sexta-feira, 19 de março de 2010

...e que tal um biombo?...

...cama de ferro...

...cheira aqui a qualquer coisa

1: Sindicatos assinam acordo muito contestado pelos professores
2: Ministério introduz alterações graves que não figuravam no acordo
3: Dirigentes sindicais incham o peito, dão uns murros na mesa e exigem – com voz grossa – que Ministério retire o “lixo” senão estão lixados…
4: Ministério, de mansinho, retira mesmo o tal lixo, quase pedindo desculpas…
5: Professores respiram de alívio e, afinal, já não acham o tal acordo assim tão mau.
6: Na manhã seguinte, sindicatos hão-de vir reclamar o reconhecimento da sua glória, conquistada na luta dura contra o Monstro da 5 de Outubro.
7: Professores baixam os olhos, envergonhados, e pedem perdão aos sindicatos por terem duvidado das suas boas intenções…
Conclusão: alguém nos anda a chamar parvos, colegas. Quem acham que é ?

quinta-feira, 18 de março de 2010

... a origem da corrupção em portugal...


A presença da corrupção parece fazer parte do nosso quotidiano, mesmo perante a precaridade instalada no desenrolar da  nossa finitude, desde muito cedo nos arrogamos o direito de negociar de antemão a garantia do tráfico de um "lugarzinho no céu" em troca de "uma fitinha para o chapéu" como ouvimos nesta aparente cantiga infantil.
Eu chamaria a isto a "cunha metafísica", pressionar o privilégio, a influência na decisão em troca de uma singela mas generosa fitinha para o chapéu, depressa se tranforma numa gorgeta dada ao empregado do hotel, no cabrito e na galinha dada aomédico, na garrafa de porto ao polícia, no pedido à prima do assessor do empresário ou do comparsa partidário, no saco azul, nas brigadas dos electrodomésticos, nas violações aos PDM´s, nos subornos (mercedes) a vereadores, nos financiamentos ilegais de campanhas... 
A corrupção é desculpabilizada tanto nos rotineiros costumes afegãos, como nos  portugueses, aliás, riscar a corrupção seria mutilar gravemente a identidade deste país de "fadistas e faias", seria como tirar o cozido da nossa  tradicional ementa, quem nunca ouviu dizer de um autarca "rouba, mas tem obra feita"!!!

...um reboliço do caraças...

"Manuel Alegre tem o seu primeiro documento de propaganda em distribuição massiva nos próximos dias. A autoria é do Bloco de Esquerda, que mistura no habitual jornal gratuito (que os militantes distribuem nos centros das cidades e nas grandes empresas) a denúncia às políticas anti-sociais de Sócrates, e ao PEC, com a pr...omoção do candidato que Sócrates apoiará.
Não clarifica, perturba a luta. É uma iniciativa aparentemente para consumo interno mas que será divulgada a centenas de milhar de portugueses, muitos dos quais são eleitores do Bloco, mas não são eleitores de Alegre.
Não havia necessidade, neste momento, de prosseguir uma campanha que vai de precipitação em precipitação. Tudo isto me recorda a novela Sá Fernandes, com os resultados que todos conhecemos e que muitos bloquistas, entre os quais me encontro, criticaram em tempo útil. Nessa altura como agora, a resposta foram adjectivos fortes. Veremos se agora, como então, o resultado será semelhante." João Delgado - facebook

quarta-feira, 17 de março de 2010

...a Igreja Católica é um local perigoso para as criancinhas!...

...vampire weekend...

...beirute...

...enrolhados...

...Covilhã não vai ter Casino...ainda bem...

Quando da  atribuição à concessionária da zona de exploração de jogo do Estoril definiu-se  existência de uma zona de protecção concorrencial de 300 Km em torno do local onde se situa o Casino do Estoril, zona essa que não pode ser interceptada por qualquer outra, afastando a possibilidade da existência de um casino na Covilhã.
Mas... a ser assim a Covilhã deveria beneficiar das contrapartidas financeiras pagas anualmente pelo Casino de Lisboa, neste caso exclusivamente à cidade de Lisboa,  violando princípios constitucionais como sejam os princípios da igualdade e da proporcionalidade.

terça-feira, 16 de março de 2010

...ferrat...1930/2010...

