uma auto-comteplação
uma distracção que compensa.
elevamo-nos, sentimo-nos.
preenchemos em nós
o vazio - dos outros.
não nos queremos abandonados.
até nos podem retratar,
num outro - abusivamente nosso
deliberadamente encontrado.
mais recente, mais perfeito
menos outro - outro.
a descoberta do pictórico magestoso,
a perfeição do nosso traço,
um quadro pouco recatado,
enfim... a imposição do nosso
a nossa posse completa
ilusão na perda de outrém!
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terça-feira, 23 de dezembro de 2008
domingo, 14 de dezembro de 2008
old song - Old voices, New voices!
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
CANTO DE PÁSSAROS E BEM ESTAR

"O índice da qualidade de vida irá incluir cada vez mais aspectos culturais, biológicos e ambientais. Os aspectos actualmente imperantes e relacionados quase unicamente com o poder aquisitivo, o conforto e a longevidade irão certamente ceder o passo a outros critérios até hoje omitidos. Pelo menos parece ser a tendência do governo britânico que é tão irracional fora das suas fronteiras, mas que acabou por instaurar há algum tempo. Em Inglaterra deu-se o primeiro passo realmente admirável e com um horizonte muito prometedor. A administração inglesa incluiu entre os aspectos para medir o bem-estar nada menos que uma variedade relacionada com a quantidade de aves avizinhadas num mesmo lugar. Medida que nos parece ser coerente. Porque não é preciso ser especialista em ecologia para reconhecer que a presença de animais tão respeitáveis, visual e acusticamente, como as aves nos podem revelar as características da totalidade do espaço que usam. Uma das leis mais sólidas da ciência que estuda os nexos entre todas as formas de vida e entre estas e os âmbitos que possibilitam a sua existência é precisamente que tudo deve de ser encarado com reserva.
O que não vemos sustém o que vemos. Por detrás de cada pássaro que canta na Primavera há sempre um complexo sistema que deve manter muitas vidas e muita saúde para chegar até aos nossos tímpanos essa música sem partituras. As aves são signos externos dessa riqueza que são as águas limpas, os solos férteis, os arvoredos erguidos bem como uma certa aliança entre os usos humanos e espontâneos dessa mesma paisagem.
Quando se usa com variações depreciativas o termo “ passarinheiro”, ignora-se por certo que ninguém melhor que um ornitólogo detecta a crescente degradação ambiental. Os seus conhecimentos sobre a paisagem equivalem ao que os médicos de família têm sobre nossa saúde física.
Por detrás da presença de uma comunidade zoológica num espaço concreto, o que deduzimos é uma reduzida ou a nula contaminação dos ares, os alimentos, escasso ou nulo ruído, variedade vegetal e até mesmo a escassa pressa. Estes parâmetros vão configurando a ideia convencional de locus amoenus: quer dizer, daquele âmbito ao qual “todos” aspiramos, pelo menos na hora de nos relaxar, descansar e sensivelmente presumir do nosso elevado nível económico conseguido para poder adquirir qualidade ambiental no meio em que se vive.
Há mais. Sobretudo a evidência de que cada dia se distancia mais o bem-estar básico do crescimento económico. Isto porque este último aspecto fica nas mãos de escassíssimos beneficiários devido a que se fomenta a percepção de uma correspondência mínima entre o esforço de muitos e os privilégios de poucos. No meio fica então um ambiente destruído.
O paradoxo tão camuflado como desolador é: para que aumente a riqueza monetária de uns, deve ficar maltratado o património comum. Esse mesmo que formam as boas transparências do ar, a musicalidade dos bosques, a liberdade da água, a contemplação de um cenário belo e, logo, cheio de vivacidades relaxantes. As contaminações, desde a acústica até às múltiplas formas de degradação ambiental derivada dos nossos modos de produção, podem influenciar o PIB mas diminuem certamente o bem-estar real. No entanto todos aqueles que tiram rendimentos da destruição do ambiente compram de imediato um lugar onde o espaço tenha esses pássaros, essas águas e esses bosques para que possam descansar da “rentável” destruição. Deste modo, os residentes nestes escassos e circunscritos paraísos onde gozam de maior qualidade de vida são, por isso, exemplo a seguir, mas irão continuar a negar a coerência das denúncias ecológicas. Os defensores da natureza equivocam-se ao pedir o mesmo para todos que, na prática, é alcançar tais privilégios. O modelo parece imitar a madrasta da Branca de Neve, olhando-se ao espelho. A má notícia que dão semelhantes artefactos está, por certo neles."
O que não vemos sustém o que vemos. Por detrás de cada pássaro que canta na Primavera há sempre um complexo sistema que deve manter muitas vidas e muita saúde para chegar até aos nossos tímpanos essa música sem partituras. As aves são signos externos dessa riqueza que são as águas limpas, os solos férteis, os arvoredos erguidos bem como uma certa aliança entre os usos humanos e espontâneos dessa mesma paisagem.
