos, valerá a pena, sem qualquer peia, assumir  a discriminação humana como um facto consumado para aparecer num jornal ou numa televisão? 
Questiono-me se, em vez de peixeiras fossem doutores, francisco louçã viraria as costas, eu acho que ajoelharia em todo o esplendor do sentido bíblico:)
A estas caricaturas pardas legitimadoras da desigualdade humana, da desigualdade dos privilégios e dos estatutos, chamo eu cabrões, grandes cabrões...
A estas caricaturas, penduradas em cruzetas, ávidas do galope no  celulóide,  chamo eu cabrões, grandes cabrões...

sábado, 2 de janeiro de 2010

...as "dívidas" de louçã aos "seus" autarcas...

Quando Louçã apregoava que tinha uma grande dívida com os autarcas do bloco, que se bateram nas suas terras pelas suas causas, gastando muito do seu tempo e do seu dinheiro, esta carta ficou sempre sem resposta em 2009, "atirada ao lixo"... prova do efectivo respeito dos "coordenadores" pelos seus autarcas. 
Não acreditemos,então, em tudo o que nos é apregoado:) :) :)

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As Egyptian police beat peace activists, reports for Gaza break our hearts.Never forget that it is Israeli war crimes and Israeli/U.S. pressure that iskeeping the people of Gaza bombed back to the mud age, It is Israel who hasmaimed, arrested and killed Palestinians, Internationals and Israelis who standin support. Egypt's orders come straight from Israel and the U.S.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

...acordei assim...

...para janita...hora de ponta...

O domigo, nesta cidade, está  baptizado de ausências,
O domingo, nesta cidade, está fermentado nas três dimensões da angústia.
O domingo, nesta cidade, está faminto de recantos inúteis.
O domingo, nesta cidade, está constrangido de interrogatórios arredios.


Que...
Não existam em casa boleias conservadas em naftalina, ou,
em saquinhos de alfazema, jogos de nobres emoções, 
códigos de influentes ilusões, panos de estórias por contar, rendas de saudade...


Que...
Não se comprem inúteis argumentos de jantar,
Não se comprem consulados em grande conta,
Não se comprem estreias de pontuações,
Nada se compre, nada se retenha na espera da ocasião especial.


A entrega seja sempre nas primeiras vinte e quatro horas..