...um almoço vegetariano...


arroz de abóbora
Refogar cebola, alho e muita abóbora em azeite, acescentar àgua e deixar ferver, acrescentar arroz. quando o arroz estiver quase cozido acrecentar bróculos e cogumelos e sal.

espetadas de legumes
dispor no espeto tomate mini chucha, bróculos apenas escaldados e cogumelos... passar na figideira por um molho de azeite, muito alho, pimenta preta, tomilho, cebolinho e oregão.

salada
temperar os canónigos com azeite, sal e vinagre de sidra.

...canónigos..

"Planta da moda ainda pouco conhecida entre os portugueses, considerada "gourmet" por alguns gastrossexuais. Plantada por uma minoria embora cresça no estado selvagem em toda a zona temperada da Europa, Ásia Menor e Cáucaso; consome-se praticamente só na Europa!...
Excelente verdura que pode substituir ou complementar os vegetais tradicionais como a alface, o agrião ou até a rúcula... Simplesmente em salada, ou como decorativa num prato fica sempre apelativa!.... Cada um pode realçar o toque gourmet à sua imaginação!
Os canónigos são ricos em vitaminas, minerais e ácido fólico e possuem um valor calórico muito baixo, podendo ser usados para dietas de emagrecimento.
Curiosidade: Parece que o nome de canónigo atribui-se ao facto de muitas vezes ser encontrada nos jardins das residências dos párocos.
Tenho ainda a dizer-vos que eu já plantei canónigos e que também os colhi... e não sou pároco!!!... E a floreira serviu perfeitamente...."aqui

...Paul Bowles...

POLÉMICA
Concordo inteiramente com o que dizes.
Quando as nuvens e as palavras se separam
O ar estremece e o cosmos fragmenta-se.
Enquanto não se conhecer a intenção
Nenhum caminho será descoberto.
A Índia era pó, um leopardo à sombra de uma pedra.
Cheguei à entrada da cidadeE aí estava ela, branca, à luz do sol.
As paisagens são absurdas enquanto não se aceitam.
Salaamed humedeceu os lábios e colou-os ao pó.
Ele é o vale e o vale é ele.
Mas até à morte negar-te-ei o direito de o dizer.
Paul Bowles nasceu em Nova Iorque, em 1910. Jovem ainda, publicou alguns poemas no jornal literário Transition, de Paris, por onde também passaram alguns nomes do modernismo, como James Joyce e Éluard. Entrou por essa altura na Universidade de Virginia. Aos 19 anos, decidiu viajar de barco pela Europa, tendo partido sem avisar os pais. Começavam assim as grandes viagens (sempre de barco) que fez durante parte significativa da sua vida.
Em 1931, em Paris, conheceu Virgil Thomson e Gertrude Stein. Stein influenciou-o fortemente, em termos profissionais e pessoais — foi ela que o convenceu de que não tinha jeito para a poesia e o mandou a Marrocos, tendo sido nessa viagem que Bowles se apaixonou por Tânger.
Os anos seguintes foram marcados pela errância, pelas viagens e pela composição de música. Bowles vivia como um nómada, acabando por regressar sempre a Nova Iorque, cidade que tratava com desprezo. Casou-se em 1938 com Jane Auer (também ela aspirante a escritora), mantendo ambos relações homossexuais fora do casamento. Entretanto, as suas composições musicais eram muito apreciadas pelo público — assinou, entre outras, colaborações com o realizador Orson Welles e com o escritor e dramaturgo Tennesse Williams. Também por essa altura, o seu interesse pela escrita começou a evidenciar-se. Em 1942, escrevia críticas de música para o jornal New York Herald Tribune e começou fazer traduções. Em 1945, publicava regularmente as suas próprias histórias na imprensa norte-americana.
Algum tempo depois da segunda Guerra Mundial, em 1947, partiu novamente para Marrocos, fixando-se em Tânger (por essa altura escreveu The Sheltering Sky — O Céu que Nos Protege, que é até hoje a sua obra mais conhecida e foi adaptada para o cinema por Bernardo Bertolucci). Em 1957, Jane sofreu um ataque cardíaco e adoeceu — «era o fim dos bons anos», escreveu Bowles na sua autobiografia, referindo-se a esta época. Ainda no final da década de 50 travou conhecimento com muitos dos escritores da beat generation, que o visitavam em Tânger — Ginsberg (que mais tarde o ajudou a publicar algumas histórias nos E.U.A.), Corso e Kerouac, entre outros.
Entre 1968 e 1969, trabalhou como professor na San Fernando State University. A morte de Jane em 1973, entre outros factores, fizeram com que Bowles não regressasse aos E.U.A. durante mais de 25 anos. Nos anos 80 tornou a trabalhar como professor, mas desta vez em Tânger, num programa de Verão apoiado pela School of Visual Arts de Nova Iorque. Em 1995, voltou finalmente a Nova Iorque, para acompanhar um festival feito com a sua música (dirigida por Jonathan Sheffer). A obra de Bowles (tanto literária como musical) tem vindo a captar maior atenção do público desde o início da década de 90: uma grande parte da sua música foi editada em CD e as suas histórias passadas para cinema.
Morreu em Tânger, em 1999.
Como legado, deixou numerosas peças musicais, poemas, novelas, contos, e apontamentos de viagens, assim como traduções para inglês de vários autores de origem árabe/islâmica e transcrições de lendas da tradição oral. aqui

