
sexta-feira, 17 de abril de 2009
...greve dos mineiros da panasqueira...
"Os mineiros da Panasqueira aprovaram a realização de greves em 29 e 30 de Abril para exigirem aumentos salariais, disse à Agência Lusa fonte do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira.Por seu lado, a Beralt, empresa proprietária das minas, apontou como prioridade a manutenção dos 330 postos de trabalho e admitiu valorizar os prémios de produção, em vez de aumentar salários, "para que a empresa não tenha prejuízo", segundo a administração.
A greve foi apoiada por cerca de 100 trabalhadores no plenário da manhã, sendo que "idêntica posição é esperada no segundo plenário, marcado para as 15:00", referiu à agência Lusa, José Maria Isidoro, delegado sindical.
O sindicato acusou na quarta-feira a Beralt de recuar nas negociações salariais para este ano.
"A empresa deu o dito pelo não dito e retirou a proposta de 2,2 por cento de aumento salarial" e pretende também "alterar o modelo do prémio de produção" elevando o objectivo de 120 para 140 toneladas por mês, referiu José Maria Isidoro.
Como cada tonelada vale cinco euros, "os trabalhadores podem perder 100 euros" por mês, acrescentou.
Segundo o sindicalista, o recuo nas negociações "é incompreensível", uma vez que "as Minas da Panasqueira estão a viver uma situação económica e financeira bastante saudável".
LFO
Lusa
rostos na penumbra
"Uma breve análise sobre os partidos políticos, demonstra terem pouca visão de futuro. Os interesses que afiguram são difusos, representam-se a si mesmos e entre eles não diferem em substância as formas “clientelares” da relação com os cidadãos. É aquilo que se designa por “crise de representatividade”. Cada dia os partidos representam menos a sociedade. Que fazer, cruzamos os braços? Preocupamo-nos com saídas individuais? Lançamo-nos numa corrida alienada contra a participação política, desprestigiando-a? Talvez o segredo esteja no tipo de cidadania existente ou na que se possa promover.Ela é por vezes, uma face oculta da sociedade que pode estar pintada de esperança ou ser a expressão dura do veneno que injecta desalento à esquerda e à direita. A cidadania é a principal fonte de mudança social que é necessário ser-se capaz de associar, juntar ou agregar. A possibilidade de mudança numa sociedade depende da forma como os cidadãos se relacionam com a política e o nível de participação que são capazes de sustentar. A existência de maiores ou menores probabilidades para desenvolver organizações partidárias de maior compromisso com a democracia e o bem-estar colectivo, depende do tipo de cidadania que cada um exerce. Vejamos quatro tipos.1º “O imóvel apático”: não lhe interessa nenhuma espécie de participação, lembra-se da política para a maldizer e culpa-a dos males sociais e erros dos governos. Isto justifica a sua abstenção e a cómoda indiferença social. Os erros das instituições são pretexto para legitimar a preguiça, porque a inacção cívica é uma cómoda posição política.2º “ O desiludido militante”: maneja as modernas tecnologias e tem razoável formação académica, mas deste conforto esparge vírus de desalento e fracasso. Um ou outro participa em organizações sociais, mas diz abominar a política e as virtudes na sociedade existem, segundo ele, nas organizações que controla e nas quais milita. Quem não está sujeito ao seu comando ou não se submeta aos seus desígnios é satanizado. Adopta uma visão autoritária da sociedade na mesma proporção que tem incapacidade para participar ou agregar-se em grupos. Crê que as suas ideias são a panaceia que salva o mundo. Há outros que não participam em nada, vivem da intriga e da mentira contra quem deseja actuar. São profissionais da desmoralização e especialistas em escamotear qualquer iniciativa ou sabotá-la. Para eles, todo obstáculo é a evidência objectiva de que qualquer esforço carece de sentido. São sumamente irresponsáveis, não lhes importa as consequências das suas palavras ao julgar as acções de outros. Recreiam-se na negatividade e jactam-se quando logram frustrar alguém. Regozijam com o fracasso das iniciativas dos outros porque justifica a sua passividade. Junto ao “ imóvel apático” contribuem para manter o clientelismo político e a corrupção.3º “A cidadania activista”: move-se de forma clientelar e pelo benefício individual imediato. Representa o lema “venha a nós o vosso reino”. Estimula a desigualdade e a exclusão, e não considera a política uma actividade nobre ou que deva ser exercida por gente de bem. Os postos públicos são património exclusivo dos eleitos. Possuem o cartão do partido de maiores possibilidades eleitorais: cobiçar empregos e nomeações políticas é o objectivo. A política é fonte primogénita de privilégios e a melhor via para obter poder e compensações exclusivamente privadas.4º. “A cidadania activa não clientelar”: Tenta estabelecer regras claras, precisas e iguais para todos. Une as pessoas de igual sentimento e (grupos) que defendem os mesmos interesses. Sabem que as regras do jogo quando são claras e aceites pela maioria e usadas como o principal critério para o tratamento equitativo são mais sustentáveis no tempo e serão de maior beneficio para si e sua descendência. É uma cidadania actuante, crítica, às vezes ácida, incómoda, insuportável. Reconhece a sociedade como um processo de construção colectivo e vê nos privilégios individuais uma selva perigosa. Nenhum destes tipos de cidadania existe em estado puro, por vezes, encontramos misturas estranhas e combinações inexplicáveis. O importante (creio) seria promover um modelo da “cidadania activa não clientelar”, por ser a que representa melhor a seiva criadora da sociedade e pode estimular mudanças e possibilitar a redefinição do pacto social que nos dá vida. É o tipo de cidadania que se necessita de forma maioritária e é a que deveria ganhar a aderência das nossas mentes almas e corações." extraído de http://ecosecomentarios.blogspot.com/quinta-feira, 16 de abril de 2009
...anos de descontos 'voaram'...