Quando se usa com variações depreciativas o termo “ passarinheiro”, ignora-se por certo que ninguém melhor que um ornitólogo detecta a crescente degradação ambiental. Os seus conhecimentos sobre a paisagem equivalem ao que os médicos de família têm sobre nossa saúde física.
Por detrás da presença de uma comunidade zoológica num espaço concreto, o que deduzimos é uma reduzida ou a nula contaminação dos ares, os alimentos, escasso ou nulo ruído, variedade vegetal e até mesmo a escassa pressa. Estes parâmetros vão configurando a ideia convencional de locus amoenus: quer dizer, daquele âmbito ao qual “todos” aspiramos, pelo menos na hora de nos relaxar, descansar e sensivelmente presumir do nosso elevado nível económico conseguido para poder adquirir qualidade ambiental no meio em que se vive.
Há mais. Sobretudo a evidência de que cada dia se distancia mais o bem-estar básico do crescimento económico. Isto porque este último aspecto fica nas mãos de escassíssimos beneficiários devido a que se fomenta a percepção de uma correspondência mínima entre o esforço de muitos e os privilégios de poucos. No meio fica então um ambiente destruído.
O paradoxo tão camuflado como desolador é: para que aumente a riqueza monetária de uns, deve ficar maltratado o património comum. Esse mesmo que formam as boas transparências do ar, a musicalidade dos bosques, a liberdade da água, a contemplação de um cenário belo e, logo, cheio de vivacidades relaxantes. As contaminações, desde a acústica até às múltiplas formas de degradação ambiental derivada dos nossos modos de produção, podem influenciar o PIB mas diminuem certamente o bem-estar real. No entanto todos aqueles que tiram rendimentos da destruição do ambiente compram de imediato um lugar onde o espaço tenha esses pássaros, essas águas e esses bosques para que possam descansar da “rentável” destruição. Deste modo, os residentes nestes escassos e circunscritos paraísos onde gozam de maior qualidade de vida são, por isso, exemplo a seguir, mas irão continuar a negar a coerência das denúncias ecológicas. Os defensores da natureza equivocam-se ao pedir o mesmo para todos que, na prática, é alcançar tais privilégios. O modelo parece imitar a madrasta da Branca de Neve, olhando-se ao espelho. A má notícia que dão semelhantes artefactos está, por certo neles."
António Delgado in Jornal de Leiria 14/8/2008.
Traços Gerais
Voltava atrás para verificar se as luzes do seu carro estavam acesas, o sinal de aviso nunca tinha funcionado muito bem, aliás em nenhum dos seus carros e em nada da sua vida, mas pela primeira vez na vida estacionou o carro num lugar seguro e bem iluminado, a viagem iria ser longa.
No táxi e a caminho da estação o condutor reclamava-se um injustiçado cumpridor da lei, andava nesta vida há tanto tempo e nunca tinha visto nada assim!!! Gastou 200 contos a pintar o carro, fora o transtorno do tempo que esteve sem trabalhar, e agora uma nova lei já não o obrigava a tal. O governo faz leis para quem não existe, quem é que ganha para andar sempre a mudar o carro de cor? E só depois as corrige com nova lei! O pior de tudo é que a cor anterior era mais bonita e os clientes, cada vez mais exigentes, preferem a concorrência, quem é que se sente confortável num táxi desta cor?
Não se viam há muito tempo, esta era a alegria dos muitos reencontros.
- Evinha! Há quanto tempo!
Detestava que a tratassem por diminutivos, nunca se sentiu como tal, mas ainda não foi desta que o conseguiu repreender, e este não era o que mais lhe desagradava, pois também estava lá o seu nome.
Trinta anos, a ela não lhe estava a apetecer falar no que aconteceu nesses anos.
- Estás mais velha!
- Estás mais gordo!
- Deixei de fumar, lembras-te? Há trinta anos! Estava a ficar mais feio!
- Continuas o rapaz mais bonito que jamais conheci! - Afinal isso era importante para ele, admitia-o quando tentava minimizar essa característica, e apesar de ser verdade ela fez sempre questão de lho dizer.
Ambos lembraram a primeira e única vez que fizeram amor, não é que de uma história de amor se tratasse! Não tinha sido o sucesso que ele esperava, pelo hábito enraizado em todos os homens da sua geração! Nenhum dos dois percebeu muito bem aquela pequena noite, ela nunca quis encontrar uma explicação, acreditava que as coisas como estas se vivem apenas, e quando se explicam perdem a sua energia e influência para o futuro. Eva sempre soube lidar com o que aconteceu, apesar da distância e de nada ter percebido. Ele dizia estar a ser pela primeira vez infiel à namorada, ela ria como que de uma grande piada!
- Foste embora e não disseste nada!
- Era cedo para ti, meu querido, não te quis acordar! - Já não o chamava de amor! O tempo afinal passou pelas palavras!
- Li o teu livro daquele taxista que mudou a pintura do carro, fartei-me de rir, principalmente quando decidiu ir fazer ginástica para reduzir a barriga para os clientes se sentirem melhor no seu táxi! Casaste?