segunda-feira, 15 de março de 2010

...waltz with pogues...

Jane e Louise Wilson: Tempo Suspenso

"A mais vasta exposição individual das gémeas britânicas Jane and Louise Wilson, que incluirá a sua primeira obra em filme Hypnotic Suggestion 505 (1993), mas também obras inéditas como uma série de esculturas que jogam com a arquitectura do CAM e o vídeo Songs for My Mother (2009). A mostra transporta-nos, tanto no sentido psicológico como histórico, para um universo suspenso entre épocas, narrativas e arquitecturas. Um mergulho numa dimensão trans-temporal e em imagens que simultaneamente seduzem e esmagam tem, no entanto, em muitos casos, como ponto de partida a realidade social e política actual."

A Perspectiva das Coisas. A Natureza-morta na Europa

"Primeira parte: Séculos XVII-XVIII
Uma exposição internacional dedicada ao tema da pintura de Natureza-morta na Europa – a primeira do género a realizar-se em Portugal - e que será apresentada em duas partes. A primeira, a realizar entre 12 de Fevereiro e 2 de Maio, será constituída por 71 pinturas dos séculos XVII e XVIII. A produção dos séculos XIX e XX será exibida mais tarde, entre 20 de Outubro de 2011 e 8 de Janeiro de 2012.
A exposição pretende explorar os temas recorrentes da naturezamorta ao longo de quatro séculos de história: naturezasmortas com frutos, caça, cozinhas e mesas de banquete, pintura de flores, instrumentos musicais, gabinetes de curiosidades, Vanitas e obras em trompe-l’oeil. A diversidade do tratamento artístico destes temas nos vários países será demonstrada através do confronto de obras como, por exemplo, as naturezasmortas das pintoras Louise Moillon e Fede Galizia, ou as cenas de cozinha de JeanSiméon Chardin e Luis Meléndez.A colectânea reunida propõese examinar o amplo significado cultural e social da pintura de objectos e de alimentos. Os diversos sentidos da naturezamorta serão tratados em profundidade: imagens conciliadoras de satisfação material podem conter igualmente mensagens morais sobre os conceitos de abundância e consumo, mas também uma chamada de atenção para a transitoriedade da vida, sobretudo evidente nos exemplos presentes da secular tradição da Vanitas, tanto nos países católicos como nos protestantes.
Integram a exposição obras de nomes fundamentais que cultivaram este género, como Juan Sanchéz Cotán, Juan van der Hamen, Pieter Claesz, Juan Zurbarán, Rembrandt van Rijn, Antonio de Pereda, Nicolas Largillièrre, JeanBaptiste Oudry e Francisco de Goya. As obras provêm de várias colecções privadas e de museus como a National Gallery of Art de Washington, o Metropolitan Museum de Nova Iorque, o Museu do Louvre, o Museu do Prado, o Rijksmuseum de Amesterdão, o Mauritshuis de Haia, a National Gallery de Londres, o Fitzwilliam Museum de Cambridge, entre tantos outros. O comissariado científico da exposição está a cargo de Peter Cherry, conceituado especialista em naturezamorta espanhola e italiana e responsável pelo Departamento de História de Arte e Arquitectura do Trinity College de Dublin. A mostra conta ainda com os contributos de John Loughman (pintura holandesa, flamenga e alemã), de Lesley Stevenson (pintura francesa), e de Neil Cox (naturezamorta no século XX).
O catálogo da exposição, em dois volumes, correspondentes a cada uma das partes, terá edições em português e em inglês. Os diferentes núcleos da exposição serão precedidos de ensaios introdutórios da autoria dos referidos especialistas. "

quarta-feira, 10 de março de 2010

...I Put A Spell On You' in aid of Concern Worldwide's work in Haiti...