Os descontos relativos aos subsídios de Férias e Natal das trabalhadoras da empresa Gil e Almeida, no Tortosendo, não deram entrada na Segurança Social, nos últimos anos. 'Os descontos dos subsídios nos últimos sete ou oito anos não constam das contas', denunciou ontem o presidente do Sindicato Têxtil da Beira Baixa. " diário XXI - Francisco Cardonacentenas na rua em defesa do emprego
"São sobretudo mulheres e, entre elas, a conversa gira invariavelmente em torno das dificuldades que passam devido aos salários em atraso nas empresas onde trabalham. 'Tenho duas crianças para sustentar e passam-se meses de mãos a abanar', afirmou Anabela Vicente, uma das quase 400 trabalhadoras que ontem protestou na Praça do Município, na Covilhã, contra salários em atraso nas empresas de confecções da Cova da Beira, problema que afecta 800 trabalhadores. 'É muito complicado querer dar de comer aos nossos filhos e não termos', acrescentou Lídia Clemente, outra trabalhadora. Um cenário que agora enfrenta 'todos os dias', porque o marido 'também ainda não recebeu', São ambas trabalhadoras da Vesticon, empresa localizada no Tortosendo que requereu a insolvência. Face ao agravamento dos problemas, a maioria das 204 trabalhadoras da empresa pondera accionar, segunda-feira, a suspensão do contrato de trabalho. 'Muitas vão suspender, mas eu vou aguentar nem que tenha de pedir para ir trabalhar', garante Anabela Vicente, natural e residente em Sobral de São Miguel. 'Se quiserem, despeçam-me', acrescentou. terça-feira, 14 de abril de 2009
segunda-feira, 13 de abril de 2009
ליל הבדולח
A Noite de Cristal, também conhecida pelo Pogromnach de 9 para 10 Novembro de 1938. Coube a Goebbels - o chefe da propaganda nazi- o orquestrar a campanha mais macabra contra os judeus, uma centena de judeus foram mortos e muitas centenas feridos, foram incendiadas cerca de duas mil sinagogas, lojas e escritórios foram pilhados. Mais de 30 mil judeus foram presos e enviados para campos de concentração. sábado, 11 de abril de 2009
sexta-feira, 10 de abril de 2009
quinta-feira, 9 de abril de 2009
uma país de cavernícolas
Ex-dirigentes do PS de Alcobaça insultados e ameaçados fisicamenteAntónio Delgado (professor na Universidade da Beira Interior) e Lúcia Duarte, dois militantes do PS que, até ao mês de Março, faziam parte dos órgãos dirigentes da Secção de Alcobaça, foram insultados e ameaçados fisicamente, no dia 3 de Abril. As ameaças anónimas proferidas telefonicamente por um mesmo homem, que passavam também por atentar contra o património das duas pessoas visadas, foram proferidas logo depois de Lúcia Duarte colocar uma postagem no seu blogue e de ter dado uma entrevista à Rádio Cister contestando o polémico processo de escolha dos cabeças-de-lista do PS à Câmara de Alcobaça. As ameaças foram levadas a sério pelos dois militantes, que tomaram já medidas para garantir a sua integridade física, ponderando agora apresentar queixa junto do Ministério Público. António Delgado, que pediu a demissão da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista de Alcobaça, em solidariedade para com o presidente deste órgão, o médico José Pedrosa, que também se demitiu em Março após recusa dos principais opositores internos em aceitarem uma lista de consenso para concorrerem às eleições autárquicas, adiantou ao Tinta Fresca que o número de telefone em causa era identificável e que quem fez as ameaças “pertence a um grupo que quer denegrir a imagem das pessoas.” ler mais
aRKeoLoGia De UMa FLaTuLêNCia
Em sessão da Assembleia Municipal de 4 de Abril de 2008, foi votada, pela maioria ámen-ista, a abertura do concurso para o novo mercado municipal da Covilhã, que iria ocupar os cinco mil metros quadrados da antiga garagem de São Cristóvão, edifício em ruínas localizada junto ao cemitério.A soberania da corte rural anunciou, na dita assembleia, no seu caudal argumentativo, a necessidade de forrar a empreitada com o copular, no mesmo pacote, de um piso inteiro para estacionamento gratuito e o compromisso de construção de um novo quartel para os Bombeiros Voluntários da Covilhã no edifício da central eléctrica, junto à estação. Mesmo que não passe de uma destemperada cagança fantasiosa, o exaltado anúncio da proeza de um novo quartel dos bombeiros, obra “extruturante” de extrema importância para o futuro da cidade, faria cair por terra quaisquer resistências.
Na apresentação da proposta em Assembleia Municipal tive oportunidade de sublevar a minha opinião, votando contra e questionando a necessidade da construção de um novo Mercado Municipal na Covilhã, dado que, este edifício de referência histórica e patrimonial na Covilhã, para 60 anos, serve ainda perfeitamente a funcionalidade para que foi criado, reconhecendo, no entanto, a necessidade de uma remodelação no sentido de serem criadas as condições exigidas. Lembro também que durante o ano de 2000, o mesmo edifício foi sujeito a obras de remodelação completa, num valor superior a 500 mil euros, em termos de estacionamento e de logística.
