quinta-feira, 15 de abril de 2010

...quando a verdade é temível...

"Começa amanhã de manhã, na Faculdade de Relações Laborais da Universidade Complutense de Madrid, uma concentração permanente de personalidades do mundo da cultura de Espanha em apoio do juiz Baltasar Garzón.
A iniciativa, que decorre até 22 deste mês, quando o Conselho Geral do Poder Judicial deve decidir da suspensão cautelar de Garzón, é uma resposta à decisão de julgar o magistrado por prevaricação, ao ter centralizado as investigações sobre os crimes do franquismo apesar de não ter competências para o fazer.
O realizador Pedro Almodóvar, os actores José Sacristán e Pilar Bardem, o poeta Luís Garcia Montero e a escritora Almudena Grandes são alguns dos organizadores da iniciativa, uma resposta a decisão de julgar Garzón depois do Supremo Tribunal ter aceite queixas de organizações de extrema- direita, entre as quais a Falange Espanhola. “Não correm bons tempos para a democracia devido ao assédio a Garzón”, considerou ontem Sacristán na apresentação do protesto. “Que a Falange possa sentar no banco dos reús o juiz que se atreveu a investigar o franquismo suporia uma nova vitória de Franco”, disse Almodóvar.
Foi em 16 de Outubro de 2008 que o juiz Baltasar Garzón se declarou competente para investigar o desaparecimento de opositores do franquismo entre 1936 e 1975 enquanto vítimas de crimes contra a Humanidade. Uma iniciativa que teve a oposição do Ministério Público por três motivos. Porque os autores da repressão, Francisco Franco e 34 seus colaboradores, já tinham falecido, pelo que não podia haver consequências penais. Por os crimes do franquismo terem sido amnistiados em 1977, em pleno processo de transição democrática. E por a tipificação de crimes contra a Humanidade não existir aquando do cometimento dos factos. Já em 27 de Maio passado, o Supremo Tribunal admitiu o processamento a Garzón, arriscando o juiz uma pena de 12 a 20 anos de inabilitação. O que poria fim à sua carreira de magistrado.
Esta possibilidade agita a sociedade espanhola. Na segunda-feira, cerca de duas mil pessoas concentraram-se num acto convocado pelas centrais sindicais espanholas. Neste protesto, Carlos Villarejo, antigo fiscal anti-corrupção, acusou o Supremo de ser “um instrumento da actual expressão do franquismo”. O que motivou a condenação unânime das associações de magistrados. “Foi uma frase excessiva e desafortunada”, comentou Ignácio Espinosa, porta-voz de “Juízes pela Democracia”, entidade conotada com a esquerda.
O Supremo já convocou a imprensa para se defender das acusações e de se demarcar dos autores da queixa. Entretanto, Garzón é hoje ouvido no Supremo num outro processo onde é acusado de ter recebido dinheiro do Banco de Santander por conferências organizadas por esta entidade entre 2005 e 2007 em Nova Iorque." Público

...you can never hold back spring...


You can never hold back spring
You can be sure that I will never
Stop believing
The blushing rose will climb
Spring ahead or fall behind
Winter dreams the same dream
Every time
You can never hold back spring
Even though you've lost your way
The world keeps dreaming of spring
So close your eyes
Open you heart
To one who's dreaming of you
You can never hold back spring
Baby
Remember everything that spring
Can bring
You can never hold back spring

...a vitória tem duas cores...azul...e...branco...

terça-feira, 13 de abril de 2010

...the atrocity exhibition...

"O "The Atrocity Exhibition", que infelizmente não tem edição portuguesa, é um livro central na obra de J.G. Ballard: por um lado, é aquele em que o autor mais cultiva a experimentação narrativa, um pouco na senda do que o William S. Burroughs fazia com a técnica do cut-up, experimentação que é levada ainda mais longe na edição de 1990, onde acrescenta e incorpora no próprio enredo os seus comentários à versão de 1969; por outro, porque nele germinam já os assuntos que irão ser abordados e explorados nos seus livros posteriores, de "Crash" a "Super-Cannes" ou "Millennium People". O que nos levou a pegar em Ballard, para além de ser um autor apreciado no seio da banda, foi o facto de nos propiciar uma chave para a reflexão sobre a contemporaneidade, não já na sua dimensão política, como havíamos feito com o "Há Já Muito Tempo que Nesta Latrina o Ar se Tornou Irrespirável", ou na sua dimensão afectiva, como tinha acontecido com "Nus", mas na sua dimensão biológica, dos padrões comportamentais de uma espécie em função do seu meio ambiente: a sua obra, e este livro em particular, ao perspectivar a faculdade do panorama mediático e tecnológico invadir e desestruturar a percepção mental do indivíduo, abria um vasto campo de pesquisa sobre a sociedade pós-industrial na sua faceta psicótica. A circunstância do livro estar organizado em "novelas condensadas" - como Ballard definia os parágrafos independentes que se entrançam e compõem os seus diferentes capítulos -, com o seu manancial de imagens e episódios desgarrados, sem um início e um final claros, facilitava-nos ainda a temática para as canções e libertava-nos da conceitualização do disco numa lógica evolutiva fechada. Tudo isto fazia com que fosse uma escolha apropriada para um álbum que queríamos marcadamente rock e de canções maioritariamente curtas." Adolfo Lúxuria Canibal

sexta-feira, 9 de abril de 2010

...kuyt wijst liverpool de weg...