- Ainda hoje deve estar no mesmo café em que o deixei, medindo o tempo pelo acabar do seu cigarro, o resto do maço em cima da mesa, a carteira e o telemóvel. Ah! E penso que um copo de licor, sempre o mesmo copo, não gostava de beber, não sei se o copo lá estava, mas de qualquer modo compunha melhor o cenário.
Ela sempre lhe lá vira um copo mas agora apostava que não, ele tinha deixado de beber para lhe fazer a vontade, dizia ele! Estava a ficar com barriga e que o álcool diminuía o seu desempenho como companheiro. Nem o ousava fazer às escondidas, pois isso só mostrava o medo por ela e admiti-lo era pior para ele do que fazer de conta que tinha sido opção sua.
- Ainda hoje deve estar no mesmo café em que o deixei Olhando quem passa e parando o olhar numa rapariga mais atraente percorrendo a sua direcção enquanto estava ao alcance da sua vista, não com qualquer intenção mas pelo hábito enraizado em todos os homens da sua geração, nunca ousou trocar um olhar mais demorado com qualquer uma delas! Foi lá que o encontrei, naquela altura ainda acreditava que o conseguia tirar de lá! Passado pouco tempo achei que não tinha esse direito e comecei a passar por lá de vez em quando, cada vez menos. Num desses encontros fizemos um filho...
- Porque vieste embora?
- Ele zangou-se comigo, nunca o tinha ousado fazer! Tinha esquecido as luzes do carro acesas e a bateria avariou. - És sempre a mesma! Sempre no mundo da lua! Quando é que começas a ter atenção aonde pões os pés? - Eu não via esse tipo de importância no acontecimento. Acho que percebi que estava farto de mim, pois eu era assim mesmo! As luzes ficavam muitas vezes acesas e ele achou sempre piada, mas a bateria nunca tinha avariado! Eu acho que ele ficou logo zangado a décima terceira vez, mas nunca se apercebeu pois eu antecipava-lhe sempre um pedido de desculpas e um sorriso quase de chantagem – Deixei a luz do carro acesa! - Dizia. Quando queria dizer: - Não te vais zangar pois não?
No fundo já se percebia que era ele que a queria mudar, perdeu a paciência!
No táxi e a caminho da estação o condutor reclamava-se um injustiçado cumpridor da lei, andava nesta vida há tanto tempo e nunca tinha visto nada assim!!! Gastou 200 contos a pintar o carro, fora o transtorno do tempo que esteve sem trabalhar, e agora uma nova lei já não o obrigava a tal. O governo faz leis para quem não existe, quem é que ganha para andar sempre a mudar o carro de cor? E só depois as corrige com nova lei! O pior de tudo é que a cor anterior era mais bonita e os clientes, cada vez mais exigentes, preferem a concorrência, quem é que se sente confortável num táxi desta cor?
Não se viam há muito tempo, esta era a alegria dos muitos reencontros.
- Evinha! Há quanto tempo!
Detestava que a tratassem por diminutivos, nunca se sentiu como tal, mas ainda não foi desta que o conseguiu repreender, e este não era o que mais lhe desagradava, pois também estava lá o seu nome.
Trinta anos, a ela não lhe estava a apetecer falar no que aconteceu nesses anos.
- Estás mais velha!
- Estás mais gordo!
- Deixei de fumar, lembras-te? Há trinta anos! Estava a ficar mais feio!
- Continuas o rapaz mais bonito que jamais conheci! - Afinal isso era importante para ele, admitia-o quando tentava minimizar essa característica, e apesar de ser verdade ela fez sempre questão de lho dizer.
Ambos lembraram a primeira e única vez que fizeram amor, não é que de uma história de amor se tratasse! Não tinha sido o sucesso que ele esperava, pelo hábito enraizado em todos os homens da sua geração! Nenhum dos dois percebeu muito bem aquela pequena noite, ela nunca quis encontrar uma explicação, acreditava que as coisas como estas se vivem apenas, e quando se explicam perdem a sua energia e influência para o futuro. Eva sempre soube lidar com o que aconteceu, apesar da distância e de nada ter percebido. Ele dizia estar a ser pela primeira vez infiel à namorada, ela ria como que de uma grande piada!
- Foste embora e não disseste nada!
- Era cedo para ti, meu querido, não te quis acordar! - Já não o chamava de amor! O tempo afinal passou pelas palavras!
- Li o teu livro daquele taxista que mudou a pintura do carro, fartei-me de rir, principalmente quando decidiu ir fazer ginástica para reduzir a barriga para os clientes se sentirem melhor no seu táxi! Casaste?
- Ainda hoje deve estar no mesmo café em que o deixei, medindo o tempo pelo acabar do seu cigarro, o resto do maço em cima da mesa, a carteira e o telemóvel. Ah! E penso que um copo de licor, sempre o mesmo copo, não gostava de beber, não sei se o copo lá estava, mas de qualquer modo compunha melhor o cenário.