...uma iniciativa parlamentar é sempre uma iniciativa parlamentar, ponto final...

...Ordena uma compilação de regras da definição que o definido não entre na definição, ponto final... e essas regras, só por si, afastam todo terrorismo na definição, ponto final... se recuarmos um pouco,  esta afirmação "uma iniciativa parlamentar é sempre uma iniciativa parlamentar", nada esclarece, mas recuando um pouco mais, o remate, conativamente por extenso, do "ponto final", já me faz vibrar nos meus anseios:) :) 
...Podemos concordar ou não, mas depressa nos apercebemos que a nossa pequena corte parlamentar, que nem heróis, possui um-sem-fim de relicários funcionais, noves fora os outros todos:) :) e...ter iniciativas parlamentares é um deles, por exemplo o de questionar um auxiliar do soberano da casa real, vulgo ministro, ponto final...
... o vulgar pescador do arenque, vulgo povo,  cai inevitavelmente na rede do intermediários, vulgo deputado, haverá lá forma mais célere de empacotar a sua autonomia e força vital, ponto de interrogação...
...porque os relicários estão desigualmente repartidos e generalizados, toda a iniciativa, do vulgar pescador do arenque, despenha-se em iniciativa diferida, ao cair na mão do hábil, catalizador e mobilizador intermediário, ponto final...
...não há volta a dar... não estranho as palavras do meu querido pai, palvras que revolviam as entranhas a toda a sua geração e vindouras: " a culpa deste país estar no estado em que está é dos intermediários", ponto final...
...Como nos disse Descartes, acreditando no que estava a dizer: " devemos desviar o olhar de coisas incompreensíveis para a máquina organizada", ponto final...

...afinal a ponte sempre vem abaixo... a imbecil resposta deste ministro... se não fosse ministro até o mandava à merda e tudo...



...lição de anatomia... rembrandt...

"O singular apagamento do corpo, apesar de exposto siginfica também que o famoso realismo do quadro de Rembrandt é, vendo com atenção, apenas aparente. Ao contrário do que é normal, o processo não se inicia pela abertura do abdómen e remoção dos intestinos, que são os primeiros a entrar em decomposição, mas (e também isso sugere um acto de punição) pela dissecação da mão do delito.
Ora esta mão tem notáveos particularidades. Não só é, se comparada com a que está mais perto do observador, grotescamente desproprocionada, como está, anatomicamente, invertida de todo. Os tendões à vista que, pela posição do polegar, deviam ser os da palma da mão esquerda, são na verdade os das costas da mão direita (...) É absolutamente impossivel que Rembrandt tenha feito isso sem querer."

...croque monsieur...

Receita para 2 pessoas
Ingredientes:
• 4 fatias de brioche (ou pão de fôrma comum)
• 2 ovos
• 1 copo de creme de leite fresco
• Queijo ralado tipo gruyère ou emmental
• 2 fatias de presunto cozido
• Sal e pimenta-do-reino a gosto


Prepare assim:
• Misture os ovos e o creme de leite, até formar um creme;
• Adicione 1 pitada de sal e pimenta-do-reino;
• Com uma concha, espalhe o creme sobre as fatias de pão, para que o miolo absorva o líquido;
• Espalhe uma porção generosa de queijo ralado sobre 2 fatias;
• Coloque 1 fatia de presunto, cobrindo toda a superfície do pão;
• Feche o sanduíche e despeje o restante do creme, cobrindo tudo com mais uma porção de queijo ralado;
• Leve ao forno pré-aquecido a 250ºC;
• Retire quando estiver gratinado por cima e levemente tostado por baixo.


Para dar um toque diferenciado ao croque,  trocar o presunto cozido por presunto tipo parma.
Para acompanhar o croque, sirva uma salada de folhas verdes, regada com um bom vinagre, azeite e um pouco de sal e pimenta-do-reino.

...os anéis de saturno..