Na respectiva Assembleia Municipal, a justificação, da soberana corte, para avançar para o novo mercado foi elíptica, grosseira e estapafúrdia, sem pareceres de técnicos entendidos em questões patrimoniais e actividades tradicionais, mas apenas no arremesso de fisga, de um pretenso anúncio de desgraça, da ASAE, em encerrar o mercado actual. Sabemos do potencial desta prestigiada autoridade, de dominação carismática, em fazer tremer as pernas e aniquilar reservas de rebelião entre os súbditos.
Quanto ao edifício do actual mercado municipal, a sentença estava já consumada, tendo sido ocupado o seu primeiro andar, por uma daquelas modernaças centrais telefónicas, que nascem neste país como cogumelos, e a promessa de umas centenas de postos de trabalho, quanto ao tipo e condições de trabalho que estes, pomposamente, também chamados contact-centers oferecem, estamos conversados…
Concurso aberto a 7 de Abril, três dias após aprovação, propostas entregues, propostas abertas, vencedor não encontrado! Na palavras do vereador provincial, Esgalhado, os projectos denunciavam a mácula do excesso na volumetria e dimensão para as necessidades locais, este mestre na arte de marear não se deve ter sabido explicar no anúncio do concurso, como assim lhe competia. Para suprir o excesso, comprometeu-se pessoalmente na selecção de uma das propostas para a reformulação do projecto, mesmo correndo o risco de suscitar reservas em termos legais na usurpação do possível direito a novo concurso público, o gesto real que seria o mais expectado, mas os súbditos não podem conhecer todos os recantos do que a lei permite.
Habituados às mudanças bruscas de hábitos e humores, uma obra que o ano corrente estaria a ver crescer, a soberania da corte real meteu marcha atrás, talento por demais conhecido e recorrente na ordenança da polis covilhanense. Carlos Pinto anuncia que afinal o que era já deixou de ser e a discussão da localização do novo mercado baixaria de novo à Assembleia Municipal. A localização na Garagem de São Cristóvão era só para disfarçar? Na boa tradição covilhanense o que é anunciado como lançamento de um satélite, no espacejo, não são mais que tiros de pólvora seca, e neste caso resta a esperança que o mercado fique onde está por muitos e longos anos, que é essa a vontade dos vendedores e do povo da Covilhã, e que a oposição, nesta cidade, não se fique apenas por lá ir comprar o peixe.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
...só te faltou a vitória dragão... imprensa europeia não poupa elogios ao F.C.Porto
"A imprensa europeia não poupa elogios ao empate do FC Porto em Old Trafford, com o Manchester United, ao mesmo tempo que realça que o campeão europeu fica em muito má posição para o jogo da segunda mão, nas Antas, em que está "obrigado a ganhar".A BBC fala de uma "emocionante" primeira mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões, que deixa antever uma "deslocação difícil" do MU ao Porto, enquanto a SkySports diz que a equipa de Manchester "tem tudo por fazer" se quiser chegar às meias-finais.
sábado, 4 de abril de 2009
hoje vou sitiar lisboa
sexta-feira, 3 de abril de 2009
lulu on the bridge - paul auster
SINOPSE
Ultrapassar o passado para salvar o futuro. Do aclamado escritor e argumentista Paul Auster (Fumo e Fumo Azul), chega-nos um filme que combina mito e realidade, contando-nos a sua história de uma forma que é ao mesmo tempo simples e complexa. Izzy Maurer (Harvey Keitel) é um saxofonista de música jazz cuja vida se vê mudada para sempre quando é atingido por uma bala perdida. Depois de recuperado, Izzy depara-se com o corpo de um estranho e vê-se na posse da mala da vítima. No seu interior encontra-se uma misteriosa pedra, que o leva até Celia Burns (Mira Sorvino). Juntos, descobrem o poder da pedra e a ameaça daqueles que lhe querem deitar a mão, à medida que a história leva uma negra e surpreendente volta, na caixa de Pandora que é a alma de Izzy.
REALIZADOR Paul Auster
INTERPRETES Harvey Keitel, Richard Edson, Don Byron, Kevin Corrigan, Mira Sorvino, Victor Argo, Peggy Gormley, Harold Perrineau, Gina Gershon, Sophie Auster, Vanessa Redgrave, Mandy Patinkin, Greg Johnson, David Byrne, Holly Buczek, Lou Reed. http://www.dvdpt.com/l/lulu_on_the_bridge.php
quinta-feira, 2 de abril de 2009
leonard cohen - 30 de julho pavilhão atlântico
Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic 'til I'm gathered safely in
Lift me like an olive branch and be my homeward dove
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Oh let me see your beauty when the witnesses are gone
Let me feel you moving like they do in Babylon
Show me slowly what I only know the limits of
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Dance me to the wedding now, dance me on and on
Dance me very tenderly and dance me very long
We're both of us beneath our love, we're both of us above
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Dance me to the children who are asking to be born
Dance me through the curtains that our kisses have outworn
Raise a tent of shelter now, though every thread is torn
Dance me to the end of love
Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic till I'm gathered safely in
Touch me with your naked hand or touch me with your glove
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
terça-feira, 31 de março de 2009
gatos esfolados
Chove? A culpa é do F.C. Porto; Está sol? Aponte-se o dedo aos Dragões; A sua equipa perde? Influência azul e branca; A sua equipa vence? Jorge Nuno Pinto da Costa distraiu-se. Bendita criatividade! Acordam e deitam-se a pensar no melhor clube português. É certo que o Tricampeão lhes inflama os cotovelos e o par de extremidades ao nível da testa, ainda assim não deixa de ser caricato. Dizem mal, mas também ganham a vida a escrever sobre o F.C. Porto.O Labaredas assume um pedido humilde: De futuro, digam em que parte é para achar piada. Tipo: «Rir à terceira palavra da quarta linha do segundo parágrafo». É mais fácil, poupam tempo a quem lê e sempre conseguem manter o estatuto de «humoristas». Ou de «uma espécie» de humoristas. Daqueles que se fixam apenas no «istas» e esquecem o «humor». No «istas» de anti-portistas.
