sábado, 28 de maio de 2011
....comunista miguel viegas critica BE por ter votado empréstimo à grécia...
"Num período de aparentes tréguas entre Bloco de Esquerda e PCP, o Avante publica um artigo de opinião assinado por Miguel Viegas, cabeça de lista da CDU por Aveiro, lembrando o voto favorável do BE ao empréstimo à Grécia. Miguel Viegas critica também a posição do Bloco no processo de nacionalização do BPN.
Miguel Viegas (*)
«É importante que haja uma ajuda à Grécia e que ajude realmente a economia grega e que não contribua para a estrangular», defendia o dirigente bloquista Francisco Louçã aquando da discussão do empréstimo à Grécia, faz agora um ano, nas páginas do Sol. Relembre-se que nesta altura os ministros das Finanças da Zona Euro concordaram em accionar o mecanismo de apoio à Grécia num montante global de 110 mil milhões de euros, sendo os países da Zona Euro responsáveis por 80 mil milhões desse montante e o FMI pelos restantes 30 mil milhões. Com esta operação, Portugal endividou-se em 2064 milhões de euros.
Na discussão da concessão desta «ajuda» na Assembleia da República, PS, PSD, CDS e BE votaram favoravelmente, viabilizando esta agressão ao povo grego em benefício da banca alemã e francesa, como de resto se veio a verificar. «Votaremos a favor desta proposta por uma única razão e mais nenhuma: recusar este empréstimo seria, nas actuais circunstâncias, impor a bancarrota à Grécia, e esta seria a pior opção», declamava então a deputada bloquista Cecília Honório. Para ajudar à festa, José Soeiro justificava a postura do grupo parlamentar do BE dizendo que o empréstimo foi aprovado com o objectivo de «evitar a bancarrota num país massacrado pelas políticas liberais e vítima de um ataque especulativo dos mercados financeiros e das agências de rating».
Vale a pena também contrapor as sábias palavras do deputado do PCP Bernardino Soares neste mesmo debate, em Maio de 2010: «PCP está solidário com o povo grego e recusa este empréstimo à Grécia. As condições que estão subjacentes aos empréstimos à Grécia significam congelamento de salários e pensões, corte de subsídio de férias e Natal, redução brutal do investimento público, encerramento de serviços públicos e privatizações. A União Europeia deve ajudar a Grécia. Mas o que está aqui em causa não é uma ajuda, é uma condenação ao atraso, à dependência, à crise social.» Se somarmos a este empréstimo ruinoso para «salvar» a Grécia da bancarrota os 1,8 mil milhões que resultaram da nacionalização dos prejuízos do BPN aprovados por PS e BE inviabilizando a proposta do PCP em nacionalizar a totalidade da Sociedade Lusa de Negócios, detentora de 100% do capital do BPN e principal responsável por todo o desfalque, são já quase 4 mil milhões de euros «deitados ao mar», com o selo de garantia da chamada Esquerda de Confiança.
A mesma esquerda que está contra a intervenção da troika FMI/BCE/UE em Portugal mas que apoiou esta mesma intervenção na Grécia há precisamente um ano. Com esta Esquerda de Confiança pode de facto o grande capital dormir descansado, confiando que dali não virá nenhum mal para os seus negócios."
extraído de http://www.vermelhos.net/
segunda-feira, 23 de maio de 2011
...esta esquerda interioricída...
Os capelões-mor, dos dois partidos da reivindicada esquerda portuguesa, que, no jogo do faz-de-conta, tanto abrem aquelas bocarras para defender o interior, numa atitude hipocritamente correcta, na sua transumância sazonal ( o tempo das eleições) não pisam a terra que não dá trigo - o interior não lhes dá votos, não lhes dá tachos, não lhes dá deputados e não lhes dá assessores...
Os capelões-mor, dos dois partidos da auto-reivindicada esquerda portuguesa, que, no jogo do faz-de-conta, tanto abrem aquelas bocarras para defender o interior, desfilam na passadeira do arco-íris em direcção a quem lhes pinte o pote... pois, a olaria é sempre outra:)
Estes xamãs do plistocénico, desejosos de ocupar um qualquer trono vacante, de visão e torção dicotómica, ornamentam e rematam os seus faustos dicursos com o trágico destino dos que para quem eles querem sempre trágico, pois é a nossa tragédia, verdadeira ou mistificada, que os mantém vivos no verbo . Bem me segredou, um dia, o, agora, deputado pedro soares, "o Bloco não quer saber do interior, convém apenas que se criem por lá uma dinamicazitas" e pouco ruído - acrescento eu. O mesmo deputado que desvalorizou a petição Petição Contra o Encerramento do Aeródromo Municipal da Covilhã, vejam lá com que argumento: "E tu achas bem colocar em causa 500 postos de trabalho por causa de uma elite de 1/2 dúzia de gajos que querem ter um avião à porta de casa?"
Como podemos ver no mapa, a trajectória do interior não lhes é gulosa nem ávida. Confesso, porém, que a mim me fazem cá tanta falta como a fome... longe-e-largo!!! adaptando palavras de um cartaz que vi na manifestação de madrid: "o sonhos do interior não querem caber nas urnas destes filhos-da-puta"... "as necessidades dos interior não cabem nas propostas, que estas nulidades mentais não têm".
Como podemos ver no mapa, a trajectória do interior não lhes é gulosa nem ávida. Confesso, porém, que a mim me fazem cá tanta falta como a fome... longe-e-largo!!! adaptando palavras de um cartaz que vi na manifestação de madrid: "o sonhos do interior não querem caber nas urnas destes filhos-da-puta"... "as necessidades dos interior não cabem nas propostas, que estas nulidades mentais não têm".
Dizem eles, na surdina, que só se deslocam, aos lugares onde a história não se produz, com a garantia de cinquenta pares de ouvidos para os escutar e cinquenta pares de joelhos para ajoelhar...o interior nisto é sadio, não responde a estes falsos rebates de onomatopaicos zunidos jacobinos...
Arre-porra!!! Este povo ainda há-de ser soberano!!!
Quem sabe, desta vez, este povo não confunda os protagonista de "querelas de quintal com os verdadeiros revolucionários"...
Dia 5 não voto!!! Não vou legitimar um sistema que se orgulha de desprezar e excluír quem não está disposto a alinhar e a se bordelizar!!!