FC Liverpool* - Benfica (4-1)
FC Liverpool heeft zich vanavond mede dankzij Dirk Kuyt geplaatst voor de halve finales van het Europese eindtoernooi. De Nederlander maakte een doelpunt dat in eerste instantie werd afgekeurd, maar na protesten werd de goal alsnog genoteerd.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

...acabou-se a puta da garganeira.... reds grounded eagles...

...a ronda... hermitage amesterdam... matisse: a maior das surpresas...

"From Thursday 1 April the painting Dance (1909-1910) by Henri Matisse will be included in the exhibition Matisse to Malevich. Pioneers of modern art from the Hermitage. Dance, which will be seen at the Hermitage Amsterdam only until 9 May, has never previously been displayed in the Netherlands. It is one of the icons of art history and comes from the collection of the State Hermitage Museum in St Petersburg. It is rarely loaned out. Very recently the Ministry of Culture in Moscow gave permission for Dance to be loaned to the Hermitage Amsterdam for six weeks. This monumental painting, measuring 260 x 391 centimetres, is an important addition to the exhibition. Its innovative and unconventional design makes this a key work in Matisse’s oeuvre." aqui

...uma aventura em amesterdão... parque keukenhof...

sábado, 3 de abril de 2010

...em tempo de férias escolares...

Já arranjei muito bem
Tudo quanto convém
P’amesterdão levar
O pente, o espelho, o baton
E o creme muito bom
P’ra me besuntar


Tenho o meu magalhães
E o meu soutien rendado
Também está no meu troler
E como é bom de ver
Não podia esquecer
Os meus óculos de soler


Que levo p’ro bairro da luz vermelha uuuuhuh
Sem ninguém me ver
P’ra não dar uuuuhuh
A perceber
P’ra ocultar uuuuhuh
a minha dissonância cognitiva
Pois eu sei que te hei-de encontrar
talvez junto ao maquinista do eléctrico
com essa bóina em croché
E eu vou passar
A tarde a fumar e a beber "qualquer coisa"


penso ir visitar a casa van gogh
mas espero bem que ele lá esteja, senão...
Eu vou ter sempre à mão os meus óculos de soler

...hoje-amadora... amanhã-amesterdão...

...amigos da blogosfera...manufacturas por macau...

"Criei este blogue há relativamente pouco tempo.Gosto de ler, gosto de escrever, gosto de comunicar.Pouco a pouco, percebi que, mais do que ter o tal espaço de liberdade criativa que já aqui referi quando o Miguel Sousa Tavares resolveu (mais uma vez!) apoucar os blogues e a blogosfera, tinha entrado num espaço onde se vão forjando amizades de um modo natural. Sem obrigações, sem compromissos, cria-se o hábito de "visitar os amigos", de entrar em contacto com eles, de receber as opiniões e as críticas que nos alegram e enriquecem. E, sem que nada me obrigue a tal, diariamente, ou quase, lá vou visitar "a malta de Macau".
Os mais antigos, o Leocardo no Bairro do Oriente, o Arnaldo no Exílio de Andarilho, El Comandante no Hotel Macau, a minha amiga Smas nas Experiências na Cozinha, o João Botas no Macau Antigo, VICI no MACA(U)quices (o Nuno Lima Bastos e o José Carlos Matias estão preguiçosos!). Recentemente, e graças a um artigo no "Ponto Final", descobri o Caderno do Oriente, o Chop Suey Macau, o Contemplando o Jazz, o Espaço Paramangas, o Macau Daziabao, o Macaulogia, The Real Macau Food Guide.
Ainda pelo Oriente, sempre que posso, dou uma saltada até à China, ao tinta da china da Isabel Castro (também está preguiçosa!), ao ruinix na república popular da china.
E ao Reino do Sião para ler o Combustões e O Mar do Poeta.
Em Portugal não se dispensam o Delito de Opinião, o Jornal do Pau Para Toda a Obra, o Oeiras Local, o Crónicas do Rochedo, o Do miradouro, o 31 da Armada, o Arcebispo de Cantuária, o Bicho Carpinteiro, o Corta-fitas, o hoje há conquilhas, amanhã não sabemos, o manufacturas, o dono da loja, o Plomb du Cantal, Portistas de Bancada, portugal dos pequeninos, quando não souberes copia, Sem Pénis nem Inveja e Viagens Lacoste.
E ainda há o Glórias do Calhabé e o Pardalitos do Choupal da minha Coimbra.
E assim fui "conhecendo" o Pedro Correia e o João Carvalho, o João Severino, a Isabel Magalhães, o Carlos Barbosa
Oliveira, o João Soares, a Austeriana, o Francis, A Manufactura.
Contacto com eles regularmente, divertimo-nos com os mais variados temas, ouvimos boa música, vemos bons filmes, lemos bons livros, partilhamos umas anedotas e uns cartoons.
Mas também damos umas porradas, sem sermos caceteiros ou trauliteiros, na literatura de cordel, nos pasquins sensacionalistas, nos politiqueiros, nos "fazedores de opinião", seja lá essa porra o que for.
E já não imagino passar os meus dias sem estes meus amigos.
Creio que os Miguel Sousa Tavares deste Mundo ainda não tiveram esta experiência gratificante.
Se a tivessem tido, de certeza que não diziam aqueles disparates.
Em vez disso, criavam um blogue." em http://www.devaneiosaoriente.blogspot.com/

sexta-feira, 2 de abril de 2010

...ser culto é igual a ser feliz???....