Ela sempre lhe lá vira um copo mas agora apostava que não, ele tinha deixado de beber para lhe fazer a vontade, dizia ele! Estava a ficar com barriga e que o álcool diminuía o seu desempenho como companheiro. Nem o ousava fazer às escondidas, pois isso só mostrava o medo por ela e admiti-lo era pior para ele do que fazer de conta que tinha sido opção sua.
- Ainda hoje deve estar no mesmo café em que o deixei Olhando quem passa e parando o olhar numa rapariga mais atraente percorrendo a sua direcção enquanto estava ao alcance da sua vista, não com qualquer intenção mas pelo hábito enraizado em todos os homens da sua geração, nunca ousou trocar um olhar mais demorado com qualquer uma delas! Foi lá que o encontrei, naquela altura ainda acreditava que o conseguia tirar de lá! Passado pouco tempo achei que não tinha esse direito e comecei a passar por lá de vez em quando, cada vez menos. Num desses encontros fizemos um filho...
- Porque vieste embora?
- Ele zangou-se comigo, nunca o tinha ousado fazer! Tinha esquecido as luzes do carro acesas e a bateria avariou. - És sempre a mesma! Sempre no mundo da lua! Quando é que começas a ter atenção aonde pões os pés? - Eu não via esse tipo de importância no acontecimento. Acho que percebi que estava farto de mim, pois eu era assim mesmo! As luzes ficavam muitas vezes acesas e ele achou sempre piada, mas a bateria nunca tinha avariado! Eu acho que ele ficou logo zangado a décima terceira vez, mas nunca se apercebeu pois eu antecipava-lhe sempre um pedido de desculpas e um sorriso quase de chantagem – Deixei a luz do carro acesa! - Dizia. Quando queria dizer: - Não te vais zangar pois não?
No fundo já se percebia que era ele que a queria mudar, perdeu a paciência!
Texto e pintura de Ana Monteiro
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
vida de cão

Como em tudo na vida até para ser cão é preciso ter sorte… não sei se alguém alguma vez disse isto, por isso acautelo desde já o plágio.
Há uma pergunta cuja resposta provocaria em mim uma real angústia… qual o livro da minha vida? E se um dia a pergunta for feita? De onde virá essa angústia? Não sei! E se um dia quando acordar alguém estiver lá de microfone em riste?
Há um livro que simplesmente tive o privilégio de ler, nem questiono mesmo se mudaria a minha vida, os meus princípios ou convicções… se um dia for essa a pergunta…
“Timbuktu”… corro agora muitas vezes para ele pelas circunstâncias da vida de seres muito pouco privilegiados. Nesta fantástica obra de Paul Auster, Mr. Bonnes um cão de raça indefinida, rafeiro adoptado para ser mais precisa, narra e vive a história de William Gurevich… “- que mais simpática e honesta testemunha pode ter a vida de um homem que não seja um cão?” Questiona Auster.. Após o Pai Natal lhe ter aparecido na televisão, William, homem de posses e grande promessa na produção poética, transforma-se em Christmas, um vagabundo que percorre as ruas na costa leste dos EUA - “Desde que William perdeu o contacto com os seres humanos o cão é aquele que nos pode relatar o que está a acontecer”… diz o autor.
Eu também já tive um cão, de raça indefinida… Lembro… o nosso grande segredo… o nosso grande laço, tão pequenino e tão gordinho, as noites em que era o personagem principal e dormia a chuchar no conforto do meu dedo! Lembro-me… o olhar brilhante…a alegria com que sempre me recebia! O meu grande Baco gostava de vinho branco… a partilha era mesma a capacidade de fazer amigos e a da solidão… Não sabia como ele entendia o mundo, não sei se partilhava as minhas dúvidas e as minhas hesitações!
Espero que Baco se tenha encontrado Mr. Bones no Timbuktu, dizem ser o paraíso das almas, para onde todos nós vamos, depois de morrer.
Dizem que todo o sonho americano tem a sua Dark Side… talvez a fórmula se aplique a toda a humanidade quando o destino é trágico…
O encontro no Jardim Público, com um dos membros da família dos “abana o rabo”, um cão que como Mr. Bones, que se transformou em Cal e depois em Sparky, também nasceu com a sina de não ter apenas um nome… repito, para não perder a ponta do fio da meada. O encontro, no jardim público com Sakura, o seu novo nome, levou-me ao Canil da Covilhã.
Era um cão inteligente, começou por seduzir… a fórmula é sempre a mesma, os restos do restaurante, neste caso do “Sporting”, e o saco era enorme, do tamanho da simpatia e afabilidade do funcionário do restaurante… a fomeca sempre apertava mas… mesmo quando se esquecia, voltava atrás e mimava os novos amigos… depois atacava o saco da comida.
Foi apanhado na rede… lá fui eu salvar o bicho daquela condenação humilhante sem julgamento e sem pecado… a não ser que a lenda seja verdadeira e seja canino o guia e guardião do Reino dos Mortos culpado dos seres humanos terem perdido a imortalidade. “caiu na rede” na forma canina, como é óbvio!