É evidente que as páginas de A Bola e Record vão continuar a ser ocupadas por estas anedotas. E até faz sentido. Significa que o F.C. Porto continua a ganhar e a doença não lhes passou. O Labaredas encolhe os ombros aos figurões que fazem. E não se importa de contribuir para que continuem fedorentos, portanto esta é de borla: Escrevam sobre a «labareda» de hoje nos próximos artigos. É um orgulho ajudar a pagar o personal trainer das vossas esposas. fcp
segunda-feira, 30 de março de 2009
sábado, 28 de março de 2009
quarta-feira, 25 de março de 2009
terça-feira, 24 de março de 2009
domingo, 22 de março de 2009
sexta-feira, 20 de março de 2009
quinta-feira, 19 de março de 2009
quarta-feira, 18 de março de 2009
ASSEMBLEIA MUNICIPAL DA COVILHÃ - 13 de Março de 2009
"A monarquia do pelourinho teima em serenamente transformar pão em rosas, teima em comodamente percorrer este caminho de lógica inversa em tempos que na Covilhã têm sido sempre difíceis. A gravidez, destes nossos monarcas, é sempre psicológica e a sedutora e estimulante semântica é sempre a do pífaro, como a das delirantes obras estruturantes com que o monarca promete asfaltar a cidade: aeroportos (sonha a monarquia embarcar no Aeroporto Internacional do Terlamonte e aportar nas Barajas ou, quiçá, na Transilvânia); fábricas de aviões; gigantescas-barragens, Centros de Artes, Terceiras Ligações à A23; Casinos; Variantes; grandes pontes (que mais não servem que para estimular o turismo suicidário); casinos; grandes hipermercados … enfim… virão a seguir os “campos de golfe” e os “Resorts”… enfim… vai ser até lhes faltar o improvável absurdo do fôlego em portos artificiais. Lembro que na tentação do canto da sereia vem sempre associada a do augúrio da ruína destas práticas políticas recobertas de irracionalidade.Em terra firme a agonia de uma cidade: o aumento do desemprego, a diminuição das empresas activas, a diminuição do investimento público, a desertificação, o escandaloso desperdício em termos humanos das centenas, ou milhares, de casas em ruína, devolutas e em venda, a face mais-que-visivel de uma política urbanística desregrada e atolada nos interesses instalados.
Em terra firme abrem-se feridas de solidão e de abandono nos nossos idosos, já fragilizados por estigmas gerontofóbicos e ancianistas, a política e o eleitoralismo descarado da esmolinha da refeição a um euro, por si, não revaloriza o papel do idoso, é necessário que sejam criadas oportunidades para que utilizem as suas capacidades em actividades que dignifiquem a sua existência, de forma mais autónoma possível.
Em terra firme esgalha-se um escandaloso e injustificável aumento das taxas e tarifas de água, resíduos sólidos e saneamento, com o disfarce do manhoso álibi da necessidade de um novo equilíbrio social. Muito mal esgalhado senhor vereador! Quase que o ouvia dizer, neste improvável sentido de equilíbrio, que este aumento evitava gastos em álcool e no jogo por parte da população idosa e mais carenciada.
Todos nos lembramos da promessa do edil covilhanense, aqui na Assembleia Municipal, garantindo o não aumento destas mesmas tarifas durante o seu mandato. Permitam-me ser politicamente incorrecta mas este presidente mentiu e omitiu deliberadamente!
Esta é uma subida inaceitável, injustificável, inoportuna e que agrava as dificuldades de sobrevivência dos mais carenciados e que sabemos ser resultado de uma pressão por parte da empresa privada, parceira da câmara neste negócio, no total desprezo por quem cá mora e por quem cá trabalha. Medida mais sensata seria a isenção do pagamento da factura de água e taxas acessórias, a famílias carenciadas, no limite mínimo essencial por pessoa definido pela Organização Mundial de Saúde.
Mas há toda uma realidade que teima em permanecer invisível a este executivo camarário, realidade da pobreza, da exclusão social, do sobre endividamento de famílias e de pequenas empresas, dos grupos sociais desfavorecidos, uma realidade que na Covilhã não é um problema de crise global mas consequência das más opções de quem a lidera o governo do Concelho que em termos sociais está ao mais alto nível do homem das cavernas.
Deixo-lhe um grande conselho presidente, já que não nos pode dar o sol então saia lá da frente."
ensaio sobre a cegueira
- EXPLICAÇÃO DOS "VERDADEIROS BENFIQUISTAS": estes números provam que o Porto é um clube corrupto e só ganhou, durante 25 anos, por causa da corrupção. E diga-se que 25 anos é um período curto que ainda não permitiu construir uma equipa capaz de vencer o Porto.
- FACTO: o Porto, nos últimos 25 anos, foi 2 vezes Campeão Europeu.
- EXPLICAÇÃO DOS "VERDADEIROS BENFIQUISTAS": o Porto foi Campeão Europeu porque é um clube corrupto e as suas vitórias não interessam porque é um clube regional.
- FACTO: o Porto, nos últimos 25 anos, ganhou por 2 vezes a Taça Intercontinental.