"Será possível, ainda, a grandeza literária? Ante a decadência implacável da ambição literária, a convergente ascensão de desengano, a verborreia e a crueldade insensível como assuntos normativos da ficção ?… interrogava-se Susan Sontag a propósito da obra de W. G. Sebald. Uma literatura capaz de exprimir a consternação do mundo tão cheio de falsas representações, tão fútil? Acabo de ler Os anéis de Saturno e parece-me que sim, que é possível, apesar de tudo, uma literatura sedimentada como uma paisagem cuja topografia nos sacode, nos interpela, propondo-nos uma meditação sobre as ruínas que vamos deixando para trás. Essa a paisagem, literal e metafórica, que percorremos com Sebald em Os anéis de saturno, livro inclassificável (romance, ensaio-diário de viagem, autobiografia, enciclopédia ou tudo isso ao mesmo tempo, encadeado?…) sobre a melancolia do mundo. Meditação entre ruínas, alternada com breves ensaios sobre biografias obscuras, sobre o ciclo de vida dos arenques, a criação de bichos da seda, a natureza das guerras, a destruição das grandes florestas… eis alguns acidentes topográficos de uma cartografia que oscila entre a realidade e a ficção, rejeitando a normatividade temática, moral e literária. Sebald, o narrador a quem o autor empresta o seu nome, é uma construção literária do promeneur solitaire, romântico, que empreende uma viagem como intromissão, como indagação através de uma paisagem real, com nomes, toponímias, datas, ilustrações que o narrador convoca criando um extraordinário efeito de verosimilhança: Em Agosto de 1992, quando os dias do Cão estavam a chegar ao fim, empreendi uma viagem a pé pelo condado de Suffolk, leste de Inglaterra, na esperança de pôr fim ao vazio que me invade sempre que termino um trabalho de fôlego. Reconhecemos aqui um processo narrativo semelhante ao utilizado pelo narrador-autor das Viagens na minha terra. Porém, enquanto em Almeida Garrett a viagem nos aproximava da natureza romântica, em Sebald ela não é mais do que um artifício para nos desvendar segredos de vidas obscuras: especulando se Sir Thomas Browne, na sua visita à Holanda, teria assistido à lição de anatomia pintada por Rembrandt; recordando um interlúdio romântico de Chateaubriand durante o seu exílio em Inglaterra; evocando os esforços de Roger de Casement para denunciar a infâmia do colonialiusmo belga no Congo; narrando as primeiras aventuras no mar de Joseph Conrad… E, sobretudo, para mostrar a devastação contemporânea da natureza (desaparece um bosque atrás do outro, as valas na orla dos caminhos onde a seu tempo floresciam primaveras e violetas são lavradas e terraplenadas… ); ou os escombros da guerra (vêem-se cidades francesas reduzidas a escombros e cinzas, cadáveres a apodrecer na terra de ninguém entre trincheiras, arvoredo abatido pelo fogo de artilharia, navios de guerra afundando-se no meio de nuvens negras de petróleo, colunas militares em marcha, intermináveis torrentes de fugitivos e zepelins rachados…), ou a desolação do mundo (nesse lugar de armazenagem não vejo uma só pessoa, só tijolos, milhões de tijolos…), na tentativa inútil de pôr fim ao vazio que o invade. Ao vazio, afinal, deixado pelo lado sombrio de uma modernidade que esqueceu as promessas para nos oferecer, somente, a paisagem em ruínas por onde o autor deambula procurando a redenção do mundo através da memória. A escrita, portanto, como única maneira de [se] defender das recordações que tantas vezes e tão inesperadamente [o] afectam e que aqui se mostram através de uma visão fatalista da História, como tragédia humana roçando o abismo, que um caminhante solitário nos dá a ver à hora do crepúsculo… sob um céu cor de tinta que cobre as nossas peregrinações pessoais através do litoral da própria melancolia onde se amontoam, também, recordações, sonhos, genealogias, naufrágios que Sebald faz libertar." aqui

segunda-feira, 8 de março de 2010

...barca d`alva...

...I got something runnin' around my head...

...protesto pacífico pelo tibete... aniversário da revolta nacional tibetana...

...os ESTALINISTAS DA UDP vão por as fogueiras todas a arder de norte a sul...

..."parece que os principais dirigentes do Bloco pretendem esconder as patitas do seu cisne...convenção extraordinária do bloco de esquerda..."