Depois de ler este post dei comigo a  sorrir... lembrei-me do meu pai, que depois de oito anos dependente de oxigénio e de muita medicação, com grandes limitações na sua vida, no entanto... um dia antes de morrer pediu à minha mãe que lhe levasse ao hospital um medicamento natural, não me lembro o nome, acreditando que iria recuperar, lhe iria dar força... eu acho que o meu pai nunca leu um livro, nem do Manuel Alegre:) :) nem o código da estrada do Catatau (e chumbou no código duas vezes:) :) :)e também no primeiro da condução, insultou o engenheiro e abandonou a viatura!!!)... Mas conhecia os pássaros da região pelo seu canto aos quais replicava no mesmo canto, e alguns até lhe respondiam, queriam conversa... fado (como ele dizia - "querem fado!!!") :) :) :) Há por aí muito "culto" que nem um galo nunca ouviu cantar e se isso algum dia, por alguma sorte ou azar, lhes acontecer, vão desatar a fugir:) :) :) Nem quero acreditar no que lhes possa acontecer se atrás do canto lhes aparecer também o galo:) :) :) Ou se vão prostrar em vénias sucessivas acreditando terem escolhidos para a última manifestação do criador ou vão deixando os vestígios das suas entranhas espalhadas e espaçadas ao ritmo da corrida na fuga:) :) :)

domingo, 28 de março de 2010

...a puta da garganeira...

"Até agora só conheço um militante do BE que declarou apoio ao "monárquico" Fernando Nobre - tem a opinião dele. Não creio que isso tenha muito significado."francisco louçã aqui
Que falta de respeito pelo aderentes, apoiantes de Nobre, da sua seita... isto deve ser o despeito pelo Fernando Nobre ter dado com as "patas" ao bloco quando sondado para se candidatar por este partido:) :) :) Ou foi alegre a primeira opção???
E que significado acha que tem o seu apoio ao alegre? Candidato contra quem se candidatou quatro anos atrás?
a) poupa dinheiro na campanha.
b) ganha tempo de antena por que tanto suspira.
c) disfarça uma derrota e a ficção dos resultados nas legislativas.
d) CAVACO AGRADECE
O bloco e a igreja católica estão cada vez mais parecidos...

...latorturanoescultura.org...

sexta-feira, 26 de março de 2010

...eu disse... tu disseste...

... rascunhos para uma doutrina...

como entendemos o momento
suponho não haver necessidade de o provar.
soa-me que a conversa é clara
razoavelmente
acredita na razoabilidade do ancião

como entendemos as decisões invencíveis
voltemos à conversa sobre a cidade
soa-me que a conversa é clara
razoavelmente
acredita na razoabilidade da civilização


como entendemos a disciplina emocional
suponho que não podemos insistir nesse ponto
soa-me que a conversa é clara
razoavelmente
acredita na razoabilidade da situação


como entendemos a ciência social
suponho que temos de permitir a moral
soa-me que a conversa é clara
razoavelmente
acredita na razoabilidade do cidadão


como entendemos o impacto forjado
suponho ser suficiente invocar o nome
soa-me que a conversa é clara
razoavelmente
acredita na razoabilidade da condição


ana monteiro

...aldrabões & C.ª ...