"alguém que se contenta com pouco, também não vale muito..." é que a "vida pode e deve mudar"!!!
ana monteiro
domingo, 22 de maio de 2011
sábado, 21 de maio de 2011
quinta-feira, 19 de maio de 2011
quarta-feira, 18 de maio de 2011
...feira medieval escola secundária frei heitor pinto...
No próximo dia 20 de Maio, decorrerá na Escola Secundária Frei Heitor Pinto, uma Feira Medieval. Esta actividade é dinamizada por um grupo de alunos do 12º D, no âmbito da disciplina de Área de Projecto.
Ao longo de todo o dia, nos átrios da Escola, haverá, entre outras actividades, a actuação de elementos do grupo de teatro, orquestras, jogos tradicionais. Poderá ainda apreciar as barracas de venda, comprar diversos artigos e degustar especialidades gastronómicas da época medieval.
Aguardamos a sua visita
sábado, 14 de maio de 2011
...de cu no mocho...
...os nossos dias estão a ser marcados por um clima de efervescência, quase comparável a um qualquer pós guerra, num qualquer canto do mundo... por um lado bloquistas da casa grande*, apêndices na dialéctica governativa, esperneiam com a "piação"* dos nossos jornalistas, a quem acusam de se roçarem demasiado à direita, o que os impede de impôr a sua revolução, bloqueando as suas esperanças revolucionárias, sublimando, assim, conscientemente ou não " a oposição trágica da sua subjectividade para o resto do mundo"... por outro lado o presidente do benfica cada vez que se lhe assoma o badelo* esperneia e investe contra os remexidos * dos àrbitros, qual dom quixote, em versão mourisca grotesca... e por falar em dom quixote... o presidente da nossa câmara, a da covilhã, investiu contra os desalmados piadores* da revista visão... não lembra ao rabudo dar notícia do campino passado do nosso galhardo fidalgo do pelourinho ...destratando-o quase ao nível famoso do "moço das mulas" das histórias de cervantes...
...que se açoitem esses piadores* verdugos, não se trata assim um puro sangue da alta escola equestre escalabitana... e... presidente não se apoquente que se eles "ladram é sinal que cavalgamos"...
...chiça é que nos tempos que correm um gaijo começa a ter dificuldade em franquear o orifício que lhe permita libertar um feijão-frade que resista à tritura do aparelho digestivo...
ana monteiro
* vocábulos de minderico
* vocábulos de minderico
...situacionismo...
"Toda pessoa razoavelmente consciente de nosso tempo já se deu conta do fato óbvio de que a arte não pode mais ser considerada como uma atividade superior, ou mesmo como uma atividade compensatória para a qual alguém pode honradamente se devotar. A razão para tal deterioração é com certeza a emergência de forças produtivas que necessitam de outras relações de produção e de uma nova prática de vida. Na fase de guerra civil na qual estamos envolvidos, e em estreita conexão com a orientação que estamos descobrindo para certas atividades superiores que virão, nós acreditamos que todos os meios de expressão vão convergir num movimento geral de propaganda e precisam englobar todos os aspectos perpetuamente interativos da realidade social.
Existem várias opiniões conflitantes sobre as formas e mesmo sobre a própria natureza da propaganda educativa, opiniões que geralmente refletem uma ou outra variedade de política reformista atualmente em voga. É suficiente dizer que, do nosso ponto de vista, as premissas para a revolução, tanto no plano cultural quanto no estritamente político, não só estão maduras, mas já começaram a apodrecer. Não estão apenas retornando a um passado que é reacionário; mesmo os objetivos culturais «modernos» são em última análise reacionários, já que dependem de formulações ideológicas de uma sociedade arcaica que prolongou sua agonia de morte até o presente. A única tática historicamente justificada é a inovação extremista.
A herança literária e artística da humanidade deve ser usada para objetivos propagandísticos de guerrilha. É, evidentemente, necessário ir além do mero escândalo. Já que a oposição à noção burguesa de arte e gênio artístico se tornou há muito um sapato velho, o bigode que Duchamp pintou na Mona Lisa não é mais interessante do que a própria Mona Lisa sem bigode. Nós precisamos empurrar este processo ao ponto de negar a negação. Bertold Brecht, revelando numa entrevista recente no France-Observateur que ele faz cortes nos clássicos do teatro de forma a fazer as performances mais educativas, está muito mais perto da orientação revolucionária que estamos propondo do que Duchamp. Entretanto, devemos notar que, no caso de Brecht, estas saudáveis alterações estão mediocremente limitadas por seu desafortunado respeito à cultura, da forma como é definida pela classe dominante - esse mesmo respeito, ensinado tanto nos jornais dos partidos operários quanto nas escolas primárias da burguesia, e que leva até os distritos operários mais roxos de Paris a sempre preferir o El Cid [um filme de Hollywood] à Mãe Coragem [uma peça de Brecht].
Na verdade é necessário eliminar todos os vestígios da noção de propriedade pessoal nesta área. A aparição de novas necessidades torna as obras «inspiradas» anteriores obsoletas. Elas se tornam obstáculos, vícios perigosos. Não se trata de discutir se nós gostamos ou não delas. Nós precisamos superá-las.
Quaisquer elementos, não importa de onde forem tirados, podem ser usados para fazer novas combinações. As descobertas da poesia moderna a respeito da estrutura analógica das imagens demonstra que quando dois objetos são unidos, não importa quão distantes os seus contextos originais, uma relação é sempre formada. Se restringir a um arranjo pessoal de palavras é mera convenção. A interferência mútua de dois mundos sensíveis, ou a união de duas expressões independentes, supera os elementos originais e produz uma organização sintética de grande eficácia. Qualquer coisa pode ser usada.
Está implícito que não há limite para corrigir uma obra ou para integrar diversos fragmentos de trabalhos obsoletos em um novo; pode-se alterar o significado desses fragmentos de qualquer forma apropriada, deixando aos imbecis a sua escravidão às referências e às «citações».
Tais métodos parodísticos foram frequentemente usados para obter efeitos cômicos. Mas tal humor é o resultado de contradições dentro de uma condição cuja existência não é posta em questão. Já que o mundo da literatura nos parece quase tão distante quanto a idade da pedra, tais contradições não nos fazem rir. Torna-se necessário conceber então um estágio paródico-sério no qual a acumulação de elementos desviados, longe de procurar despertar indignação ou riso ao aludir a um trabalho original, expressará nossa indiferença em relação a um original insignificante e esquecido, e que procura proporcionar uma espécie de sublimação.