Um grupo de militantes do bloco de esquerda está a recolher assinaturas no sentido da realização de uma convenção extraordinária em que o único ponto em discussão, para por os pontos nos ii, será: PRESIDENCIAIS.
Segundo estes militantes "o apoio do Bloco à pseudo candidatura de Manuel Alegre pecava por extemporâneo e por falta de debate interno quanto à decisão em causa, mais parecendo uma tomadda de posição de uma organização estalinista, na qual uma cúpula de dirigentes toma a decisão que as massas têm que seguir cegamente, sem discutir." e de "uma Mesa que continua a pregar afinadinha lançando uma capa de unidade na modernidade, mas por baixo, os militantes anónimos ou simples simpatizantes sentem-se em ebulição."... "vai o país vivendo uma espécie de folclore em torno das figuras do actual presidente, Cavaco Silva, na condição de recandidato das direitas e a de Manuel Alegre, misto de uma candidatura de cidadãos auto mobilizados para a política e livres de partidos e uma putativa posição do candidato à esquerda, posição reforçada pelo apoio extemporâneo concedido ao candidato pela Mesa do Bloco de Esquerda."
"Considerando que o factor Manuel Alegre não passa de uma impostura à esquerda, ou seja ganhar votos à esquerda para exercer o cargo à direita."
TUDO ISTO A MIM ME CAUSA HIPERSENSIBILIDADE NA RETINA!!!
HÁ QUATRO ANOS ATRÁS, UM DESSES CISNES QUE AGORA O APOIA, "CONTRAPUNHA COMO FACTO", MANUEL ALEGRE SER UM BÊBEDO E UM BURGUÊS PREGUIÇOSO COM O QUAL NÃO SE PODIA CONTAR, FAZIA APENAS FIGURA DE CORPO PRESENTE NAS COMISSÕES QUE INTEGRADA, NAS POUCAS VEZES QUE ESTAVA PRESENTE.
MAS... QUATRO ANOS É TANTO TEMPO:) :) O SUFICIENTE PARA ABANDONAR TODA  A INGENUIDADE:) :)

sexta-feira, 5 de março de 2010

...a nova história da desgraçadinha...

Texto de Leandro Vale, para representação em teatro de rua, no próximo dia 7, na Barca d'Alva, no âmbito das diversas actividades que então e aí a Asociación Camino de Hierro levará a cabo, associando-se à festa transfronteiriça da flor da amendoeira.
Esta representação vem na esteira da chamada literatura de cordel, divulgada nas feiras de outro tempo, onde um cego e um moço-de-cego cantavam desgraças, distribuindo (à espera da moedinha no chapéu) o folheto com a história impressa.
Entre outras actividades: exposição de fotografia, o "enterro simbólico das vontades institucionais" relativas à via-férrea, com direito a escultura sobre a sepultura...

...como sempre fomos e seremos: FRONTAIS e RESPONSÁVEIS...

Post extraído do blog  
http://cp-cromosdeportugal.blogspot.com/
Tal como numa família existem sempre umas personagens que gostaríamos que não fizessem parte do nosso parentesco mesmo, por mais longínquo, que ele seja.
Acontece em todas as famílias.
Já no que aos amigos diz respeito, as coisas já não são assim.
Cada um escolhe os amigos, apesar dos «adesivos» se quererem colar para benefício próprio.
Esses, «adesivos» sabemos como os enxotar.
Como alguém já disse, tenho mais receio dos meus amigos do que meus inimigos porque, os últimos sei quem são e, os primeiros quase sempre não se sabe, verdadeiramente, se o são.
Vem tudo a propósito de uns Despachos com os números 3928/2010, 3929/2010, 3930/2010, 3931/2010, publicados na página 9625 do Diário da República, 2.ª série, nº 44, de 4 de Março de 2010,

Ao todo são 31 funcionários!!
Se o número já nos parece exagerado então a competência de alguns dos «nomeados», porque os conhecemos, é um atentado à inteligência e à prática que o Bloco de Esquerda devia ter na escolha dos assessores, indo aliás de encontro, àquilo que sempre, mas sempre, defendemos: EXIGÊNCIA E COMPETÊNCIA na forma de ser, estar e fazer a política.
Manifestamente dizemos NÃO a esta prática.
Manifestamente NÃO pactuaremos com incompetência.
Não sabemos dizer SIM a tudo.
Quando não concordamos também o dizemos.
Em nome da liberdade de expressão, da crítica e principalmente de um partido que se dizia e diz(?) diferente nas práticas da empregabilidade da clientela partidária sem olhar à competência, diremos sempre NÃO!!!

quinta-feira, 4 de março de 2010

...votar significa abrir mão do próprio poder...