"Hoje, a mentira faz parte de muito do discurso político oficial. Os que dizem que nos governam vão-nos impingindo soluções já gastas e sempre, mas sempre, com um único objectivo: castigar as classes sociais mais frágeis.
Os poderosos, os que fizeram tudo para que esta e outras crises nos atormentem, esses ficam a glorificar o aldrabão de feira.
Recordo-as, também, pela indiferença com que um País inteiro se deixou embalar.
Mentiras que circulam à velocidade da luz. Tudo o que foi dito e repetido em folhetos de campanha eleitoral, esquece-se e, pior, faz-se exactamente o contrário.
Não se aumentavam os impostos. Aumentam-se os impostos.
Aumenta-se a idade da reforma nos funcionários públicos.
Congelam-se os salários até ao ano, a perder de vista.
A receita para a crise é sempre a mesma. Podiam inovar, mas não sabem, não querem.
O Governo vai congelar as prestações não contributivas e reduzir a despesa com prestações sociais. Ou seja, nos anos em que a crise vai, ainda, ser mais grave para a maioria dos portugueses, mais e mais desemprego, mais e mais propinas, mais e mais aumento do endividamento (quem ainda o pode fazer), mais e mais falências, mais e mais aumento do preço dos medicamentos, das taxas hospitalares, mais e mais custo de vida, cortam-se nos míseros apoios sociais.
Quem suporta tamanha grandeza de sacrifícios?
Os mesmos de sempre.
Só um coio de aldrabões que manteve sempre que o deficit era de 2,8, até às eleições, agora, dá o dito por não dito e diz que já é só de 9%.
Tal facto obriga a ditadura financeira de Bruxelas a exigir um Plano de Estrangulamento dos Cidadãos (PEC).
Vão retirar as medidas excepcionais de apoio ao emprego e baixar o valor do subsídio de desemprego, porque, espanto dos espantos, segundo eles, deste modo, os desempregados podem “com maior rapidez regressar à vida activa”.
Argumentos falaciosos e hipócritas.
Regressar como e onde? Só se for para a emigração. Destino trágico de um povo a quem tudo lhe tiram. Até o direito a ter uma Pátria onde possam trabalhar.
Ou então, se já não se tiver idade para emigrar, regressar com outros ordenados, mais baixos dos que os que já tiveram antes de caírem na situação de desempregado.
E os benefícios fiscais, por exemplo os retirados por este governo em 2007, aos cidadãos portadores de deficiência?
Um Governo que prometeu compensar a perda de direitos desta população com políticas de inclusão alternativas. Desde então, das tais medidas anunciadas, nem sinal.
Mentiras e mais mentiras.
Apenas o tratamento fiscal em pé de quase igualdade entre quem não tem e quem tem que suportar sozinho os muitos custos decorrentes de ser portador de uma qualquer deficiência.
E, quanto à tributação das mais-valias, outra das medidas emblemáticas do programa, só será aplicada quando o quadro financeiro estiver estabilizado, dizem.
Ou seja, a mais-valia sobre a especulação bolsista, lá colocada para fingirem que a crise custa a todos, fica adiada para melhores dias.
Então a crise é mesmo só para alguns.
Bem de ver.
Imagina um qualquer governante, o desespero de quem fica sem trabalho e tem uma casa, filhos, compromissos, créditos para pagar?
Nunca passou por isso nem nunca soube o que é viver com ordenados mínimos para poder imaginar seja o que for.
Pensa em números e esquece-se do que representam pessoas.
Esquece-se ou está-se nas tintas que ainda é pior.
O mesmo Governo que, em representação do Estado, já perdoa a tributação das transacções com “off shores”, com as quais os ricos e poderosos do país se recriam na prática de crimes como a evasão fiscal ou o branqueamento de capitais, vai agora permitir, a troco de uma declaração daquilo que quiserem confessar que têm em paraísos fiscais e de uma taxa de cinco por cento sobre esse valor, que as empresas apanhadas na operação furacão não apenas limpem a sua ficha tributária, como ainda a sua ficha criminal.
Vergonhoso.
Dizem-nos ou querem-nos fazer acreditar que não há outra solução.
Há solução, sim senhor.
Bastava que houvesse vontade política de retirar todos os benefícios fiscais às empresas que apresentaram lucros superiores a 250 milhões de euros em 2009, para que fossem tributadas à taxa máxima, a receita cresceria 1500 milhões de euros.
Bastava limitar a consultadoria jurídica externa, a que o Governo vem recorrendo, sem qualquer justificação a não ser a de encher os bolsos dos escritórios de advogados «amigos» para, de imediato, reduzir a despesa em 189 milhões.
Bem mais do que a sangria prevista com a redução de benefícios fiscais às classes tratadas como “médias” pelo Plano, o tal PEC, que põem em pé de igualdade despesas com seguros de saúde privados, PPR’s ou o colégios de meninos com as despesas com habitação, saúde e educação daqueles que contam os tostões nos últimos dias de cada mês.
Mas, não se julgue que a mentira, o «dar o dito por não dito» é exclusivo do poder central.
Nada disso.
No quintal da paróquia, o executivo camarário da Guarda acertou com os trabalhadores do município, a 3 de Dezembro de 2009, que iriam passar de posição remuneratória através da opção Gestionária. Nada de excepcional pois, a Lei 12-A/2008 de 27 de Fevereiro prevê, precisamente, a possibilidade de as Autarquias Locais deliberarem sobre a mudança de posição remuneratória aos trabalhadores que obtenham classificação de Bom em cinco anos, de Excelente em dois e de Muito Bom em três anos.
Tudo isto foi devidamente acertado com os trabalhadores, repetimos.
Só que o presidente da Câmara Joaquim Valente, numa reunião de 17 de Fevereiro de 2010, vem dizer que já não iria respeitar o acordo feito.
Afinal, rasgam-se compromissos acertados em menos de dois meses? Mente-se e dá-se o dito por não dito? Quem pode acreditar nesta gente? Nesta e na outra, que são farinha do mesmo saco.
O exemplo do chefe projectado, na íntegra, no quintal, ou seja na Câmara da Guarda.
Os péssimos exemplos a serem fielmente seguidos.
Lembro, neste tempo de patranhas, as palavras de Almada Negreiros:«Portugal é um país decadente: porque a indiferença absorveu o patriotismo. O português como todos os decadentes, só conhece os sentimentos passivos: a resignação, o fatalismo, a indolência, o medo do perigo, o servilismo, a timidez e até a inversão. É preciso destruir este nosso atavismo alcoólico e sebastianismo, de beira-mar.O povo completo será aquele que tiver reunido no seu máximo todas as qualidades e todos os defeitos.Coragem, portugueses, só vos faltam as qualidades».
Por: Jorge Noutel * aqui

...the known universe...

quinta-feira, 25 de março de 2010

... a big fucking deal!...