- EXPLICAÇÃO DOS "VERDADEIROS BENFIQUISTAS": o Porto ganhou essas Taças, que na nossa opinião não valem nada, porque é um clube corrupto e as suas vitórias não interessam porque é um clube regional.
- FACTO: o Porto, nos últimos 25 anos, ganhou uma Taça UEFA e uma Supertaça Europeia.
- EXPLICAÇÃO DOS "VERDADEIROS BENFIQUISTAS": a Taça UEFA é um troféu fácil de ganhar. Este ano é que tivemos azar porque apanhamos super equipas como o Galatasaray, o Olympiakos, o Herta de Berlim e o Metalist Kharkov. Tudo equipas de topo. O Porto só ganhou a Taça UEFA e a Supertaça Europeia porque é um clube corrupto e as suas vitórias não interessam porque é um clube regional.
- FACTO: o Benfica deixa sair Mourinho, Deco e Maniche que vão todos parar ao Porto e que estão na base do Porto ter ganho uma Liga dos Campeões e uma Taça UEFA.
- EXPLICAÇÃO DOS "VERDADEIROS BENFIQUISTAS": o Porto foi Campeão Europeu e ganhou a Taça UEFA porque é um clube corrupto e as suas vitórias não interessam porque é um clube regional.
- FACTO: a Liga dos Campeões vai na sua 17ª edição, podendo ser contabilizadas 14 participações do FC Porto e 14 do Manchester United, que são os 2 clubes com mais presenças, enquanto o Benfica e o Sporting contam com 5 participações cada um e o Boavista duas.
- EXPLICAÇÃO DOS "VERDADEIROS BENFIQUISTAS": o Porto na Europa não é nada porque é um clube regional e corrupto.
- FACTO: o Porto, das 14 vezes que disputou a Liga dos Campeões, passou a fase de grupos 10 vezes, enquanto o Benfica o fez por uma única vez, sendo que o Porto qualificou-se este ano para os oitavos-de-final pela 3ª vez consecutiva, com um treinador que não serviu ao Benfica, tendo sido despedido da Luz à 11ª jornada na época 2002/03.
- EXPLICAÇÃO DOS "VERDADEIROS BENFIQUISTAS": o Porto na Europa não é nada porque é um clube regional e quando ganha é porque é um clube corrupto.
- FACTO: o Benfica tem sido eliminado das competições europeias nos últimos por equipas vulgares como o Getafe, o Español ou o Celtic.
- EXPLICAÇÃO DOS "VERDADEIROS BENFIQUISTAS": o Benfica está a construir uma grande equipa (há sensivelmente 25 anos) e o Porto só ganha porque é um clube corrupto e também não interessa quando ganha porque é um clube regional.
- FACTO: o Porto foi convidado a integrar o G14, organização onde estão os clubes mais poderosos e influentes do futebol europeu.
- EXPLICAÇÃO DOS "VERDADEIROS BENFIQUISTAS": o Benfica não está porque não se mistura com corruptos, nem com clubes regionais.
- FACTO: o Porto tem vindo a vender jogadores aos grandes da Europa, como são os casos de Deco ao Barcelona, Paulo Ferreira ao Chelsea, Ricardo Carvalho ao Chelsea, Pepe ao Real Madrid, Anderson ao Manchester United, Bosingwa ao Chelsea e Quaresma ao Inter de Milão. O Benfica vendeu Simão Sabrosa ao Atlético de Madrid!
- EXPLICAÇÃO DOS "VERDADEIROS BENFIQUISTAS": o Porto é um clube corrupto e regional e não tem grandes jogadores. Os clubes europeus não sabem o que andam a fazer.
- FACTO: o Sporting tem a melhor formação de jogadores em Portugal, tendo nos últimos anos saído das suas equipas jovens jogadores como Cristiano Ronaldo, Nani, Quaresma ou Simão Sabrosa. O último grande jogador que o Benfica formou foi Rui Costa, que até já se retirou, tendo havido um completo deserto desde aí.
- EXPLICAÇÃO DOS "VERDADEIROS BENFIQUISTAS": o presidente do Sporting senta-se ao lado de Pinto da Costa nos jogos entre as duas equipas, logo o Sporting é igual ao Porto, que é um clube de corruptos e regional. Deste modo, o Sporting também deve ser corrupto e nem chega a ser regional, mas sim um clube local, de um bairro de Lisboa.
- FACTO: os Benfiquistas elegeram presidentes como Manuel Damásio ou Vale e Azevedo que quase destruíram o clube.
- EXPLICAÇÃO DOS "VERDADEIROS BENFIQUISTAS": provavelmente os "Verdadeiros Benfiquistas" votaram neles. Mas no fundo, o que era necessário era encontrar um Pinto da Costa vermelho, mas menos regional e provinciano. De qualquer forma um "Verdadeiro Benfiquista" tem que estar calado mesmo que discorde do presidente do seu clube. Discordar é para traidores e infiltrados.
- FACTO: o Benfica foi incapaz de manter o treinador da equipa principal de futebol que ganhou o penúltimo título em 1993, Toni, para substituí-lo por Artur Jorge e não quis ou não soube manter Trapattoni que ganhou, em 2004, o último campeonato do Benfica. Mas o Benfica também despediu Beto Aranha depois de ter ganho o ano passado o campeonato de Futsal e Aleksander Donner depois de este ter ganho o campeonato de andebol após um longo jejum de 18 anos.
- EXPLICAÇÃO DOS "VERDADEIROS BENFIQUISTAS": peço desculpa, mas não me ocorre nenhuma coisa que diria um "Verdadeiro Benfiquista", mas provavelmente esses treinadores deveriam ser infiltrados e estariam seguramente ao serviço do Porto que é, como todo sabemos, um clube corrupto e, sem dúvida, regional.