"Tudo o que pode ser dito a respeito do sufrágio pode ser resumido em uma frase:
Votar significa abrir mão do próprio poder.
Eleger um senhor, ou muitos senhores, seja por longo ou curto prazo, significa entregar a uma outra pessoa a própria liberdade.
Chamado monarca absoluto, rei constitucional ou simplesmente primeiro ministro, o candidato que levamos ao trono, ao gabinete ou ao parlamento sempre será o nosso senhor. São pessoas que colocamos "acima" de todas as leis, já que são elas que as fazem, cabendo-lhes, nessa condição, a tarefa de verificar se estão a ser obedecidas.
Votar é uma idiotice.
É tão tolo quanto acreditar que os homens comuns como nós, sejam capazes, de uma hora para outra, num piscar de olhos, de adquirir todo o conhecimento e a compreensão a respeito de tudo. E é exactamente isso que acontece. As pessoas que elegemos são obrigadas a legislar a respeito de tudo o que se passa na face da terra: como uma caixa de fósforos deve ou não ser feita, ou mesmo se o país deve ou não guerrear; como melhorar a agricultura, ou qual deve ser a melhor maneira para matar alguns árabes ou negros. É muito provável que se acredite que a inteligência dessas pessoas cresça na mesma proporção em que aumenta a variedade dos assuntos com os quais elas são obrigadas a tratar.
Porém, a história e a experiência mostram-nos o contrário.
O poder exerce uma influência enlouquecedora sobre quem o detém e os parlamentos só disseminam a infelicidade.
Nas assembleias acaba sempre prevalecendo à vontade daqueles que estão, moral e intelectualmente, abaixo da média.
Votar significa formar traidores, fomentar o pior tipo de deslealdade.
Certamente os eleitores acreditam na honestidade dos candidatos e isso perdura enquanto durar o fervor e a paixão pela disputa.
Todo dia tem seu amanhã. Da mesma forma que as condições se modificam, o homem também se modifica. Hoje seu candidato curva-se à sua presença; amanhã ele goza com o eleitor. Aquele que vivia pedindo votos, transforma-se no seu senhor.
Como pode um trabalhador, que você colocou na classe dirigente, ser o mesmo que era antes já que agora ele fala de igual para igual com os opressores? Repare na subserviência tão evidente em cada um deles depois que visitam um importante industrial, ou mesmo o Rei em sua ante-sala na corte!
A atmosfera do governo não é de harmonia, mas de corrupção. Se um de nós for enviado para um lugar tão sujo, não será surpreendente regressarmos em condições deploráveis.
Por isso, não abandone sua liberdade.
Não vote!
Em vez de incumbir os outros pela defesa de seus próprios interesses, decida-se. Em vez de tentar escolher mentores que guiem suas ações futuras, seja seu próprio condutor. E faça isso agora! Homens convictos não esperam muito por uma oportunidade.
Colocar nos ombros dos outros a responsabilidade pelas suas ações é covardia.
Trabalhador Não vote!"

-Elisee Reclus, Publicado na Revista Mother Earth editada por Emma Goldman.

...três dezenas de assessores linha branca... PAGOS COM OS NOSSOS IMPOSTOS...a arte de bem galopar em todas as todas as alcovas...

quarta-feira, 3 de março de 2010

QUE TODO EL MUNDO LE VEA LA CARA A ESTE HIJO DE PUTA!

"Candidato Jaim Ferrero al pp, activista y militante de las juventudes del pp (partido popular), la fuerza joven o como se llame, en Talavera de la Reina.Talavera de la Reina es una ciudad y municipio español, ubicada en el noroeste de la provincia de Toledo, en la Comunidad Autónoma de Castilla-La Mancha.
Independientemente del partido que sea, este tipo colgó estas fotos en su
página web, masacrando animales.
No entyeendoo como puede estar soonriendo i feliiz despues de haber matado a esos gatoos..!
A gente como esa ai ke cortarles las pelotas hacercelas comer i dejar ke se desangren .."

...viva o poder popular...

...vinho velho vinho novo...