Aquele canil é malcheiroso, frio por demais, a alimentação pareceu-me escassa pelo aspecto e magreza dos seus locatários, o espaço das celas é minúsculo, os animais amontoados não têm um espaço para ginasticar a liberdade, a fidelidade, a solidariedade, a independência, a altivez, os afectos, o amor incondicional, a inteligência, a irreverência, a generosidade, o espírito de sacrifício, a teimosia, a curiosidade, o capricho, a desobediência, brincadeira… A todos estes cães desta porcaria, para não dizer merda, de Canil da Covilhã, propriedade da empresa Águas da Covilhã e apoiado, não sei de que forma, por uma tal Associação de nome Rude, a todos estes cães repito, só lhe falta falar. E Vem-me à memória o belíssimo poema de amor de um homem a um cão de Manuel Alegre. - cito:
"Alguém falou da tristeza e do vazio do olhar dos animais. Vi a tristeza, em certos momentos, no olhar do cão. A tristeza de quem quer chegar à palavra e não consegue.” E eu Também vi no olhar de todos aqueles cães a cruel e rude natureza da natureza humana… e entre lágrimas de raiva apeteceu-me rebentar com todas aquelas grades e gritar: “Vamos rapazes “ a Liberdade está a passar por aqui”! ocupem território nas ruas e nos jardins da Covilhã que a revolução é feita de ocupações…lembrei-me de lhes citar Neruda “ Pensem que o elefante tem o mesmo número de letras que mariposa e é muito maior”...
Sakura amanhã vou resgatar-te e vou ler-te um poema de amor…
Há uma pergunta cuja resposta provocaria em mim uma real angústia… qual o livro da minha vida? E se um dia a pergunta for feita? De onde virá essa angústia? Não sei! E se um dia quando acordar alguém estiver lá de microfone em riste?
Há um livro que simplesmente tive o privilégio de ler, nem questiono mesmo se mudaria a minha vida, os meus princípios ou convicções… se um dia for essa a pergunta…
“Timbuktu”… corro agora muitas vezes para ele pelas circunstâncias da vida de seres muito pouco privilegiados. Nesta fantástica obra de Paul Auster, Mr. Bonnes um cão de raça indefinida, rafeiro adoptado para ser mais precisa, narra e vive a história de William Gurevich… “- que mais simpática e honesta testemunha pode ter a vida de um homem que não seja um cão?” Questiona Auster.. Após o Pai Natal lhe ter aparecido na televisão, William, homem de posses e grande promessa na produção poética, transforma-se em Christmas, um vagabundo que percorre as ruas na costa leste dos EUA - “Desde que William perdeu o contacto com os seres humanos o cão é aquele que nos pode relatar o que está a acontecer”… diz o autor.
Eu também já tive um cão, de raça indefinida… Lembro… o nosso grande segredo… o nosso grande laço, tão pequenino e tão gordinho, as noites em que era o personagem principal e dormia a chuchar no conforto do meu dedo! Lembro-me… o olhar brilhante…a alegria com que sempre me recebia! O meu grande Baco gostava de vinho branco… a partilha era mesma a capacidade de fazer amigos e a da solidão… Não sabia como ele entendia o mundo, não sei se partilhava as minhas dúvidas e as minhas hesitações!
Espero que Baco se tenha encontrado Mr. Bones no Timbuktu, dizem ser o paraíso das almas, para onde todos nós vamos, depois de morrer.
Dizem que todo o sonho americano tem a sua Dark Side… talvez a fórmula se aplique a toda a humanidade quando o destino é trágico…
O encontro no Jardim Público, com um dos membros da família dos “abana o rabo”, um cão que como Mr. Bones, que se transformou em Cal e depois em Sparky, também nasceu com a sina de não ter apenas um nome… repito, para não perder a ponta do fio da meada. O encontro, no jardim público com Sakura, o seu novo nome, levou-me ao Canil da Covilhã.
Era um cão inteligente, começou por seduzir… a fórmula é sempre a mesma, os restos do restaurante, neste caso do “Sporting”, e o saco era enorme, do tamanho da simpatia e afabilidade do funcionário do restaurante… a fomeca sempre apertava mas… mesmo quando se esquecia, voltava atrás e mimava os novos amigos… depois atacava o saco da comida.
Foi apanhado na rede… lá fui eu salvar o bicho daquela condenação humilhante sem julgamento e sem pecado… a não ser que a lenda seja verdadeira e seja canino o guia e guardião do Reino dos Mortos culpado dos seres humanos terem perdido a imortalidade. “caiu na rede” na forma canina, como é óbvio!