Lautréamont avançou tanto nessa direção que ele é ainda parcialmente mal entendido mesmo pelos seus mais ostentosos admiradores. A despeito de ser óbvio que ele aplicou esse método à linguagem teórica em Poésies - onde Lautréamont (baseando-se particularmente nas máximas de Pascal e Vauvenargues) esforça-se para reduzir o argumento, através de sucessivas concentrações, a simples máximas - um certo Viroux causou bastante sensação três ou quatro anos atrás ao demonstrar conclusivamente que Maldoror é um vasto desvio de Buffon e de outras obras de história natural, além de outras coisas. O fato de que os prosaístas do Figaro, como o próprio Viroux, foram capazes de vê-lo como uma justificativa para denegrir Lautréamont, e de que outros acreditaram que deveriam defendê-lo exaltando sua insolência, apenas testemunha a senilidade destes dois bandos de caquéticos em combate cortês. Um slogan como «O plágio é necessário, o progresso o pressupõe» é ainda pouco compreendido, e pelas mesmas razões, como na frase famosa sobre a poesia que «deve ser obra de todos».
Fora o trabalho de Lautréamont - cujo aparecimento tão à frente de seu tempo o preservou em larga medida de uma crítica precisa - as tendências rumo ao desvio observadas na expressão contemporânea são na maior parte inconscientes ou acidentais. É na indústria do marketing, mais do que na produção estética decadente, que podemos encontrar os melhores exemplos.
Podemos começar definindo duas categorias principais de elementos desviados, sem considerar se, ao serem unidos, os originais passam por algum tipo de correção. Estes são os desvios menores e os desvios enganadores.
Desvios menores são os desvios de um elemento que não tem importância própria, e que portanto toma todo seu significado do novo contexto onde foi colocado. Por exemplo, um resumo informativo, uma frase neutra, uma foto lugar-comum.
Desvios enganadores, também chamados desvios com proposta premonitória, são por outro lado o desvio de um elemento intrínsecamente significativo, o qual toma um dimensão diferente a partir do novo contexto. Um slogan de Saint-Just, por exemplo, ou uma sequência cinematográfica de Eisenstein.
Obras extensivamente desviadas serão portanto geralmente compostas de uma ou mais séries de desvios enganadores e menores.
Várias normas de utilização do desvio podem agora ser fomuladas.
O elemento que contribui mais decisivamente para a impressão geral é o elemento mais distante, e não os elementos que determinam diretamente a natureza da impressão. Por exemplo, num metagrafo [poema-colagem] relacionado à guerra civil espanhola, a frase com o sentido revolucionário mais claro é um fragmento de um comercial de batom: «Lábios bonitos são vermelhos». Em outro metagrafo, («A Morte de J.H.») 125 anúncios classificados de bares à venda expressam um suicídio mais dramaticamente do que as reportagens de jornal que o noticiaram.
As distorções introduzidas nos elementos desviados devem ser as mais simples possíveis, já que o impacto de um desvio é diretamente proporcional à memória consciente ou semiconsciente dos contextos originais dos elementos. Isto é bem sabido. Permita-nos apenas notar que se esta dependência da memória implica que deve-se determinar o público-alvo antes de planejar-se um desvio, isto é apenas um caso particular de uma norma geral que governa não só o desvio como também outras formas de ação neste mundo. A idéia da expressão pura e absoluta está morta; ela sobrevive temporariamente em forma de paródia apenas enquanto o nosso inimigo sobreviver.
O desvio se torna menos efetivo à medida que se aproxima de uma resposta racional. Este é o caso de um grande número de máximas alteradas de Lautréamont. Quanto mais o caráter racional da resposta é aparente, mais difícil fica distinguí-lo de uma réplica ordinária, que também usa as próprias palavras do oponente para atacá-lo. Foi por esta razão que objetamos o projeto de alguns de nossos camaradas que propuseram o desvio de um cartaz anti-soviético da organização fascista «Paz e liberdade» - a qual proclamou, entre imagens de bandeiras das potências ocidentais, «A união faz a força» - adicionando a isto uma folha menor com a frase «e a coalizão faz a guerra».
O desvio pela simples inversão é sempre o mais direto e o menos efetivo. Portanto, a missa negra reage contra a construção de um ambiente baseado numa metafísica dada, construindo um ambiente dentro da mesma lógica, que simplesmente inverte - e portanto simultaneamente conserva - os valores dessa metafísica. Entretanto, tais inversões podem reter um certo aspecto progressista. Por exemplo, Clemenceau [chamado «O Tigre»] pode ser referido como «O Tigre chamado Clemenceau».
Das quatro normas propostas, a primeira é essencial e universalmente aplicável. As outras três são praticamente aplicáveis apenas a elementos desviados enganosamente.
As primeiras consequências visíveis do uso amplo do desvio, além do seu poder intrínseco de propaganda, será o ressurgimento de uma multidão de livros ruins, e portanto a extensa (e não almejada) participação de seus autores desconhecidos; uma transformação crescente de frases ou obras de arte que por acaso estejam na moda; e sobretudo uma facilidade de produção que ultrapassará de longe em quantidade, variedade e qualidade a escrita automática que nos entediou por tanto tempo.
O desvio não leva apenas à descoberta de aspectos novos do talento; somando-se a isso, e se chocando contra todas as convenções sociais e legais, não poderá falhar em se tornar uma arma cultural a serviço da verdadeira luta de classes. Os seus produtos baratos são a artilharia pesada que derruba todas as Muralhas da China do conhecimento. É um verdadeiro meio de educação artística do proletariado, o primeiro passo em direção a um comunismo literário.
Idéias e criações no reino do desvio podem ser multiplicadas à vontade. Por hora nos limitaremos a mostrar algumas poucas possibilidades concretas em vários setores atuais de comunicação - ficando claro que esses setores separados só têm significado em relação às tecnologias atuais, e tendem a se fundir em sínteses superiores com o avanço dessas tecnologias.
À excessão dos vários usos diretos de frases desviadas em cartazes, discos e programas de rádio, as duas principais aplicações da prosa desviada são os escritos metagráficos e, em menor grau, a perversão astuta do formato clássico dos quadrinhos.