- FACTO: o Benfica, com José Veiga à frente do futebol, foi campeão nacional após um interregno de 11 anos.
- EXPLICAÇÃO DOS "VERDADEIROS BENFIQUISTAS": o Veiga era portista e aprendeu tudo com Pinto da Costa antes de se zangarem, logo José Veiga trouxe para o Benfica os "truques" do Porto. Pergunta: será que isso significa que o nosso último título também foi ganho através da mesma corrupção com que o Porto ganhou tanta coisa?
- FACTO: o Benfica despediu Fernando Santos que já vinha da época anterior à primeira jornada por ter empatado fora com o Leixões.
- EXPLICAÇÃO DOS "VERDADEIROS BENFIQUISTAS": o Porto é um clube corrupto e regional e o Fernando Santos até era o Engenheiro do Penta, sendo que esses 5 campeonatos seguidos que o Porto ganhou devem-se totalmente à corrupção.
- FACTO: o Benfica contrata camiões de jogadores da qualidade de Edcarlos, Luís Filipe, Andrés Diaz, Stretenovic, Marcel, Manduca, Marco Ferreira, etc, etc, etc.
- EXPLICAÇÃO DOS "VERDADEIROS BENFIQUISTAS": o Porto também comprou muitos jogadores maus, e todos os títulos que o Porto ganhou devem-se todos à corrupção. O facto do Porto vender sistematicamente jogadores a grandes clubes da Europa tem uma explicação simples, é que esses clubes gostam de comprar jogadores a clubes regionais, é como quem compra artesanato.
- FACTO: Pablo Aimar diz que o melhor jogador da Liga Portuguesa é o capitão do FC Porto, Lucho González.
- EXPLICAÇÃO DOS "VERDADEIROS BENFIQUISTAS": fez muito bem, porque o rapaz tem que dizer a verdade, sendo que o Director de Comunicação do Benfica está a fazer um trabalho óptimo na pacificação do futebol português elogiando o capitão de equipa do maior adversário do Benfica. É muito bonito este desportivismo! No Porto nunca fizeram semelhante coisa porque são corruptos e logo não dizem a verdade.
- FACTO: o Benfica, nos últimos anos, tem vindo a registar uma sucessão de recordes negativos: a maior derrota de sempre em jogos europeus (7-0 em Vigo na época de 1999/2000), a pior classificação de sempre (6º lugar na época 2000/01), ficou de fora da Europa pela primeira vez na sua história em 2001/02 e repetiu o desastre na época seguinte (2002/03), ficou sem ganhar um campeonato durante 11 anos e nos últimos 14 ganhou apenas um, já não vai a uma final Europeia há 18 anos. Há muitos mais recordes negativos, mas eu não quero ser fastidioso.
- EXPLICAÇÃO DOS "VERDADEIROS BENFIQUISTAS": francamente não sei bem qual será, mas seguramente é porque o Porto é um clube corrupto e todos estes desastres devem-se a lamentáveis erros de arbitragens.
Officium Lectionis - Breve Sumário da História de Deus, de Gil Vicente
21h30, Igreja de S. Francisco, FundãoNo princípio era o verbo, a palavra criadora. E a palavra fez-se mundos e seres e tempos. E da palavra fizeram-se histórias, contadas de muitas e mui variadas formas. Esta é a história de Deus, história com «tais profundezas / que nunca se perdem serem recontadas», do pecado original à paixão e morte, passando pelas tentações e pelas figuras diabólicas da corte infernal. Um texto de Gil Vicente, representado originariamente em 1527 e aqui apresentado numa leitura cénica que destaca a plasticidade poética da palavra.
Officium Lectionis (Ofício de leitura ou Tempo da palavra no ritual litúrgico) é um programa de leituras cénicas a desenvolver entre o Município do Fundão e a Colecção B, dando à palavra dita/lida o espaço onde se cruzam o ritual, o sagrado e o espectacular. A leitura do Breve sumário da história de Deus, de Gil Vicente, no âmbito das celebrações da Quadragésima de 2009, constitui a sua primeira proposta.
Sobre o texto
Apresentado em 1527, em Almeirim, aos reis portugueses D. João II e D. Catarina, o Breve sumário da história de Deus resume os momentos-chave do Antigo e Novo Testamento, desde a criação do Mundo até à Paixão de Cristo, fazendo desfilar perante os nossos olhos as personagens mais emblemáticas da história cristã: Adão e Eva, Abel, Job, os Patriarcas Abrãao, Moisés, David e Isaías, S. João e Cristo. Juntam-se a estas o Anjo, o Mundo, o Tempo e a Morte, que guiam as grandes figuras no seu percurso entre a Terra e o Limbo. E, claro, não podem faltar os diabos, liderados por Lúcifer, o Anjo Caído, que, a cada momento, tentam desencaminhar os escolhidos de Deus.
Sobre o desafio de ler... e escutar
Em tempos que já lá vão, ler e ouvir ler eram práticas comuns associadas à fruição colectiva de textos dramáticos e narrativos. Fosse o cura da aldeia, fosse o professor ou o intelectual, a leitura reunia a comunidade sob o amparo da palavra reveladora e mágica. Como na leitura dominical realizada na Igreja, é a força inclusiva da palavra que pulsa na voz do leitor, criando cenários invisíveis, fazendo surgir personagens temíveis ou dóceis, aterradoras ou salvíficas.