"Joe Biden, vice-presidente dos EUA, disse ontem uma expressão muito popular ao abraçar Barack Obama em celebração da maior reforma dos últimos 40 anos para o sector da saúde.
“This is a big fucking deal!”, disse Biden, o que, numa tradução mais ou menos literal, será algo como “Este é um acordo do caraças!”. O “New York Post” chama de Bomba F a esta expressão e já há vários vídeos no YouTube onde é possível ouvir esse breve sussurro de Biden ao ouvido do presidente dos Estados Unidos.
Biden é frequentemente referido pela sua espontaneidade, algumas vezes desconcertante ou mesmo imprudente. As chamadas “gafes” do vice-presidente norte-americano são bem conhecidas."

Defensores de congresso extraordinário no Bloco de Esquerda já têm «cerca de duzentas assinaturas»

"O abaixo-assinado de um grupo de militantes do BE que defende uma convenção extraordinária para debater o apoio do partido a uma candidatura nas presidenciais já conta com cerca de duzentas assinaturas, disse à agência Lusa Isabel Faria.
A militante adiantou que a próxima Mesa Nacional do BE - órgão máximo entre convenções - realiza-se a 17 de Abril e que, nessa reunião, irá confrontar novamente a direcção do partido com o apoio a um outro candidato que não Manuel Alegre, alegando que «há uma grande percentagem de pessoas que quer discutir este tema».
Os subscritores do abaixo-assinado consideram que, apesar de o apoio a Manuel Alegre ter sido ratificado na última Mesa Nacional, «não houve suficiente discussão» do tema.
O candidato do BE à Câmara de Setúbal nas últimas autárquicas, Albérico Afonso, sustentou que «foi muito imprudente e até ilegítimo o apoio precoce e precipitado de alguns dirigentes da Comissão Política à candidatura de Manuel Alegre antes de a Mesa Nacional legitimar esta escolha».
Além disso, advogou o subscritor da petição, «a realidade política actual é mais complexa do que há um ano», quando ocorreu a convenção.
«Há um novo candidato, que apoiou o Bloco em eleições europeias [Fernando Nobre]. Por isso, vejo vantagens em rediscutir a estratégia presidencial», frisou Albérico Afonso.
De acordo com os estatutos do BE, para convocar uma convenção extraordinária são necessárias as assinaturas de 10 por cento dos militantes do partido, que no total andam «à volta de nove mil», referiu à Lusa João Pedro Freire, um outro militante que faz parte do movimento pró-convenção extraordinária.
Entre os defensores da convenção, que já criaram um blogue oficial - www.convencaoextraordinaria.blogspot.com -, estão os candidatos do BE à Câmara Municipal de Braga nas últimas autárquicas, João Delgado, ou à Câmara de Vila Franca de Xira, Carlos Patrão. "
Lusa / SOL

...sailors... in ten days...

quarta-feira, 24 de março de 2010

...as aventuras dos mão morta na casa encantada...