Não há muito futuro no desvio de quadrinhos completos, mas durante a fase de transição talvez haja um certo número de realizações deste tipo.Tais desvios têm a vantagem de ser acompanhados de ilustrações cujas relações com o texto não são imediatamente óbvias. A despeito de inegáveis dificuldades, nós acreditamos que seja possível produzir um desvio psicogeográfico instrutivo da Consuelo de George Sand, que assim desfigurado poderia ser relançado no mercado literário disfarçado sob um título inócuo como «A Vida no Subúrbio», ou mesmo com um título também desviado, como «A Patrulha Perdida». (Seria uma boa idéia reutilizar dessa maneira vários títulos de velhos filmes deteriorados dos quais nada resta, ou de filmes que continuam a assassinar as mentes dos jovens nos cinemas).
A escrita metagráfica, não importa quão obsoleto seja o seu suporte plástico, apresenta oportunidades muito mais ricas para o desvio da prosa, bem como de outros objetos ou imagens. Pode-se ter uma uma idéia disto através do projeto, concebido em 1951 mas eventualmente abandonado por falta de recursos financeiros suficientes, que propunha uma máquina de fliperama, disposta de tal forma que o jogo de luzes e as trajetórias mais ou menos esperadas das bolas formariam uma composição metagráfica-espacial intitulada Sensações Térmicas e Desejos de Pessoas Passando Pelos Portões do Museu Cluny Por Volta de Uma Hora Após o Pôr-do-sol em Novembro. Desde então nós nos demos conta de que uma proposta analítica-situacionista não pode avançar cientificamente através de semelhantes empreitadas. No entanto, os meios permanecem adequados para objetivos menos ambiciosos.
É obviamente no reino do cinema que o desvio pode alcançar a sua maior eficácia e, para os que se preocupam com este aspecto, a sua maior beleza.
Os poderes do filme são tão amplos, e a ausência de coordenação de tais poderes é tão evidente, que virtualmente qualquer filme que está acima da miserável média pode fornecer material para polêmicas infindáveis entre expectadores ou críticos profissionais. Apenas o conformismo dessas pessoas as impede de descobrir encantos igualmente sedutores e defeitos igualmente óbvios mesmo nos piores filmes. Para dissecar essa absurda confusão de valores, podemos observar que Birth of a Nation [O Nascimento de uma Nação, um filme épico mudo sobre a história dos Estados Unidos] de Griffith é um dos filmes mais importantes da história do cinema, graças às inovações que introduziu. Por outro lado, é um filme racista e portanto não merece ser exibido em sua presente forma. Mas sua proibição total poderia ser tida como equívoco do ponto de vista secundário, mas potencialmente mais importante, do cinema. Seria melhor desviá-lo por completo, sem necessariamente alterar mesmo a montagem, adicionando uma trilha sonora que fizesse uma poderosa denúncia dos horrores da guerra imperialista e das atividades do Ku Klux Klan, que continuam até o presente dia.
Tal desvio - de fato bastante moderado - é em última análise nada mais do que o equivalente moral da restauração das pinturas antigas nos museus. Mas a maioria dos filmes só merecem ser cortados para compor outros trabalhos. Esta reconversão de sequências preexistentes será obviamente acompanhada de outros elementos, musicais ou pictóricos, bem como históricos. Enquanto a história continua sendo reescrita pelo cinema, até o presente momento, à maneira das recriações burlescas de Sacha Guitry, poderíamos ter Robespierre dizendo logo antes de sua execução: «A despeito de tantos julgamentos, minha experiência e a grandeza de minha tarefa me convencem de que tudo está bem.» Neste caso a reutilização apropriada de uma tragédia grega nos permite exaltar Robespierre, e por outro lado podemos imaginar uma sequência de estilo neo-realista, no caixa de um bar de estrada, com um caminhoneiro dizendo sériamente a outro: «A ética era préviamente confinada nos livros dos filósofos; nós a introduzimos na governança das nações.» Pode-se ver que esta justaposição ilumina a idéia de Maximilien, a idéia da ditadura do proletariado.
A luz do desvio se propaga em linha reta. À medida que a nova arquitetura parece ter começado com um estágio barroco experimental, o complexo arquitetônico - o qual é concebido como a costrução de um ambiente dinâmico relacionado a estilos de comportamento - provavelmente desviarão formas arquiteturais existentes, e de qualquer maneira farão uso plástico e emocional de todos os tipos de objetos desviados: a organização cuidadosa de coisas tais como guindastes ou andaimes que substituem uma tradição escultural falecida. Isto é chocante apenas para os admiradores mais fanáticos dos jardins de estilo francês. Conta-se que na sua velhice D'Annunzio, esse porco pró-fascista, tinha a proa de um navio torpedeiro em seu jardim. Deixando de lado os seus motivos patrióticos, a idéia de tal monumento não deixa de ter seu charme.
Se o desvio fosse extendido às realizações urbanísticas, poucos ficariam insensíveis à reconstrução exata de toda uma vizinhança de uma cidade em outra. A vida é sempre um labirinto: desviá-la dessa maneira a tornaria verdadeiramente bela.
Os próprios títulos, como já vimos, são elementos básicos do desvio. Isto advém de duas observações gerais: que todos os títulos são intercambiáveis e que eles têm uma importância decisiva em vários gêneros. Todas as histórias de detetive da série «Noir» são extremamente semelhantes, e mudar contínuamente os títulos é suficiente para manter a audiência. Na música o título sempre exerce uma grande influência, mas sua escolha é arbitrária. Portanto não seria uma má idéia fazer uma correção final ao título da «Sinfonia Eroica» mudando-a, por exemplo, para «Sinfonia Lênin».
O título contribui fortemente para o desvio de um trabalho, mas existe uma inevitável ação contrária do trabalho no título. Portanto podemos fazer vasto uso de títulos específicos tirados de publicações científicas («Biologia Costeira de Mares Temperados») ou militares («Pequenas Unidades de Infantaria em Combate Noturno»), ou mesmo de muitas frases achadas em livros infantis ilustrados («Paisagens Maravilhosas Acenam aos Viajantes»).
