segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

...o funcho e prometeu...

Até agora, os homens se beneficiavam do fogo celeste, que estava à disposição deles porque ele caía sobre os freixos e eles participavam do fogo divino. E Zeus lhes nega o fogo. O que eles farão com a carne que agora eles têm? Será que a comerão crua como os animais ou tentarão achar outra solução? Prometeu sobe ao céu, e no seio de um funcho, uma planta que é uma mentira, em vez de seca no exterior e húmida no interior, é húmida no exterior e seca no interior. E ele dissimula, esconde, a semente do fogo – sperma puros. Ele esconde-a no funcho e volta a descer do céu com seu funcho verde na mão, no qual queima a semente do fogo e ele dá esse fogo aos humanos.
E eis que os homens tem o fogo, um fogo culinário. Eles vão cozinhar a carne com ele, um fogo que é ao mesmo tempo técnico, mas um fogo que foi escondido, como as partes da comida que estavam escondidas sob um falso envelope. É um fogo perecível, é preciso alimentá-lo continuamente, senão desaparece. É um fogo que foi engendrado, é uma semente de fogo.

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