"Viagem à Casa Rolão, sede dos Mão Morta, numa altura em que reeditam os seus quatro primeiros álbuns e se aproxima a edição de um novo disco, "Pesadelo de Peluche".
Em plena Avenida Central, de Braga, repousa uma casa apalaçada em estilo barroco. É um dos pontos do roteiro cultural da cidade: no piso inferior, funciona a activa e recheada livraria Centésima Página. Uma porta no átrio de entrada barra o acesso à história desconhecida do edifício.
Batemos à velha porta de madeira. António Rafael, teclista e guitarrista dos Mão Morta, surge.
Estamos na Casa Rolão. Terá sido construída entre 1759 e 1765, para um industrial bracarense. Já foi a sede do Partido Social Democrata bracarense, nos anos 1970, mas no final dos anos 80 tornou-se a "sede" de uma entidade radicalmente diferente. Propriedade da família de António Rafael, a casa estava desabitada e foi o local ideal para uns Mão Morta em início de carreira assentarem arraiais. O dono original da casa - "um contestatário", assegura Rafael - teria gostado de assistir à evolução da banda...
Nas paredes há marcas de cartazes políticos arrancados à força, deixando para trás a cola peganhenta e eterna que os partidos tanto gostam de usar na propaganda, rabiscos a lápis, uma pintura tosca com a sigla "PSD" - fantasmas de um passado longínquo, dores de cabeça para António Rafael, que quer recuperar a casa e dar-lhe nova vida.
Mais de 20 anos depois de ter sido transformada pelos Mão Morta na sua sede, a Casa Rolão parece ter parado no tempo - isto excluindo a Centésima Página, propriedade da esposa de Rafael.
"Foi aqui que fizemos praticamente toda a nossa vida", diz Adolfo Luxúria Canibal, vocalista do grupo. "[Antes de virmos para aqui] Ensaiávamos em casa do Miguel [Pedro] todos apertadinhos", conta António Rafael.
Chamavam "galinheiro" ao espaço anterior. "Era frio no Inverno e um inferno no Verão. Por isso é que ganhámos uma fobia a ensaiar", brinca Miguel Pedro, baterista. As canções de "Mão Morta" (1988) e "Corações Felpudos" (1990) ainda foram cozinhadas no "galinheiro", mas a partir de "O.D. Rainha do Rock & Crawl" (1991) quase todos os discos foram ensaiados ou gravados na Casa Rolão, sempre em salas diferentes.
Entrar com a banda na casa, classificada como imóvel de interesse público pelo Instituto Português do Património Arquitectónico, é viajar pelo percurso do grupo, que está a comemorar o seu 25º aniversário. O primeiro presente, os quatro primeiros discos da banda reeditados numa única caixa, já está nas lojas e em Abril chegará o segundo, um novo álbum, "Pesadelo de Peluche".
Onde agora funciona a editora do grupo, a Cobra, há um caixote do lixo feito a partir do aquário que Adolfo transportava em palco no espectáculo "Maldoror", o último grande empreendimento dos Mão Morta. Numa sala há outros destroços do percurso já percorrido pela banda: amplificadores, aparelhagens, cassetes VHS, disquetes, livros, um velho órgão Elka, o primeiro em que tocaram.
Numa divisão do piso superior inventaram um estúdio improvisado para gravar "O.D. Rainha do Rock & Crawl". "Íamos gravar ao Mosteiro de Tibães, mas quando chegámos lá a sala que tínhamos escolhido não tinha chão", lembra António Rafael. Sem chão, não havia a acústica perfeita que procuravam. A solução revelou-se positiva. "Estivemos um mês à vontade", conta Adolfo. "O.D. Rainha do Rock & Crawl" foi o primeiro disco com José Pedro Moura, ex-baixista que "traz o heavy metal" para a banda ("Anarquista Duval" é a maior prova dessa influência).
Talvez por isso tenha sido só nessa altura que a banda teve problemas na Casa Rolão. "Ensaiávamos até tarde. Às três da manhã veio cá a polícia. Aqui ao lado havia uma residência e não percebemos que estávamos a exagerar", recorda - sim, os Mão Morta que, em 1989, presenciaram Adolfo a cortar-se com uma faca em palco, com o curioso objectivo de acalmar a multidão arruaceira, e que, em 1993, viram o Theatro Circo de Braga ficar semidestruído pelos fãs, eram bons vizinhos." ler mais

...un estudio asocia adicción a Internet y autolesiones en jóvenes...

"SÍDNEY (Reuters) - Los adolescentes que son adictos a Internet son más propensos a implicarse en comportamientos autolesivos, según un estudio chino-australiano.
Los investigadores encuestaron a 1.618 adolescentes de entre 13 y 18 años en la provincia china de Guangdong sobre comportamientos tales como golpearse a sí mismos, tirarse del cabello o practicaban sobre sí mismos aplastamientos o quemaduras, al mismo tiempo que se les sometió a una prueba para medir la adicción a Internet.
La adicción a Internet ha sido clasificada como un problema de salud mental desde mediados de los años 90 con síntomas similares a otras adicciones.
La prueba halló que alrededor del 10 por ciento de los estudiantes estudiados eran moderadamente adictos a Internet, aunque menos del uno por ciento eran adictos de gravedad.
Los estudiantes calificados como moderadamente adictos a Internet fueron 2,4 veces más proclives a autolesionarse de una a cinco veces en los últimos seis meses que los estudiantes sin nada de adicción, dijo el doctor Lawrence Lam de la Universidad de Notre Dame de Australia.
"En los últimos años, con una mayor accesibilidad a Internet en la mayoría de los países de Asia, la adición a Internet se ha convertido en un problema mental entre los adolescentes, dijeron los investigadores en su estudio publicado en la publicación Injury Prevention.
"Muchos estudios han informado de la asociación entre la adición a Internet, los síntomas psiquiátricos y la depresión entre los adolescentes".
Los investigadores dijeron que los resultados sugerían una "fuerte y significativa" asociación entre la adicción a Internet y las autolesiones en la adolescencia incluso teniendo en cuenta otras variables asociadas con el comportamiento, como depresión, insatisfacción familiar o acontecimientos vitales estresantes.
Dijeron que esto sugería que la adicción a Internet es un factor de riesgo independiente para los comportamientos autolesivos.
Los expertos interpretan la adicción a Internet, entre otras cosas, como sentimientos de depresión, nerviosismo, mal humor, cuando no se está conectado, y sólo desaparece cuando el adicto vuelve a conectarse.
Fantasear o estar preocupado por no estar conectado a Internet es otro de los síntomas de la adicción online.
"Todos estos comportamientos pueden tener una raíz común... factores que requieren un estudio mayor", dijeron." aqui

terça-feira, 23 de março de 2010

...recusa...

...desenhar o sol... António Lobo Antunes...