Finalmente, faremos breve menção a alguns aspectos do que chamamos de ultradesvio, ou seja, as tendências para a o funcionamento do desvio na vida social quotidiana. Gestos e palavras podem tomar outros sentidos, como de fato ocorreu durante toda a história, por várias razões práticas. As sociedades secretas da China antiga faziam uso de sinais de reconhecimento muito sutis, associados às boas maneiras (a forma de dispôr xícaras; de beber; citações poéticas em pontos pré-combinados). A necessidade de uma linguagem secreta, de senhas, é inseparável de uma tendência à brincadeira. No final das contas, qualquer sinal ou palavra é passível de ser convertido em outra coisa, e até no seu oposto. Os insurgentes realistas de Vendée, pelo fato de usarem a imagem nojenta do Sagrado Coração de Jesus, eram chamados de Exército Vermelho. No estreito domínio do vocabulário da guerra política esta expressão foi completamente desviada em menos de um século.
Linguagem à parte, é possível usar os mesmos métodos para desviar roupas, com todas suas fortes conotações emocionais. Aqui podemos encontrar novamente a noção de disfarce intimamente ligada à brincadeira. Finalmente, quando chegarmos ao momento de construir situações -- o objetivo último de toda nossa atividade -- todos serão livres para desviar situações inteiras através de mudanças deliberadas desta ou daquela condição determinante.
Os métodos aqui brevemente descritos não são apresentados como de autoria nossa, mas como uma prática bastante difundida a qual procuramos sistematizar.
Em si, a teoria do desvio pouco nos interessa. Mas parece-nos que ela está ligada a quase todos os aspectos construtivos do período de transição pré-situacionista. Portanto, julgamos que seu enriquecimento através da prática seja necessário.
Nós deixaremos o desenvolvimento dessas teses para mais tarde.
Guy Débord e Gil J. Wolman, 1956
domingo, 1 de maio de 2011
...mãe...
MÃE
SÃO TANTAS AS VEZES
QUE AS COISAS FICAM INCOMPLETAS SEM TI
PORQUE EU TE PENSO AGORA?
SE QUANDO EU ESTOU PRESENTE
ESTÁS TAMBÉM TU.
CÚMPLICE DE TODOS OS SÁBIOS
ÉS TAMBÉM, MÃE.
DESENFREADA A ALEGRIA,
ASSIM ME ENSINASTE…
TROUXE – A DE DENTRO DE TI.
O RESTO, QUISESTE QUE FICASSE CONTIGO!
RECEPTORA BENÉVOLA DE TODAS AS PROFECIAS…
HOJE EU TIVE DE SER…
QUERO! ÀS VEZES QUERIA NÃO QUERER,
A NOITE QUE SE ENROLA PARA CONSEGUIR ADORMECER
A MAIS PERIGOSA DAS SEDUÇÕES
RECEPTORA BENÉVOLA DE TODOS OS CREDOS…
HOJE EU TIVE DE SER…
BALÚCIOS EM TODAS AS LENDAS!
HÁ COISAS QUE SÓ FAZEM SENTIDO SAINDO DE TI
AS MAIS PERIGOSAS DAS UNIVERSAIS ILUSÕES
RECEPTORA BENÉVOLA DE TODAS AS INOMINADAS CLAREIRAS….
HOJE EU TIVE DE SER…
QUERO! ÀS VEZES QUERIA NÃO QUERER
ACELERAR O PASSO…
ACELERAR CADA VEZ MAIS O PASSO…
NÃO ESTÁ EM MINHAS MÃOS
A FORÇA QUE PODERÁ FECHAR AS TUAS…
AS LUZES ESTÃO DO OUTRO LADO…
LUZES DE FIXAÇÃO LENTA,
RECEPTORA BENÉVOLA DAS LUTAS SEM PAIXÕES…
HOJE EU TIVE DE SER…
RECEPTORA BENÉVOLA DE TODAS AS FORÇAS DE REVELAÇÃO…
HOJE EU TIVE DE SER…
Ana Monteiro
SÃO TANTAS AS VEZES
QUE AS COISAS FICAM INCOMPLETAS SEM TI
PORQUE EU TE PENSO AGORA?
SE QUANDO EU ESTOU PRESENTE
ESTÁS TAMBÉM TU.
CÚMPLICE DE TODOS OS SÁBIOS
ÉS TAMBÉM, MÃE.
DESENFREADA A ALEGRIA,
ASSIM ME ENSINASTE…
TROUXE – A DE DENTRO DE TI.
O RESTO, QUISESTE QUE FICASSE CONTIGO!
RECEPTORA BENÉVOLA DE TODAS AS PROFECIAS…
HOJE EU TIVE DE SER…
QUERO! ÀS VEZES QUERIA NÃO QUERER,
A NOITE QUE SE ENROLA PARA CONSEGUIR ADORMECER
A MAIS PERIGOSA DAS SEDUÇÕES
RECEPTORA BENÉVOLA DE TODOS OS CREDOS…
HOJE EU TIVE DE SER…
BALÚCIOS EM TODAS AS LENDAS!
HÁ COISAS QUE SÓ FAZEM SENTIDO SAINDO DE TI
AS MAIS PERIGOSAS DAS UNIVERSAIS ILUSÕES
RECEPTORA BENÉVOLA DE TODAS AS INOMINADAS CLAREIRAS….
HOJE EU TIVE DE SER…
QUERO! ÀS VEZES QUERIA NÃO QUERER
ACELERAR O PASSO…
ACELERAR CADA VEZ MAIS O PASSO…
NÃO ESTÁ EM MINHAS MÃOS
A FORÇA QUE PODERÁ FECHAR AS TUAS…
AS LUZES ESTÃO DO OUTRO LADO…
LUZES DE FIXAÇÃO LENTA,
RECEPTORA BENÉVOLA DAS LUTAS SEM PAIXÕES…
HOJE EU TIVE DE SER…
RECEPTORA BENÉVOLA DE TODAS AS FORÇAS DE REVELAÇÃO…
HOJE EU TIVE DE SER…
Ana Monteiro
sexta-feira, 29 de abril de 2011
...um homem pragmático... ana monteiro...