Aquele canil é malcheiroso, frio por demais, a alimentação pareceu-me escassa pelo aspecto e magreza dos seus locatários, o espaço das celas é minúsculo, os animais amontoados não têm um espaço para ginasticar a liberdade, a fidelidade, a solidariedade, a independência, a altivez, os afectos, o amor incondicional, a inteligência, a irreverência, a generosidade, o espírito de sacrifício, a teimosia, a curiosidade, o capricho, a desobediência, brincadeira… A todos estes cães desta porcaria, para não dizer merda, de Canil da Covilhã, propriedade da empresa Águas da Covilhã e apoiado, não sei de que forma, por uma tal Associação de nome Rude, a todos estes cães repito, só lhe falta falar. E Vem-me à memória o belíssimo poema de amor de um homem a um cão de Manuel Alegre. - cito:
"Alguém falou da tristeza e do vazio do olhar dos animais. Vi a tristeza, em certos momentos, no olhar do cão. A tristeza de quem quer chegar à palavra e não consegue.” E eu Também vi no olhar de todos aqueles cães a cruel e rude natureza da natureza humana… e entre lágrimas de raiva apeteceu-me rebentar com todas aquelas grades e gritar: “Vamos rapazes “ a Liberdade está a passar por aqui”! ocupem território nas ruas e nos jardins da Covilhã que a revolução é feita de ocupações…lembrei-me de lhes citar Neruda “ Pensem que o elefante tem o mesmo número de letras que mariposa e é muito maior”...
Sakura amanhã vou resgatar-te e vou ler-te um poema de amor…
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Reféns das FARC já foram libertadas
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou que as duas reféns das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) já foram resgatadas e estão num helicóptero a caminho da Venezuela, informação que é confirmada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Clara Rojas --ex-assessora da candidata presidencial Ingrid Betancourt -- e a ex-deputada Consuelo Gonzalez foram raptadas há cinco e seis anos, respectivamente.Ler mais...
domingo, 6 de janeiro de 2008
adeus pacheco

“Somos cinco numa cama. Para a cabeceira, eu, a rapariga, o bebé de dias; para os pés, o miúdo e a miúda mais pequena. Toco com o pé numa rosca de carne meiga e macia: é a pernita da Lina, que dorme à minha frente. Apago a luz, cansado de ler parvoíces que só em português é possível ler, e viro-me para o lado esquerdo: é um hálito levemente soprado, pedindo beijos no escuro que me embala até adormecer. Voltamo-nos, remexemos, tomados pelo medo de estarmos vivos, pela alegria dos sonhos, quem sabe!, e encontramos, chocamos carne, carne que não é nossa, que é um exagero, um a-mais do nosso corpo mas aqui, tão perto e tão quente, é como se fosse nossa carne também: agarrada (palpitante, latejando) pelos nossos dedos; calada (dormindo, confiante) encostada ao nosso suor."
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
“Borbardeemos” o tratado

No dia 13 de Dezembro em ambiente natalício, os governantes dos vinte e sete países europeus, presentearam-nos com aquilo que “diz que é uma espécie de novo tratado.”Este que foi pomposamente rubricado em Lisboa. - “Mais simplificado”: diz SarKozy, resultou de um retoque de 295 emendas ao tratado assinado em Roma em 1957, e de 61 emendas ao de Maastricht de 1992, e umas dezenas de protocolos e declarações anexos, simplificado?
Sarko l´Américain parece querer criar uma ilusão necessária com força emocional de arrastão ideológico tão típico de uma qualquer palerma americanice política. Simplificado diz Sarkozy pensando e acreditando na não necessidade de um voto aberto dos europeus.
Depois de um participado referendo em Maio e Junho de 2005 a França e a Holanda reagiram com um sonoro “Não” ao TCE “Tratado Constitucional Europeu”, e quando o mais esperado seria outro tipo de reflexão, indo de encontro ao que os europeus querem, uma compreensão das objecções a esse tratado e um compromisso com esse esmagador NÃO, eis que a correcção foi “a tiro”, à revelia dos europeus, consumando algo para o qual a Europa acredito não estar pronta para entrar em consenso.
Sabemos que os 27 fogem da soberania do povo como os vampiros dos alhos, e a opção foi pelo calibrar de uma nova forma de atraiçoar a democracia aos povos que trabalham e que lhe é vedado o direito de conduzir a sua própria vida.Quem trabalha?peço desculpa, quem tem o direito a procurar emprego… que o direito ao emprego já não é contemplado neste novo texto “flexisimplexificado”. Corrijo pois, quem tem o “direito de procurar emprego” já não tem o direito de influenciar a democracia? Será que Lippmann tem razão? Somos o “rebanho tolo” que ao tornar-se participante só iria causar sarilhos? Somos um rebanho tolo que de vez em quando participa numa eleição implorando a um destes 27 para ser o nosso líder? Somos um rebanho tolo espectador desta classe especializada em nos ajudar a atravessar a estrada?Ironicamente, ou não, algo não muda e mesmo que assim fosse não era novidade, a sacralização de um Europa neo-liberal e numa “máquina para liberalizar” (Denord) onde quem comanda e domina são “tropas” da Alemanha, França, Itália e Reino Unido, que dispõem hoje de um real poder de veto dentro do Conselho não podendo nenhuma decisão por maioria qualificada ir contra a opinião de três deles.
Não muda neste tratado a ausência de políticas sérias para resolver catástrofes sociais resultantes das corrosivas de hinos e bandeiras internas instaladas como os graves problemas da saúde, dos padrões de educação, do desemprego, do declínio dos salários reais, dos sem-abrigo, do aumento da violência e da criminalidade.