Falo pouco, fico calado, a sentir. Dizer o quê? Se pudesse abrir o peito às pessoas e mostrar o que está dentro. Quanto mais gosto das pessoas mais emudeço
Apetece-me desenhar o sol a sorrir. Apetece-me desenhar uma menina ao lado de uma árvore grande e a menina ser maior do que a árvore. Apetece-me desenhar uma casa com uma varanda e na varanda flores de caules compridíssimos, até ao alto do papel. Apetece-me desenhar um homem cheio de botões no casaco. Apetece-me desenhar seja o que for em vez de escrever esta crónica. Vou começar um livro em abril, no dia oito, e dá-me medo começar um livro, passar dois anos, a treze horas por dia, naquilo, a acordar com ele, a adormecer com ele. Apareceu-me o título logo, coisa nova para mim, andava eu a trabalhar no plano, que são quatro folhas de papel de agenda cheias de gatafunhos e setas, a maior parte dos quais ilegíveis. Aliás não é um plano, antes coisas dispersas que talvez se condensem. Mas depois o livro em si não terá nada que ver, ou pouco terá que ver, com os gatafunhos e as setas. Serve para ir habituando a mão, agora destreinada, a tropeçar no papel. O meu material são cores, imagens, sons, um ou outro nome, tralha ao acaso, farrapos. Faço-o de insignificâncias que crescem e se vertebram a pouco e pouco segundo leis misteriosas. Depois desfaço. Depois faço de novo. Depois limpo. Depois torno a limpar. Depois acabo e nunca mais o quero ver. Estes últimos tempos tenho lido. De tudo, por puro vício, e sinto-me desocupado, inútil. Os outros trabalham e eu para aqui, à boa vida. Que raio de expressão, boa vida. Tem sido boa, a minha vida? Pareço um estabelecimento de relojoeiro com centenas de mostradores em horas diferentes. De vez em quando badaladas, de vez em quando um cuco a abrir uma portinha de madeira, a surgir de repente, a dobrar-se em vénias, a soluçar, a fechar a portinha, a sumir-se. Amanhã, vinte de fevereiro, é um dia amargo. Relógios gordos, pomposos, de caixa de vidro, relógios feios como a palavra neurastenia. Um piano a um canto da memória, com um metrónomo no tampo. Apetecia-me ter aqui uma ampulheta e observar a areia a cair. Uma frase de Hesse vem-me à cabeça, sem motivo: "É estranho caminhar no nevoeiro: as árvores não se conhecem umas às outras." Vem-me à cabeça e fica, às voltas: as árvores não se conhecem umas às outras. Em casa da Zezinha dei com uma moldura tão feia que se tornava bonita. Três irmãs lá dentro, por ordem de idade, e eu pegado à do meio, com doze anos. A seguir cresceu, a seguir pariu de mim, a seguir meteram-na numa caixa. E as árvores, que não se conhecem umas às outras, não param de falar.
Nunca lhes disse mas sinto-me bem com as minhas filhas: são três também. Falo pouco, fico calado, a sentir. Dizer o quê? Se pudesse abrir o peito às pessoas e mostrar o que está dentro. Quanto mais gosto das pessoas mais emudeço. As centenas de ponteiros não descansam. Se carregar numa tecla do piano ouvir-se-á alguma coisa? Jantei do outro lado da rua e voltei para casa. Na televisão pegada ao tecto as notícias, fornecidas por um senhor que produz romances. Devia ser obrigatório produzir romances: não faz barulho, é barato e mantém os autores ocupados. Se compusessem era um chinfrim, se pintassem um pivete e tudo sujo à volta. Será que as árvores não se conhecem mesmo umas às outras? Com o frio que está devia haver mantas para aquecer os joelhos das casas.
Há bocadinho apetecia-me desenhar o sol a sorrir, agora não sei o que me apetece. Que silêncio. Gostava de ouvir barulho de saltos de mulher no chão, a sua maneira de vestirem de gestos o interior das salas. Não me caía mal um aceno agora, a sombra de uma voz. De manhã a sombra da voz está no lado esquerdo delas, à tarde no direito. O mistério dos seus cabelos que me faz ter saudades do mar. Dia oito de abril. O sorriso da senhora do dono do restaurante enche-lhe a cara toda: basta sorrir para ficar agosto. Quando vista de lado era um agosto, quando vista de frente era um abril: olha, ainda me recordo do poeta Manuel Bandeira. Não esqueço nada: é o meu pior defeito. Memórias, remorsos, gente, o homem que em Angola me respondeu, à beira da picada, ao perguntar-lhe se a fazenda Pecagranja era perto:
- É perto mas é longe
e eu de boca aberta com tanta sabedoria. Um camponês esfarrapado a falar assim. Trazia o borrego preso por uma corda atada não ao pescoço, aos testículos. Se nos atam pelos testículos obedecemos que é uma limpeza. Tudo é perto mas é longe, amigo, desculpa a minha estupidez. Carta de um outro a um primo que lhe pedia cem escudos: perdoa não mandar os cem escudos mas já fechei o envelope. O que aprendi em África, meu Deus. E lá vêm as mangueiras, enormes, a longa, densa fila de mangueiras ao crepúsculo. Quero desenhar o sol a sorrir. Quero desenhar cerejas azuis como a Zezinha em pequena, numa folha de papel que emoldurei. Quero desenhar-me a mim, de chapéu de coco, polainas e bigode retorcido. Quero que não haja noite. Ou não haja manhã e me arranquem ao sono como quem puxa um adesivo horrível de uma zona com pêlos. Quero que me toquem, nem que seja com um dedo no ombro. Quero voltar da mata para sempre e ficar aqui sentado a olhar para vocês, de órbitas redondas como pires, como aquele negro velho, acocorado numa pedra ao centro da aldeia desfeita, indiferente às cabras mortas e à cinza, a chupar, de tempos a tempos, um pobre cigarro apagado." Visão

...pietá...