Protocolar… publicitar… plantar… postular… pulverizar… providenciar…
Esta noite, pela primeira vez deitado entre muros de carris, como um cristo empalhado numa pequena cruz. Nunca teve um fascínio especial pelo vitalismo das estrelas, sempre temeu as suas perigosas fantasias e perigosas maquinações daqueles luminosos magnetos cósmicos. Deslumbrado apenas pelo inócuo ensaio visceral do ritmo das palavras, nunca teve o fascínio em ir além dos carris visíveis, onde a vontade sempre encerrou o seu mundo. Quando era criança estabeleceu o limite, os estores internos, partia com o comboio na métrica medida das suas palavras, sem que as temíveis terras ocultas o tentassem. Pedro nasceu com um pé virado para cada lado, aliás, os pés estavam na posição correcta, o seu cérebro é que nunca o percebeu, comandava-os sempre em direcções proporcionalmente opostas, a natureza da afasia antecipou-lhe a raia do ramerrão destemperado da vida quotidiana. Foi um ponto a seu favor quando foi promovido a chefe da estação, o primeiro imperativo seria ter o receio de embarcar, um exílio no cais que nem sequer era forçado, mas, pré-determinado. Concentrava-se na métrica medida das suas palavras e por instantes conseguia acompanhar o comboio, mesmo que, sempre aquém dos carris ainda visíveis, vencia a exigência da natureza, prestava homenagem à lavra das palavras, apenas interrompida pelo desaparecer da composição.
continua aqui
...a máquina de fazer espanhóis...valter hugo mãe...
«com a morte, também o amor devia acabar. acto contínuo, o nosso coração devia esvaziar-se de qualquer sentimento que até ali nutrira pela pessoa que deixou de existir. pensamos, existe ainda, está dentro de nós, ilusão que criamos para que se torne todavia mais humilhante a perda e para que nos abata de uma vez por todas com piedade. e não é compreensível que assim aconteça. com a morte, tudo o que respeita a quem morreu devia ser erradicado, para que aos vivos o fardo não se torne desumano. esse é o limite, a desumanidade de se perder quem não se pode perder. foi como se me dissessem, senhor silva, vamos levar-lhe os braços e as pernas, vamos levar-lhe os olhos e perderá a voz, talvez lhe deixemos os pulmões, mas teremos de levar o coração, e lamentamos muito, mas não lhe será permitida qualquer felicidade de agora em diante. caí sobre a cama e julguei que fui caindo por horas, rostos e mais rostos colocando-se diante de mim, e eu por ali abaixo, caindo, sem saber de nada. quando, por fim, me levantei, estava a anos-luz do homem que reconheceria, e aprender a sobreviver aos dias foi como aceitar morrer devagar, violentamente devagar, à revelia de tudo quanto me parecia menos cruel. e a natureza, se do meu coração não se esvaziou o amor pela laura, estaria numa aniquilação imediata para mim também, poupando-me à miséria de ver o sol que arde sem respeito por qualquer tragédia.
fica-se muito zangado como pessoa. não se criem dúvidas acerca disso. fica-se zangado e deseja-se aos outros pouco bem, e o mal que lhes pode acontecer é-nos indiferente ou, mais sinceramente, até nos reconforta, isso sim, como um abraço de embalo, para que não se ponham por aí a arder como o sol e, sobretudo, não nos falem com uma alegriazinha ingénua, de tempo contado, e nos façam perceber o quanto éramos também ingénuos e nunca nos preparáramos para a derrocada de todas as coisas. nunca nos preparamos para a realidade. passamos a ser cidadãos terrivelmente antipáticos, mesmo que façamos uma gestão inteligente desse desprezo que alimentamos crescendo. e só não nos tornamos perigosos porque envelhecer é tornarmo-nos vulneráveis e nada valentes, pelo que enlouquecemos um bocado e somos só como feras muito grandes sem ossos, metidas dentro de sacos de pele imprestáveis que já não servem para nos impor verticalidade nem nas mais pequenas batalhas.»
fica-se muito zangado como pessoa. não se criem dúvidas acerca disso. fica-se zangado e deseja-se aos outros pouco bem, e o mal que lhes pode acontecer é-nos indiferente ou, mais sinceramente, até nos reconforta, isso sim, como um abraço de embalo, para que não se ponham por aí a arder como o sol e, sobretudo, não nos falem com uma alegriazinha ingénua, de tempo contado, e nos façam perceber o quanto éramos também ingénuos e nunca nos preparáramos para a derrocada de todas as coisas. nunca nos preparamos para a realidade. passamos a ser cidadãos terrivelmente antipáticos, mesmo que façamos uma gestão inteligente desse desprezo que alimentamos crescendo. e só não nos tornamos perigosos porque envelhecer é tornarmo-nos vulneráveis e nada valentes, pelo que enlouquecemos um bocado e somos só como feras muito grandes sem ossos, metidas dentro de sacos de pele imprestáveis que já não servem para nos impor verticalidade nem nas mais pequenas batalhas.»
quinta-feira, 28 de abril de 2011
segunda-feira, 25 de abril de 2011
...cambada do caralho... deputado não pára...
...não havia legitimidade para celebrar o 25 de abril na assembleia, mas há toda a legitimidade para os senhores deputados andarem a dar voltas ao mundo a esbanjar o nosso dinheiro... aqui
quinta-feira, 21 de abril de 2011
segunda-feira, 18 de abril de 2011
domingo, 17 de abril de 2011
sábado, 16 de abril de 2011
...mourinho decora o balneário com fotos e citações do barça...outros decorariam com fotos da namorada do ronaldo nua...
En Valdebebas se respira ánimo de venganza. Ayer, el vestuario amaneció empapelado de fotografías y recortes de prensa con las declaraciones llegadas en las últimas semanas desde Barcelona. En cada rincón del vestuario merengue era fácil encontrar ayer instantáneas que hieren el orgullo de los jugadores blancos. Un plan diseñado a medida por Mourinho. La foto más repetida: la manita de Piqué. Pero también había de Guardiola. Otra muy fotocopiada es la celebración de uno de los goles del encuentro de ida (5-0), en la que se aprecia en primer plano a Villa y Messi festejando.
Mourinho trata de motivar a sus jugadores y cree que esta es la mejor manera para tocarles la fibra. Y no sólo con fotografías. También dos frases: la famosa porra de Rosell para la final de Copa del miércoles "Pongo un 5-0, para no perder la costumbre", dijo el presidente culé y el desliz de Guardiola en la previa de los cuartos de Liga de Campeones "Si ganamos al Shakhtar, estamos en la final". Todo lo que puede interpretarse como salidas de tono azulgrana ha tenido eco en el santuario blanco.