A este efeito criador não são alheios ritmos, volume, timbre, expressão. E, para todos eles, é na presença viva do ouvinte que a magia da leitura acontece. O palco da leitura não é só o corpo e voz do leitor, presente num espaço físico perante os seus ouvinte. É também, é sobretudo, o palco da imaginação de cada um, lugar onde a palavra ressoa e evoca mundos, fantasias e segredos. O desafio de ler e ouvir ler convoca a eficácia ritual da palavra dita, pede-nos a redescoberta da sua presença essencial, actualmente tão afastada dos nossos quotidianos. No princípio era o verbo a fazer-se luz e mundo. Como hoje, como agora.
Sobre o leitor – entrevista com Pedro CaeiroTempos de ‘paixão’
uma leitura de Gil Vicente
Jovem actor português, Pedro Caeiro iniciou-se na representação com o Curso de Interpretação da Escola Profissional de Teatro de Cascais, sob direcção de Carlos Avilez, com quem viria a trabalhar nos anos seguintes. Ainda no campo do teatro, participou em duas edições do programa Ciclo Novos Actores, promovido pelo Teatro Municipal S. Luiz de Lisboa, e integra, desde o ano passado, a companhia Teatro do Vestido. O seu percurso passa também pelo cinema (Morrer como um Homem, de João Pedro Rodrigues e UNDO, de José Filipe Costa). Mas o seu rosto é principalmente conhecido do pequeno ecrã, tendo tomado parte no elenco da série juvenil Morangos com Açúcar (Rui na série IV), e das novelas da noite Fascínios e Flor do Mar. Num percurso tão intenso e variado, o encontro com Gil Vicente abre caminho a renovados desafios que o actor aceitou com total entrega e paixão. Falámos com ele sobre isso.
1. O Pedro Caeiro é mais conhecido do mundo da televisão do que do mundo do teatro. Mas o teatro está lá desde o princípio. Que te motivou a seguir este caminho?
Eu nunca pensei ser actor. Não sou daquelas pessoas que sempre tiveram esse sonho desde criança, foi uma coisa que surgiu. Tinha feito pequenos “teatrinhos” no secundário, mas foi por mero acaso que fui parar à Escola Profissional de Teatro de Cascais, onde, passados os primeiros quinze dias, o ‘bichinho do teatro’ começou a despontar em mim. Hoje em dia seria impensável para mim estar longe deste mundo, pois é isto que verdadeiramente me faz viver. É verdade que o reconhecimento que tenho vem da televisão e isso é normal, pois hoje em dia toda a gente tem acesso à televisão, o que não se pode dizer, infelizmente, do teatro! Mas, se fizer um balanço, é claro que já fiz mais teatro do que televisão.
2. Já tinhas feito Gil Vicente? Como te surgiu esta proposta e o que te motivou a aceitá-la?
Já tinha feito Gil Vicente na escola, pois faz parte do programa, mas profissionalmente ainda não, esta é a primeira vez. A proposta veio através da Colecção B, e o desafio foi o de apresentar uma leitura de Breve Sumário da História de Deus integrada no festival da Quadragésima, no Fundão. A ambição e a responsabilidade do projecto, aliadas à proximidade com aquela associação cultural, fizeram-me aceitar logo! E o facto de ser um texto de Gil Vicente, complexo mas de uma grande beleza poética tornou a proposta irrecusável!
3. Que desafios e / ou problemas te levantou este projecto e como os superaste?
Eu prefiro olhar para as dificuldades não como problemas, mas antes como desafios — e este projecto levantou-me bastantes! Primeiramente, por se tratar de um texto teatral — onde intervêm várias personagens — há todo um trabalho de expressividade para tornar as situações da história perceptíveis para o público. Quem fala com quem, que em palco é dado pela presença tem aqui de se referir de outra maneira, e as ordens, gestos, insinuações e silêncios expressivos têm de ser transformados. Por exemplo, eu leio as didascálias [aqueles textos de instruções aos actores], o que, de resto, dá um tom quase ingénuo ao texto que me agrada. Mas estar sozinho a ler um texto para uma assistência é muito assustador! Mas, como comecei por dizer, estas questões, mais do que problemas, são desafios! E encará-los assim é o meu ponto de partida para este trabalho.
4. Que sentido faz, hoje, a leitura de Breve Sumário da História de Deus, de Gil Vicente?
Isso é uma pergunta complexa. Que sentido faz hoje Gil Vicente? Que sentido faz hoje Shakespeare? Acho que o sentido está naquilo que temos para dizer com o texto, mesmo que ele possa, aparentemente, não fazer sentido hoje em dia. Eu, como muitos jovens da minha geração, não andei na catequese, nunca fui à missa e só assisti a cerimónias religiosas em casamentos... por isso posso dizer que, no meu caso, estou a aprender muito com este projecto. Penso que é um bom pretexto para conhecer a história de Deus, mesmo em forma de “sumário”!
5. És um actor dividido entre a televisão e o teatro ou um destes é mesmo a tua paixão?