...o centro do mundo...


Baseado numa história de  de Wayne Wang, Miranda July, Paul Auster e Siri Hustvedt
"Um casal, Richard e Florence (Peter Sarsgaard e Molly Parker), chega a um luxuoso hotel em Las Vegas e logo de cara o carregador de malas explica que não é necessário viajar muito para conhecer o mundo, pois em Las Vegas existem a “Torre Eiffel” e “Veneza”, entre outras cópias de lugares famosos e seus monumentos. Esta é a primeira das três explicações sobre o que seria “O Centro do Mundo”, as outras duas serão as opiniões de Peter e de Florence e mostrará como eles tem visões diferentes do mundo.
Após a explicação do carregador percebemos que aquele não é um casal comum e em flashbacks descobriremos que Richard é um jovem que ficou milionário com a Internet e Florence é bateirista de uma banda que quer fazer sucesso e enquanto isso não acontece ela trabalha como stripper. O passeio do casal é na verdade um contrato entre os dois, onde ficou acertado que não haveria sentimentos e sim limitações quanto ao sexo, mas como todo ser humano é complicado, as coisas não correrão como o esperado.
Este diferente drama dirigido pelo chinês Wang, tenta com estilo mas sem grande profundidade, mostrar como a solidão é algo comum nos dias atuais e aflige pessoas de todos os níveis, além de deixar claro que o dinheiro pode comprar companhia, mas não amor e sentimento."

sábado, 20 de março de 2010

...xi li ge...


Um site publicou uma fotografia dele e rapidamente se tornou numa das pessoas mais faladas no ciberespaço chinês. Dizem ser o homem mais “cool” da China. Não é actor, não é músico, não é apresentador de televisão. É um sem-abrigo.
O seu nome é Xi Li Ge, mas há quem lhe chame “Príncipe Pedinte”, “Vagabundo Bonitão”, mas sobretudo “Mano Chique”. E quando se lêem os comentários ligados a esta verdadeira aparição, lê-se com frequência que ele é “o oprimido mais giro do século”. aqui

...a man is in love...

sexta-feira, 19 de março de 2010

...andam a fazer morcelas com o sangue alheio...

Vem um aderente do partido be da Covilhã, babar-se e vangloriar-se na comunicação social de terem, em sede da última Assembleia Municipal, arrebatado a sua «primeira grande vitória», orelhas e rabo, pela aprovação, por unanimidade, de uma recomendação apresentada sobre a Ponte do Corges, no sentido de que a câmara  proceda a todas as diligências necessárias no sentido da preservação da Ponte do Corges e da sua classificação como imóvel de interesse municipal.
A bem da verdade, da decência e da seriedade, este partido deveria ter apresentado a respectiva proposta de recomendação como iniciativa de uma cidadã, e nem precisava de ser citado o nome. É deplorável e miserável, em termos éticos, que este partido se venha babar e vangloriar das iniciativas de outros para branquear a  incompetência e o que não sabe fazer, numa atitude de puro oportunismo político.
Para que a memória refresque, partiu do blogue Carpinteira, em várias das suas postagens, a denúncia e  a indignação face à demolição da Ponte do Corge, não seria descabido ter-lhe feito referência, mesmo em sede de Assembleia Municipal. Para que a memória refresque, partiu de uma cidadã, não aderente deste partido, a iniciativa de solicitar ao deputado da Assembleia da República, Pedro Soares, uma intervenção junto do ministro tutelar, partiu de uma cidadã, desertora deste partido, a iniciativa de solicitar  a apresentação da respectiva recomendação, tendo anexado o grosso do corpo do texto levado a votação. Para que a memória nunca deixe de refrescar, o bloco de esquerda da Covilhã, vergonhosamente, nada fez durante todo este processo a não ser tingir a sua elegia, sem qualquer vergonha, com todo um trabalho de outros.
Para que a memória nunca deixe de refrescar, na dita Assembleia, esta foi a única proposta e a única intervenção da actual deputada municipal deste partido, portanto, deduz-se ser a blogosfera que marca a agenda do bloco de esquerda da Covilhã, que trabalho próprio... nada... aliás o novo "fôlego" que agora apregoam é a postura amorfa e de corpo presente, postura que vem marcando a sua intervenção em todas as Assembleias, votando à desgarrada ... e que em tudo contribui para o vingar da maioria de carlos pinto, aliás melhor figura fariam na bancada da maioria amenista... postura essa a que já não estavamos habituados neste partido, em anterior legislatura.
Ana Monteiro