El cuerpo técnico y la plantilla quieren resarcirse de las últimas tundas azulgrana y por ello se han conjurado para hablar en el campo. Además, los jugadores creen que el de esta noche, primero de los cuatro clásicos, "es clave para cambiar la dinámica" de los últimos años, y recobrar la confianza. El "¡A por ellos!" que Xabi Alonso soltó en Londres tras ganar al Tottenham (0-1) se ha convertido en el grito de guerra del vestuario, escuchado ayer antes y después de la charla de Mou. "
sexta-feira, 15 de abril de 2011
...não faças o que eu digo...
"O tal que encetou uma cruzada para a moralizar os gastos com a qualidade das viagens dos deputados, foi apanhado a dormir todo refastelado em 1ª classe. Não há pachorra para eistes bloqueiros." www.carpinteira .blogspot.com
quinta-feira, 14 de abril de 2011
...para lá do marão já não mandam os que lá estão... nada mudou desde 2009... as mesmas moscas de sempre...
Por detrás de outras formas lógicas que poderiam assumir, no espectro dos partidos apenas manda um corpo a que chamam “Comissão política” e cuja tradução literal será o arquipélago dos amiguinhos, obedecendo à lógica, também não questionada pela nossa constituição, de quem parte e reparte e, aos amiguinhos, fica sempre reservado a melhor parte, sendo os primeiros a ser servidos - (a chegar ao tacho) . E neste clube de amiguinhos não se discrimina o interesse de cada um dos seus. Vejamos então esta lógica levada à extrema consequência, apresento-lhes o cabeça de lista nas eleições legislativas pela Covilhã: o refugo açoriano Costa Neves, pelo PSD, o refugo socialista Francisco Assis pelo pela Guarda.
Ninguém resiste à tentação, e parece que cada vez mais o conceito de “biodiversidade” não anima o nosso espectro partidário, nem as ideias, (e já não falo em ideais, que o vocábulo já entrou em desuso) sobre as quais modelam as suas práticas, mesmo os que se querem mais intocáveis e até imaculados, como os candidatos do Bloco de Esquerda, lá vão pulando as cercas, vejamos os casos de Braga, Santarém ou mesmo Faro (se bem que este último seja uma outra história), onde se anula a possibilidade de uma lógica diferente.
É deplorável, indecente e vergonhoso que a corrida para os ditos tachos siga as imposições directas, que não recomendações, do arquipélago dos amiguinhos, obedecendo à lógica, também não questionada pela nossa constituição, de quem parte e reparte e, aos amiguinhos, fica sempre reservado a melhor parte, sendo os primeiros a ser servidos. Conhecemos bem as razões explícitas destas comissões políticas. Na minha opinião no outdoor de campanha destes avatares pára-quedistas deveria ser obrigatório constar o retrato duplo, de perfil e de frente.
No eterno jogo da ambivalência, que nos confunde a interpretação da nossa identidade, fazem-nos querer, nos repasto dos seus discursos e teses, que as pessoas é que contam, que o melhor do mundo são as pessoas, que existem sem dúvida especificidades locais, que ninguém melhor que os que cá vivem poderão tomar conta de nós lá na casa mãe (parlamento) … as tantas e bastas vezes que me fartei de ouvir isto quando ainda militava!
O que caracteriza, na sua metamorfose, estes senhores e senhoras, não é, com toda a certeza, o conhecimento da região porque se apresentam, mas sim o facto de serem ícones no tal arquipélago, estratégia, então, claramente e descaradamente pervertida, enfraquecendo irremediavelmente o potencial da região, tornando-se mesmo potenciais ameaças à deformação monstruosa daquilo que realmente queremos ver vingar nas nossas regiões.
ana monteiro - agosto de 2009
quarta-feira, 13 de abril de 2011
domingo, 10 de abril de 2011
...tribunal de contas chumba funicular da covilhã... e agora pá??? a obra já vai tão adiantada... mais me parece que andam já a limpar o cu antes de cagarem...
"A obra de construção do funicular de S. João de Malta, na Covilhã, não obteve visto do Tribunal de Contas, segundo o Correio da Manhã (edição em papel). Com uma extensão de cerca de 200 metros e dois minutos de viagem previstos, a obra custa 1.549.963,85 Euros. Foi adjudicada em Novembro de 2010. Sem visto, as obras começaram em Fevereiro deste ano."
sábado, 9 de abril de 2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
...muito verbo e pouca uva...
...um namoro por conveniência... inventado para disfarçar um anunciado desaire nas próximas eleições... inventado para acautelar os tachos dos deputados e dos assessores e dessa caralhoada toda de oportunistas...
...um namoro por conveniência e estéril, fundado em políticas disfunções erectéis...
...PUTA QUE OS PARIU:) ...
...PUTA QUE OS PARIU:) ...
...Falcão accionou a roleta do dragão: «É algo que vou recordar para sempre. Mostrámos um grande nível. O Porto jogou muito bem e pude ajudar com três golos. Estamos conscientes que é uma equipa muito perigosa e que faltam noventa minutos. Queremos continuar com a mesma atitude e disponibilidade para vencermos na Rússia.»...
quinta-feira, 7 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
terça-feira, 5 de abril de 2011
segunda-feira, 4 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
...será que este paraquedista açoreano vai estar na manifestação contra as portagens na covilhã???...
...Carlos Costa Neves, cabeça de lista do PSD nas últimas legislativas, por Castelo Branco um acoreano que já foi ex-líder do PSD Açores.... e não mora no distrito:) ...
sábado, 2 de abril de 2011
...violação da liberdade de expressão... A DOR DE CORNO NÃO MATA MAS MÓI...
... os marujos do clube com quem nós vamos jogar domingo e, em cujo estádio, vamos festejar mais um título, vão impedir a entrada de bandeiras do FUTEBOL CLUBE DO PORTO, ou quaisquer outro tipo de adereços, invocando, para além de outros disparates, questões de segurança... desses problemas estamos nós bem livres, a nossa segurança começa, logo, nas pontes de acesso ao Porto:) :) :)...
...mas estas "bichas de rabiar", que têm por símbolo um glináceo, não vão impedir que as ruas da cidade de lisboa sejam invadidas de uma imensa algazarra... METAM VASELINA...
sexta-feira, 1 de abril de 2011
...josé sócrates ... un antipático contra todos...