Sempre respondi que o palco é mesmo a minha paixão. E penso ser verdade. Mas quanto mais televisão faço, quanto mais contacto tenho com a câmara, quantas mais coisas novas descubro a cada dia, mais essa resposta deixa de ser tão certa... Gosto de teatro, televisão, cinema... Tudo o que tenha a ver com este meio, é a minha paixão.
change your whole lattitude - and for some moments, only a corona will do
A cerveja e o limão"É comum na Europa, Canadá e Estados Unidos servir CORONA, cerveja de origem mexicana, com um pedaço de limão no gargalo. No mercado mexicano é menos comum, a não ser nas áreas de grande concentração turística. A razão para a utilização do limão pode ser explicada devido a cor da garrafa (transparente) que ao ser exposta a luz faz com que a cerveja fique com um sabor “meio estranho”, utilizando assim o limão para mascarar o gosto ruim da cerveja. Este enorme problema acabou por se tornar um dos factores de maior sucesso da marca, extremamente consumida e associada ao clima tropical, paisagens paradisíacas, férias e festas badaladas."
quinta-feira, 12 de março de 2009
quarta-feira, 11 de março de 2009
terça-feira, 10 de março de 2009
segunda-feira, 9 de março de 2009
baptismo da carabina - dinâmicas de proximidade com os eleitores
por onde anda o meu artesão das estrelas?
a noite chegou incrédula... para sempre incrédula...ungida numa mão que não era a tua.
a noite chegou incrédula... para sempre incrédula...
cegou, ignorou, cancelou, suspendeu, colheu.
a noite chegou ágil... para sempre ágil...
destemida numa mão que não era a tua.
a noite chegou ágil... para sempre ágil...
deselegante, estonteante, destemida, desvairada.
a noite chegou amaldiçoada... para sempre amaldiçoada...
impaciente numa mão que não era a tua.
a noite chegou amaldiçoada... para sempre amaldiçoada...
escolheu, derrotou,arrancou, levou, feriu
a ocasião assim o exigia...
tão simples como isso...
ana
cordão humano professores
Cá fica o prometido vídeo caseiro com a prestação do nosso lírio, Ana Moura, em directo para o noticiário das 5h.
www.olhaiosliriosdacampos.blogspot.com
sexta-feira, 6 de março de 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009
"a un olmo seco"
Antes que te derribe, olmo del Duero,con su hacha el leñador, y el carpintero
te convierta en melena de campaña,
lanza de carro o yugo de carreta;
antes que rojo en el hogar, mañana,
ardas de alguna mísera caseta,
al borde de un camino;
antes que te descuaje un torbellino
y tronche el soplo de las sierras blancas;
antes que el río hasta la mar te empuje
por valles y barrancas,
olmo, quiero anotar en mi cartera
la gracia de tu rama verdecida.
Mi corazón espera
también, hacia la luz y hacia la vida,
otro milagro de la primavera.
ANTONIO MACHADO, "A un olmo seco"
terça-feira, 3 de março de 2009
A onda - die welle
O filme “A onda” [The wave] tem início com o professor de história Burt Ross explicando aos seus alunos a atmosfera da Alemanha, em 1930, a ascensão e o genocídio nazi. Os questionamentos dos alunos levam o professor a realizar uma arriscada experiência pedagógica que consiste em reproduzir na sala de aula alguns clichés do nazismo: usariam o slogan “Poder, Disciplina e Superioridade”, um símbolo gráfico para representar “A onda”, etc.O professor Ross declara-se o líder do movimento da “onda”, exorta a disciplina e faz valer o poder superior do grupo sobre os indivíduos. Os estudantes obedecem cegamente. A tímida recusa de um aluno obriga-o a conviver com ameaças e exclusão do grupo. A escola inteira é envolvida no fanatismo d’A onda, até que um casal de alunos mais consciente alerta ao professor para o facto de ter perdido o controlo da experiência pedagógica que passou ao domínio da realidade quotidiana da comunidade escolar.
O desfecho do filme é dado pelo professor ao desmascarar a ideologia totalitária que sustenta o movimento d’A onda , denuncia aos estudantes o sumiço dos sujeitos críticos diante de poder carismático de um líder e do fanatismo por uma causa.
Embora o filme seja uma metáfora de como surgiu o nazi-fascismo e o poder dos seus rituais, pode consciencializar os estudantes sobre o poder doutrinário dos movimentos ideológicos políticos ou religiosos. O uso de slogans, palavras de ordem e a adoração a um suposto “grande líder” repetem-se na história da humanidade: aconteceu na Alemanha nazista, na Itália fascista, e também no chamado ‘socialismo real’ da União Soviética, principalmente no período stalinista, na China com a “revolução cultural” promovida por Mao Tsé Tung, na Argentina com Perón, etc. Ainda, recentemente, líderes neo-populistas da América Latina, valendo-se de um discurso tosco anti-americano, conseguem enganar uma parte da esquerda resistente a aprender com a história.
segunda-feira, 2 de março de 2009
"ARTE" SÁDICA: SINAIS PREOCUPANTES DO SEC. XXI
Como muitos devem saber e até ter protestado, em 2007, Guillermo Vargas Habacuc, um suposto artista, colheu um cão abandonado de rua, atou-o a uma corda curtíssima na parede de uma galeria de arte e ali o deixou, a morrer lentamente de fome e sede. Durante vários dias, tanto o autor de semelhante crueldade, como os visitantes da galeria de arte presenciaram impassíveis à agonia do pobre animal. na parede o "artista", num "gesto artístico" ainda mais sádico, escreveu algumas palavras com ração para cão, aumentando ainda mais o sofrimento deste. Até que finalmente morreu de inanição, seguramente depois de ter passado por um doloroso, absurdo e incompreensível calvário. Parece forte? Pois isso não é tudo: a prestigiosa Bienal centro-americana de Arte decidiu, incompreensivelmente, que a selvajaria cometida por tal sujeito era arte, e deste modo tão incompreensível Guillermo Vargas Habacuc foi convidado a repetir a sua cruel acção na dita Bienal em 2009. Uma petição disponível na WEB tenta impedir este acto infame de horrível crueldade maquiavélica: http: //www.petitiononline.com/13031953/petition.html.