Está já em marcha o movimento queremos um referendo ao tratado de Lisboa assinado por mais de 55 000 pessoas, entre elas dirigentes sindicais, activistas sociais e figuras das diversas correntes da esquerda francesa (PS, PC, Verdes, LCR), congregando ainda outros movimentos como Respeitem o nosso não, Pela República Social e Colectivo 29 de Maio .O texto deste movimento apela para o apego à democracia, apela para uma mobilização e um unir de esforços sem precedentes naquilo que é um assunto da maior importância para cada um de nós e na defesa da soberania popular. Nas palavras de Chomsky “nestas circunstâncias é preciso distrair o rebanho tolo, porque, se começa a saber disto, pode não gostar, pois é ele que vai sofrer”.
“Borbardeemos” o tratado
Também me apetece dizer:“A única solução é bombardear”
Obriguemos os nosso governo a não nos negar a democracia.
BOM ANO! BONS REFERENDOS!
Depois de um participado referendo em Maio e Junho de 2005 a França e a Holanda reagiram com um sonoro “Não” ao TCE “Tratado Constitucional Europeu”, e quando o mais esperado seria outro tipo de reflexão, indo de encontro ao que os europeus querem, uma compreensão das objecções a esse tratado e um compromisso com esse esmagador NÃO, eis que a correcção foi “a tiro”, à revelia dos europeus, consumando algo para o qual a Europa acredito não estar pronta para entrar em consenso.
Sabemos que os 27 fogem da soberania do povo como os vampiros dos alhos, e a opção foi pelo calibrar de uma nova forma de atraiçoar a democracia aos povos que trabalham e que lhe é vedado o direito de conduzir a sua própria vida.Quem trabalha?peço desculpa, quem tem o direito a procurar emprego… que o direito ao emprego já não é contemplado neste novo texto “flexisimplexificado”. Corrijo pois, quem tem o “direito de procurar emprego” já não tem o direito de influenciar a democracia? Será que Lippmann tem razão? Somos o “rebanho tolo” que ao tornar-se participante só iria causar sarilhos? Somos um rebanho tolo que de vez em quando participa numa eleição implorando a um destes 27 para ser o nosso líder? Somos um rebanho tolo espectador desta classe especializada em nos ajudar a atravessar a estrada?Ironicamente, ou não, algo não muda e mesmo que assim fosse não era novidade, a sacralização de um Europa neo-liberal e numa “máquina para liberalizar” (Denord) onde quem comanda e domina são “tropas” da Alemanha, França, Itália e Reino Unido, que dispõem hoje de um real poder de veto dentro do Conselho não podendo nenhuma decisão por maioria qualificada ir contra a opinião de três deles.
Não muda neste tratado a ausência de políticas sérias para resolver catástrofes sociais resultantes das corrosivas de hinos e bandeiras internas instaladas como os graves problemas da saúde, dos padrões de educação, do desemprego, do declínio dos salários reais, dos sem-abrigo, do aumento da violência e da criminalidade.
Está já em marcha o movimento queremos um referendo ao tratado de Lisboa assinado por mais de 55 000 pessoas, entre elas dirigentes sindicais, activistas sociais e figuras das diversas correntes da esquerda francesa (PS, PC, Verdes, LCR), congregando ainda outros movimentos como Respeitem o nosso não, Pela República Social e Colectivo 29 de Maio .O texto deste movimento apela para o apego à democracia, apela para uma mobilização e um unir de esforços sem precedentes naquilo que é um assunto da maior importância para cada um de nós e na defesa da soberania popular. Nas palavras de Chomsky “nestas circunstâncias é preciso distrair o rebanho tolo, porque, se começa a saber disto, pode não gostar, pois é ele que vai sofrer”.
“Borbardeemos” o tratado
Também me apetece dizer:“A única solução é bombardear”
Obriguemos os nosso governo a não nos negar a democracia.
BOM ANO! BONS REFERENDOS!
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Ética e vegetarianismo
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Conferência Internacional sobre Alterações do Clima

"O Bloco de Esquerda organiza no próximo dia 22 de Setembro (sábado) no ISCTE em Lisboa a Conferência internacional "Ninguém se pode esconder das alterações do clima – Desafios e Respostas". Na agenda dos debates estarão os cenários e projecções sobre o aquecimento global, transportes e mobilidade, novos paradigmas energéticos, consumo, resíduos e as relações norte-sul.

Conferência internacionalNinguém se pode esconder das alterações do clima – Desafios e Respostas
9.30 Sessão de aberturaMiguel PortasDeputado ao Parlamento Europeu - Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde (GUE/NGL) – pelo Bloco de Esquerda, membro da Comissão do Desenvolvimento e da Comissão dos Assuntos Externos.
10.00 Cenários e Projecções das Alterações do ClimaFilipe Duarte SantosProfessor catedrático na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Investigador Coordenador do Projecto SIAM – “Alterações Climáticas em Portugal. Cenários, Impactos e Medidas de Adaptação”.
Suraje DessaiInvestigador do Programa sobre Adaptação no Centro Tyndall para a Pesquisa das Alterações do Clima, na Universidade de East Anglia, Reino Unido.