El primer ministro portugués se parece a un conductor que avanza a toda velocidad por la autopista en dirección contraria, convencido que son todos los demás automovilistas los que se equivocan. Los gobiernos europeos y las instituciones comunitarias dan por hecho que Portugal no puede salir de la crisis sin asistencia financiera, pero José Sócrates les contradice a todos diciendo que que el país puede superar sus problemas con sus propias fuerzas. Después de ser derrotado en el Parlamento ha presentado su dimisión y ha lanzado a su partido, el socialista, de frente y a toda velocidad contra la oposición liberal-conservadora, esperando que en el último momento un volantazo de buena suerte le permita dar la vuelta a las encuestas y regresar victorioso.
En la última cumbre europea de Bruselas, este viernes, sorprendió a muchos cuando se dedicó a saludar estrechando la mano a todos los periodistas antes de sentarse a explicar su versión de lo que había sucedido en el Consejo. Dada su proverbial fama de antipático, el gesto podía interpretarse como una especie de despedida, teniendo en cuenta que para la próxima cumbre es posible que las elecciones le hayan devuelto a la oposición. «Puede tener usted la seguridad de que no me estoy despidiendo» aclararía después, «aunque estoy seguro de que en su periódico es lo que están deseando». Sócrates no solo conoce perfectamente todo lo que se dice sobre él en los diarios de Lisboa (y por lo que se ve también de algunos de Madrid) sino que está convencido de que gran parte de sus problemas vienen del hecho de que no siempre cuentan las cosas del modo que más le gustaría. En la misma comparecencia atacó sin mucho disimulo las preguntas incómodas, a pesar de que coincidían con la opinión que estaban expresando los demás jefes de Gobierno en salas contiguas: «lo que causa la especulación son preguntas como las que me están haciendo. Portugal no necesita ninguna ayuda y si lo que se quiere es parar los movimientos especulativos, es infantil creer que eso sucederá si pedimos ayuda».
Portugal deberá hacer frente al vencimiento de una serie de paquetes de deuda por valor de 9.000 millones de euros en los próximos tres meses, en plena campaña electoral, forzada precisamente porque Sócrates no logró que el Parlamento aprobase el plan de recortes de gastos que había pactado con las instituciones comunitarias. Desde que el líder socialista es primer ministro, la deuda del país ha ido aumentando de forma vertiginosa. Solo en 2010 tuvo que pedir 51.000 millones de euros, un treinta por ciento más que el año anterior, y un 50 por ciento más que el precedente. Los intereses que tiene que pagar por los nuevos préstamos son cada vez más altos y las últimas subastas han estado rozando —por arriba—l 8 por ciento de interés. Sin embargo, Sócrates asegura que tiene dinero para pagar estas obligaciones, cuya amortización rebajaría sustancialmente la presión financiera sobre el país.
Para creer a Sócrates hay que hacer abstracción de las partes más importantes de su biografía. No solo que empezase su carrera política como fundador de las juventudes del Partido Social Demócrata (conservador), sino porque, ya militante socialista, su escasa carrera privada en el sector de la construcción en los años 80 fue una de las más desastrosas de la época. Tuvo que retirarse porque el ayuntamiento de la ciudad de Guarda, para el que trabajaba, lo destituyó por unanimidad antes de que lle lloviesen las demandas por la escasa calidad e sus proyectos. Su escandalosa manera de hacerse con una licenciatura como ingeniero teniendo en cuenta que cuatro de las cinco asignaturas las impartía un profesor al que luego otorgó un cargo importante en el Gobierno y la quinta el propio rector de una universidad privada de Lisboa que acabó siendo cerrada precisamente por el cúmulo de irregularidades que aparecieron al investigar el escándalo, o que algunos de los pocos exámenes que constan en su expediente los enviaase por fax desde el despacho de primer ministro o que el título lleve fecha de expedición en un domingo, no le impidió aparecer en televisión defendiendo su honorabilidad y acusando a sus adversarios de inventarse un plan para perjudicarlo.
Sin embargo, de lo que ahora se trata es de dinero. De mucho dinero y de la posible quiebra de todo un país. El presidente del Eurogrupo, el luxemburgués, Jean Claude Juncker, ya le tiene hechas las cuentas a Sócrates y asegura que necesita un plan de rescate de más de 70.000 millones de euros para garantizar el pago de una deuda que, por cierto, está sobre todo en manos de bancos españoles. Es imposible que no hayan hablado de esto en la reunión que Sócrates mantuvo el jueves con la canciller Ángela Merkel, que es finalmente la que tiene las llaves de la caja del mecanismo de ayuda finmanciera, pero Sócrates no quiso desvelar el contenido de la conversación: «me va a permitir que dejemos el contenido de esa entrevista en el ámbito privado entre la canciller Merkel y yo mismo». Al menos esta vez a Merkel no le ha pasado como al líder de la oposición de Portugal, el conservador Pedro Passos Coelho, que después de unas experiencias espinosas con el aún primer ministro ha acabado por advertir que no se volverá a reunir con Sócrates «si no es en presencia de testigos». aqui
quinta-feira, 31 de março de 2011
...america`s most wanted...
Surveys have been conducted to find out what it is that people (regular people, not people who go to gallery openings) want in their art.
Komar and Melamid carried out an interesting series of surveys in the 1990s to find out what it was that people really wanted. They published their results in an amusing art book “Painting by Numbers: The Search for a People's Art." This book and their website depicts the most popular (and least popular) art in different countries around the world. The picture above if enlarged to dishwasher size would be the USA’s Most Wanted.
What struck me was how similar their results are to what scientific studies have shown for healthcare. Ulrich & Gilpin summarize some key ideas on what art is best for HealthCare at the end of their Chapter “Healing Arts” in the book “Putting Patients First”
Here are some of their top suggestions:
•Representational landscapes
•Calm water
•Calm weather
•Visual Depth with openness in the immediate foreground
•Landscapes depicted during the warmer seasons
•Landscapes with low hills and distant mountains
Their description of what is ideal for HealthCare settings is virtually identical to the survey results of Komar and Melamid. What is ironic here is that Komar and Melamid are Russian-born American Conceptual Artists. How odd that they would come up with the painting that is the exact representation of what research says is needed for HealthCare. aqui
terça-feira, 29 de março de 2011
domingo, 27 de março de 2011
sábado, 26 de março de 2011
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