Primeiro-ministro convida Alegre para Moçambique.Manuel Alegre foi convidado por Sócrates para integrar a comitiva que o acompanha na viagem a Moçambique, entre os dias 2 e 5 de Março próximos.  A deslocação de Manuel Alegre a Moçambique já estaria agendada, na qualidade de presidente do júri do Prémio Leya 2009, que este ano distingue o escritor moçambicano Borges Coelho. Tendo conhecimento desta iniciativa, José Sócrates terá convidado Manuel Alegre a viajar no avião que fretou para a deslocação da sua comitiva.
Qual significado de tal aproximação?
Vão falar de quê?
Cartas, telemóveis e outras formas de comunicar?
Só pode.
Já agora, dizem os comunicadores de Sócrates que as Energias Renováveis dominam a agenda do primeiro-ministro em Moçambique, para onde viaja com cerca de 60 empresários.
Energias Renováveis tem tudo a ver com o Manuel Alegre, pois então!!

...quanto mais lhe vejo o fundo...

Uma auditoria ao Ministério da Educação, na altura dirigido pela putativa Maria de Lurdes, revela que o ME pagou salários ilegais.
Isto porque o Ministério da Educação assumiu encargo de 5,1 milhões de euros, com professores colocados fora da casa.
Agora, o Tribunal de Contas diz que é ilegal.
Quem paga as asneiras desta gente?
Os mesmos de sempre.

...vara sucede constâncio...

Confesso que cheguei a pensar que a nomeação do Vitor Constâncio era uma brincadeira de carnaval, mas como afinal não o é... temos agora o Armando Vara para a sucessão, aliás um homem já experiente como caixa na CGD e muito próximo do Sócrates.

terça-feira, 2 de março de 2010

segunda-feira, 1 de março de 2010

...“LA VÍA QUE TRAÍA VIDA”...(25 años del cierre de la línea de La Fuente de San Esteban a Barca d´Alva y


Entierro simbólico de las voluntades institucionales.
7 de marzo, Puente Internacional
Han pasado años de olvido y abandono. Olvido tras olvido.
Oportunidades perdidas para una población que no las tiene.
Decimos ser europeos, pero aquí una extraordinaria obra de unos ingenieros constructores de túneles y puentes es presa del óxido, de la desidia y de la barbarie.
Otras vías ferroviarias abandonadas, sin ser Bien de Interés Cultural, están siendo reutilizadas para el aprovechamiento turístico en Francia, Suiza, Bélgica, Alemania…
¡Los portugueses ya han firmado el compromiso de rehabilitación desde Pocinho a Barca d´Alva!. Nuestros políticos actuales no son aquellos diputados, Galante y Silvela, que en una época convulsa, de desgarro social y económico (¡y era en 1881!), soñaron con traer el progreso y bienestar a la provincia de Salamanca mediante esta infraestructura.
A aquellos sí, a los de ahora no. No, no les damos las gracias. No se las merecen. Son el reflejo de una sociedad inmovilista, conformista, pasiva, carente de ideas y compromisos…
El próximo día siete de marzo, a las catorce horas, hora española, en Barca d´Alva, cerca de los pilares del puente internacional ferroviario, invitamos a participar en el “entierro simbólico de las voluntades 
institucionales”, que durante todo este tiempo han dado la espalda de formas distintas a esta única realidad de La Raya.
Este acto central, irá acompañado de otras actividades a las que también os invitamos (instalaciones, teatro de calle, fotografía y proyecciones). Pretendemos así promover y concienciar, de forma amable, la defensa del rico y excepcional patrimonio industrial que constituye la línea internacional del Duero - Douro, desde Pocinho a Barça d´Alva y desde aquí hasta La Fuente/Boadilla, tramo éste último declarado Bien de Interés Cultural con categoría de “Monumento”. No se trata sólo de una defensa para preservar ese patrimonio para las generaciones futuras, sino que además planteamos esta acción como forma de romper una dinâmica que, tras decenios de inmovilismo o, como mucho, de tímidas actuaciones, no parece conducir más que a la ausencia de proyectos reales de futuro y que, por lo tanto, condena a esta infraestructura al abandono.
La explotación y reutilización de este magnifico recurso patrimonial tiene todos los componentes para convertirse en un revulsivo económico que traería benefícios directos a las poblaciones locales, al plantear un foco diferencial y singular de atracción turística, cultural y lúdica de primer orden. Tal vez el espíritu de nuestros añorados Adolfo Galante y Silvela se reencarnen algún día. Y será bueno, porque indicará que también nosotros hemos cambiado y transformamos la realidad que nos rodea. Y entonces, frente al Duero, podremos las voluntades, ya convertidas en hechos fehacientes.

Colectivo Camino de Hierro, 1 de marzo de 2010.