Suraje DessaiInvestigador do Programa sobre Adaptação no Centro Tyndall para a Pesquisa das Alterações do Clima, na Universidade de East Anglia, Reino Unido.
11.00 Painel I e Painel IIPainel I: Transportes e Mobilidade
Mário Alves Engenheiro Civil e Mestre em Transportes. Foi investigador associado no Centro de Sistemas Urbanos e Regionais da Universidade Técnica de Lisboa e no Centre for Transport Studies da Universidade de Londres, e coordenador operacional do Plano de Mobilidade de Almada. Consultor em transportes e gestão de mobilidade.
Axel FriedrichDirector da Divisão de Ambiente, Transportes e Ruído da Agência Federal de Ambiente da Alemanha. Recebeu em 2006 o Haagen-Smit Clean Air Award pelo seu esforço no combate à poluição do ar e às alterações do clima. ~
Mário Alves Engenheiro Civil e Mestre em Transportes. Foi investigador associado no Centro de Sistemas Urbanos e Regionais da Universidade Técnica de Lisboa e no Centre for Transport Studies da Universidade de Londres, e coordenador operacional do Plano de Mobilidade de Almada. Consultor em transportes e gestão de mobilidade.
Axel FriedrichDirector da Divisão de Ambiente, Transportes e Ruído da Agência Federal de Ambiente da Alemanha. Recebeu em 2006 o Haagen-Smit Clean Air Award pelo seu esforço no combate à poluição do ar e às alterações do clima. ~
Painel II: Novos Paradigmas Energéticos
Sven Teske*Engenheiro e Mestre em Tecnologia Eólica. Activista na área das Energias Renováveis da Greenpeace Alemanha, responsável por várias campanhas relacionadas com a energia e as alterações do clima. Consultor técnico em Energia da Greenpeace Internacional, responsável por vários relatórios, nomeadamente o “Energy [R]Evolution”.
Eduardo de Oliveira FernandesProfessor Catedrático na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Especialista investigador na área da Energia e Climatização, responsável por vários projectos pioneiros ao nível das tecnologias solares passivas, energia nos edifícios e em ambiente urbano e qualidade do ar interior. Presidente da Agência de Energia do Porto.
Painel III and Painel IV Painel III: Consumo, Modos de Vida e Saúde PúblicaCarlos Ballesteros García Professor de Comportamento do Consumidor na Universidade Pontifícia Comillas em Madrid. Membro do grupo ConsumeHastaMorir dos Ecologistas En Acción e da Rede de Economia Alternativa e Solidária (REAS).
José Manuel Mendes Professor de sociologia na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Investigador permanente do Centro de Estudos Sociais e coordenador do Observatório dos Novos Riscos Públicos. Painel IV: Resíduos e Políticas de GestãoRui Berkmeyer Especialista em Resíduos e Membro do Centro de Informação de Resíduos (CIR) da Quercus
José Manuel Mendes Professor de sociologia na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Investigador permanente do Centro de Estudos Sociais e coordenador do Observatório dos Novos Riscos Públicos. Painel IV: Resíduos e Políticas de GestãoRui Berkmeyer Especialista em Resíduos e Membro do Centro de Informação de Resíduos (CIR) da Quercus
16.00 Negociações Internacionais sobre Alterações Climáticas e Relações Norte-Sul
George Monbiot*Jornalista, autor, académico e activista ambiental e politico no Reino Unido, com vários artigos e livros publicados sobre as alterações do clima.
Grace Akumu Directora Executiva da Climate Network Africa, uma organização não governamental regional formada em 1991 com sede no Quénia, que desenvolve actividades nas áreas das alterações do clima, desertificação, perda de biodiversidade, depleção do ozono, energia, pobreza, e outras ligadas ao ambiente e desenvolvimento.
George Monbiot*Jornalista, autor, académico e activista ambiental e politico no Reino Unido, com vários artigos e livros publicados sobre as alterações do clima.
Grace Akumu Directora Executiva da Climate Network Africa, uma organização não governamental regional formada em 1991 com sede no Quénia, que desenvolve actividades nas áreas das alterações do clima, desertificação, perda de biodiversidade, depleção do ozono, energia, pobreza, e outras ligadas ao ambiente e desenvolvimento.
17.30 Sessão de Encerramento
Alda MacedoVice-Presidente do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda. Deputada para a área do Poder Local, Ambiente e Ordenamento do Território.
Francisco Louçã Professor de economia na Universidade Técnica de Lisboa, autor de uma extensa obra. Deputado e Coordenador da Comissão Política do Bloco de Esquerda.*Em sistema de videoconferência."
Alda MacedoVice-Presidente do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda. Deputada para a área do Poder Local, Ambiente e Ordenamento do Território.
Francisco Louçã Professor de economia na Universidade Técnica de Lisboa, autor de uma extensa obra. Deputado e Coordenador da Comissão Política do Bloco de Esquerda.*Em sistema de videoconferência."
extraido de http://www.esquerda.net/
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