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terça-feira, 7 de outubro de 2008

É caso para dizer: - Há caixotes do lixo e caixotes do lixo!!

Mandaram-me um mail que achei digno de registo
"Queridas amigas,Passei por uma situação muito incómoda ontem com uma amiga minha, no Porto. Cuidado pois até vos pode acontecer o mesmo. Estava sentada com uma amiga, a almoçar, numa mesa do restaurante, e dois homens vieram sentar-se à nossa mesa.Nós lançámos-lhes um olhar gélido, mas eles simplesmente ficaram ali, impávidos a olhar para nós. Isto acabou com o nosso almoço... Eu pus a mão esquerda sobre a mesa, para verem que sou casada, a minha amiga também fez o mesmo, para mostrar que não tínhamos interesse nenhum por eles. Por sorte, eles perceberam a nossa dica e saíram, mas eu consegui tirar-lhes uma fotografia.Aqui vai a fotografia em baixo, como aviso - para o caso de eles também tentarem abusivamente aproximar-se de vocês. "

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Crónica do Miguel portas para o Sol



"São inteiramente falsas as notícias que confirmam ter o governo chinês pressionado o seu homólogo português, para que o Dalai Lama não fosse recebido pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, e muito menos chegasse ao Presidente da República. Não faz sentido. Pequim sabia de antemão que jamais o governo de Lisboa lhe faria tal desfeita. Não precisava, portanto, de se fazer lembrar. Com sabedoria milenar, poupou Luís Amado e Cavaco Silva ao enxovalho de um recado. Entre pessoas de bem, isso evita-se.
Pequim só falou com o Parlamento e para cumprir calendário. Sabia que este receberia de qualquer modo o líder espiritual dos tibetanos. Já o fizera uma vez, não deixaria de repetir o gesto.
A escusa do governo e a esquiva do presidente decorrem, garante Luís Amado, de “razões conhecidas”. “Como é óbvio”, rematou ainda. De certo modo, o seu, tem razão.
“Como é óbvio”, por causa do comércio, dos negócios e dos investimentos.
“Como é óbvio”, porque a China é um gigante na cena mundial e Portugal é um país pequeno que não se deve dar a luxos de mestria.
“Como é óbvio”, porque Portugal se insere num espaço, o da União Europeia, onde a regra em vigor é ainda mais hipócrita do que a do pragmatismo.
Porque teríamos de ser nós a fazer a diferença, quando a Europa invoca os Direitos Humanos quando estes são úteis aos interesses e se esquece deles mal estes lho sugiram? Permitam-me o elogio comparado: ao menos Luís Amado é coerente. Os Direitos Humanos não interessam, ponto. Ficam muito bem nos media, aliviam a consciência dos intelectuais, e alimentam os sonhadores. Não são é assunto de Estado.
O nosso MNE é muito prático e porque o é não diz, em voz alta, o que pensa – que o mundo dos poderosos é como é, e só se esta nele com cartas marcadas. Ou alguém julga que o Reino Unido vai tramar a cimeira EU-África porque Mugabe desconhece o que sejam Direitos Humanos? Santa ingenuidade. E alguém pensa que a Europa vai reconhecer a declaração unilateral de independência do Kosovo por respeito aos “pobres albaneses”? Só acredita quem quiser. Então porque haveríamos de ser nós a chatear os chineses, conclui o condenado? Ou, outro exemplo, porque haveriamos de falar com a Frente Polisario, quando até Espanha preferiu o rei de Marrocos e os bancos de pesca, à honra dos saharauis? Na realidade, a politica internacional, mais do que pragmatica, é cínica.
E é também por estas e por outras que o Mundo é o que é, e que a atitude face ao Dalai Lama é uma mera nota de rodapé num país de anedota.
A outra anedota. Muito viaja Luís Amado pelo Médio Oriente. Para ele, é simples: “teremos acordo até ao fim do ano ou o que nos espera é uma enorme tragédia”. Discutindo com intelectuais, espécie duvidosa e dubitativa, ergue alto a confiança: “a alternativa ao optimismo é a tragédia”. Melhor do que ele, só Kourchner, o homólogo francês: “nas próximas semanas, veremos nascer o Estado palestiniano”. Ei-los, qual demiurgos do Altíssimo, profetizando o milagre na Terra Prometida. Perdoa-lhes, Senhor, que não sabem do que falam..."

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Governo não quer receber Dalai Lama

"Tal como há seis anos, o Governo Português recusa-se a receber o Dalai Lama, que chega hoje a Portugal para uma visita de cinco dias. O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, foi lacónico: "A posição do Governo é óbvia, pelas razões que são conhecidas". O líder espiritual do Tibete e prémio Nobel da Paz em 1989 vai ser recebido apenas pelo Parlamento, apesar da censura do governo Chinês, preocupado com a veiculação de ideias que visam "a desagregação da pátria chinesa". A deputada do Bloco de Esquerda Helena Pinto lembrou a violação dos direitos humanos no Tibete e criticou o governo por "não ter encontrado uma solução" para receber o Dalai Lama.
Em Novembro de 2001, o Dalai Lama foi recebido fora do Parlamento, num hotel de Lisboa, por deputados do PS, PSD, CDS-PP e BE e pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio, fora do Palácio de Belém, no Museu Nacional de Arte Antiga. Desta vez, apesar do Governo continuar a recusar receber o Dalai Lama devido às "boas relações diplomáticas" com a China, o Parlamento português abre as portas ao líder tibetano, nomeadamente na comissão parlamentar dos negócios estrangeiros e em audiência privada com Jaime Gama. A primeira audição estava prevista para hoje mas foi cancelada e adiada para amanhã, devido a "razões de agenda do Dalai Lama".Pelo que o jornal Público apurou, um diplomata chinês foi ontem recebido no parlamento para "antecipar a vinda de Tenzin Gyatso" (nome de nascença do Dalai Lama). Em conferência de imprensa, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês censurou o parlamento português por receber o Dalai Lama e apelou à Assembleia da República (AR) para não servir de veículo à mensagem do líder tibetano no exílio.
«As actividades do Dalai Lama não são só religiosas. Ele representa as forças políticas que visam a independência do Tibete e a desagregação da pátria chinesa» , avisou Jiang Yu
Enquanto o PSD e o PS assumem uma posição "reservada" em relação à vinda do Dalai Lama, sublinhando que não é desejável "entrar em questões políticas", CDS e BE já criticaram a atitude submissa no governo português.
Nesse sentido, Helena Pinto frisou o interesse do Bloco quanto às "restrições concretas em que vive o povo do Tibete, as violações dos direitos humanos e as condições de exercício de liberdade religiosa". E critica a diplomacia portuguesa por "não ter encontrado uma solução" para receber oficialmente esta personalidade.
Quanto ao PCP, Jerónimo de Sousa limitou-se ao seguinte comentário: «As instituições devem respeitar, no quadro do direito internacional, as relações diplomáticas com outros países e, nesse sentido, não se pode ter relações económicas, políticas e diplomáticas com certos países e depois procurar contrariar essa perspectiva justa do prestígio das instituições com uma visita de circunstância»
Em 1950, a China invadiu o Tibete, anexando-o como província. A oposição tibetana é derrotada numa revolta armada, em 1959. Em conseqüência, o 14° Dalai Lama Tenzin Gyatso, líder espiritual e político tibetano, retira-se para o norte da Índia, onde instala um governo em exílio."
"Os nossos governante só têm tempo para receber a fina flor do entulho nacional e internacional. Como a secretária da diplomacia americana... Perdeu-se uma oportunidade única de receber alguém com real valor. Mais uma perda..." SMS